Prezado(a) Professor(a)



Baixar 143.77 Kb.
Pdf preview
Página2/210
Encontro07.01.2021
Tamanho143.77 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   210
 
Sociologia
109 
A Sociologia e o desenvolvimento humano 
sustentável e equitativo
111 
Papéis sociais e identidades sociais: 
 
Os adolescentes no Brasil hoje
 
Filosofia
131
Ler, escrever e resolver problemas em Filosofia
133
Ética: o lado “prático” da Filosofia
Sumário





99
A  História  desempenha  papel  crucial  na 
formação dos jovens e por isso mesmo conti-
nua a ser disciplina obrigatória nos currículos 
dos  ensinos  fundamental  e  médio.  Seu  ca-
ráter formativo está associado aos diferentes 
níveis  de  pertencimento:  social,  nacional, 
regional, local, étnico, cultural, religioso, de 
gênero sexual, entre outros. 
Devido  a  esse  grande  potencial  formati-
vo, é preciso estar alerta para os diferentes 
usos  a que as informações históricas pode-
rão servir, e minimizar os efeitos ideológicos 
de seu conteúdo. É preciso, por outro lado, 
insistir no desenvolvimento de competências 
que capacitem o aluno a analisar e criticar as 
informações históricas, orientando-o e forne-
cendo-lhe as condições necessárias para que 
ele assuma uma posição eminentemente ati-
va no processo de aprendizagem. 
Nos  cadernos  de  estudo  aqui  apresenta-
dos,  procuramos  fundamentar  e  exemplifi-
car temas e problemas de estudo de História 
que estivessem em conformidade com o do-
cumento  da  área  de  História  da  Secretaria 
de  Educação  do  Estado  do  Rio  Grande  do 
Sul. As propostas aqui elencadas não esgo-
tam as possibilidades de trabalho, mas ser-
vem  tão  somente  como  exemplos  de  como 
ensinar História. Todos eles estão norteados 
pelas competências transversais da Área de 
Ciências  Humanas  e  suas  Tecnologias,  tal 
qual  aparece  nos  Referenciais  Curriculares 
da Educação Básica do Rio Grande do Sul
No ensino de História, ler mostra-se com-
petência essencial. Essa é uma disciplina emi-
nentemente  analítica  e  conceitual,  e  a  com-
preensão do significado de textos e imagens 
é condição para a posterior análise crítica. 
Ao  praticar  a  leitura  e  olhar  para  os  vestí-
gios do passado buscando apreender seus 
sentidos e interpretá-los o aluno não apenas 
obterá informações significativas mas apren-
derá  a  decodificá-las,  selecioná-las,  orga-
nizá-las  e,  principalmente,  contextualizá-las 
historicamente. 
Nas  operações  que  envolvem  o  ato  de 
ler, é preciso que o educando desenvolva a 
capacidade  crítica  de  identificar  os  diversos 
tipos de textos e reconhecer a diferença en-
tre  aqueles  que  constituem  fontes  primárias 
e aqueles que constituem referências biblio-
gráficas.  
Os  primeiros  são  transcrições  de  dados 
escritos extraídos diretamente de testemunhos 
históricos, de testemunhos documentais. Re-
sultam da experiência dos sujeitos históricos 
e  informam  diretamente  os  acontecimentos 
e fenômenos do passado. A eles devem ser 
adicionados  os  testemunhos  de  imagens  fi-
xas  (pintura  e  fotografia)  e  de  imagens  em 
movimento (televisão, cinema, computador), 
de  palavras  não  escritas  (discursos,  depoi-
mentos orais) e sons (música), monumentos 
e  vestígios  arqueológicos  deixados  pelos 
grupos humanos ao longo de sua trajetória 
histórica. Todas estas evidências documentais 
precisam ser adequadamente decodificadas, 
contextualizadas, e interpretadas.
  Quanto  aos  referenciais  bibliográficos, 
estes provêm de obras de caráter historiográ-
fico.  Constituem  interpretações  do  passado 
e, nessa condição, apresentam resultados de 
pesquisa que estão sujeitos a ser confirmados 
ou questionados, revistos, criticados ou sim-
plesmente abandonados. 
Em  História,  escrever  é  uma  competên-
cia  importantíssima  para  a  organização  de 
informações  coletadas  sobre  as  realidades 
passadas e sua transformação em objeto de 
análise  crítica.  Ao  escrever,  é  preciso  saber 
identificar  as  ideias  principais  contidas  nos 
documentos  históricos  ou  nos  textos  histo-
riográficos e os argumentos que esses textos 
apresentam, reorganizar suas informações e 
dar-lhes uma nova forma. Ao fazê-lo, o alu-
no  passa  a  assumir  uma  posição  ativa  no 
processo de aprendizagem, tornando-se ele 
próprio produtor de conhecimento.  
Por  fim,  é  preciso  lembrar  que  a  memo-
rização  das  informações  históricas  não  tem 



Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   210


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal