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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL ENTRE-IJUÍS 

 TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO 

ATIVIDADES ESCOLARES REMOTAS DO PERÍODO 1 A 23/07/2021 

TGA - TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO 

PROFESSORA: ADRIANA DECKER CALIARI 

ALUNO/A: __________________________________________TURMA: TEC 111D 

 

Teoria das relações humanas 



 

Interior de fábrica Ford River Rouge. 

Teoria das Relações Humanas, ou Escola das Relações Humanas, é um 

conjunto  de  teorias administrativas que  ganharam  força  com  a Grande 

Depressão criada  na  quebra  da  bolsa  de  valores  de Nova  Iorque,  em 1929. 

Com a "Grande Crise" todas as verdades até então aceitas são contestadas na 

busca  da  causa  da  crise.  As  novas  ideias  trazidas  pela  Escola  de  Relações 

Humanas trazem uma nova perspectiva para a recuperação das empresas de 

acordo  com  as  preocupações  de  seus  dirigentes  e  começa  a  tratar  de  forma 

mais complexa os seres humanos. 

Essas  teorias  criaram  novas  perspectivas  para  a administração,  visto  que 

buscavam conhecer as atividades e sentimentos dos trabalhadores e estudar a 

formação de grupos. Até então, o trabalhador era tratado pela Teoria Clássica, 

e  de  uma  forma  muito  mecânica.  Com  os  novos  estudos,  o  foco  mudou  e, 

do Homo economicus o trabalhador passou a ser visto como "homo social". As 

três principais características desses modelos são: 

• 

O  ser  humano  não  pode  ser  reduzido  a  um  ser  cujo  comportamento  é 



simples e mecânico. 

• 

O  homem  é,  ao  mesmo  tempo,  guiado  pelo  sistema  social  e  pelas 



demandas de ordem biológica. 

• 

Todos  os  homens  possuem  necessidades  de segurança,  afeto,  aprovação 



social e prestígio. 

A  partir  de  então  começa-se  a  pensar  na  participação  dos  funcionários  na 

tomada  de  decisão  e na  disponibilização  das  informações acerca  da  empresa 



na  qual  eles  trabalhavam.  Foram  sendo  compreendidos  aspectos  ligados  à 

afetividade humana e percebeu-se os limites no controle burocrático por parte 

das organizações como forma de regulamentação social. 

 

Experiência de Hawthorn 



A  Escola  das  Relações  Humanas  surgiu  efetivamente  através  da Experiência 

de  Hawthorne,  realizada  numa  fábrica  no  bairro  que  dá  nome  à  pesquisa, 

em Chicago, EUA. O médico e sociólogo australiano Elton Mayo, fez testes na 

linha de produção com 2 distintos grupos, um experimental, o qual serviria para 

a  observação  das  mudanças  de  ambiente  e  o  grupo  de  controle,  onde  se 

manteriam  as  condições  anteriormente  normais  de  trabalho  para  servir  como 

referencia,  na  busca  por  variáveis  que  influenciassem,  positiva  ou 

negativamente,  a  produção.  O  primeiro  teste  foi  realizado  para  encontrar  a 

relação  entre  a  intensidade  da  luz  e  a  produtividade.  Nesse  teste,  porém,  foi 

encontrada  uma  variável  difícil  de  ser  isolada,  o  fator  psicológico  dos 

trabalhadores. Por conta desse fator mudou-se o foco da pesquisa, observando 

o  comportamento  dos  trabalhadores  a  cada  pequena  mudança  (ex:  lanches, 

intervalos, mudança nos incentivos e nos horários de trabalho) As Experiência 

de Hawthorne geraram um novo paradigma para os administradores mundiais. 

Suas conclusões mais importantes são: 

• 

Integração  social  como  determinante  da  produção,  ou  seja,  quanto  maior 



sua  integração  social  no  grupo  maior  será  sua  vontade  de  produzir,  ao 

contrário  do  que  dizia  a Escola  Clássica,  que  coloca  fatores  físicos  como 

determinantes. 

• 

Comportamento do empregado é baseado no comportamento dos grupos e 



organizações informais, cada empregado não age isoladamente. 

• 

As necessidades psicológicas e sociais e a atenção para novas formas de 



recompensa e sanções não-materiais. 

• 

O despertar para as relações humanas dentro das organizações. 



• 

A ênfase nos aspectos emocionais e não-racionais do comportamento das 

pessoas. 

• 

A  importância  do  conteúdo  dos  cargos  e  tarefas  para  as  pessoas,  eram 



realizadas  trocas  de  posição  para  evitar  a  monotonia,  mesmo  que 

provocassem queda na produtividade aumentavam o moral do grupo. 

Roethlisberger & Dickson 

Outros  autores  importantes  para  a  Escola  de  Relações  Humanas 

foram Roethlisberger e William  Dickson por  suas  descrições  das  primeiras 

experiências  em  sua  obra Management  and  the  worker no  ano  de  1939.  Em 

seus  experimentos  nesta  obra  os  autores  observaram  um  grupo  de  homens 

que  trabalhavam  em  uma  "sala  de  equipamentos  de  PABX"  e  fizeram  as 

seguintes observações: 

• 

Um  pequeno  grupo  de  homens  se  desenvolveram  espontaneamente 



líderes, com o consentimento do grupo. 

• 

Este grupo era indiferente a incentivos financeiros 




• 

Este  grupo  dava  maior  importância  aos  valores  e  costumes  que  aos 

incentivos financeiros. Os membros do grupo eram fortemente influenciados 

pelo  código  de  comportamento  do  grupo  independentemente  das 

recompensas monetárias. 

De acordo com os pesquisadores, os aspectos técnicos e humanos devem ser 

vistos  como  inter-relacionados,  ou  seja,  além  das  necessidades  físicas,  os 

empregados  também  possuem  necessidades  sociais.  Ainda  segundo  os 

autores, na obra acima citada, eventos e objetos no ambiente de trabalho "não 

podem ser tratados como coisas em si mesmas. Em vez disso eles devem ser 

interpretados  como  portadores  de  valores  sociais",  ou  seja,  objetos  que  não 

possuem  nenhuma  significância  social  podem  em  uma  organização  tornar-se 

símbolo de status e adquirir valor social. Os autores concluiram que, quando as 

pessoas  não  são  motivadas  pela  lógica,  os  sentimentos  sobre  as  coisas  de 

valor social tornam-se de grande importância no mundo organizacional. 

Chester Bernard 

Em  determinado  momento  nas  teorias  de  relações  há  uma  divisão.  Surge  a 

teoria  de Recursos  Humanos que  o  vê  o  ser  humano  como  detentor  de 

necessidades  psicológicas  complexas  e  não  como  um  ser  passivo  que  pode 

ser estimulado e controlado a partir de estimulos como as Relações Humanas 

descreviam  até  então.  O  trabalho  de  Chester  Bernard  pode  ser  classificado 

entre  estas  duas  correntes.  O  autor  desloca  a  análise  da  organização  formal 

para  a  informal.  Segundo  ele  "as  organizações  informais  são  necessárias  ao 

funcionamento  de  uma  organização  formal,  como  um  meio  de  comunicação, 

coesão e proteção da integridade individual". Sua principal obra As funções do 



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