Protegida pelo Bilionário


Capítulo 6 Beatriz Rodrigues



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Capítulo 6
Beatriz Rodrigues
Com o senhor Mitchell fora da sala, me recompus da melhor forma que
pude.
A  parte  interna  das  coxas  formigava.  As  pernas  fraquejavam  ao  dar
alguns passos.
A  mente  não  conseguia  pensar  em  outra  coisa  que  não  fosse  aquela
vontade difícil de controlar, aquela sensação deliciosa que meu corpo guardava
de ter sido tocado, chupado e inicialmente penetrado.
Voltei a encarar o mundo lá fora, segurei no vidro para me manter de pé e
mesmo  na  tentativa  de  me  distrair,  era  difícil  me  livrar  da  ideia  insana  de  sair
dali,  procura-lo  pelos  corredores  e  cada  andar  e  sentar  com  força  naquele  pau
gigante.
Eu perdi o juízo — precisei admitir.
Peguei  o  celular  para  conferir  como  Hillary  estava,  só  assim  eu  ia  me
distrair.

Héctor Mitchell

— Você não havia dito que tinha uma noiva! — minha mãe me olhou dos
pés à cabeça.
— Quando nos encontramos pela última vez eu não tinha.
—  Ah,  então  eram  apenas  namorados  —  ela  buscou  a  resposta  mais
simples para dar aquele assunto como encerrado.
— Digamos que eu era expectador dela.
Expectador? — ela me avaliou com olhar clínico.
— É, expectador.
Como um admirador?
— Exatamente isso, mãe.
—  Oh,  parece  algo  com  o  que  podemos  lidar  —  ela  bateu  a  palma  da
mão  em  minhas  costas  e  caminhou  em  frente.  —  Bom,  eu  até  estava  me
acostumando  na  ideia  de  ser  Amanda,  mas...  bem...  Vamos,  onde  está  a  moça?
Suas irmãs já se adiantaram e foram para o restaurante!


— Ela precisou de um tempo para ligar para os pais ou algo do tipo.
— Ela é mexicana? — seu olhar foi severo.
— Brasileira, mãe.
Ela fez uma cara azeda. Mas se eu confirmasse sua ideia de que Beatriz
era  mexicana,  sabia  que  ela  enfartaria  ou  fingiria  um  enfarto  só  para  mostrar  o
quão má era aquela ideia.
—  Se  o  seu  pai  não  morrer  e  acordar,  quando  ele  acordar,  eu  mesmo  o
mato!
Mama!
— Vou trocar a pílula azul dele por veneno! — ela puxou a bolsa e saiu
pela portaria.
Beatriz chegou alguns minutos depois, andava devagar, vinha acanhada,
passos  lentos,  mas  o  rosto  erguido,  os  ombros  para  fora,  um  jeito  altivo  de
desfilar.
— Onde está todo mundo?
Foram na frente, vamos — estendi meu braço.
Ela olhou, olhou novamente e repetiu a ação uma terceira vez. Então eu
passei seu braço por dentro do meu e a puxei para fora dali.


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