Programa de Gestão Integrada de Águas e da Paisagem



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Nome do Município

Área Km2

Pop 2010

TGCA

Tx. Urbanização

Mortalidade até 4 anos

Coef. Mortalidade Infantil

Analf.

> 15 anos

IDH-M

Bacias de Santa Maria da Vitória e do Jucu

2.230

824.002

1,31

93,7%

5.036

17,6

8,70%

0,751

Cariacica

279,976

348.738

0,73

96,8%

2.337

15

6,10%

0,750

Marechal Floriano

286,103

14.262

1,58

52,0%

86

17

9,60%

0,754

Santa Leopoldina

716,444

12.240

-0,18

21,4%

68

32

13,30%

0,711

Santa Maria de Jetibá

735,555

34.176

1,74

34,5%

199

12

10,90%

0,724

Vila Velha

212,392

414.586

1,83

99,5%

2.346

12

3,60%

0,817

Fonte: IBGE/Censo Demográfico, 2010; DATASUS, 2010; PNUD, 2003

Tabela 4‑22 - Indicadores Econômicos dos Municípios



Nome do Município

PIB 2009 (em mil R$)

Renda per capita 2010

% de pobres 2003

Per Capita

Primário

Secundário

Terciário

Adm. Pública

TOTAL

Bacias de Santa Maria da Vitória e do Jucu

13,01

407.975

2.130.069

6.463.243

1.685.007

10.720.338

596

26,45

Cariacica

10,53

9.493

802.954

2.417.027

693.054

3.854.045

536

35,57

Marechal Floriano

13,85

48.539

22.256

99.099

35.359

184.262

567

19,54

Santa Leopoldina

8,58

47.189

6.656

53.170

31.958

109.372

385

31,70

Santa Maria de Jetibá

15,66

291.598

29.021

190.754

78.277

531.211

455

24,39

Vila Velha

14,60

11.154

1.269.181

3.703.191

846.357

6.041.447

1.035

21,07

Fonte: IBGE, 2010; PNUD, 2003
      1. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DA REGIÃO DO CAPARAÓ


A Região do Caparaó e Adjacências contabilizava uma população de 84.011 habitantes no ano de 2010, segundo dados do último Censo Demográfico do IBGE. Dessa população, 53% residem em área urbana, onde boa parte da população usufrui do serviço público de abastecimento de água (88,09%).

Praticamente, metade da população residente nos municípios dessa área de estudo vive na zona rural, onde o atendimento público no abastecimento de água é mais precário, restando alternativas de captação de água in natura, diretamente das nascentes e córregos presentes na região. Considerando a totalidade da população, a cobertura desse serviço é de apenas 52,4%, com destaque para o município de Irupi que apresenta a menor das coberturas, 35,5% da população. Municípios com maior expressividade do serviço, como Dores do Rio Preto, não ultrapassam os 60% de domicílios ligados na rede de abastecimento de água. (IBGE, 2010).





Fonte: IBGE, Censo Demográfico, 2010

Gráfico 4‑5 - Abastecimento de Água nos Municípios

No esgotamento sanitário, a cobertura de domicílios urbanos ligados à rede geral de coleta do efluente doméstico é de 81%, estando apenas os municípios de Dores do Rio Preto, Ibatiba e Iúna com cobertura acima de 80%. Na totalidade, contabiliza-se apenas 46,6% de domicílios conectados à rede de esgoto, notando-se a maior incipiência em Conceição do Castelo, Divino São Lourenço e Irupi. A exemplo do abastecimento de água, a coleta de esgoto para o total da população é bem reduzido, especialmente nos domicílios rurais que se utilizam de alternativas técnicas mais rústicas, como as fossas. As dificuldades de implantação deste tipo de serviço em área rural são diversas, potencializadas em particular nas regiões de relevo mais acidentado que exigem maiores investimentos.

Gráfico 4‑6 - Esgotamento Sanitário nos Municípios





Fonte: IBGE, Censo Demográfico, 2010

A taxa de crescimento populacional na última década na Região do Caparaó foi bem reduzida, apresentando baixa dinâmica em um movimento vegetativo de crescimento. Com incremento no contingente de 0,8% ao ano na última década, os municípios da Região do Caparaó que mais cresceram foi Ibatiba e Irupi, com taxas de 1,53% e 1,25% ao ano, respectivamente.

O IDH-M (2000) médio dos municípios do Caparaó foi de 0,723. Apresentaram também renda per capita média de R$ 403,00 no ano de 2010, segundo dados do Censo Demográfico do IBGE.

