Produtiva da agricultura familar em monte alegre de minas mg



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A PRODUÇÃO DE ABACAXI COMO FORMA DE (RE)ORGANIZAÇÃO 

PRODUTIVA DA AGRICULTURA FAMILAR EM MONTE ALEGRE DE 

MINAS - MG  

 

Alessandra Rodrigues Guimarães 



Universidade Federal de Uberlândia – FACIP/UFU 

 alessandraufu@gmail.com 

 

Patrícia Francisca de Matos 



Universidade Federal de Uberlândia – FACIP/UFU 

patriciafmatos@yahoo.com.br 

 

 

 



Resumo 

 

As atividades agropecuárias sempre foram a base da economia do município de Monte Alegre 



de  Minas.  A  produção  de  abacaxi  começou  a  expandir  no  município  por  volta  da  década  de 

1950,  chegando  ao  período  auge  de  produção  na  década  de  1980,  sendo  o  município 

reconhecido  nacionalmente  como  a  “Capital  Nacional  do  Abacaxi”,  pois  tinha  uma  produção 

anual  de  149  milhões  de  frutos  colhidos.  Desse  modo,  a  presente  pesquisa  objetivou 

compreender  o  papel  da  produção  de  abacaxi  na  (re)organização  produtiva  da  agricultura 

familiar  em  Monte  Alegre  de  Minas.  Os  procedimentos  metodológicos  que  ampararam  a 

pesquisa  foram  centrados  em  revisão  teórica,  em  teses,  dissertações,  livros  e  artigos  que 

abordam  a  temática  da  pesquisa,  além  de  dados  em  fonte  como  o  IBGE  e  da  realização  de 

trabalho de campo com observação assistemática, registro fotográfico e entrevistas.  

 

Palavras chave: Abacaxi. Agricultura familiar. Monte Alegre de Minas. 



 

Introdução 

 

O Brasil é um dos principais produtores e exportador de frutas no mundo, cultivando e 



produzindo  frutas  como  a  manga,  o  morango,  a  melancia,  a  uva,  o  abacaxi  e  dentre 

outras  frutas  que  possui  grande  importância  no  mercado  exterior.  O  país  é  o  principal 

produtor  mundial  da  fruta  do  abacaxi,  sendo  responsável  por  53%  (IBGE,  2011)  da 

produção mundial. 

A  produção  de  abacaxi,  tanto  para  o  Brasil,  quanto  para  Minas  Gerais  é  muito 

importante,  pois  abastece  o  mercado  interno  e  externo,  gerando  economia 

principalmente para o agricultor familiar.      

A produção do abacaxi em Monte Alegre de Minas, assim como em outros municípios 

de  Minas  Gerais  e  do  Brasil,  é  cultivada  em  sua  maioria  por  produtores  familiares. 



 

 



Desse  modo,  o  presente  trabalho  teve  como  objetivo  compreender  a  produção  de 

abacaxi como forma de  reorganização produtiva  dos agricultores familiares em Monte 

Alegre  de  Minas.  Apesar  da  produção  diversificada,  a  sustentação  econômica  dos 

agricultores  familiares  em  Monte  Alegre  de  Minas  está  centrada,  sobretudo,  na 

produção  de  abacaxi.  Para  atingir  os  objetivos  o  trabalho  fundamentou-se  em 

orientações  teóricas    e    visitas  à  campo  com  registro  fotográfico,  realização  de 

entrevistas  e  conversas  informais  com    produtores    familiares  e    funcionário  da 

Secretária da Agricultura do  município.  

 

O cultivo do abacaxi e a Agricultura Familiar 



 

A  agricultura  familiar  no  Brasil  possui  grande  importância  econômica  e  social  para  o 

país, pois é a partir dela que são produzidos grande parte dos alimentos básicos que os 

brasileiros consomem

i

. No entanto, essas unidades de produção têm enfrentado muitas 



dificuldades  para  continuarem  sua  (re)produção,  precisando  assim,  de  mais  incentivos 

governamentais.  

A produção rural familiar, para Mendes (2005), é definida  

 

[...]  pelo  trabalho  do  homem  sobre  a  terra  e  os  vínculos  afetivos  criados  a 



partir  desta  relação.  Os  pequenos  proprietários/produtores  são  responsáveis 

pelas plantações que cultivam, trabalham direta e pessoalmente a terra com o 

auxílio  de  sua  família  e,  ocasionalmente,  contratam  trabalhadores 

temporários. A organização interna dessas  unidades de produção caracteriza 

uma  economia  doméstica.  O  número  de  trabalhadores  temporários 

empregados  -  quando  necessário  -  depende  do  tamanho  da  propriedade,  do 

produto cultivado e de recursos financeiros. (MENDES, 2005, p. 61). 

