Problemas e soluções no transporte público e na mobilidade clipping cidade Verde



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QTD VEÍCULOS NO SISTEMA

 

EMPRESAS CADASTRADAS

BASE Outubro/2007

Item

SISTEMA ATUAL

Total/ônibus

% participação

a

Planeta

627

26,83

b

Viplan

639

27

c

Satélite

251

10,74

b

São José

215

9,20

e

R. Brasília

175

7,49

f

R. Grande

126

5,39

g

V. Brasília

136

5,82

h

Condor

84

3,59

i

Veneza

39

1,67

j

Lotaxi

30

1,28

k

TCB

15

0,64

 

  T O T A I S

2.337

100

Estas empresas, integrantes do Sistema de Transporte Público Coletivo/STPC, realizam em média 16.000 viagens por dia, equivalente a cerca de 600.000 km/dia, o que totaliza 16.000.000 km/rodados por mês, que acrescido de 5.002.287 de Km/mês executados pelo Sistema de Transporte Público Alternativo/STPA, totalizando cerca de 21.002.287 km/mês para atender a demanda atual do sistema, conforme detalhamento constante no Quadro 4.

Quadro 4 – Participação das empresas na demanda Atual

 

 

QUILOMETRAGEM MENSAL

QUILOMETRAGEM MENSAL

 

EMPRESAS CADASTRADAS

BASE Outubro/2007

BASE Estimada Edital 001/2007

Item

SISTEMA ATUAL

Km/Rodado/Mês

% participação

Km/Rodado/Mês

% participação

a

Planeta

4.060.449

28,50

4.560.347

28,50

b

Viplan

3.361.377

23,60

3.775.209

23,60

c

Satélite

1.818.755

12,77

2.042.669

12,77

b

São José

1.581.723

11,10

1.776.455

11,10

e

R. Brasília

1.060.591

7,44

1.191.165

7,44

f

R. Grande

1.018.838

7,15

1.144.271

7,15

g

V. Brasília

872.772

6,13

980.222

6,13

h

Condor

247.728

1,74

278.227

1,74

i

Veneza

129.081

0,91

144.973

0,91

j

Lotaxi

70.207

0,49

78.850

0,49

k

TCB

24.585

0,17

27.612

0,17

Total STPC

14.246.106

100

16.000.000

100,00

Total STPA

4.454.000




5.002.287




Total Km/Rodado/MÊS

18.700.106




21.002.287




Quadro 5 – Quilometragem Mensal Projetada

 

 

QUILOMETRAGEM MENSAL atual

 

EMPRESAS CADASTRADAS

Base Corrigida em 20%

Item

SISTEMA ATUAL

Km/Rodado/Mês

% participação

a

Planeta

5.581.864

28,50

b

Viplan

4.620.856

23,60

c

Satélite

2.500.227

12,77

b

São José

2.174.381

11,10

e

R. Brasília

1.457.985

7,44

f

R. Grande

1.400.588

7,15

g

V. Brasília

1.199.792

6,13

h

Condor

340.550

1,74

i

Veneza

177.447

0,91

j

Lotaxi

96.513

0,49

k

TCB

33.797

0,17

Total STPC

19.584.000

100,00

Total STPA

6.002.745




Total Km/Rodado/MÊS

25.586.745




O Quadro 6 – abaixo apresenta o perfil da frota de veículos atual distribuídos pelas empresas operantes no sistema.

O novo sistema com TARIFA ZERO fará com que a demanda de usuários no Sistema de Transporte Coletivo de Brasília, aumente em 30% o que exigirá acréscimo na disponibilidade da frota em mais 813 veículos suficientes para absorção das demandas futuras de curto prazo.

Temos então, que a frota atual de veículos no sistema passará de 2.337 para 3.150 veículos conforme demonstração a seguir.

Quadro 6 – Perfil da Frota de Veículos Atual

 

 

QTD VEÍCULOS NO SISTEMA

 

EMPRESAS CADASTRADAS

BASE Outubro/2007

Item

SISTEMA ATUAL

Total/ônibus

% participação

a

Planeta

627

26,83

b

Viplan

639

27

c

Satélite

251

10,74

b

São José

215

9,20

e

R. Brasília

175

7,49

f

R. Grande

126

5,39

g

V. Brasília

136

5,82

h

Condor

84

3,59

i

Veneza

39

1,67

j

Lotaxi

30

1,28

k

TCB

15

0,64

 

 TOTAL FROTA ATUAL

2.337




 

 TOTAL DEMANDA FUTURA

3.150




 

 ACRÉSCIMO VEÍCULOS

813




Para melhor compreensão sistêmica, apresentamos a seguir alguns indicadores relativos ao sistema atual, que foram utilizados para mensuração das despesas com custeio do sistema proposto “TARIFA ZERO”.

Quadro 7 – Indicadores Sistema Atual

 

 

Fonte

Item

Descrição

Edital 001/2007

a

Km/Rodado/Dia

600.000

b

Qtd Viagens/Dia

16.000

c

Média km/Rodados por dia ( a : b )

37,50

b

Km/Rodado Mês (a x 26 + 30% a "a" x 4)

16.320.000

e

Qtd ônibus no Sistema

2.337

f

Média Rodado/Mês por ônibus

6.983,31

g

Km/Rodado por ônibus dia

232,78

h

Passageiros/Dia STPC

724.000

i

Passageiros/Dia/STPA

170.000

j

Passageiros Dia no Sistema

894.000

8.    PERGUNTAS E RESPOSTA

Evidentemente que a adoção do Sistema de Transporte Público e Gratuito – o popular “TARIFA ZERO”, absolutamente REVOLUCIONÁRIO, gera uma série de perguntas e dúvida, que abordaremos a seguir:

8.1  Pergunta 1 – Se o sistema é “TARIFA ZERO”, não haverá cobranças de passagens ?

·       NÃO. Não haverá cobranças de passagens. Os ônibus circularão em percursos previamente definidos pelo Gestor do Sistema, que o Estado designará, podendo ser o próprio DFTRANS;

·       Os veículos serão adaptados para a nova realidade, ou seja SEM CATRACAS, o que permitirá o aumento da área útil do veículo e o acesso mais rápido;

·       Como não haverá cobrança de passagens, não haverá cobrador, sendo o veículo operado apenas pelo motorista;

