Preparação para Pfolio Demografia Inúmeras teorias foram elaboradas para tentar explicar o crescimento populacional. Dentre elas, destaca-se a teoria malthusiana


Relate a evolução recente dos movimentos migratórios em Portugal e na Europa



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Preparação Demografia - SC
Relate a evolução recente dos movimentos migratórios em Portugal e na Europa.

Um dos fenómenos na história da humanidade que mais consequências tem a diversos níveis, tanto demográfico, como social, cultural, económico ou político são os movimentos migratórios, sempre em rápida mutação. Como descreve este fenómeno na era atual e em contexto europeu?
Os movimentos migratórios são um dos fatores mais relevantes das sociedades contemporâneas. A globalização e a evolução têm contribuído para acentuar as migrações devido à facilidade e acessibilidade dos meios de transporte e comunicação.

Atualmente, mesmo com o aumento da fiscalização e controlo dos movimentos migratórios, a taxa de migração mundial continua em estado crescente. Segundo os dados da Organização das Nações Unidas, dos 191 milhões de migrantes no mundo, 34% vivem na Europa. Constata-se enão que os movimentos migratórios atravessaram diferentes etapas ao longo dos últimos tempo: transatlânticos, intraeuropeus e transnacionais. Entre 1995 e 2005, muitos países europeus aumentaram consideravelmente o stock de imigrantes, fenómeno que se evidencia especialmente nos países Mediterrânicos e da Europa do Sul, quer devido a novas entradas quer a processos de regularização. Em consequência, nas últimas décadas, as tendências e a direção dos fluxos migratórios dentro da Europa sofreram mudanças consideráveis, e vários dos países europeus que disponibilizavam mão-de-obra, passaram num espaço curto de tempo, a ser recetores. Esta tendência tem caracterizado especialmente os países do Sul da Europa (Espanha, Grécia, Itália e Portugal) que repentinamente começaram a receber contingentes consideráveis de imigrantes, convertendo-se em países de imigração.



Portugal diferencia-se do resto dos países do sul da Europa: no momento da entrada à CEE, Portugal precisou tanto de mão-de-obra qualificada como não qualificada, devido ao deficiente sistema educativo português e à emigração para os países da Europa do norte e central dos portugueses menos qualificados. Na prática, a chegada dos profissionais brasileiros no início de 1990 foi absorvida em vários sectores da economia (dentistas, publicistas, especialistas de marketing e informáticos), estendendo-se a outros sectores de menor qualificação. Quanto aos imigrantes dos PALOPs estes vieram a substituir os emigrantes portugueses, concentrando-se no sector da construção civil caracterizado pelas condições de trabalho muito precárias. Ao longo da década de 1990 os fluxos tornaram-se mais intensos e diversificados tanto na origem como nas ocupações, situação que se consolidaria na primeira década do século XXI. Aos stocks de imigrantes provenientes dos PALOPs e aos brasileiros, vieram juntar-se imigrantes provenientes dos países de Europa de Leste não pertencentes então à União Europeia (ucranianos, romenos, moldavos, russos, entre os mais representativos). Para atenuar o impacto da presença de romenos e búlgaros como trabalhadores e cidadãos europeus, após a adesão da Roménia e a Bulgária em 2007, vários países da UE estabeleceram uma moratória de dois ou mais anos, adiando o exercício dos direitos laborais. Não foi o caso de Portugal, que os reconheceu de forma imediata como europeus de pleno direito, mesmo quando representavam uma das principais comunidades imigrantes. Neste período ainda chegaram imigrantes da Ásia, especialmente da China, Índia e Paquistão e mais tardiamente do Bangladesh. Inicialmente as conexões com a presença portuguesa na Ásia via Macau e em África com a Índia, atuaram como catalisadores. Posteriormente, as redes migratórias e os acordos comerciais com a China, reforçaram os fluxos. A presença de imigrantes em Portugal até final do século XX era “relativamente fraca e a maioria dos movimentos que ocorriam podia atribuir-se diretamente ao seu passado colonial, às suas relações históricas e culturais, bem como as suas relações económicas. Por isso a evolução dos fluxos migratórios faz com que uma fotografia da imigração no início da década de 1990 seja totalmente diferente a uma fotografia de início do século XXI. A primeira seria caracterizada por imigrantes dos PALOPS, europeus, e brasileiros e a segunda apresentando uma imagem muito diversificada que abrange os grupos migrantes mencionados, acrescentando os fluxos de europeus do Leste, e ainda um conjunto de cidadãos oriundos da Ásia, muitos deles comerciantes. As dinâmicas migratórias são sempre uma resposta a um conjunto de fatores tanto nos países de origem como nos de destino, e incluem as políticas e regulamentação das migrações, as redes migratórias informais e os mercados laborais. Em Portugal todos estes fatores são relevantes. O mercado de trabalho tem desempenhado um papel preponderante, absorvendo imigrantes no mercado de trabalho formal e informal, e contribuindo para a consolidação dos fluxos, que alcançaram até meados da primeira década do século XXI uma taxa anual de crescimento de 7,1%. Desde 2009, com o início da crise em Portugal, os fluxos migratórios começaram a sofrer algumas alterações. Por um lado, nota-se a desaceleração e a diminuição da imigração, que se reflete na queda global dos residentes estrangeiros, segundo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Por outro lado, verifica-se o retorno ao país de origem, especialmente de brasileiros, como indicam os dados da Organização Internacional das Migrações e alguns estudos. Do lado da emigração, assiste-se a um crescimento acelerado das saídas de cidadãos portugueses, tanto qualificados como de pouca qualificação, embora a comunicação social ressalte especialmente a saída de recursos humanos qualificados. A criação do Observatório da Emigração em 2008 ilustra a relevância do fenómeno. Segundo os dados desta entidade, a lista de países de proveniência das remessas enviadas pelos portugueses em 2010 estava encabeçada pela França e a Suíça, seguidas de Angola, dos Estados Unidos, da Alemanha e da Espanha.

Os cidadãos dos Estados-Membros da UE podem viajar e circular dentro das fronteiras internas da UE. As políticas de migração na UE em relação a cidadãos de países terceiros preocupam-se cada vez mais em atrair um determinado perfil de migrantes, frequentemente, numa tentativa de colmatar a falta de competências específicas. Como é realizada a seleção?
A seleção pode ser realizada com base na capacidade linguística, na experiência profissional, habilitações literárias e na idade. Os empregadores podem também fazer uma seleção de forma que os migrantes já tenham emprego quando chegam ao país, assim como outros incentivos como residência, cuidados de saúde, escolas, legalização, etc.


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