A taxa média de mortalidade na infância (até 1 ano de idade) (DATASUS, 2010) entre os municípios é considerada alta, principalmente no município de Irupi que atingiu 38 mortos a cada mil nascidos vivos no ano de 2008. Este é um número considerado muito elevado quando se verificam os níveis aceitáveis de mortalidade infantil considerados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que transitam entre 6 e 7 mortos a cada mil nascidos vivos até um ano de idade. O município com coeficiente de mortalidade infantil mais aceitável na Região do Caparaó é Conceição do Castelo, que apresentou em 2008 um total de 7 mortos a cada mil nascidos.

Da população acima de 15 anos de idade, acima de 10% do total é analfabeta nos municípios do Caparaó. Irupi apresentou em 2010 cerca de 19% de população acima de 15 anos nessa condição.

Em termos econômicos, se somado o Produto Interno Bruto dos municípios estudados da região do Caparaó, este número chegou a R$ 670 milhões no ano de 2009 (IBGE), pouco mais que o PIB de Santa Maria de Jetibá que se encontra na região vizinha analisada anteriormente, ou representando pouco mais de 6,3% do PIB gerado no mesmo ano na soma dos municípios considerados nas Bacias dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória.

As maiores produções são provenientes do município de Iúna, seguido de Ibatiba. O setor produtivo mais expressivo está ligado ao setor terciário, contabilizando mais de R$ 410 milhões em 2009, cerca de 61% da soma dos PIB’s municipais. Está representado por comércios, serviços e, principalmente, pela administração pública que sozinha forma 29% do PIB total gerado nos municípios estudados da Região do Caparaó. Este fato sugere a fragilidade da economia da região, que muito depende de transferências governamentais para o emprego e geração de renda, e da arrecadação de impostos municipais, com participação média de 5% do PIB somado, ou 16,8% do PIB da administração pública nos municípios.

O setor primário também tem boa representatividade, com 24,8% do PIB. Contempla produtos de baixo valor agregado, o que pode sugerir que as atividades agropecuárias alicerçam grande parte das atividades econômicas locais, principalmente nos municípios de Irupi, com participação do setor primário de 37,1% do PIB municipal, e em Divino São Lourenço, com representatividade do setor em 32,9% do seu PIB em 2009.

A baixa industrialização na região está nitidamente representada na participação do setor secundário do PIB. O município de maior desempenho industrial é Iúna, que em 2009, segundo informações do IBGE, gerou R$ 17 milhões. Dores do Rio Preto apresenta um setor industrial de baixa produção, porém, de maior representatividade na economia local em comparação com os demais municípios, já que o setor secundário formou 13,7% da sua economia em 2009, enquanto que o mesmo setor nos demais municípios apresentou participação relativa abaixo dos 8,5%.

Na sequência, são apresentadas a Tabela 4 -23 e a , com os respectivos indicadores sociais e econômicos dos municípios estudados e da região como um todo.



Tabela 4‑23 - Indicadores Sociais dos Municípios

Nome do Município

Área Km2

Pop 2010

TGCA

Tx. Urbanização

Mortalidade até 4 anos

Coef. Mortalidade Infantil

Analf.

> 15 anos

IDH-M

Região do Caparaó

1.589

84.011

0,80

53,1%

463

20,0

16,17

0,723

Conceição do Castelo

369,279

11.681

0,69

50,5%

65

7

12,10

0,709

Divino de São Lourenço

175,792

4.516

-0,64

38,6%

35

-

15,20

0,688

Dores do Rio Preto

158,528

6.397

0,33

55,4%

32

12

17,60

0,769

Ibatiba

241,084

22.366

1,53

59,8%

129

24

17,90

0,721

Irupi

184,428

11.723

1,25

37,8%

69

38

18,90

0,719

Iúna

460,365

27.328

0,46

57,2%

133

19

15,30

0,729

Fonte: IBGE/Censo Demográfico, 2010; DATASUS, 2010; PNUD, 2003

Tabela 4‑24 - Indicadores Econômicos dos Municípios

Nome do Município

PIB 2009 (em mil R$)

Renda per capita 2010

% de pobres 2003

Per Capita

Primário

Secundário

Terciário

Adm. Pública

TOTAL

Região do Caparaó

7,97

165.981

54.404

410.323

194.160

670.364

403

39,88

Conceição do Castelo

8,23

25.293

8.288

58.374

30.816

97.625

474

24,01

Divino de São Lourenço

6,86

11.318

2.640

19.829

13.589

34.397

326

41,85

Dores do Rio Preto

7,82

12.068

6.746

28.079

16.634

49.223

399

37,77

Ibatiba

8,32

32.398

12.765

112.755

46.875

170.407

410

54,55

Irupi

8,24

32.867

6.241

46.463

26.490

88.516

382

39,51

Iúna

8,77

52.035

17.721

144.820

59.753

230.193

428

41,59

Fonte: IBGE, 2010; PNUD, 2003


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