8.2   Pergunta 2 – Haverá desemprego em massa na categoria dos cobradores?

·       Não. O Estado incentivará a organização dos cobradores em cooperativas ou mesmo como pessoa física, incluindo incentivos fiscais para aquisição de veículos, e passarão a ser proprietários de ônibus que vão operar determina linha no sistema com REMUNERAÇÃO por km/Rodado;

·       Na verdade os cobradores e até mesmo motorista poderão deixar a condição de empregados passando a  micro empresários operadores de 01 ou mais veículos de forma consorciada ou cooperada;

·       O sistema licitatório deverá prever a participação de MICRO EMPRESAS e EMPRESAS INDIVIDUAIS de forma a incentivar a disputa democratizando o acesso aos interessados e não permitindo qualquer reserva de mercado para as empresas que dominam o setor;

8.3   Pergunta 3 – Esta é uma forma de estatização dos serviços de transporte?

·       Não.  Na verdade é uma DEMOCRATIZAÇÃO dos serviços de transporte, onde o acesso será universalizado, seja na utilização e até mesmo na operação do sistema;

·       O sistema será operado mediante concessão do Estado, por empresas públicas ou privadas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, e até mesmo empresa individual;

·       O sistema NÃO permitirá a formalização de CARTEL para controlar a execução dos serviços, que será PLURAL, para manter a competitividade, a qualidade e a economicidade;

8.4   Pergunta 4 – Quem vai fiscalizar a execução dos serviços ?  

·        A própria população fiscalizará. O sistema disponibilizará na INTERNET, com acesso livre, todos os dados do veículo, da linha, do percurso e dos horários que deve fielmente executado;

·       O sistema exigirá que cada veículo tenha RASTREADOR via satélite, com disponibilização “on line” via INTERNET, permitindo a qualquer cidadão acompanhar ao VIVO o exato local onde o veículo se encontra, se concluiu o percurso previsto, se houve quebra, se saiu do itinerário previsto, permitirá emissão de relatórios com todos os dados disponíveis opção diária/Semanal ou Mensal por veículo, cujo nº estampado nas laterais será a porta de acesso às informações;

·       A fiscalização formal será exercida pelo Estado, que estabelecerá “pontos de controle” na saída e na chegada de cada viagem, conforme percursos previamente definidos;

·       Uma viagem não concluída, em caso de quebra ou defeito mecânico, não será paga;

·       Para efeitos de pagamento será considerado serviço executado uma viagem com percurso definido pelo estado, devidamente concluída, sem qualquer pagamento por viagem frustrada, qualquer que seja o motivo;

8.5  Pergunta 5 –  Se é tão simples assim porque nunca foi feito ? 

·       Porque o Sistema atual é CARTELIZADO em todo o País.

·       As empresas operadoras dominam o mercado, impedem a livre concorrência, manipulam os coeficientes de custos, omitem de forma clara dados estatísticos de forma a impedir a universalização do sistema, e o acesso a transporte público de qualidade com tarifas acessíveis, que no caso de BRASÍLIA terá “TARIFA ZERO” para os usuários;

·       Porque os Governos anteriores eram comprometidos com os empresários do setor, que invariavelmente financiava parte significativa das campanhas eleitorais;

·       Porque o sistema atual permite a manipulação de vultosos recursos financeiros em espécie, o que favorece o pagamento de propinas e formação de “caixa 2” (doação sem registro) em campanhas eleitorais;

8.6  Pergunta 6 –  Quantos veículos vão operar no novo sistema ?

·         O sistema atual opera com 2.337 veículos, o novo sistema exigirá o aporte de 3.150 veículos, para atender a expansão que a “TARIFA  ZERO” vai incorporar;

8.7  Pergunta 7–  O METRO será GRATUITO também ?

·          Não. No primeiro momento o METRO continuará operando com o sistema tarifário e aos poucos será incorporado ao sistema “TARIFA ZERO”.

8.8  Pergunta 8–  Quando começará o novo sistema ?

·        No prazo de 6 meses após a posse do Governador AGNELO;

·       O prazo de 6 meses servirá para promover ampla divulgação, consultas públicas, publicação de Editais e contratação dos operadores, além de adequação legal às normas e condições do novo sistema;

·       Data de início do novo sistema será 01/07/2011.

 

9.    CONCLUSÃO

O conceito “TARIFA ZERO” é absolutamente revolucionário, e por incrível que pareça, de fácil implantação.

Basta que o Estado centralize a gestão financeira do sistema, organize os operadores, promova amplo debate com a população e compartilhe os sistemas de fiscalização e controle com a sociedade, e pague o preço justo pelos serviços.

É preciso força e determinação política, para romper com o sistema cartelizado dominado por interesses econômicos e financeiros de meia dúzia de pessoas, que dominam e manipulam o setor desde a criação de Brasília, e, enriqueceram a custa dos trabalhadores desta cidade, que muitas vezes, deixaram de colocar comida à mesa, para pagar passagens caras, e  bater de porta em porta, em busca de emprego e dignidade para sua família.

O sistema funcionará assim mesmo. Simples e fácil de operar.

O cidadão usuário entrará no ônibus e descerá no ponto que escolher quantas vezes por dia quiser, sem qualquer limite de utilização, sem perguntas, sem cartão, sem passar por roleta.

É o fim pela busca desenfreada por passageiros.

É o fim caixa 02 do sistema.

É o fim da comercialização ilegal de cartões.

É o fim do transporte pirata, que perde por completo sua razão de existir.

É o fim das propinas que mantém o transporte pirata funcionando.

É o fim da disputa do Passe Livre Estudantil, que acabou por se tornar fonte de renda para os empresários que dominam o setor.

È a melhor utilização dos recursos públicos que combatiam a pirataria, redirecionando-os para fiscalização do sistema oficial.

É o prazer de circular livremente por Brasília, nos fins de semana, conhecer nossa própria Capital, desconhecida por tantos.

É o prazer de deixar o carro na garagem e avisar a todos “hoje eu vou de ônibus”.

É a liberdade da dona de casa, que pode ir à Escola buscar seu filho, pois não terá que pagar pela passagem.

É a possibilidade de o trabalhador dar um “pulinho” em casa só para almoçar com família, ou até mesmo levar a todos para o Restaurante de um real.

