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Héctor Mitchell



Era tarde da noite e eu ainda tinha uma dezena de documentos para ler e
assinar.  Nada  do  celular  tocar,  nada  de  uma  novidade  concreta  sobre  minha
proposta...  Beatriz  era  uma  mulher  bem  difícil  e  parecia  que  queria  se  manter
intocada.
Fazia bem em fugir de mim. No lugar dela eu também fugiria.
Assim,  concentrei-me  na  papelada  em  cima  da  mesa  até  que  o  celular
tocou.
Embora  eu  tenha  ficado  ereto  e  calmo  por  fora,  por  dentro  o  coração
retumbou com força, pareceu ficar cada vez mais difícil respirar.
Mordi meus dentes, aquele péssimo hábito, e vi a mandíbula ficar rígida
no reflexo que eu tinha bem diante de mim.
Mas não era ela. Que decepção.
— Oi, Amanda — atendi sem muito ânimo, ainda assim era preciso.
— Está ocupado?
— Eu sempre estou. O que houve? Anthony está bem?
—  Sim,  dormiu  feito  um  anjo.  A  febre  está  passando...  —  ela  respirou
fundo. — Você pode abrir a porta para mim?
O quê? O que ela estava fazendo aqui?
Estiquei  todo  o  corpo  e  caminhei  vagarosamente  até  a  porta  e  a
destranquei. Tudo o que vi foi a parede do corredor ornamentada com um quadro
de um artista latino americano e as luzes acesas.
Coloquei a cabeça para fora da porta e...
Fechei os olhos e afastei o rosto quando vi Amanda diante de mim. Mas
ela foi mais rápida e me roubou um selinho, depois avançou contra o meu corpo,
já desabotoando minha camisa branca.
— Ei — eu a repreendi e segurei com firmeza em suas mãos, afastei-as
em seguida. — O que você faz aqui?
— Senti saudade — ela disse com simplicidade.
Não era tão simples assim.
—  Amanda,  você  me  ligou  mais  cedo  dizendo  que  Anthony  estava
doente e que precisava cuidar dele. Agora está aqui? O que deu em você? — não
mudei a expressão de repreensão.
— Eu precisava de você — ela disse de um jeito manhoso que acreditava
quebrar o meu gelo.
Nunca quebrou, eu que fingi porque precisava me aliviar.


Novamente  ela  avançou.  Sua  mão  macia  apertou  o  volume  em  minha
calça e fez menção de entrar, mas eu permaneci intacto de pé, sem permitir que
seus joguinhos me tirassem a concentração.
— Fiquei sabendo que você tem uma decisão importante a tomar — ela
revelou.
— É verdade.
— Estou aqui para ajudá-lo a tomar essa decisão — ela sorriu.
Não apenas sorriu. Desceu a alça do vestido preto, as duas, na verdade, e
empurrou a veste para baixo. Analisei seu corpo como um raio-x precisa fazer e
nada  mais  que  isso.  Então  ela  buscou  uma  retórica  mais  convincente:  tirou  o
sutiã.
—  Entenda,  Héc  —  ela  falou,  manhosa.  —  Eu  preciso  de  você  —  ela
desceu o vestido ainda mais.
Eu não estava exatamente pronto para a tréplica. Mas o celular ajudou.
— Alô — coloquei o aparelho contra o meu rosto.
—  Hora  ruim?  —  a  voz  feminina  me  fez  suspirar  mais  do  que  aquela
nudez.
— Para você, não — mantive toda a minha seriedade enquanto Amanda
tentava abrir o meu zíper. Ela estava mais atirada do que de costume, o que havia
acontecido com essa mulher?
Eu preciso de você — Beatriz disse ao telefone.
Olhei  para  o  ar-condicionado.  Não  podia  ser  ele.  Mesmo  de  camisa
social, colete e paletó eu senti um arrepio profundo em minha espinha. Os pelos
em meu braço rapidamente ficaram eriçados e senti até que minha pupila dilatou.
Olhei  ao  redor,  atento,  rapidamente  caminhei  de  volta  para  o  escritório,
peguei  minha  carteira  e  o  sobretudo  em  cima  do  cabide  e  ignorei  Amanda  que
ainda tentava se insinuar.
— Onde eu te encontro?
—  Vou  passar  o  endereço  por  mensagem.  Se  puder  vir  rápido,  eu
agradeço  —  sua  voz  me  preocupou.  Ela  parecia  assustada  e  acuada,  isso  me
deixou ainda mais ágil.
— Já estou à caminho — fechei a porta de casa atrás de mim e entrei no
elevador.




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