Protegida pelo Bilionário


Capítulo 39 Héctor Mitchell



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Capítulo 39
Héctor Mitchell
Os  dias  continuaram  os  mesmos  na  Mitchell  &  Smith:  reuniões  com  o
pessoal de risco para manter os assuntos sigilosos da empresa mascarados pelas
atitudes nobres, encontros com os poderosos de Nova York em nome do Grande
Templo  e  inúmeras  entrevistas  para  os  veículos  de  imprensa  de  todo  o  país:  o
CEO substituto, Héctor Mitchell, agora era o CEO oficial da empresa.
Nada continuou o mesmo em mim. Tudo mudou.
A minha relação com Anthony voltou a ficar mais próxima. Era estranho
vê-lo  longe  de  minhas  asas,  agora  na  escola,  cheio  de  novas  histórias  e
resmungando dos colegas – de famílias bilionárias – que eram prepotentes e não
gostavam de se misturar com pessoas “inferiores”, ao que Anthony dizia sempre
com orgulho que sua mãe veio de um mundo diferente do nosso e era o melhor
exemplo para ele.
Bia tornou a minha casa um lar.
Da  fuga  dos  romances  e  relacionamentos  duradouros  com  pessoas  que
me  entediavam,  encontrei  uma  peça  única,  rara,  que  tornava  o  cotidiano  uma
novidade.
O  jardim  floriu,  a  mansão  ganhou  novos  tons,  tudo  pareceu  mais
caloroso, humano, não haveria outra palavra além de lar. O fato do meu filho e
eu morarmos naquele lugar nunca tornou ele o nosso lar e agora ele representava
isso e muito mais.
Abandonei os papeis diante dos meus olhos ao ouvir batidas na porta da
sala presidencial.
Beatriz recebeu a permissão para entrar e colocou o rosto para espionar
dentro do lugar, depois fechou a porta atrás de si e veio a mim com um sorriso.
—  Você  disse  que  queria  me  ver  —  ele  asseou  os  cabelos,  contornou  a
mesa até me encontrar e me beijou.
— É, eu queria te ver — murmurei. — Sente-se.
Beatriz  voltou  a  passar  pela  mesa  e  se  sentou  diante  de  mim.  Tateou  o
sobretudo  escuro  e  desabotoou  o  primeiro  botão,  me  desconcentrando
completamente ao me permitir aquela visão.
Você é uma diaba — mordi o lábio e balancei a cabeça negativamente.
— Tenho novidades.


— Espero que boas.
Anuí com cuidado e empurrei o classificador preto na direção dela.
Bia franziu o cenho e sequer fez menção de pegar o classificador. Olhou-
me desconfiada e suspirou.
— Eu deveria?
—  Sim,  por  favor  —  fiz  um  gesto  com  a  mão  para  que  ela  tomasse  o
objeto para si.
Bia puxou o classificador, mas não desviou o olhar do meu. Continuou a
me  encarar  ao  pousar  o  objeto  no  colo,  abri-lo  e  retirar  dele  uma  porção  de
documentos. Junto com eles o seu Green Card.
Isso é?! — ela disse excitada.
É sim — eu sorri.
Bia deu pulinhos na cadeira e vibrou com toda a felicidade do mundo.
Eu até já havia esquecido! — ela disse emocionada.
— Não havia não — cocei o queixo e a admirei.
Sim,  a  admirei.  Ficava  tão  bonita  feliz,  rindo,  vibrando,  pulando  na
cadeira como se fosse uma adolescente.
—  E  esses  outros  papeis?  —  Bia  folheou  os  documentos  com  certo
desinteresse.
— São os papeis do divórcio — expliquei.
Houve um breve e solene silêncio entre nós dois.
Beatriz  ficou  séria,  encostou  as  costas  na  cadeira  e  puxou  toda  a
documentação  para  ler.  Passou  os  olhos  ligeiramente  por  tudo,  mas  manteve
aquele tom analítico e minucioso que carregava ao fitar algo.
Só em caso de um dia você se cansar de mim — justifiquei.
Bia se levantou, não carregava a melhor das feições.
— Quero que se sinta livre. Para ficar. Para ir. Para fazer o que quiser.
— E o que você quer? — ela perguntou.
— Quero que seja minha. Que continue a ser minha. E eu vou ser para
sempre seu.


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