É o livre exercício da cidadania . . . é o direito de ir e vir, na sua mais pura expressão!

Boa Sorte Brasília,

EVANDRO MACHADO

PROFESSOR WASHINGTON LUIZ SOUZA

PROFESSORA DOUTORA MARIA ROSA ABREU (UNB)

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FÁCIL

Sem funcionários

A estudante Trícia Oliveira, 23 anos, reclama sobre o passe estudantil da Fácil. “Todo dia, em especial no horário de almoço, filas enormes são formadas em todos os postos da empresa. O atendimento da Fácil é horrível”, diz. Ela conta que foi ao posto do Setor Comercial Sul e só um caixa estava fazendo o atendimento aos estudantes. “Cerca de 100 pessoas esperavam. Havia outros funcionários trabalhando no posto, mas, quando questionei, um deles me explicou que não podem fazer o atendimento para os estudantes, porque somente os atendentes da central da Fácil no Conic podem fazer isso.” De acordo com Trícia, a Fácil leva alguns funcionários para o posto do Conic onde a demanda é maior. “Depois, chegou mais um que estava em horário de almoço. Ainda assim, acho que são poucos funcionários para atender os estudantes. Só fui atendida depois de 1h15 de espera”, lamenta.

» A reclamação da leitora foi encaminhada em 12 de agosto para a Fácil. O recebimento do e-mail foi confirmado no mesmo dia. A empresa prometeu mandar a resposta ontem, mas até o fechamento desta edição a equipe do Grita Geral não recebeu nenhum retorno.

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GDF descarta o aumento nas passagens de ônibus

 

Após uma ampla auditoria nas planilhas de custos do transporte coletivo do DF, realizada pela Corregedoria do DF e pelo Transporte Urbano do DF (DFTrans), com ajuda dos técnicos do SPTrans, órgão de São Paulo, o governador Rogério Rosso descartou a possibilidade de aumento nas passagens. A análise foi concluída na última sexta-feira (23). Os dados foram divulgados com detalhes nesta segunda-feira (26), durante entrevista coletiva concedida na residência oficial de Águas Claras.  Rosso também determinou que seja feito um estudo detalhado do sistema de transporte público. A análise servirá de subsídio para um processo licitatório de novas linhas.

Foram analisados valores gastos em combustível, lubrificantes, peças de reposição e custos com pessoal como auxilio alimentação, cesta básica, uniforme, dentre outros. “O sistema está equilibrado e não há necessidade do reajuste de tarifas nos sistema convencional”, ressaltou o governador.
 
Os empresários do sistema de transporte público do DF alegavam que havia um déficit de 28,11%, mas, de acordo com dados da Corregedoria do DF e do DFTrans, o sistema está estável. Logo, na avaliação do governo não há necessidade de reajustar o valor das passagens. “Espero o bom senso de todos para que não ocorram paralisações. Mas, se houver intransigência dos empresários de forçar o reajuste, vamos tomar as medidas convenientes”, assegurou o Rosso. 
 
A mesma auditoria será realizada nas cooperativas que operam linhas de microônibus no DF. Além de fazer um levantamento sobre as tarifas cobradas, o estudo também vai avaliar a necessidade de novas linhas. “Aqui não tem emoção. Aqui tem razão e números. Se precisar fazer algum reajuste a sociedade saberá o porquê”, ressaltou o governador.
 
Passe Livre

Rosso reforçou que até o dia 30 de julho irá decidir se veta ou sanciona o projeto substituto do Passe Livre, aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). A proposta determina a recarga automática dos cartões dos estudantes e retira o limitador social, entre outras propostas.

Rosso disse que ainda este ano lança novo processo de licitação para operar o sistema de bilhetagem eletrônico do programa, gerenciado Fácil Transporte Integrado. Informações da Agência Brasília.



 

Da redaçãoBlog em 26/07/2010 - 15:59:26

 Estaçao da Noticia

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DFTRANS

Passe livrem sem recarga

7jul10


O estudante da Universidade de Brasília Rogério Magalhães, 28 anos, reclama que não consegue recarregar o cartão do passe livre, sistema que concede aos estudantes o direito a viajarem de graça nos ônibus. “Desde 17 de junho, meu cartão da Fácil está vazio e a empresa simplesmente não me dá nenhuma posição. Eles argumentam que precisam de uma liberação de verba do governo. Moro no Recanto das Emas e preciso pegar dois ônibus para chegar na universidade. Com as férias escolares vai ficar complicado receber qualquer benefício. Já liguei na Fácil e na Secretaria de Transportes (DFTrans) e cada um joga a resposabilidade para o outro. Nem sequer aceitaram fazer um protocolo de reclamação. Como vou fazer para estudar? Quero resolver o meu problema. Quando terei o meu cartão recarregado pela Fácil? ”, questiona.

Em resposta ao leitor, o DFTrans informa, por meio da assessoria de comunicação, que foi aprovado um crédito de R$ 20 milhões para o passe livre, no entanto, o valor deve ser liberado apenas na próxima semana. O órgão ressalta que a proximidade do recesso ameniza a gravidade da situação, pois durante as férias os estudantes não têm direito ao benefício.

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TRANSPORTE

Passageiros pagarão a conta do passe livre



O governo reconhece que o projeto aprovado pelos deputados distritais para beneficiar os estudantes terá impacto no valor cobrado pelas passagens no Distrito Federal

Mariana Moreira



Bruno Peres/CB/D.A Press - 24/6/10




O GDF ainda não sabe em quanto as tarifas deverão ser reajustadas para bancar os custos embutidos no projeto aprovado pela Câmara Legislativa

 


Um dia após a Câmara Legislativa aprovar o projeto substitutivo que altera a nova proposta do Governo do Distrito Federal para regulamentar o Passe Livre, o governador Rogério Rosso admitiu que aumentos na tarifa de transporte público estão a caminho. “Quando o governo arca com a tarifa integral e de repente dois terços dessa tarifa vão para a passagem do usuário, há pressão sobre o valor. É matemático”, declarou. 

O governador, no entanto, não soube dizer qual será o tamanho deste impacto. Mas avisou: “Antes de sancionar, faremos vários estudos. O veto, assim como a sanção, podem ser totais ou parciais”. A equipe Rosso recebeu ontem o projeto aprovado pelos deputados e começou a análise do texto. 