 

Mesmo  utilizando  o  trabalho  familiar  para  sustentação  da  produção,  os  agricultores 



familiares  enfrentam  dificuldades  técnicas  e  financeiras  para  produzir,  em  função  da 

falta  de  políticas  públicas  direcionadas  para  a  produção  em  pequenas  escala.    Mendes 

(2005, p. 59) afirma que: 

O grande desafio imposto à reprodução da pequena produção rural refere-se à 

possibilidade de assegurar-lhe rendimentos e melhoria na qualidade de vida. 

Pode-se  considerar  que  sua  reprodução  em  maior  ou  menor  grau  faz-se 

assentada  sob  técnicas  tradicionais  de  produção.  Sua  integração  cada  vez 

mais  intensa  ao  mercado  impõe  alterações  nas  técnicas  de  cultivo.  Porém, 

deve-se  buscar  alternativas  que  agreguem  valor  sem  aumentar  o  uso  de 

insumos  externos  à  propriedade,  valorizando  os  recursos  disponíveis  na 

unidade produtiva. Assim, as várias competências exercidas pelos produtores 



 

 



e  o  emprego  em  atividades  rurais  e  não  rurais  de  membros  da  família  são 

analisadas como estratégias de sobrevivência.  

 

Venâncio (2008) também concorda que a agricultura familiar ainda carece de incentivos 



para poder continuar produzindo. 

 

[...]  apesar  de  a  agricultura  familiar  ter  assumido  tamanha  importância  dentro 



do  modo  de  produção  capitalista  (produção  de  alimentos  para  abastecer  a 

população  na  cidade,  geração  de  emprego  e  renda,  manutenção  das  pessoas 

ocupadas no campo), ainda padece com uma série de fatores: falta de políticas 

agrárias e agrícolas, baixo valor agregado aos seus produtos, à expropriação e 

envelhecimento  da  família  rural,  perda  de  lavouras  face  às  oscilações 

climáticas,  dificuldades  de  comercializar  devido  à  concorrência  desleal,  a 

entrada de produtos industrializados no mercado e a consequente mudança dos 

hábitos  alimentares  da  população  brasileira  e  acúmulo  de  dívidas  que  levou 

muitos produtores à ruína. Mesmo diante de tais dificuldades, esse grupo ainda 

resiste,  criando  novas  alternativas  de  produção  (diversificação  da  produção), 

enquanto outros ingressam na luta por melhores condições de sobrevivência e 

de produção. (VENÂNCIO, 2008. p.79). 

 

É importante frisar que a agricultura familiar é importante para a produção de alimentos 



como  também  para  o  desenvolvimento  econômico  e,  consequentemente,  para  a 

diminuição  das  desigualdades  no  campo.  Por  isso,  a  importância  de  direcionar  mais 

políticas públicas para os agricultores familiares, visando à permanência deles no campo 

e à melhoria da qualidade de vida.    

No município de Monte Alegre de Minas a agricultura familiar constitui uma das bases 

da produção agropecuária, principalmente o leite, a mandioca e o abacaxi. A produção 

do  abacaxi  absorve  tanto  agricultores  familiares,  quanto  grandes  produtores  que 

cultivam  em  maior  quantidade.  Apesar  de  o  abacaxi  constituir  uma  das  principais 

atividades  de  (re)produção  do  agricultor  familiar  de  Monte  Alegre  de  Minas,  estes 

enfrentam  muitos  problemas  como  a  falta  de  incentivos  para  produzir  o  abacaxi  e  a 

expansão  da  cana-de-açúcar.  Porém,  os  desafios  para  os  agricultores  familiares 

continuarem  sua  permanência  no  campo  não  são  apenas  uma  realidade  da  área  de 

pesquisa,  eles  envolvem  todas  as  unidades  de  produção  familiar.  Logicamente,  em 

alguns  lugares  esse  processo  ainda  é  mais  intenso.  Por  isso,  considera-se  que  o  apoio 

para (re)produção e fortalecimento da agricultura familiar deve ser formulado no âmbito 

do  desenvolvimento  local,  considerando,  portanto,  os  aspectos  econômicos,  sociais  e 

culturais de cada lugar.  

 

O cultivo do abacaxi em Monte Alegre de Minas 




 

 



 

A história do cultivo de abacaxi no município de Monte  Alegre de Minas iniciou-se na 

década de 1940, quando  um  potiguar, natural de Caicó (RN), se instalou no município, 

em  busca  de  melhoria  de  vida,  trazendo  as  primeiras  mudas  de  abacaxi.  Mas,  após  a 

implantação do abacaxi em  Monte Alegre de Minas, vários imigrantes do Rio Grande 

do Norte vieram também para o  município para o trabalho braçal na lavoura de abacaxi. 

