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Beatriz Rodrigues
Dois dias atrás.


Eu  queria  ter  tido  mais  tempo  para  decidir  sobre  a  proposta  do  senhor
Mitchell.
Mas quando dei por mim, tudo o que havia ao meu redor era uma amiga
paralisada pelo choque, o medo de ter homens em minha cola e nenhum lar além
do quarto de um hotel 3 estrelas.
Liguei  para  o  senhor  Mitchell  que  me  atendeu,  foi  muito  atencioso  e
prontamente  me  encontrou  em  seu  apartamento  em  Long  Island,  fui  levada  lá
por um de seus motoristas particulares.
— Veio fechar o acordo, espero — foram suas primeiras palavras quando
nos vimos.
Ele  estava  impecavelmente  bonito,  apenas  com  a  camisa  branca  social
que  deixava  seus  músculos  marcados  e  seu  ar  de  que  cada  minuto  perdido
comigo era muito valioso, por isso precisávamos fazer valer à pena.
Eu não o deixaria esperando.
— Vim fechar o acordo — disse de uma vez.
Com  um  sorriso  de  canto,  o  senhor  Mitchell  me  entregou  uma  taça  de
cristal com bordas douradas.
Antes que ele abrisse a champanhe, o interrompi.
— Há mais uma condição.
— Diga-me.
— Preciso que proteja uma amiga minha... e eu — encolhi os ombros.
—  Protegê-la?  —  ele  veio,  econômico  com  os  passos,  não  com  o
charme.
Deu a volta ao meu redor, encarando-me de perto.
— Juro que não fui eu quem começou o problema, mas não vale à pena
julgar a culpada, por que ela está... ela está... — comecei a olhar o vazio.
— Ela está o quê? — sua voz grossa me tirou do transe.
Morta — tapei a boca após dizer.
O  senhor  Mitchell  escorou  o  corpo  no  sofá  preto  e  me  encarou  com
seriedade.  Seu  olhar  era  tão  duro  e  fechado  que  me  deixavam  paralisada  e
extasiada,  sem  saber  o  que  fazer,  além  de  encará-lo  suplicando  ajuda.  Ao
perceber que eu estava petrificada ali de pé ele estendeu sua mão, segurou firme
em meu braço e me puxou para si.
Fiquei entre suas pernas, o olhar preso no chão, rememorando tudo o que


eu havia visto no antigo apartamento.
Eu cheguei em casa e ela estava morta... ela me disse que havia pego
algumas  drogas  para  vender  para  uns  clientes,  mas  depois  Hillary  e  eu
descobrimos que ela pegou muito mais, não conseguiu pagar, pegou outros tipos
de droga, também não vendeu... então eles a mataram — tapei a boca e comecei
a soluçar.
O  senhor  Mitchell  abraçou  a  minha  cintura  com  uma  mão  e  a  outra  foi
para minhas costas, puxou-me para si.
Seu corpo grande, quente e protetor me tranquilizaram de imediato.
Eles acham que Hillary e eu estamos envolvidas... mas nós...
—  Shhh!  —  ele  pediu  e  encostou  o  nariz  na  maçã  do  meu  rosto,  que
rapidamente enrubesceu, senti-a queimar.
— Eles vão nos procurar e nos matar... e nós não temos nada a ver com
isso...  eu  não  posso  voltar  para  o  clube,  pois  eles  sabem  que  podem  nos
encontrar lá, tampouco retornar para aquela região... minha vida acabou!
Seus  dedos  se  tornaram  mais  fortes  ao  redor  do  meu  corpo  e  eu  fiquei
perdida  entre  a  sensação  do  choro  e  o  calor  que  era  quase  sufocante.  Estar
grudada naquele homem estava me deixando quente, sem ar.
Eu vou proteger a sua amiga e você — a voz grossa murmurou ao pé
do meu ouvido. Me arrepiei toda.
Obrigada — pousei as mãos em seus ombros.
—  Mas  preciso  que  você  assuma  o  papel  da  minha  mulher
imediatamente — esse novo sussurro deixou minhas pernas bambas.
— Estou aqui para isso — me prontifiquei.
— Mas eu preciso de mais do que teatro, Beatriz —  ouvir  aquele  nome
murmurar  meu  nome  fez-me  virar  os  olhos  e  imaginar  coisas...  —  Fazer  esse
casamento de mentira funcionar será difícil, principalmente com olhos sedentos
pela minha riqueza em cima de nós dois...
Eu vou ser toda sua — falei. Eu tinha escolha?
— Então você tem a minha palavra de que nada acontecerá a você ou sua
amiga  —  seus  dedos  apertaram  minha  pele,  mas  depois  liberou  a  pressão  e
deixou-me afastar.
Fiquei confusa.
Você não me quer? — toquei seu rosto. — Agora?
Mitchell  me  encarou  como  se  estivesse  lutando  contra  si  mesmo.  Eu
ainda  não  conseguia  decifrá-lo  ou  entende-lo...  ele  parecia  impenetrável.  Um


homem  forte,  poderoso,  certamente  cheio  de  segredos,  e  que  ao  mesmo  tempo
que  me  deixava  louca,  me  deixava  confusa.  Seus  dedos  em  meu  corpo
demonstravam  alguma  coisa,  mas  seus  olhos  tão  sérios  e  indiferentes  eram  um
grande mistério.
Não. Não agora. Você merece descanso e colocar os pensamentos no
lugar. Tudo ao seu tempo...
Concordei.  Foi  bem  gentil  da  parte  dele  pensar  um  pouco  em  mim
naquele momento.
— Quando nos casaremos? — perguntei.
—  Quando  você  estará  pronta  para  se  casar?  —  ele  devolveu,  sua  voz
grossa tão próxima do meu ouvido que eu precisei segurar em seus ombros para
não me perder e deixar as pernas fraquejarem.
Quando o senhor quiser — concluí.
—  Você  é  muito  boa  nas  respostas  —  ele  me  avaliou,  sua  mão  pesada
praticamente cobriu o lado direito do meu rosto, seus dedos foram passeando até
chegar em minha nunca. — Providenciarei o seu cartão de crédito ilimitado, sua
liberdade e tudo mais que for necessário — Mitchell disse como um verdadeiro
homem de negócios.
Bom, eu não era uma mulher de negócios. Eu era o tipo provocadora que
aprendera em poucos meses a fazer os homens ficarem loucos.
Eu farei tudo o que o senhor quiser, senhor Mitchell.



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