Segundo ele, antes as empresas pediam aumento e logo conseguiam a autorização dos órgãos responsáveis. Dessa vez, uma auditoria está sendo feita desde o fim da greve dos rodoviários, na semana passada, e a conclusão do procedimento está prevista para 24 de julho. Esse foi o prazo que o governo pediu para avaliar se concederá ou não o aumento pedido pelos empresários. “Não estamos desconfiando dos números, apenas auditando. Agora, com essa proposta de repassar dois terços da passagem ao usuário, teremos uma nova variável para estudar”, explicou. 

Desagrado 
Rosso demonstrou contrariedade ao comentar a transferência de valor para o sistema de transporte público e o fato de o projeto aprovado pelos parlamentares suprimir o limitador social, que previa a manutenção do benefício apenas para estudantes de famílias com renda mensal de até quatro salários mínimos. “Essa proposta pretende fazer justiça social aos brasilienses que pagam impostos. Quando a gente tira o limitador, a regra passa a valer para alunos da escola mais pobre à mais rica. Não concordo com isso. Defendo o passe livre para quem precisa”, afirmou. 

Para o presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo e Alternativo do DF e do Brasil (Autrac), o impacto na vida dos usuários será grande. “Vejo empresários e governo tentando justificar mais esse fardo insuportável, que vai sobrecarregar o orçamento dos passageiros”, criticou. Para ele, o governo erra ao não incluir a sociedade nas rodadas de negociações que envolvem empresários e sindicatos. “As empresas já faturam demais”, avaliou. 

A liberação do crédito suplementar de R$ 20 milhões, aprovado também na quarta-feira pela Câmara Legislativa, deverá ocorrer na próxima semana, mas ainda não há data para que a recarga de cartões recomece. Segundo a assessoria do governador, a proximidade das férias letivas ameniza a gravidade da situação. Também não há previsão para a integração de tarifas de ônibus e metrô. 

A Associação de Bilhetagem Eletrônica Fácil, que opera o passe livre estudantil no DF, não quis se pronunciar sobre o assunto e não comentou se empresários serão retirados do quadro da empresa, caso o projeto de lei seja sancionado, como aprovado pelos parlamentares. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros e das Empresas de Transportes Coletivos (Setransp-DF) também não comentou as declarações do governador e as possíveis mudanças no sistema. 



Mudanças na legislação





O que estabelece a lei atual

A gratuidade das passagens é concedida integralmente pelo GDF, por meio da Secretaria de Fazenda do DF. 

Não há menção a qualquer tipo de punição às empresas que dificultem ou impeçam os estudantes de usufruírem do benefício 

O direito ao passe livre estudantil fica assegurado aos alunos de cursos com carga igual ou superior a 200 horas, reconhecidos pelos órgãos competentes e que moram a distância superior a 1 km de sua residência. 

O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) tem a prerrogativa de elaborar o Regimento Interno do Comitê do Passe Livre Estudantil, que deverá ser integrado por cinco representantes do GDF, um deputado distrital e quatro representantes de entidades estudantis 

Os estudantes devem comparecer a um dos postos da Fácil, localizados no Setor Comercial Sul, Sobradinho, Gama e Taguatinga, a cada 30 dias, para fazer a recarga de cartões. 


O que muda com o projeto aprovado 
A gratuidade será concedida pelo GDF, que custeará um terço do valor, e pelo Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal, que arcará com dois terços dos custos 

A empresa de transporte, incluíndo a Fácil e o Metrô, que de qualquer forma dificultar ou impedir o aluno de utilizar o benefício será multada em R$ 1.000 por estudante. Se houver reincidência, o valor será dobrado. 

O direito passa a se estender a estudantes de área rural atendidos na forma da legislação e regulamentos específicos. 

O Comitê do Passe Livre Estudantil terá a responsabilidade de criar normas operacionais, acompanhar, avaliar e fiscalizar ações, elaborar os demonstrativos fiscais e de contabilidade, além de manter um banco de dados, disponível para consulta pública, com informações claras e específicas sobre ações e projetos. 

A recarga de viagens passará a ser automática, na virada do mês, respeitando a assiduidade dos estudantes. Com isso, não haveria necessidade de ir a um dos postos da empresa. O artigo determina que a relação de estudantes com direito ao benefício deve ser repassada à operadora do sistema e ao Metrô. A frequência dos estudantes deve ser disponibilizada na Internet. 



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Passe Livre

30jun correioweb

O substitutivo modifica a proposta do GDF que prevê um limitador social para obter o benefício. Segundo o projeto do governo, o estudante deve estar matriculado em instituição de ensino público ou ter renda familiar de quatro salários mínimos (R$ 2.040). Contudo, se houver disponibilidade orçamentária, o passe gratuito poderá ser concedido a estudantes com renda familiar de até seis salários.

Com a nova proposta, a recarga dos cartões será automática, por meio de um sistema eletrônico. O controle e a gestão do benefício serão feitos por um órgão público a ser definido pelo governo. O substitutivo e o crédito precisam da sanção do governador Rogério Rosso para entrar em vigor.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Cleuber Freitas
Querem apostar quanto que o tal "órgão público novo" encarregado de dar o benefício aos estudantes será controlado novamente pelos canhedo?

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Crédito para o Passe livre



30jun10

Os distritais devem entrar em recesso amanhã sem aprovar a nova lei do Passe Livre estudantil. A votação do projeto que altera as regras do benefício aos estudantes do DF ficou para agosto. Legislativo e Executivo não conseguiram costurar uma proposta final para acabar com os problemas em torno da concessão da gratuidade no transporte público coletivo. Enquanto isso, os deputados pretendem apreciar hoje o crédito de R$ 20 milhões para encher os cartões dos alunos por mais dois meses. Na última sessão do semestre, está prevista também a votação de créditos do governo e do segundo turno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que norteará a elaboração do orçamento de 2011. 

Na sessão de ontem, os parlamentares votaram nove projetos, entre créditos do governo, reestruturação de carreira de servidores e o primeiro turno da LDO. De 40 propostas, apenas 18 têm acordo para votação em plenário. Um deles é o projeto 1.575/2010, que autoriza o GDF a contrair empréstimo no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de US$ 32 milhões para serem utilizados na modernização do funcionamento da Secretaria de Fazenda. A justificativa do governo é a necessidade de aprimoramento dos sistemas do Fisco local para aumentar a arrecadação.