 O plantio foi cada vez mais ganhando espaço no município, sobretudo, a partir de 1970, 

fazendo parte da produção agrícola e da economia local. Conseguiu auge na produção a 

partir  dos  anos  de  1980  liderando  como  um  dos  municípios  de  maior  produção  no 

estado.  

A  alta  produção  de  abacaxi  proporcionou  ao  município  na  década  de  1980  o  título  de 

“Capital Nacional do Abacaxi”. Porém, esse título foi perdido na década de 1990 para o 

município  Floresta  do  Araguaia

ii

,  no  Pará.  Após  isso,  ficou  apenas  como  título  de 



“Capital estadual do abacaxi”, por liderar o ranking estadual de produção, seguida pelo 

município de Frutal. 

O Estado de Minas Gerais produz uma quantidade significativa de abacaxi. A produção 

de abacaxi no referido Estado está  concentrada principalmente na região  do Triângulo 

Mineiro. Segundo dados do IBGE, o Triângulo Mineiro respondeu em 2009, por cerca 

de 94% da produção estadual. 

A  produção  de  abacaxi  em  Minas  Gerais  está  concentrada  na  região  do  Triângulo 

Mineiro,  mais  precisamente  em  quatro  municípios,  Monte  Alegre  de  Minas,  Frutal, 

Canápolis e Centralina. Em 2009, esses municípios participaram com 40%, 24%, 21% e 

3%, respectivamente na produção de abacaxi do Triângulo Mineiro, conforme mostra o 

gráfico 1. 

O cultivo do abacaxi em Minas Gerais é bastante significativo para o restante do país, 

sendo  responsável  por  12%  de  toda  a  produção  do  Brasil,  e  a  região  do  Triângulo 

Mineiro  também  possui  importância  nessa  porcentagem,  sendo  que,  em  um  total  de 

7.203  hectares  plantados  em  Minas  Gerais,  6.492  hectares  estão  nesta  região.  O 

município  de  Monte  Alegre  de  Minas  é  responsável  pela  produção  por  cerca  de 

7.788.000 frutos anuais.  

 

 



 Gráfico 1: Mesorregiões de Minas Gerais: % da produção de abacaxi em 2009. 


 

 



 

 Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal 2009. 

Org: Guimarães, A. R, 2011. 

   


 

Em  relação  às  atividades  econômicas  de  Monte  Alegre  de  Minas,  destaca-se  a 

agricultura  como  a  produção  de  cana-de-açúcar,  soja  e  o  abacaxi.  A  pecuária  também 

está presente nas relações de produção do espaço agrário do município, em destaque o 

gado  de  corte  e  de  leite  que  é  desenvolvido  por  agricultores  familiares  e  também  por 

grandes produtores. Além dessas atividades, a economia do município gira em torno de 

comércio,  serviços  e  pequenas  agroindústrias,  principalmente  no  beneficiamento  do 

abacaxi, como as indústrias de processamento de abacaxi QObba e Talismã.  

A expressividade da produção de abacaxi em Monte Alegre de Minas está presente não 

apenas  no  campo,  como  também  na  própria  paisagem  urbana  que  demonstra  que  esta 

atividade faz parte da vida econômica do município.  

Para compreender o papel que a produção de abacaxi exerce na agricultura familiar de 

Monte Alegre, foi necessário analisar o perfil dos produtores de abacaxi. Dos produtores 

entrevistados,  aproximadamente  50%  dos  agricultores  produzem  o  abacaxi  no 

município há aproximadamente duas décadas.   

A maioria dos entrevistados afirmou que eles entraram para a produção do abacaxi por 

incentivo dos pais e dos familiares, estes representam um total de 80% dos entrevistados 

e, somente 20% afirmou que entraram para o cultivo do abacaxi porque o solo da região 

é  propício  para  o  cultivo  desta  fruta  e  também  pelo  fato  de  que  na  época  em  que 

começaram a plantar o abacaxi, este proporcionava uma renda melhor. 

A área cultivada pelo abacaxi por estes produtores rurais corresponde em uma média de 

6,2  hectares.    A  maior  área  dos  entrevistados  é  de  20  hectares  e  a  menor  área  e  de  2 

hectares.  Nas  áreas  plantadas  por  estes  produtores  rurais  é  cultivado  um  total  de 



 

 



1.675.000  pés  de  abacaxi,  sendo  que  o  produtor  que  possui  o  número  maior  de  frutos 

plantados é de 800.000 pés, e o menor é de 40.000 pés de abacaxi. 

