Projeto: “em casa também se aprende”



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PARTE 2)

 

(...)  Então  resolvi  pedir  uma  xícara  de  açúcar 

emprestada  para  o  meu  vizinho.  Agora,  esse  vizinho 

era um porco. E não era muito inteligente também. Ele 

tinha  construído  a  casa  de  palha.  Dá  para  acreditar? 

(...) 


Então chamei: “Porquinho, você está aí?” Ninguém 

respondeu.  Eu  já  estava  a  ponto  de  voltar  para  casa 

sem  o  açúcar  para  o  bolo  de  aniversário  da  minha 

querida  e  amada  Vovozinha.  Foi  quando  meu  nariz 

começou  a  coçar.  Senti  o  espirro  vindo. Então  inflei.  E 

bufei.  E  soltei  um  grande  espirro.  Sabe  o  que 

aconteceu? Aquela maldita casa de palha desmoronou 

inteirinha.  

(...) Eu ainda não tinha minha xícara de açúcar. 

Então  fui  até  a  casa  do  próximo  vizinho.  Esse  era  um 

pouco mais esperto, mas não muito. Tinha construído a 

casa com lenha. Toquei a campainha da casa de lenha. 

Ninguém respondeu. (...) Eu tinha acabado de pegar na 

maçaneta  quando  senti  outro  espirro  vindo.  Inflei.  E 

bufei. E tentei cobrir minha boca, mas soltei um grande 

espirro.  Você  não  vai  acreditar,  mas    a  casa  desse 

sujeito desmoronou igualzinho a do irmão dele.  

(...)  E  eu  ainda  não  conseguira  aquela  xícara 

de açúcar para o bolo de aniversário da minha querida 

e  amada  Vovozinha.  Então  fui  até  a  casa  do  próximo 

vizinho.  Esse  sujeito  era  irmão  do  Primeiro  e  do 

Segundo  Porquinho.  Devia  ser  o  crânio  da  família.  A 

casa  dele  era  de  tijolos.  Bati  na  casa  de  tijolos. 

Ninguém  respondeu.    (...)  Eu  já  estava  quase  indo 

embora para fazer um lindo cartão em vez de um bolo, 

quando  senti  um  espirro  vindo.  Eu  inflei.  E  bufei.  E 

espirrei  de  novo.  Então  o  Terceiro  Porco  gritou:  “E  a 

sua  velha  Vovozinha  pode  ir  às  favas.”  Sabe,  sou  um 

cara  geralmente  bem  calmo.  Mas  quando  alguém  fala 

desse  jeito  da  minha  Vovozinha,  eu  perco  a  cabeça. 

Quando  a  polícia  chegou,  é  evidente  que  eu  estava 

tentando  arrebentar  a  porta  daquele  Porco.  E  todo  o 

tempo  eu  estava  inflando,  bufando  e  espirando  e 

fazendo  uma  barulheira.  O  resto,  como  dizem,  é 

história. 

Tive um azar: os repórteres (...) acharam que a 

história  de  um  sujeito  doente  pedindo  açúcar 

emprestado  não  era  muito  emocionante.  Então 

enfeitaram  e  exageraram  a  história  como  todo  aquele 

negócio  de  “bufar,  assoprar  e  derrubar  sua  casa”.  E 

fizeram  de  mim  um  Lobo  Mau.  É  isso  aí.  Esta  é  a 

verdadeira  história.  Fui  vítima  de  armação.  Mas  talvez 

você possa me 

emprestar uma xícara de açúcar.” 

 

ORIGEM: http://cantinhodaleitura2009. (ADAPTADO) 



 

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