=

Passageiros fazem as contas



Usuários dos ônibus e empresários já preveem prejuízos com a possível correção da tarifa dos coletivos. Governo analisa custos dos permissionários para dar uma resposta até o próximo dia 23 sobre o assunto

Saulo Araújo



Bruno Peres/CB/D.A Press




Depois de uma greve que durou três dias e meio, os ônibus voltaram a circular normalmente na quinta -feira última: transtorno foi geral

 


O possível reajuste nas tarifas de ônibus no Distrito Federal preocupa os usuários do transporte público. A proposta dos empresários do setor — 42,5% de correção — está sendo analisada pelo governo, que promete dar uma resposta até o dia 23 do próximo mês. Mas grande parte dos passageiros já espera pagar essa conta. Quem também não está nada satisfeito com a possibilidade são os comerciantes, que serão obrigados a elevar o valor do auxílio-transporte dos empregados. Muitos trabalhadores que moram cidades distantes e precisam de duas conduções para chegar ao serviço temem a demissão. Alguns já estudam alternativas para evitar os coletivos, onde os bilhetes podem chegar a custar R$ 4,27, caso o reajuste seja autorizado. 

É o caso do jardineiro Alípio Pereira dos Santos, 47 anos. Morador de Brazlândia, ele diz que, caso a correção se confirme, irá protestar boicotando o transporte público. “O governo vive fazendo operação contra o transporte ilegal. Existe coisa mais ilegal que cobrar uma passagem absurda dessa? Se a passagem realmente passar para mais de R$ 4, me recuso a dar meu dinheiro para esses empresários. Vou só pegar pirata, e não admito que nenhuma autoridade venha tentar me convencer de que estou agindo errado”, esbravejou Alípio, que trabalha no Lago Sul. 

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio/DF), Miguel Setembrino, conta que os empresários do setor acompanharam o desenrolar da greve com atenção. O impacto na receita das empresas, com o aumento nas passagens, preocupa os comerciantes. No entanto, ele não acha que isso pode implicar em demissões. “É lógico que um reajuste nas passagens afetará a vida financeira das empresas, pois os patrões terão que arcar com isso. As empresas procuram funcionários que tenham qualidade, mas na hora da contratação, é natural que entre duas pessoas com o mesmo perfil profissional, mas uma que mora longe e outra perto, o contratante opte por quem resida mais próximo, pensando na economia com passagem. Isso não acontece só em Brasília, mas em todo o Brasil”, disse Setembrino. 

Protesto 
O presidente da Associação dos Usuários do Transporte Público do DF (Autrap), Vidal Guerra, promete iniciar uma grande mobilização contra o aumento. Uma das medidas será orientar os passageiros a não pagarem a passagem com um novo valor — atualmente, a tarifa custa, em média, R$ 2,50. De acordo com ele, o governo erra ao não ouvir o lado mais fraco nessa luta: a população. “A sociedade, em nenhum momento, foi chamada para participar do debate. Se for concedido aumento, vamos iniciar uma campanha de boicote à nova tarifa. Será um protesto legítimo e que eu espero não haver intervenção da polícia”, disse. 

Já Wagner Canhedo Filho, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do DF, alega que o último reajuste nas tarifas ocorreu há quatro anos e meio e que, hoje, existe um deficit de 28% no setor. Se os patrões defendem um aumento com o argumento de que os preços estão congelados desde 2006, os usuários rebatem lembrando que a passagem no Distrito Federal é uma das mais altas do país. Em Goiânia, por exemplo, o bilhete mais caro custa R$ 2,25. Já em Belo Horizonte, chega a R$ 2,30. 

A estudante de direito Taila Amanda da Silva, 20 anos, acha improvável que o governo vete o reajuste. “Infelizmente, como estudante, vou sofrer mais para arcar com mais esse custo. O governo vai ceder às pressões dos empresários. No nosso país, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Nada justifica esse aumento, ainda mais pela qualidade que é o transporte público em Brasília”, reclama.

O NÚMERO

R$ 4,27. Valor que a tarifa mais cara pode chegar no DF, caso o governo conceda o reajuste pedido pelos empresários.

MEMÓRIA

Planilha em estudo

A greve dos rodoviários durou três dias e meio e acabou na quinta-feira última. Os trabalhadores reivindicavam um reajuste de 20%, mas, em assembleia, aceitaram a contraproposta dos patrões, de 9%, que virão no próximo contracheque. As negociações entre patrões e empregados contaram com a mediação do governador Rogério Rosso (PMDB). Em uma longa reunião, que entrou pela madrugada de quinta, os empresários aceitaram conceder o aumento salarial desde que o governo analisasse a planilha que aponta deficit no setor. O GDF criou um comitê gestor para avaliar os custos das empresas. Na planilha, os permissionários afirmam transportar 21,6 milhões de passageiros por mês, sendo 2 milhões de estudantes. A receita mensal seria de R$ 57 milhões, mas, mesmo assim, eles alegam prejuízos. 

O tempo da paralisação dos rodoviários foi o suficiente para transformar a vida do brasiliense num caos. Quem depende do transporte público ficou refém dos piratas, que chegaram a cobrar até R$ 20 por uma corrida. Sem ônibus, a circulação de veículos nas ruas do DF aumentou cerca de 40%, causando grandes engarrafamentos. Irritados, os passageiros pararam o Eixo Monumental e a pista em frente à plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Comente essa reportagem no site do Correio

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O povo fala



Como o reajuste nas passagens afetará sua vida?

Fotos: Rafael Ohana/CB/D.A Press







 

Isônio Turquim Barbosa, 51 anos, motorista, morador da Estrutural 

“Mais uma vez, quem vai pagar o pato é o pobre do trabalhador. Moro na Estrutural e essa passagem cobrada hoje, de R$ 3, já compromete uma boa parte da minha renda. O governo não está interessado na gente, está comendo nas mãos dos empresários.” 











Domingas Aparecida Barbosa, 47 anos, cabeleireira, moradora de Brazlândia 

“A passagem de Brasília já é a mais cara do Brasil e os ônibus são os piores. Sinceramente, vai ficar difícil andar de ônibus. Eu tenho carro, mas prefiro andar só aos fins de semana para economizar, mas se aumentarem ainda mais o preço das passagens, vai ficar mais barato tirar o carro todos os dias da garagem. Espero que o governador não seja frouxo e bata de frente com os gananciosos, que são donos dessas empresas.” 









Micaele Aladina, 24 anos, dona de casa, moradora de Sobradinho 

Eu já andei em ônibus tão lotado que tinha que me equilibrar num pé só, por falta de espaço. Não é possível que teremos que pagar mais de R$ 4 para andar nessas porcarias. Eu tenho medo de pegar ônibus aqui em Brasília, principalmente quando estou com minha filha. Tudo é ruim, desde os motoristas mal-educados, ônibus velhos até a passagem cara. 










Manoel Messias de Sena, 66 anos, encanador. morador de Planaltina 

“Eu não recebo auxílio-transporte para trabalhar. Não sei como vou fazer se aumentar. Não dá para pagar mais de R$ 10 por dia com ônibus. O jeito vai ser tentar convencer um pirata a cobrar o valor de hoje. Acho essa ideia de aumentar o preço dos ônibus um absurdo. Em nenhum lugar do Brasil é assim, essa história de que os empresários não têm lucro é mentira.”

Opinião do internauta

Leitores do Correio comentaram no site a reportagem sobre o possível aumento de tarifa de ônibus no Distrito Federal. Veja algumas opiniões:

Danúbia Rodrigues Silva 
“O senhor Canhedo está ficando pobre? Coitado!” 


Cláudia Silva 
“Como houve a mobilização Fora Arruda, vamos fazer uma Fora Canhedo e o seu monopólio. É uma vergonha a capital não ter transporte eficiente e ainda o cidadão pagar para ser transportado como gado.” 


Rhamires Ferreira Mourão 
“É uma vergonha esse transporte no DF. Estamos pagando caro pela má gestão de governantes passados.” 


Eugênia Silva 
“Mais de R$ 4 para ficar uma hora e trinta minutos na parada esperando um pau- de-arara para ir trabalhar? 
É demais!” 


Lucas Loredo 
“Isso é uma vergonha, um tapa na nossa cara!” 


Thiago Lima 
“Absurdo desembolsar R$ 4,27 para pegar um ônibus acabado, cheio, e, de quebra, com um motorista mal-humorado descendo a lenha no coletivo.” 


Júlio Lucas 
“Quando estive em São Paulo vi o nojo que é o transporte do DF. Lá se paga R$ 2,70 e tem-se direito a quatro viagens, incluindo o metrô, que é integrado.” 


Deonildes Santos 
“Os empresários usaram e prejudicaram toda a população para obter o aumento que tanto queriam.” 


Sebastião Mira da Silva 
“Manda o ‘seu’ Wagner pagar as multas que deve ao Detran.” 


José Barros 
“A passagem em Floripa (Florianópolis) é R$ 2,20 e é uma cidade turística. O ônibus é integrado em terminais e você anda para todo canto.” 


Jailson Sá 
“Já não bastasse a capital da corrupção, agora capital dos especuladores, dos ladrões. Onde vai parar? Que vergonha ter um transporte ridículo e ainda um aumento de passagem.” 


Roberto Vieira 
“Por que não há licitação para novas empresas há mais de 45 anos ? Por que o MP se cala?” 


José Favacho 
“Pagar R$ 4,27 pela passagem e continuar usando as carroças da Viplan é, no mínimo, uma humilhação.” 


Fabrício Sampaio 
“O Entorno Sul está refém da empresa Anapolina como o DF está refém das três maiores empresas de ônibus.” 


Irenice Santos 
“Isso é novidade para alguém? Pois, para mim, não é.” 


Estudantes fecham o Eixo Monumental em protesto pelo Passe Livre

Noelle Oliveira

Publicação: 11/06/2010 22:13

O trânsito do Eixo Monumental, no sentido da Esplanada para a Rodoferroviária, foi fechado por aproximadamente 10 minutos, na noite desta sexta-feira (11/6), por cerca de 40 estudantes que protestavam pelo reabastecimento dos cartões do Passe Livre. Os alunos reclamavam da falta de recursos e também das dificuldades do sistema para funcionar.

A via em frente ao Conjunto Nacional também foi completamente tomada pelos adolescentes durante as manifestação. Com buzinas e bandeiras, o protesto foi encerrado na escada da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, por volta das 20h, com muito barulho.

A dona de casa Elza Maria Nunes, 54 anos, que aguardava o ônibus para o Gama, apoiava o movimento. "Eles tem direito, preciasam de passagem para estudar", dizia. O incentivo foi agradecido por Bruna Nunes, 17, que participava do grupo. "Vamos fazer isso sempre agora", garantiu. A manifestação foi acompanhada pacificamente pela Polícia Militar

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Protesto pelo passe livre



Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press










Cerca de 40 estudantes protestaram na noite de ontem na Rodoviária do Plano Piloto pelo reabastecimento dos cartões do passe livre. Os alunos reclamavam da falta de recursos e também das dificuldades do sistema para funcionar. Eles levaram bandeiras, buzinas e gritavam palavras de ordem, chamando a atenção de quem esperava o transporte para ir para casa. O grupo chegou a fechar o trânsito no Eixo Monumental — sentido Esplanada para a Rodoferroviária — por cerca de 10 minutos, provocando congestionamento. “Se era para ser fácil, não está sendo. Vamos nos organizar sempre a partir de agora, assim não dá para ficar”, afirmou Amanda Sousa, 18 anos. O protesto, que se encerrou na escada da plataforma superior da Rodoviária, por volta das 20h, foi acompanhado pela Polícia Militar

Análise da notícia



Enredo conhecido

O enredo da história se repete quase todo ano. Chega a época da data-base dos rodoviários e começa o embate entre patrões e empregados. Sem acordo entre as partes, sobra para a população, como aconteceu essa semana – na quinta-feira, os mais de 600 mil usuários do transporte coletivo do DF ficaram três horas sem ônibus. Foi o suficiente para o caos tomar conta das ruas. 

A tensão continua. Ainda sem acordo na mesa de negociação e com a briga entre os donos de ônibus e os rodoviários na Justiça, o brasiliense deve começar a segunda-feira a pé. O metrô promete rodar com sua capacidade total o dia todo e a fiscalização não deve dar trégua para os piratas. O resultado, a gente já sabe: transtorno geral para quem precisa usar o sistema público de transporte. 