Com  relação  às  terras  que  os  agricultores  produzem,  60%  afirmaram  que  elas  são 

próprias,  40%  dos  entrevistados  afirmaram  que  são  terras  arrendadas  ou  que  eles 

produzem  nas  terras  dos  pais  ou  avós  sem  pagar  taxa  alguma  pela  utilização.  Os 

produtores que utilizam estas terras para cultivar o abacaxi residem na cidade de Monte 

Alegre,  sempre  fazendo  o  percurso  cidade-campo  para  trabalhar.  Os  produtores  que 

arrendam as terras para o cultivo do abacaxi exercem apenas essa atividade. Já os que 

possuem terra própria residem na propriedade e plantam outros tipos de culturas, como  

milho,  mandioca, melancia e a pecuária leiteira. No entanto, o carro chefe da renda é 

primeiramente o abacaxi, em seguida a pecuária leiteira. 

Para  produzir  o  abacaxi,  40%  dos  entrevistados  afirmaram  que  não  utilizam  nenhum 

tipo de financiamento e 60% dos entrevistados disseram que utilizam o PRONAF para 

auxiliar no cultivo da fruta, e ainda afirmaram que usam este financiamento por terem 

um  acesso  mais  fácil  a  ele  e  pelo  fato  dele  possuir  juros  baixos,  possibilitando  a 

facilidade de pagamento da dívida. 

A Prefeitura de Monte Alegre de Minas auxilia na produção do abacaxi no município, 

disponibilizando  alguns  tratores  para  que  os  agricultores  os  utilizem,  mas  para  isso,  é 

preciso  que  o  motorista  do  trator  seja  pago  por  hora  trabalhada.  Sendo  que,  em  dias 

úteis,  é  cobrado  um  valor  de  R$  40,00  por  dia,  e  nos  finais  de  semana  e  feriados,  os 

motoristas cobram um valor de R$ 60,00 o dia trabalhado, mais o combustível utilizado. 

Mas,  todos  os  entrevistados  afirmaram  que  é  complicado  utilizar  este  tipo  de  auxílio, 

pois  estes  tratores  são  usados  para  outros  tipos  de  serviços  que  a  Prefeitura  necessita 

realizar.  Nenhum  dos  entrevistados  utilizam  este  auxílio  da  Prefeitura,  e  como 

justificativa, segue o depoimento de um produtor rural, Rômulo Parreira Mendes

iii


 

as  máquinas  disponíveis  “tratores”  não  são  os  melhores  e  pela 



arrecadação  e  pelo  tanto  de  emprego  e  renda  que  benefício  o 

município  se a Prefeitura apoiasse  mais os produtores; incentiva-se e 

disponibilizasse cursos para melhorar os produtores a produziren com 

mais  garantia,  porque  não  é  só  produzir  um  dos  defeitos  graves  na 

comercialização  para  Ceasa  é  que  cada  vez  mais  o  Ceasa  vem 

dificultando o acesso dos produtores e incentivando os atravessadores. 

 

Com relação à mão-de-obra temporária, os produtores rurais contratam trabalhadores na 



época do plantio e na época da colheita, e eles justificaram que este número depende da 


 

 



área  plantada,  que  varia  de  acordo  com  o  tamanho  da  área.  Mas,  em  média,  são 

contratados  6  trabalhadores,  variando  conforme  a  área  e  a  produção,  assim  como 

argumenta  o    produtor  rural,  André  Batista  do  Nascimento:  “não  tenho  uma  média, 

porque  planto  duas  ou  mais  vezes  ao  ano,  para  uma  idéia,  um  companheiro  tira  +/- 

7.000  mudas  por  dia  e  planta  +/-  5.000  mudas  por  dia.”  Estes  “companheiros”  que  o 

produtor  rural  se  refere,  dizem  respeito  aos  trabalhadores  volantes  que  moram  no 

município, e de acordo com os entrevistados, estes trabalhadores residem na cidade de 

Monte  Alegre.  No  período  que  não  estão  no  plantio  e  na  colheita  do  abacaxi,  esses 

trabalhadores trabalham como pedreiros, serventes, entre outros serviços.   

Outra  questão  relevante  é  que  os  produtores  rurais  do  município  de  Monte  Alegre  de 

Minas  possuem  uma  “afetividade”  com  o  cultivo  do  abacaxi,  pois  essa  tradição  na 

plantação  foi  passada  de  pais  para  filhos.  E,  também  os  produtores  continuam 

cultivando este tipo de cultura, porque acreditam que a fruta do abacaxi proporciona um 

melhor  qualidade  de  vida,  tanto  para  eles,  como  também  para  as  outras  pessoas  que 

trabalham indiretamente na produção do abacaxi.  

