Programa de Gestão Integrada de Águas e da Paisagem


Tabela 9‑28 - Aportes Decorrentes da Operação dos Sistemas



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Tabela 9‑28 - Aportes Decorrentes da Operação dos Sistemas

Sistema

População Fim de Plano (Hab)

Efluente 90% (Kg DBO/d)

Lodo (Kg SS/d)

Gás (Nm3/d)

Detrito (Kg/d)

Dores do Rio Preto

2.696

32

270

22

0,27

Divino de São Lourenço

2.366

60

234

19

0,24

Irupi

6.862

58

687

55

0,69

Iuna

17.797

13

1.797

142

1,78

Conceição do Castelo

5.144

37

514

41

0,51

Ibatiba

16.707

15

1.670

133

1,67

Sta Maria de Jetibá

11.212

90

1.121

90

1,12

Sta Leopoldina

6.000

90

600

48

0,6

Nas elevatórias os principais riscos estão relacionados ao extravasamento dos esgotos por motivos elétricos (falta de energia, disfunção operacional) ou deficiências mecânicas nas bombas (desgaste de rotores, entupimentos etc.). Estes aspectos deverão ser adequadamente controlados, de forma a evitar a esta situação.
      1. DISPOSIÇÃO DE LODOS E DETRITOS


A CESAN possui um importante trabalho voltado para a disposição agrícola de lodo de esgotos, onde fez um levantamento das áreas do estado potenciais e propícias a esta rota de disposição e diversos testes, em parceria com o INCAPER - Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, sobre a utilização do lodo em variadas culturas agrícolas. Está construindo ainda as instalações para o tratamento desses lodos, de forma a atender às exigências da Resolução CONAMA 375/06 e 380/06. Entretanto, de acordo com informações da empresa, esta unidade (UGL – Unidade de Gerenciamento de Lodos) terá uma capacidade inicial de 200 ton./mês, quando a produção atual é estimada em 400 ton./mês. A diferença deverá ter sua disposição em aterro sanitário, rota já utilizada hoje principalmente na RMGV.

A preocupação existe nos novos sistemas do interior, principalmente os da região do Caparaó, com distâncias significativas aos aterros localizados na RMGV. Segundo informações da CESAN, os lodos e detritos serão trazidos no início para os aterros licenciados da RMGV, o que vai exigir uma logística diferenciada de transporte, bem como um local de armazenamento provisório nas ETEs, para viabilizar este deslocamento. Esta situação perdurará até que seja construído e licenciado um aterro sanitário na região previsto nos planos de destinação de resíduos sólidos do estado, porém ainda sem previsão temporal.

Recomenda-se um estudo de alternativas técnicas e econômicas para garantir a disposição econômica e segura dos lodos. Este estudo de alternativas consta do Plano de Gestão Ambiental – PGA do Programa e deverá ser elaborado no 1º ano de implementação do programa a tempo de sua adequada implantação.

      1. GASES


Os projetos apresentados contém queimadores para os gases gerados nos reatores UASB, oxidando o gás metano, mais impactante à camada de ozônio da atmosfera, que o gás carbônico resultante do processo de queima. Esta alternativa, embora desperdice a energia gerada, reduz os impactos decorrentes da liberação dos gases na atmosfera.

Não foi possível identificar nos projetos os equipamentos de segurança da linha de gás, como purgas e válvulas corta-chamas. Esses dispositivos precisam ser adotados por razões de segurança contra o retorno da chama e explosão do reator.


      1. ODORES


As maiores fontes de odores nas estações de tratamento de esgotos utilizando o processo de reator UASB seguido de biofiltro aerado estão no acúmulo de detritos do tratamento preliminar, nas caixas de transição dos efluentes dos reatores UASB e nos leitos de secagem.

O primeiro pode ser mitigado com uma frequência maior de retirada de detritos e a adequada disposição temporária em caçambas fechadas.

O segundo é causado pela turbulência dos efluentes quando despejados nas caixas de transição. Para evitar esta situação é preciso adotar alguns cuidados no projeto, de forma a reduzir a turbulência de descarga, como deixar a descarga afogada e manter a caixa totalmente tampada.

O terceiro tem solução mais complexa devido às características da unidade, que são geralmente abertas para permitir a secagem do lodo. Esta unidade pode ser inclusive um foco de vetores, principalmente moscas, que podem levar contaminação às áreas vizinhas. A solução mais frequente é adotar um processo de desidratação mecanizada, porém a capacidade das estações de tratamento dos municípios do interior é muito pequena para adotar isoladamente esta alternativa.

Para os sistemas cujas ETEs estão mais próximas de ocupação urbana como Divino São Lourenço (200 metros), Irupi (300 metros) e Ibatiba (menos de 100 metros), a CESAN propõe a solução de cobrir as unidades de secagem com uma cobertura móvel, que possibilite inibir a livre liberação dos odores pelo lodo, nos primeiros dias do processo de desidratação, onde ocorre a maior parte da drenagem e liberação dos gases.

Recomenda-se que esta solução seja também adotada nos demais sistemas que se encontram a menos de 500 metros de ocupação urbana, caso de Iúna e Conceição do Castelo.



Adicionalmente, recomenda-se, também: (i) a adoção de barreira vegetal no entorno das ETEs; e (ii) apoio institucional às prefeituras com o objetivo de incluir na legislação municipal e planos diretores a garantia de manutenção das áreas do entorno das ETEs como non aedificandi.



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