Além de sofrer com a falta de ônibus, os passageiros podem sentir outro reflexo, este no bolso. Os empresários dizem não ter caixa para dar aumento aos trabalhadores. Falam que só podem atender às reivindicações se houver aumento de tarifa, o que não ocorre há quatro anos e meio. Por enquanto, o governo ainda não cogitou essa possibilidade. Mas os usuários do sistema de transporte temem ter que pagar mais essa conta.

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Promessa de ônibus de graça



Rodoviários recuam, suspendem início da greve geral e decidem circular hoje sem a cobrança de passagem. No entanto, não estão descartados protestos nem paralisações-relâmpago

Diego Amorim



Fotos: Kleber Lima/CB/D.A Press




João Osório da Silva, presidente do Sindicato dos Rodoviários, durante a assembleia de ontem: aposta no avanço das negociações

 


Quem depende do transporte público no Distrito Federal pode se preparar para um dia tumultuado nesta segunda-feira. Em assembleia confusa no fim da manhã de ontem, a categoria decidiu oficialmente por adiar em uma semana a greve geral e prometeu que os ônibus circulariam com catraca livre, ou seja, sem a cobrança de passagem. No entanto, os rodoviários não descartaram a possibilidade de paralisações-relâmpago, carreatas ou mesmo de cruzar os braços na última hora. Caso alguma ação judicial venha a impedir a catraca livre, os ônibus extras que circulam em horário de pico — o que equivalente a 30% da frota — não sairão dos terminais. Os trabalhadores querem 20% de aumento salarial e renovação do acordo coletivo vencido em abril. 

A greve geral por tempo indeterminado estava prevista para começar hoje. A reviravolta veio após vários apelos de representantes do GDF e de uma reunião na manhã de ontem, marcada às pressas, entre as diretorias dos sindicatos dos empregados e dos patrões. Apesar de os empresários não terem oficializado proposta alguma, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Osório da Silva, saiu do encontro com a expectativa de que um acordo poderia ser fechado durante a semana. Por isso, foi ao encontro da categoria decidido a convencê-la a suspender a greve. 

Cerca de 4,5 mil rodoviários, de acordo com o sindicato da categoria, participaram da assembleia no estacionamento do Conic, onde está instalada a sede da entidade. Às 11h40, Osório começou a repassar informações aos rodoviários e foi interrompido diversas vezes por gritos insistentes de “greve, greve, greve”. Ao colocar em votação a proposta de adiar o movimento, viu quase a totalidade dos trabalhadores se manifestar contrária a ela. A maioria dos militantes estava eufórica e parecia irredutível quanto à mudança na data de início da paralisação, definida há uma semana. 

Após quase uma hora de discurso, Osório propôs a ideia de suspender a greve geral e optar pela catraca livre aliada a protestos até que as reivindicações sejam atendidas. Perguntou, então, aos presentes quem era a favor da alternativa, mas se esquivou de pedir a manifestação dos contrários a ela. Ao decretar o fim da assembleia com a decisão tomada, o presidente do sindicato contrariou boa parte dos rodoviários presentes. “Foi uma imposição. A categoria queria a greve”, comentou um motorista de ônibus há 10 anos, que não quis se identificar com medo de retaliação. 

Recuo 
Osório negou que o recuo tenha sido imposto à categoria. “Queremos alcançar nosso objetivo e esse foi o melhor caminho que encontramos”, afirmou. De acordo com ele, o sindicato optou por voltar atrás porque o governo se mostrou disposto a intervir e também pelo fato de a Justiça ter determinado multa diária de 

R$ 100 mil caso pelo menos 60% dos ônibus não circulassem durante a paralisação. “Aí (com 60% da frota) não seria greve”, ponderou. Ao longo da semana, o sindicato poderá convocar assembleia a qualquer momento para decidir os novos rumos do movimento. 

No início da tarde de ontem, os empresários informaram, por meio da assessoria do sindicato que os representa, que não impedirão os ônibus de circular sem cobrança de passagens. Porém, se os rodoviários cumprirem a promessa da catraca livre, a Justiça será acionada para que os trabalhadores sejam responsabilizados pelos prejuízos provocados. Os patrões acrescentaram que, sem discutir aumento de tarifa, fica difícil apresentar alguma proposta. A passagem no DF custa em média R$ 2,50 e é uma das mais caras do país. O último aumento ocorreu em janeiro de 2006. 

O secretário de Governo do DF, Geraldo Lourenço de Almeida, disse que não está em discussão a possibilidade de aumento de tarifa. “A negociação é entre os dois sindicatos. Nesse primeiro momento, o governo se prontificou apenas a fazer um trabalho de conciliação para tentar solucionar o impasse e evitar maiores transtornos à população”, reforçou. Mesmo deixando claro que, por enquanto, o governo não tem muito o que fazer, ele comentou que existe uma perspectiva de que haja um acordo o mais rápido possível. “Tanto é que o sindicato decidiu suspender a greve”, completou. 




Data-base 

O acordo coletivo vencido em abril garante gratificação de 5% a cada 
cinco anos de serviço prestado, tíquete-alimentação no valor de R$ 286, cesta básica de R$ 103 e seis horas de jornada corrida. Um cobrador ganha R$ 620 e um motorista, R$ 1.186. 
O último aumento 
da categoria, um percentual de 8,94% referente à data-base, ocorreu em maio de 2009.

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2008

- LIAISON. Newsletter of the Intergovernmental Committee on Urban and Regional Research (ICURR). 03/2008 ( Tarifa – Anexo 2)




2007

- Fim do caos do transporte urbano de Brasília?. CB. Renato Alves. 01/01/2007




January 1st, 2007, 09:41 PM

  #1

Pesquisadorbsb

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Fim do caos do transporte urbano de Brasília?

A grande expectativa do novo projeto para o sistema de transporte coletivo é a tarifa integrada, que permite ao usuário a montagem do percurso com um só bilhete, a ser comprado antes do embarque


Renato Alves

Da equipe do Correio


Em curitiba, os passageiros esperam a condução em estações-tubo. O bilhete único permite a circulação entre todas as cidades

Se depender do novo secretário de transportes, Alberto Fraga, o Distrito Federal adotará o consagrado sistema curitibano de transporte coletivo. O modelo tem como grande diferencial a tarifa integrada, que permite o deslocamento para todas as cidades com apenas uma passagem. O usuário pode montar seu próprio percurso, pois as linhas de ônibus são ligadas por meio de terminais e estações-tubo.