Em entrevista com os produtores de abacaxi, estes destacaram que é necessário investir 

em  técnicas  modernas  de  produção.  E,  no  caso  do  abacaxi,  uma  das  inovações 

tecnológicas  importantes  para  aumentar  a  produção  e  produtividade  é  o  processo  de 

irrigação.  Essa  técnica  ainda  é  pouco  utilizada  em  Monte  Alegre  devido  ao  alto  preço 

dos  equipamentos.    Os  produtores  disseram  que  já  houve  muitos  avanços,  pois  antes, 

eles usavam a força animal no preparo do terreno para o plantio e hoje, eles utilizam a 

força mecânica para a preparação do solo e também para “riscarem” o solo, para que as 

mudas de abacaxi sejam plantadas. Além disso, os produtores utilizam fertilizantes para 

aumentar  a  produção.  As  técnicas  de  produção  podem  ser  visualizadas  pela  fala  do 

produtor rural Rômulo Parreira Mendes

iv



 

No  preparo  do  solo,  na  maioria  das  vezes,  é  necessário  o  uso  do 

calcário  para  corrigir  o  Ph  do  solo,  faço  adubação  no  plantio  com 

mistura de cupiniscida na mistura com o adubo, curvas de nível, riscos 

para  estrondar  bem  o  solo,  separação  das  mudas  sadias,  e  tamanho 

tanto quanto variedades. Na colheita, às vezes é necessária a utilização 

de  maturador  para  igualar  a  coloração  das  frutas;  e  apenas  carrinhos 

para colher; mão de obra manual e às vezes encaixar frutos. 

 

Tanto o plantio como a colheita são realizados por trabalhadores, e esse número varia de 



acordo  com  o  tamanho  da  propriedade. 

 

Porém,  na  fase  de  crescimento  dos  frutos 




 

 



também  é  utilizada  mão-de-obra,  pois  é  preciso  fazer  a  manutenção  da  lavoura, 

capinando  e  retirando  os  matos  que  ficam  entre  as  fileiras  da  plantação.  Também, 

quando os frutos estão chegando à fase de maturação, é necessária a mão-de-obra desses 

trabalhadores para colocarem folhas de jornais para proteger o fruto, ou seja, envolver a 

fruta com a folha (Foto 1), e com isso, impedir que ela seja queimada pelo sol.  

 

Foto 1:  Lavoura de abacaxi em Monte Alegre de Minas: utilização de jornais para 



proteger o fruto da incidência  dos raios solares. 

 

 



Autora: GUIMARÃES, A. R., 2011 

 

De  acordo  com  o  Manual  de  Produção  de  Abacaxi  da  Embrapa  (2000),  o  plantio  das 



mudas pode ser feito em covas, abertas com enxada, ou em sulcos, após a abertura das 

covas  ou  sulcos,  faz-se  a  distribuição  das  mudas  para  o  plantio  propriamente  dito;  a 

profundidade  das  covas  ou  dos  sulcos  e,  portanto,  do  plantio  deve  corresponder, 

aproximadamente, à terça parte do comprimento da muda. O plantio deve ser efetuado 

em  quadras  separadas  de  acordo  com  o  tipo  e  o  tamanho  das  mudas,  para  facilitar  os 

tratos culturais, no plantio em terrenos de declive acentuado, devem-se usar curvas de 

nível e outras práticas de conservação do solo. 

A comercialização da produção de abacaxi no país depende de alguns fatores para que 

os  produtores  rurais  e  também  os  comerciantes  consigam  preços  mais  compensadores 

no mercado, onde a fruta é comercializada in natura. São três fatores fundamentais que 

a  fruta  do  abacaxi  precisa  obter.  Primeiramente,  é  analisado  o  peso,  sendo  que  a  fruta 

deve  que  possuir  um  peso  mínimo  de  1,1  kg  no  período  de  safra  e  de  800g  na 




 

 



entressafra; os frutos não podem estar estragados, nem amassados. Também é analisado 

o estágio de maturação, que deve variar com a distância do mercado consumidor. 

Para  que  a  fruta  do  abacaxi  seja  comercializada  corretamente  nos  supermercados, 

Ceasas  (Centrais  de  Abastecimentos),  feiras,  e  até  mesmo  em  caminhões  dos  próprios 

produtores,  é  necessário  que  eles  sigam  algumas  regras  impostas  pelo  Ministério  da 

Agricultura.  Primeiramente,  é  preciso  selecionar  as  frutas  por  tamanho,  em  seguida 

embalar  com  embalagens  apropriadas,  isto  pode  ser  feito  em  caixas  de  madeira  (só 

aceitas no mercado nacional) e caixas de papelão, porque ajudam a manter a qualidade 

dos  frutos  durante  o  transporte  e  também  na  comercialização,  além  de  melhorar  a 

apresentação do produto.  

No  Brasil,  ainda  é  comum  o  transporte  a  granel,  isto  é,  sem  qualquer  tipo  de 

embalagem, fato esse que não é recomendado devido às grandes perdas que acontecem. 

