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Capítulo 34 Héctor Mitchell



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Capítulo 34
Héctor Mitchell

Todos  os  empregados  da  mansão  no  Hamptons  estavam  diante  da
propriedade quando cheguei e desci do carro.
Aquele lugar nunca mudara, continuava sendo o mesmo desde que eu era
criança. Mas um clima estranho me recepcionou quando bati os olhos no lugar.
Faltava algo ou alguém. Era como se a luz, o calor, a vida que o lugar recebera
nos últimos tempos houvesse desaparecido.
E havia mesmo.
— Senhor Mitchell — Yone veio até mim e me cumprimentou. — Tudo
está  em  ordem,  como  o  senhor  pediu.  Ninguém  entrou  nos  quartos,  deixei  as
pinturas de Serena onde a senhora Mitchell deixou tudo originalmente.
— Obrigado, Yone.
— O senhor pode sentir falta de algumas peças da casa... foram levadas
pela tal Hillary — Yone torceu o nariz e me entregou a chave do quarto de Bia.
— Nada que ela roubou me interessa, a não ser a minha mulher — rosnei
e subi as escadas para chegar a entrada.
—  E  você,  Anthony,  como  foi  conhecer  a  cidade?  —  deixei  Yone
conversando com meu filho e entrei na mansão.
Andei  decidido,  compenetrado,  sem  ligar  muito  se  faltava  de  valor
durante o meu trajeto.
Marchei até o quarto de Bia, destranquei a porta, respirei fundo e entrei.
Ainda tinha o cheiro dela.
Que droga — massageei as laterais da cabeça e caminhei até a cama.
Tive pouco tempo  para me recompor.  Deitei sobre o  travesseiro que ela
descansou todas as noites, quis arrancar o forro da cama e levar comigo para o
apartamento... o que no fim não era má ideia.
Tirei o forro da cama e o dobrei.
Encontrei as pinturas em cima da escrivaninha junto com alguns papeis.
Laurel  havia  comentado  sobre  a  obsessão  de  Bia  não  apenas  com  o
jardim,  ou  outros  cuidados  da  casa,  mas  às  pinturas  de  Serena  que  ela  havia
encontrado.
Passei  uma  a  uma  as  obras,  eu  as  conhecia  bem.  E  nunca  havia  parado


para notar os escritos atrás delas, pelo menos, quando eu as vi, não estavam ali.
“Foi um erro amá-lo. Era apenas um contrato” estava traduzido na folha
indicando  a  pintura  de  um  pôr  do  sol  onde  tudo  estava  num  tom  azul
melancólico e dois pontinhos minúsculos em cima de um rochedo.
Não  havia  nada  demais  além  de  mensagens  melancólicas  nas  belas
pinturas dela.
Até  que  eu  encontrei  uma  que  indicava  que  uma  das  pinturas  precisava
ser rasgada para que se encontrasse o segredo.
Que droga de segredo? — murmurei.
Encontrei um envelope debaixo de todas aquelas obras. Dentro dele um
cheque  e  não  era  recente.  Remetia  há  doze  anos  atrás.  Um  valor  altíssimo,
assinado pela minha mãe.
No  envelope  encontrei  uma  carta  de  Serena  onde  ela  dizia  que  corria
sérios  riscos  e  que  recebera  o  dinheiro  para  abortar  o  bebê  e  desaparecer,  caso
contrário, coisas ruins aconteceriam a eles dois.
Tive vontade de amassar aquilo, com raiva.
Que merda era aquela?
A  carta  continuava  indicando  as  inúmeras  ameaças,  as  vezes  em  que
Serena fora abordada dentro de casa por empregados que a alertaram de que seu
tempo estava acabando... mas que ela não queria ir embora.
Era isso.
Eu era culpado pela morte de Serena, pelas mazelas que meu filho sofreu
e agora pelo rapto de Bia.
Encontrei um cheque com data recente dentro de outro envelope. Vinha
acompanhado de um bilhete também.

“Héctor,
Se você encontrou esse bilhete, eu já não estou mais por aqui.
Sei  que  pode  parecer  estranho,  mas  entendo  Serena.  Nem  mesmo
dinheiro, ameaça ou a turbulência poderiam me afastar de você.


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