Projeto de doutorado


Referências Bibliográficas



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Referências Bibliográficas 
 
BACHELARD, G. O novo espírito científico. Lisboa: Edições 70, 1986.  
 
BOHR, N. Sobre a constituição de átomos e moléculas. Lisboa: Fundação Calouste 
Gulbenkian, 1989. 
 
DE BROGLIE, L. O futuro da física. In:  Para além da ciência.... Porto: Livraria Tavares 
Martins, 1958. 
 
FEYNMAN, R. O que é uma lei física? Lisboa: Gradiva, 1989.  
 
HEISENBERG, W. A parte e o todo: encontros e conversas sobre física, filosofia, religião e 
política. Rio de Janeiro: Contra-ponto, 1996.  
 
HEISENBERG, W. A imagem da natureza na física moderna. Lisboa: Edição Livros do Brasil, 
1980.  
 
MALIN, S. A natureza ama esconder-se. São Paulo: Editora, 2003. 
 
                                                 
14
 MALIN, 2003. 
15
 Autoridade em mecânica quântica, relatividade geral e cosmologia, e filosofia. 


Introdução 

PLANCK, M. Autobiografía científica y últimos escritos. Madrid: Nivola Libros Ediciones, 
2000. 
 
SCHRÖDINGER, E. A natureza e os gregos seguido de ciência e humanismo. Lisboa: Edições 
70, 2003. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 1 
 
 
 
 
Do átomo grego ao átomo de Dalton: 
 
um percurso através da história da física e da química  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


1. Do átomo grego ao átomo de Dalton: um percurso através da história da física e da química 
10 
1.1 Introdução 
 
Ao  se  reportar a seus primeiros questionamentos à física atômica, quando estudante, 
Werner Heisenberg (1901-1976) reitera a sua forte insatisfação em relação à forma como o autor 
de um de seus livros-texto de física fazia a representação de uma molécula de dióxido de car-
bono: ganchos e colchetes prendiam dois átomos de oxigênio a um átomo de carbono.  
Para Heisenberg
1
O estágio ainda muito incipiente da física atômica no começo do século passado, fez com 
que o autor do texto recorresse a um modelo mecânico bastante simples para enfatizar, pela força 
das imagens, que, na molécula de dióxido de carbono, a natureza liga dois (e não três ou mais) 
átomos de oxigênio a um de carbono.   
,  “ganchos e colchetes eram estruturas arbitrárias, cujas formas podiam 
ser alteradas ao bel-prazer de cada um, de modo a adaptá-los a diferentes utilidades. No entanto, 
os átomos e suas combinações em moléculas deveriam ser regidos por rigorosas leis naturais”. 
Isso, evidentemente,  “não deixava margem alguma para invenções humanas, como ganchos e 
colchetes”.
 
 
É evidente que nem todas as ações didáticas que visam facilitar a compreensão e o aprendi-
zado do estudante são bem sucedidas. Nesse caso particular, o autor do texto não poderia imagi-
nar que estaria ilustrando, a um dos formuladores da teoria quântica, as imensas e incontornáveis 
dificuldades de importar imagens do mundo clássico para o domínio microscópico.  
De qualquer modo, naquele momento, a semente da dúvida se instalava no pensamento de 
Heisenberg. A busca por respostas, se não definitivas, remete-o ao estudo das origens históricas 
do atomismo.  
Certamente, há muitas perguntas que o estudante de hoje pode se fazer sobre o conceito ou 
a  idéia de átomo, algumas delas, talvez, compartilhando preocupações manifestadas por 
Heisenberg. Assim, qual a origem desse conceito e o que visava explicar, quando foi formulado 
pela primeira vez? Como essa idéia se disseminou e se modificou ao longo do tempo? Que resis-
tências enfrentou? Que influências sofreu e exerceu com a mudança de método na ciência? Até 
que ponto se  pode fazer, sem contradições, uma imagem clássica do átomo,  associando-o, por 
exemplo, a esferas ou elipsóides? O átomo é real? 
O presente capítulo explora essas e outras importantes questões, abordando conteúdos rela-
tivos ao atomismo em um extenso período da história do pensamento científico. Inicia 
procurando  mostrar como se estabeleceram as primeiras tentativas de compreender o visível, a 
partir do invisível, entre os gregos antigos. Examina a seguir, no âmbito da física, em que 
contexto se desenvolve a retomada do atomismo a partir do século XVII. Algumas considerações 
sobre a alquimia árabe e a alquimia medieval européia desencadeiam discussões sobre a ascensão 
e queda do flogístico, um conceito que origina uma série de estudos, na química, que vão ressaltar 
                                                 
1
 HEISENBERG, 1996, p. 10. 


Do átomo grego ao átomo de Bohr 
11 
a natureza atômica da matéria. Finaliza com um contraste entre o átomo grego e o átomo de 
Dalton, advertindo sobre a inaplicabilidade do conceito de precursor histórico. 
O fascínio que o átomo exerce sobre o pensamento científico parece bem expresso por 
James C. Maxwell (1831- 1879), no final do século XIX:  
 
Ainda que com o passar dos tempos tenham ocorrido catástrofes, e talvez possam ainda ocorrer nos céus, 
ainda que sistemas antigos possam ter sido dissolvidos e novos sistemas possam emergir de suas ruínas, 
as moléculas [isto é, os átomos!] de que se compõem estes sistemas [a Terra e todo o sistema solar] – as  
pedras fundamentais do universo material –  permanecem intactas e frias. Continuam hoje como foram 
criadas – perfeitas  em número, medida e peso (...).
2
 
  
e por Richard P. Feynman (1918-1988), quando diz que: 
 
Se, em algum cataclisma, todo o conhecimento científico fosse destruído e apenas uma sentença fosse 
passada adiante às gerações seguintes de criaturas, que enunciado conteria a maior quantidade de 
informações com o menor número de palavras? Acredito que seria a hipótese atômica (ou o fato atômico, 
ou como quiser chamá-lo) de que todas as coisas compõem-se de átomos
.
3


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