Programa de Gestão Integrada de Águas e da Paisagem



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USOS CONSUNTIVOS

USOS NÃO CONSUNTIVOS

Abastecimento Urbano

Recreação, Lazer e Turismo

Abastecimento Rural

Geração de Energia

Consumo Industrial

Diluição de Esgotos

Irrigação

Manutenção da biodiversidade

Dessedentação de Animais




Fonte: ANA

Tabela 4‑16 - Caracterização dos Principais Usuários



PRINCIPAIS USOS

TIPO USUÁRIO

OBSERVAÇÕES

Abastecimento Público

CESAN e Prefeituras

Captação Direta

Agroindústria

Usinas de Açúcar e Álcool, Laticínios, Abatedouros, Alambiques




Industrial

Mineração. Mármore e Granitos




Dessedentação de Animais

Produtores Rurais

Disseminado em toda bacia

Irrigação

Produtores Rurais

Disseminado em toda bacia

Fonte: ANA

A exaustão dos recursos florestais desta bacia é atribuída à monocultura histórica da cana de açúcar, o cultivo do café e as atividades agropastoris sem prévio estudo de avaliação agrícola, o que facilitou a erosão dos solos. Este fato, acrescido dos rejeitos industriais de mármore e granito causam assoreamento e grande turbidez das águas do rio nas épocas de chuva.

Uma das principais causas da degradação da qualidade das águas da bacia é o lançamento de esgotos urbanos sem tratamento. Além desta, por toda a bacia existem frigoríficos e cooperativas de derivados de leite, cujos efluentes são lançados nos cursos d’água da bacia. Da mesma forma agem as usinas de açúcar e álcool e os alambiques, comprometendo também a qualidade das águas dos rios. Ressalta-se ainda o carreamento para os cursos d’água de agrotóxicos oriundos do cultivo do café nas regiões de Castelo e Iúna.

Não foram encontrados dados consistentes de qualidade da água dos rios desta bacia nas proximidades dos municípios integrantes do Programa.


        1. Recursos Hídricos – Bacia do Itabapoana


A Bacia do Itabapoana drena uma área de 4.875 km² nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, abrangendo 18 municípios. A base econômica da região é representada pelos serviços urbanos e pelas atividades do setor primário (ainda utilizando técnicas tradicionais), como a pecuária leiteira, a cafeicultura, o plantio de cana-de-açúcar e a fruticultura tropical. O Rio também tem cinco hidrelétricas já no estado de Minas operadas pela CEMIG, e várias cachoeiras e planícies em seu percurso. Apesar da cobertura florestal escassa, a Bacia está na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

O Rio Itabapoana nasce na Serra do Caparaó, no município de Alto Caparaó (MG), próximo ao Pico da Bandeira, na Zona da Mata mineira, onde é denominado Rio Caparaó em quatro municípios, e percorre cerca de 250 km até desaguar no Oceano Atlântico, entre Presidente Kennedy (ES) e São Francisco de Itabapoana (RJ). 

Do encontro com o afluente Riberirão das Onças até a sua foz, o Rio marca a divisa entre os estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro por 40 km. Seus afluentes mais significativos são os rios São João, pela margem direita, e Preto, pela margem esquerda.



Figura 4‑15 – Bacia do Rio Itabapoana

O rio Preto é o corpo receptor dos esgotos das cidades de Dores do Rio Preto e de forma indireta também da cidade de Divino de Sào Lourenço (Rio do veado). Ele nasce na Serra do Caparaó e percorre 41 km até formar o rio Itabapoana, junto com outros contribuintes. Sua área de drenagem é de 225 km2. A vazão do rio Preto no ponto fluviométrico da cidade de Dores do Rio Preto é de Q7,10 = 1,3 m3/s.

Os principais usos da água do Rio Preto são mostrados na Tabela 4.13 e 4.14 seguinte.






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