Prof. Thiago veronezzi


M3- APOSTILA DE ARTE p. V



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M3- APOSTILA DE ARTE p. V 

COLÉGIO INTEGRADO DE CAMPO MOURÃO 

PROF.THIAGO VERONEZZI 

 



apologia  e  visualidade.  Estamos  nos  referindo  a  artistas  que,  conscientes  do  seu  papel  político, 

colocam sua produção a serviço de uma ideia e de um projeto político.  

O socialismo foi a doutrina política que mais se deteve na análise da função da arte. Surgido 

no século XIX, desenvolvia uma crítica severa ao capitalismo e à sociedade burguesa em seus mais 

diferentes  aspectos,  inclusive  a  arte.  Para  os  teóricos  socialistas  a  produção  artística  atendia  aos 

interesses  da  burguesia,  de  forma  alienada,  catártica  e  escapista.  Os  socialistas  acreditavam  que  a 

verdadeira  arte  é  a  que  promove  a  conscientização  política  e  a  mobilização  do  povo  para  a  luta 

revolucionária, através da denúncia dos conflitos sociais e do incitamente ao inconformismo.   

De  acordo  com  esses  princípios,  nos  países  em  que  a  revolução  socialista  se  tornou 

vitoriosa,  especialmente  na  ex-União  Soviética,  a  arte  se  viu  atrelada  às  propostas  políticas  do 

partido  comunista,  num  trabalho  explícito  de  divulgação  de  seus  ideais.  Para  isso  elegia-se  como 

estilo  oficial  do  estado  comunista  uma  arte  patriótica,  figurativa,  que  exaltasse  o  povo  em  suas 

atividades produtivas em seu cotidiano. As manifestações artísticas deveriam ser otimistas e exercer 

uma  importante  função  pedagógica  de  estimular  o  público  na  aceitação  dos  ideais  igualitários  e 

coletivistas. 

Mais  tarde  os  socialistas  reconheceram  que  o  poder  revolucionário  da  arte  não  está  num 

determinado  estilo  ou  tema,  mas  no  desenvolvimento  da  livre  expressão,  que,  por  ter  origem  nos 

sentimentos  mais íntimos  do ser humano,  é sempre contestadora e libertári a. 

Esta capacidade de propor uma leitura crítica da realidade que nos cerca se manifesta diante 

de situações de coerção. Muitos artistas submetidos ao poder absoluto dos reis conseguiram, através 

de  sua  criatividade  e  talento,  expressar  sua  particular  visão  de  mundo.  Pintores  como  Velázquez  e 

Goya,  encarregados  pela  corte  espanhola  da  pintura  dos  retratos  reais,  imprimiram  em  suas  obras 

traços inequívocos de decadência e vilania.  

 


Catálogo: 4380001


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