As  frutas,  ao  serem  embaladas,  são  dispostas  verticalmente  nas  caixas  de  papelão  e 

separadas  umas  das  outras  por  folhas  também  de  papelão  para  evitar  o  atrito  entre  as 

mesmas.  O  fundo  dessas  caixas  é  forrado  com  mais  uma  camada  de  papelão  e  suas 

laterais possuem orifícios por onde ocorre a entrada e saída de ar necessário para manter 

a fruta em boas condições. A capacidade das caixas varia de acordo com o tamanho das 

frutas e comporta em média 6, 12 ou 20 abacaxis, dependendo do tamanho da caixa. 

Posteriormente  a  esta  etapa,  é  feita  a  rotulagem  da  embalagem,  e  ela  é  bastante 

importante, pois ajuda a identificar o produto, facilitando o manuseio pelos recebedores. 

Em  seguida,  é  realizado  o  armazenamento  das  frutas  em  caixas,  as  quais  devem  ser 

armazenadas  a  uma  temperatura  constante,  que  não  pode  ser  menor  que  7°C,  pois 

podem ocorrer injúrias na casca das frutas causadas pelo frio excessivo, nem superior a 

10°C,  já  que  acima  desta  temperatura  a  susceptibilidade  ao  ataque  de  fungos  é  maior. 

Sob estas condições, é possível conservar  as frutas por  até quatro semanas. Por fim, é 

realizado  o  transporte  do  abacaxi,  geralmente,  ele  é  feito  em  caminhões  não 

refrigerados, a granel. Para não causar injúrias aos frutos, estes devem ser acolchoados. 

No cultivo do abacaxi tipo Pérola, pode-se usar os próprios filhotes (mudas de abacaxi 

da planta principal) para acolchoar o fruto, e no caso do abacaxi tipo Havaiano (Smooth 

Cayenne), que não tem filhotes, deve-se utilizar capim. Os frutos devem ser colocados 

em camadas alternadas e deve-se cobrir o caminhão com uma lona, para evitar injúrias 

causadas pelo vento. Se o destino das frutas for um local distante do local de produção, 

o  transporte  deve  ser  feito  em  caminhões  refrigerados.  Porém,  se  não  for  possível 



 

10 


 

transportar  a  carga  a  longas  distâncias  neste  tipo  de  caminhão,  pode-se  realizar  o 

transporte  à  temperatura  ambiente,  porém  à  noite,  sempre  cobrindo  a  carga  com  uma 

lona. 


Em  geral,  a  comercialização  do abacaxi é  realizada  com  o  fruto  ainda  no  campo, 

antecipadamente  e  a  granel.  Leva-se  em  conta  o  tamanho  e  a  aparência  do  fruto,  de 

acordo  com  os  padrões  das  variedades.  Para  os  grandes  mercados  consumidores  do 

modo  in  natura,  seguem  os  frutos  de  primeira  qualidade,  sadios  e  com  peso  igual  ou 

acima  de  1,5  kg.  Os  que  não  atingem  esse  padrão  são  vendidos  nos  mercados  locais, 

perto das regiões produtoras, ou são destinados à industrialização. 

O valor da fruta vai variar de acordo com a época do ano, pois a sazonalidade interfere 

bastante  no  valor  em  que  a  fruta  é  vendida.  A  melhor  época  para  comercializar  a 

produção é entre os meses de fevereiro a maio, pois ocorre uma diminuição na oferta e 

um aumento na procura, e isso faz com que o preço seja elevado. Nos meses de junho a 

novembro a janeiro têm-se os preços mais baixos da fruta, pois é a época de colheita na 

maioria das propriedades rurais que cultivam o abacaxi, e com isso há bastante oferta no 

mercado, fazendo com que o valor da fruta seja muito inferior à outra época do ano. 

De  acordo  com  as  entrevistas  realizadas  com  os  produtores  rurais  do  município  de 

Monte  Alegre  de  Minas  referentes  à  comercialização  da  fruta  do  abacaxi,  100%  dos 

entrevistados afirmaram que vendem grande parte das frutas nos Ceasas de Uberlândia e 

de Belo Horizonte, mas que também destinam sua produção para a região Sul do país. A 

outra  parte  da  produção,  os  abacaxis  que  não  alcançaram  o  peso  ideal  para  a 

comercialização  em  outras  regiões,  são  vendidos  para  os  comércios  locais, 

principalmente para os vendedores que ficam “às margens” da rodovia, comercializando 

a  fruta.  O  depoimento  de  um  produtor  rural,  Valdeir  Gervásio  de  Freitas

v

,  demonstra 



muito bem como são comercializadas as frutas de abacaxi na região. 