Alberto Fraga anuncia que fará uma visita a Curitiba nas duas próximas semanas. Quer conhecer de perto o sistema da capital paranaense. O criador do modelo, Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, prestou consultoria à equipe de transição do governo José Roberto Arruda (PFL). Sugestões de mudanças no transporte público do DF, feitas por Lerner, fazem parte de um documento com mais de 300 páginas entregue a Fraga.
Para executar o projeto, no entanto, o novo secretário de transportes do DF depende da aprovação de linha crédito de US$ 250 milhões no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O dinheiro vai subsidiar o Brasília Integrada, programa de reformulação do sistema de transporte público brasiliense pensado pelo governo Joaquim Roriz. O antecessor de Arruda tentou, por dois anos, sem sucesso, a liberação da verba.
Mas Fraga afirma que medidas para a integração do sistema brasiliense podem ser adotadas no primeiro ano do governo Arruda mesmo sem a ajuda internacional. “Nos 110 primeiros dias vamos criar linhas de vans para alimentar o metrô. Até o fim do ano, teremos corredores exclusivos para ônibus em vias como a Estrutural e a EPTG (Estrada-Parque Taguatinga)”, diz. O modelo curitibano, porém, não tem vans nem trens.
Baixo custo
Implantado nos anos 70 com a preocupação de privilegiar o transporte de massa, o sistema de transportes de Curitiba é reconhecido por aliar baixo custo operacional e serviço de qualidade. Na capital paranaense, ônibus articulados (bem maiores que os tradicionais) circulam em pista exclusiva, separada por barreiras de concreto e ladeada por duas vias de tráfego lento, em sentidos opostos. Paralelamente existem ainda duas avenidas de tráfego rápido.
A canaleta possibilita o aumento da velocidade média dos ônibus sem comprometer a segurança dos passageiros. Os usuários esperam a condução em estações-tubo, onde pagam a passagem antes de embarcar. Com a tarifa de R$ 1,80, é possível circular por toda a cidade. Atualmente são 72 km de vias exclusivas, que cruzam a cidade nos sentidos Norte, Sul, Leste, Oeste e Sudeste (Boqueirão). Os grandes eixos são complementados por 270 km de linhas alimentadoras e 185 km de linhas interbairros.
Os ônibus de Curitiba transportam 2 milhões de passageiros por dia, cinco vezes mais do que os do DF. Eles passam a cada minuto pelas paradas. Freqüência melhor do que a de muitos metrôs. Em Brasília, por exemplo, os intervalos entre um trem e outro variam de 5 minutos e meio a 14 minutos, dependendo da estação e do horário.
O modelo curitibano, copiado por 83 cidades estrangeiras, sendo 18 norte-americanas, foi implantado pelo urbanista Jaime Lerner, quando se tornou prefeito da cidade. Ele até admite o uso de vans em Brasília, mas com algumas restrições. “As vans só podem circular se estiverem integradas a todo o sistema, alimentando ônibus e o metrô”, pondera.
A mesma opinião tem o professor José Alex Sant’Anna, doutor em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (USP). “Os serviços de transporte têm que ser complementares, não concorrente.”, comenta o especialista. Ele ressalta que, antes de fazer a integração, o governo do DF precisa de um estudo para conhecer a demanda de cada cidade. “Se isso não for feito, aumentará o prejuízo dos transportadores e, conseqüentemente, as tarifas”, alerta Sant’Anna, que deu aulas no Programa de Pós-Graduação em Transportes da Universidade de Brasília (UnB) e é pró-reitor da Universidade do ABC, em São Caetano (SP).

Modelo carioca
O projeto do novo sistema de transporte do Rio de Janeiro (uma das exigências para a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007) foi criado por Jaime Lerner. Com linhas de ônibus integradas à rede metroviária, tem custo inicial previsto de R$ 30 milhões. A implantação exigirá a adaptação das vias públicas para a circulação dos coletivos e a construção de tubos transparentes. A renovação e adaptação da frota custarão cerca de R$ 270 milhões — que, para Lerner, encontrarão “facilmente financiamento”. Segundo o urbanista, enquanto esse sistema dobra o número de passageiros do setor público, a “racionalização” das linhas de ônibus que o projeto prevê multiplicaria em 3,7 vezes o número atual de usuários, diminuindo os carros nas ruas. O tempo de trajeto diário diminuirá em uma hora.

Inspiração francesa
Além do modelo curitibano, o novo governo do DF estuda outras propostas. Arruda esteve na Europa em novembro para conhecer duas alternativas para resolver o problema do transporte em Brasília. Durante a semana que passou fora do país ele conheceu tecnologias que podem servir de parâmetro para a ampliação do metrô na capital federal. Ambas são de tração elétrica, o que dispensa combustível e, por isso, são consideradas menos agressivas ao meio ambiente. Mas em uma o sistema de fiação é subterrâneo e na outra, ele é exposto.
O trem que o governador conheceu une as cidades de Bondy e Aulny, no subúrbio de Paris, capital francesa. Com capacidade para 292 passageiros, a linha tem extensão de 15km. Arruda também esteve em Bordeaux, onde viu o funcionamento do metrô com alimentação subterrânea. Essa tecnologia é uma das mais seguras do mundo, pouco influi na paisagem da cidade e tem trens mais maleáveis que outros sistemas, permitindo curvas mais fechadas e linhas mais centrais. Mas justamente por ser de ponta, é muito cara, podendo custar até 50% a mais que o investimento para a construção de um metrô nos moldes do que Arruda conheceu.
A idéia de Arruda é construir, em um primeiro momento, uma linha de metrô que parta de algum ponto entre o Gama e Santa Maria, passe pela Rodoferroviária, e chegue à Rodoviária. A expectativa é incluir nesse trajeto um público de 1,6 milhão de usuários, que inclui o Entorno Sul. Há ainda o desejo de que uma outra linha percorra a Esplanada dos Ministérios.

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2006


- Transports scolaires: Ces departements qui reviennent sur la gratuité. Transport Public en Couverture. 12/01/2006 ( Tarifa – Anexo 1)


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