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Héctor Mitchell

—...  Alguns  engenheiros  de  Xian,  Pequim  e  Xangai  virão  no  próximo
final  de  semana  para  mostrar  os  resultados  de  nossas  pesquisas  aplicadas  lá  na
China  —  Douggie,  o  chefe  do  departamento  de  Relações  Públicas  terminou  de
me contar a novidade enquanto voltávamos de uma reunião com os homens do
governo. — O pré-relatório parece muito satisfatório, você deveria estar feliz —
sinto a palma da sua mão bater em minhas costas.
— Eu estou, obrigado, Douggie.
Nos despedimos antes mesmo de encontrar o elevador. Puxo o tablet que
carreguei comigo o dia inteiro só para ter notícias dela. Nenhuma notificação.
Eu  deveria  entrar  em  contato?  Visitá-la?  Ver  se  tudo  está  bem  e  em
ordem?
Sabia que ela tinha almoçado com representantes dos centros de caridade
que fazíamos doações, mas depois disso não tive nenhuma notícia de Beatriz.
Até mesmo o chefe de segurança não me atualizava. Seu último relatório
era das 17h e já eram 19h.
— Tudo certo por aqui? — perguntei para Mike, o recepcionista do meu
andar, quando passei por ele.
Tudo certo, chefe.


— Mike, se você já terminou, pode ir para casa.
— Obrigado, senhor. Até amanhã!
Contei  os  passos  até  chegar  à  porta  da  minha  sala.  Aproveitei  para
observar  as  molduras  com  fotos  do  meu  pai  com  os  presidentes  anteriores  dos
EUA,  com  outros  governantes  de  países  em  que  tínhamos  atuação  e  outros
homens importantes. Em algumas havia a minha ilustre presença. Eu realmente
sentia falta de tê-lo por perto, dividir as conquistas e ter um pouco de seu amor
paterno.
Embora nos desentendêssemos quando o assunto era mulher, meu pai era
acima de tudo meu melhor amigo. E essa sensação de tê-lo e ao mesmo tempo
não tê-lo perdido era asfixiante.
Entrei na sala escura e nem fiz questão de ligar as luzes. Eu só precisava
pegar  uma  pasta  com  alguns  investimentos  da  Mitchell  &  Smith  para  me
atualizar durante a noite e pronto.
Não precisei de muito para perceber que havia algo errado por ali.
Estalei o dedo e as luzes da sala ligaram imediatamente.
Ah, sim, faltava a minha cadeira, ela não estava atrás da mesa. Onde essa
maldita cadeira havia...
Minha  cabeça  girou  lentamente  pela  sala  até  encontrar  a  poltrona
presidencial no centro da sala.
Sentada nela havia uma bela mulher de grandes olhos brilhantes, usando
um robe preto de renda com um laço frouxo em frente ao corpo.
Boa noite, senhorita Rodrigues.
— Boa noite, senhor Mitchell — seus olhos brilhantes se abriram e um
sorriso felino se formou em seus lábios.
— Você sabe que também é a senhora Mitchell, não é? — deixei a pasta
com os documentos em cima da mesa.
— Pode apostar que sim.
—  Fiquei  preocupado,  você  se  esqueceu  de  me  atualizar  do  seu
paradeiro. Como foi o seu dia? — já me adiantei desabotoando a camisa social
de mangas longas em meus pulsos.
—  Chato.  Mas  ele  ainda  não  terminou  —  ela  se  remexeu  devagar  na
cadeira, esfregando aquela bunda grande em minha cadeira.
Merda. Como era linda. De látex, de couro e jeans, de renda... nua.
Ficaria ainda mais linda em mim. Pulando, chorando, implorando por um
pouco de ar.


— Senhor Mitchell? — sua voz, meu feitiço favorito, me tirou do transe.
Hum?
— Como foi o seu dia?
Naquele  instante  tentei  puxar  da  memória  qualquer  informação  do  dia,
nada veio. Foi como abrir armários pesados que no fim estavam vazios.
— Começou a ficar interessante.




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