 

Quando  se  vende  a  lavoura  fechada  a  produção  é  levada  para  os 



Ceasas  de  Uberlândia  ou  Belo  Horizonte  e  ainda  para  várias  outros 

partes do país. Mas, quando essa produção é em menor quantidade, ela 

é vendida em feiras livres e em barracas às margens da rodovia. 

 

Quanto  à  comercialização,  foi  perguntado  aos  produtores  rurais  qual  o  valor  que  era 



vendido  pela  unidade  do  abacaxi,  e  100%  dos  entrevistados  afirmaram  que  este  preço 

varia de acordo com a época do ano. Se o fruto é vendido na época em que o abacaxi 

está  sendo  colhido  pela  maioria  dos  produtores  rurais  do  município,  a  fruta  é  vendida 



 

11 


 

em torno de 0,20 a 0,30 centavos de reais. Porém, se a fruta é comercializada em uma 

época  em  que  só  alguns  produtores  comercializam,  o  preço  pode  chegar  de  R$  1,00  a 

R$ 1,50 a unidade do abacaxi, ou seja, isso fora do período da safra. 

Enfim, podemos perceber que a fruta do abacaxi para o município de Monte Alegre de 

Minas  possui  extrema  importância,  tanto  para  os  produtores  rurais  que  cultivam  esta 

fruta, como para os moradores da cidade, que possuem relações diretas e indiretas com 

o abacaxi. O abacaxi em Monte Alegre de Minas assim como em outros municípios de 

Minas  Gerais  e  do  Brasil  é  cultivado  na  maior  parte  por  produtores  familiares,  que 

plantam e cultivam esta fruta com o intuito de dar continuidade à tradição que existe no 

município e também como forma de produção para o próprio sustento. 

 

O  cultivo  do  abacaxi  como  reorganização  produtiva  da  Agricultura  familiar  em 



Monte Alegre de Minas  

 

A  produção  de  abacaxi  no  município  de  Monte  Alegre  de  Minas  tem  sido  um  dos 



fatores responsáveis pela permanência de muitos agricultores familiares no meio rural. 

Destacando que, como já mencionado, a produção de abacaxi tem demonstrado ser uma 

boa  opção  de  produção  para  produtores  familiares  que  utilizam  esta  atividade  como 

renda para o sustento da família. 

Ao serem realizadas as entrevistas com os produtores rurais que cultivam o abacaxi, na 

região Leste do município, foi verificado que 40% dos entrevistados residem na cidade.  

Estes  produtores  arrendam  ou  alugam  terras  para  continuar  o  cultivo,  sem  haver 

prejuízo algum em relação à produção, pois mesmo não possuindo terras, eles arrendam 

para poder cultivar o abacaxi e continuarem com a tradição deste cultivo. 

Os produtores rurais que arrendam ou alugam terras para o cultivo do abacaxi possuem 

relações com o meio rural desde crianças, pois alguns familiares destes possuem ou já 

possuíram propriedades rurais, e isso faz com que estes produtores continuem com esta 

“ligação”  com  a  terra,  produzindo  e  cultivando,  mesmo  que  estas  terras  não  sejam 

próprias. E, neste cultivo ainda há a relação de produção entre familiares, pais e irmãos, 

que se associam para produzirem o abacaxi, cada sócio investe capital, e no momento da 

comercialização, eles dividem os lucros, fazendo com que, mesmo que as terras sejam 

arrendadas, ainda exista a reprodução da agricultura familiar no campo. 



 

12 


 

O autor Venâncio (2008) afirma que a agricultura familiar é diversificada e heterogênea, 

pois  as  explorações  familiares  não  podem  ser  caracterizadas  como  um  único  modelo, 

pois  existem  agricultores  que  exploram  as  propriedades  rurais  de  diferentes  formas. 

Existem  agricultores  que  a  finalidade  da  exploração  da  terra  não  seria  a  reprodução 

enquanto  unidade  produtiva  para  um  mercado  capitalista,  mas  sim  a  reprodução 

familiar, ou simplesmente a sobrevivência da família, produzindo assim, para a própria 

subsistência.  Mas,  também  há  outros  agricultores  que  mantêm  sua  unidade  produtiva 

com o objetivo de uma formação agrícola organizada, baseado no trabalho assalariado, 

para poder obter uma renda extra, sendo caracterizada como agricultura patronal ou de 

empreendimento agrícola. 

A  reprodução  da  agricultura  familiar  baseada  no  cultivo  do  abacaxi  representa  grande 

importância  para  o  município  de  Monte  Alegre  de  Minas,  porque  este  tem  suas 

atividades econômicas voltadas para o setor agropecuário, seja ela familiar ou patronal. 

