Professor Peter Mittler


Lesotho (Khatleli et al 1995; www.eenet.org.uk)



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Lesotho (Khatleli et al 1995; www.eenet.org.uk)


Lesoto, com uma população confinada de menos de 2 milhões de pessoas, oferece pontos de contraste, bem como de semelhanças com Uganda. O movimento nacional de pessoas deficientes tomou a iniciativa de pressionar o governo a abrir suas escolas a crianças deficientes. Além disso, uma forte organização nacional de pais se desenvolveu com o apoio de uma ONG norueguesa, ajudou a alcançar a disseminação e sustentabilidade e também forneceu empoderamento de alta qualidade, apoio e treinamento aos pais em áreas rurais, parcerias fortemente encorajadas entre pais e professores a nível local, e tem exercido um papel de liderança no treinamento e apoio a professores em todos os níveis.

Lesoto adotou uma política de identificar dez escolas piloto ( oito primárias e duas secundárias, a maior parte em áreas rurais) e de fornecer treinamento intensivo sob a forma de oficinas de três semanas a quase todos os professores nestas escolas. Os professores destas escolas foram, então, a vilarejos próximos e trabalhando através dos chefes locais, anunciaram que suas escolas estavam agora abertas a crianças deficientes e tentaram persuadir os pais a permitir que os filhos as frequentassem.

Um apoio muito valorizado foi dado por inspetores de necessidades especiais itinerantes treinados ( como por exemplo para deficiências sensoriais e intelectuais) e por inspetores distritais locais. Foi decidido logo de início não nomear um professor - recurso especializado ou professores especializados numa deficiência específica para as escolas piloto - porque isto poderia reduzir o sentido de propriedade dos outros professores da escola.

Uma avaliação do trabalho destas escolas piloto enfatizou que a despeito de classes muito numerosas e de ausência de recursos básicos, os professores já estavam ensinando inclusivamente - ao assegurar que todas as crianças estivessem participando, compreendendo instruções ou obtendo apoio de outras crianças.

O treinamento adicional recebido por estes professores resultou no desenvolvimento de atitudes positivas a crianças deficientes, frequentemente alicerçadas por forte compromisso religioso e profissional. Isso também lhes deu informações básicas acerca de deficiências sensoriais e deu-lhes a confiança de encaminhar crianças a trabalhadores da área da saúde, locais, para tratamento de infecções dos olhos e ouvidos, que estavam interferindo no aprendizado. Contudo, crianças com deficiências intelectuais severas ainda parecem estar excluídas.

O sucesso das escolas - piloto encorajou o governo a adotar a inclusão de crianças deficientes como política nacional e a aumentar o número de escolas envolvidas. Equipe adicional foi nomeada para sua faculdade nacional para treinamento de professores, e mais informações acerca da educação de crianças deficientes foram incluídas no treinamento básico e pós-experiência de professores. Um curso de treinamento baseado em vídeo foi produzido pelo Ministério da Educação.





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