Programa de Gestão Integrada de Águas e da Paisagem



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Uso

Km²

%

Afloramento / Solo Exposto

19,43

1,24%

Agricultura

15,43

0,99%

Áreas Alagadas

0,80

0,05%

Áreas Urbanas

2,97

0,19%

Floresta natural / Sombra

25,43

1,63%

Floresta Natural Primária ou Secundária Avançada ou Média

420,46

26,91%

Floresta Plantada em Crescimento

14,04

0,90%

Pastagem

849,52

54,37%

Pastagem / Sombra

6,44

0,41%

Rios

0,02

0,00%

Vegetação Natural Secundária

207,82

13,30%

Total

1.562,36




Fonte: IEMA, Uso da Terra 2007/2008
        1. Unidades de Conservação


A única Unidade de Conservação na área de estudo da Região do Caparaó é o Parque Nacional do Caparaó (Foto 4 -1). Esta UC de proteção integral de administração federal (IBAMA) foi criada pelo decreto 50.646 em 1961; abarca parcelas dos municípios de Iúna, Irupi, Ibitirama, Divino de São Lourenço e Dores do Rio Preto.

O Parque do Caparaó (Figura 4 -16) é uma das mais representativas áreas com Mata Atlântica no Estado do Espírito do Santo, (bioma que além de cobrir parcela significativa da Serra do Caparaó, também é encontrado nas encostas das Serras do Castelo, do Forno Grande e da Pedra Azul). A Serra do Caparaó é uma ramificação da Serra da Mantiqueira, se interligando com as Serras do Brigadeiro e do Pai Inácio em Minas Gerais.





Fonte: Wikipédia

Foto 4‑1 - Vista Sul do Parque Nacional do Caparaó. Fotografia Tirada da Trilha de Acesso ao Pico da Bandeira





Fonte: IEMA, Unidades de Conservação no Estado do Espírito Santo, 2007/2008

Figura 4‑16 - Localização das Unidades de Conservação na Região do Caparaó.


        1. Geomorfologia


Em termos geomorfológicos, a região do Caparaó é composta basicamente pelos Planaltos da Mantiqueira Setentrional, considerado vestígio de antigas formações erodidas. Os planaltos são chamados de "formas residuais" (relevo atacado pela erosão), sendo que no caso dos Planaltos da Mantiqueira, pode-se considera-lo um Planalto dos Cinturões Orogênicos, resultado da erosão sobre os antigos dobramentos sofridos na Era Pré-Cambriana pelo território brasileiro. O Mapa Geomorfológico (Anexo 4) mostra as diferentes Regiões Geomorfológicas da área de estudo.
        1. Geologia


Em termos geológicos a região que abrange o Caparaó é composta por rochas cristalinas, de diferentes litologias (predominantemente foliadas) dos Maciços Neoproterozóicos, as Suítes Intrusivas e as rochas Proterozóicas identificadas como Caparaó. O Mapa Geológico Regional (Anexo 4) mostra a distribuição espacial das unidades presentes na área.

Destaque se deve as rochas dos Maciços Neoproterozóicos, formado pelo complexo Paraíba do Sul, com presença de rochas intrusivas básicas e ácidas. Esta unidade é compreendida como gnaisses aluminosos de fácies anfibolito alto a granulito, com lentes de rochas calcissilicáticas e intercalações minoritárias de mármores, quartzitos e anfibolitos. De maneira geral, este litotipo tem perfil de alteração predominantemente arenoso. Um importante maciço geológico também ocorre entre as cidades de Muniz Freire e Iúna, sendo mapeado como Charnockitóides do Orógeno Araçuaí.



Quanto a Unidade Proterozóica Caparaó esta integra uma extensa cadeia de dobramentos (denominada Faixa de dobramentos Ribeira), composta por rochas metamórficas de médio a alto grau. Predominam gnaisses, migmatitos, especialmente com biotita e granada, além de charnockitos de composição intermediária a básica, sejam maciços ou bandados.
        1. Solos


A diversidade de solos na região do Caparaó pode ser entendida quando vista sob o ponto de vista dos fatores que contribuem para a formação dos solos, especialmente o litotipo formador, relevo e clima. O Mapa Pedológico (Anexo 4) mostra a distribuição espacial de unidades aglomeradas dos solos presentes na região de estudo. Desta forma, as seguintes unidades de solos foram cartografadas na região:

  • Unidade 3: Solos resultantes de relevo erosivo, com dependência do material de origem, promovendo sequência de cambissolos, sendo muitas vezes solos pedregosos;

  • Unidade 6: Solos associados aos latossolos vermelho-amarelo, profundos, com boa drenagem e álicos;

  • Unidade 7: Solos litólicos, atualmente denominados neossolos, constituídos por material mineral, sempre não apresentando horizonte B diagnóstico. De ocorrência restrita na região de estudo às cabeceiras do Jucu e à região oeste de Cariacica;

  • Unidade 8: Solos associados aos argissolos (antigos podzólicos), que possuem como característica marcante o aumento de argila na profundidade (de A para B), geralmente acompanhado de boa diferenciação de cores, de ocorrência expressiva nas baixas regiões dos tabuleiros.

A a seguir apresenta a classificação pedológica dos solos da bacia, segundo suas unidades de análise.


Tabela 4‑20 - Classificação Pedológica dos Solos

Unidades

Tipo de solo

Área de ocorrência

(Km2)

Região de ocorrência1

Aspectos referentes à erosão

3

Solos resultantes de acumulações erosivas

1.641,78

Abrangente na região das cidades de Irupi e Ibitirama

Alta propensão ao desencadeamento de processos erosivos

6

Latossolos

1.343,92

Abrangente nas regiões de Guaçui e Dores do Rio Preto

Solos mais resistentes ao desencadeamento de processos erosivos

7

Solos Litólicos (neossolos)

375,54

Restrita as cabeceiras de drenagem na região de Ibatiba

Típico de relevo acidentado, com propensão favorável ao desenvolvimento de processos erosivos

8

Podzólicos (argissolos)

826,61

Restrita ao médio curso das drenagens na região de Muniz Freire

Relativa resistência ao desencadeamento de processos erosivos, porém, quando pouco espessos, apresentam alta propensão.

1 = considerando a região de estudo

Fonte: IEMA, Mapa Pedológico do Estado do Espírito Santo, 2007/2008, adaptado



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