A  agricultura  familiar  no  âmbito  nacional  e  também  local  se  dá  em  condições 

desvantajosas,  pois  ainda  continua  sendo  tratada  através  de  políticas  compensatórias, 

desqualificando sua contribuição socioeconômica e ambiental. O Governo, seja federal, 

estadual  ou  municipal,  direciona  os  recursos  disponíveis  para  a  agricultura  familiar 

somente  para  o  assistencialismo,  não  solucionando  os  problemas  existentes  nas 

propriedades rurais (MENDES, 2005). Com isso, o Governo minimiza a importância da 

agricultura  familiar,  desconsiderando  as  particularidades  deste  segmento  no 

desenvolvimento econômico do país, e também em sua estabilidade econômica e social. 

(VENÂNCIO apud CORBUCCI, 2008). 

Assim,  percebemos  que  a  agricultura  familiar  da  parte  Leste  do  município  de  Monte 

Alegre  de  Minas  se  sustenta  com  cultivo  do  abacaxi,  sendo  que  este  cultivo  se  dá  de 

diferentes  formas  (técnicas  de  produção),  mas  com  um  objetivo  principal,  que  é  a 

continuação  do  cultivo  desta  fruta,  passando  de  pais  para  filhos,  mesmo  com  as 

dificuldades enfrentadas no plantio, na colheita e na venda dos frutos. 

As dificuldades enfrentadas no processo produtivo elencadas por 90% dos entrevistados 

são muitas, como a comercialização da produção, pois os “atravessadores” (pessoas que 

compram e revendem a fruta) compram o abacaxi e na maioria das vezes não pagam ou 

demoram pagar; há falta de assistência técnica e de incentivos da prefeitura municipal; 

ocorre a incerteza da venda dos frutos na hora da colheita; há dificuldade em arrendar 

terras  de  melhor  qualidade  e  próximas  à  água;  a  falta  de  mão-de-obra  qualificada;  e 




 

13 


 

problemas  referentes  aos  insumos  para  o  cultivo,  pois  grande  parte  deles  não  são 

registrados  para  o  plantio  do  abacaxi.  Os  outros  10%  dos  entrevistados  afirmam  que 

enfrentam  dificuldades  referentes  à  modernização  do  cultivo  do  abacaxi,  pois  não 

possuem capital para a implantação de irrigação nas lavouras. 

Mesmo  com  todas  as  dificuldades  no  processo  produtivo,  todos  os  entrevistados 

afirmaram  que  o  cultivo  do  abacaxi  proporciona  mais  geração  de  renda,  e  que 

continuando o cultivo, estará contribuindo para permanecia do título do município como 

a “Capital Estadual do abacaxi”. 

Considerações Finais  

 

É  importante  considerar  que,  a  produção  do  abacaxi,  tanto  para  os  produtores  quanto 



para o próprio município possuí um papel econômico e social importante, por conta da 

produção, dos empregos gerados, dos comércios na cidade voltados para a demanda da 

produção de abacaxi, das agroindústrias processadores de abacaxi. Além disso, faz parte 

da identidade e da cultura dos montealegrenses.     

Em relação à agricultura familiar, com base na área estudada, é possível afirmar que a 

produção  de  abacaxi  tem  papel  relevante  para  a  reprodução  da  agricultura  familiar  na 

região.  Do  universo  dos  entrevistados,  60%  residem  na  área  rural.  Além,  da  produção 

do abacaxi cultivam outras culturas voltadas principalmente para subsistência e também 

a pecuária leiteira. Ocasionalmente, contratam trabalhadores volantes para auxiliá-los na 

colheita ou no plantio. 40% dos entrevistados, são produtores arrendatários que moram 

na cidade, produzem a fruta em sociedade com os familiares, sejam pais, irmãos, tios ou 

primos  e  que  já  residiram  no  meio  rural.  Mesmo,  arrendando,  continuam  com  a 

produção  do  abacaxi  por  possuírem  sua  história  de  vida  ligada  ao  cultivo  dessa  fruta, 

pois  essa  tradição  foi  passada  de  pais  para  filhos,  possuindo,  portanto,  “afetividade” 

com a terra e também com o cultivo do abacaxi. 

 

Notas 



 

                                                            

i

 Segundos dados do IBGE, em alguns produtos básicos como o feijão, arroz, milho, hortaliças, mandioca 



e pequenos animais a agricultura familiar é responsável por cerca de 60% da produção.  

ii

 No ano de 2009 o município de Floresta do Araguaia produziu 175.500 mil frutos de abacaxi (IBGE, 



2011). 

iii


 Entrevista realizada em setembro de 2011. 

iv

 Entrevista realizada em setembro de 2011. 




 

14 


 

                                                                                                                                                                              

v

 Entrevista realizada em setembro de 2011. 



 

 

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15 


 

                                                                                                                                                                              

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21-56. 



 


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