Praça Dr. Augusto Gonçalves



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Praça Dr. Augusto Gonçalves 

 De: 07 Hs às 19 Hs

itaparkest@hotmail.com

O original de Itaúna

Folha


povo

Itaúna.com

Itaúna, sábado, 1º de junho de 2019 |  Ano 23 |  Edição nº 1335 | 12  páginas

Fundado por Renilton Gonçalves Pacheco, em 1º de janeiro de 1996

  |  R$ 2,00 

A Prefeitura está realizando 

obras de asfaltamento na Avenida 

São João, na altura do Bairro de 

Lourdes, e um problema tem cau-

sado preocupação e vai obrigar a ser 

realizado um “serviço meia boca” 

em um trecho. Trata-se de uma in-

vasão de terreno público, ocorrido 

seguramente na década de 90, por 

volta de 1994/95, e que gera direito 

à indenização, segundo apurou a re-

portagem. Trata-se de uma chácara 

instalada no local e que vai fazer 

com que o asfalto a ser realizado na 

Avenida tenha de ser feito em pista 

única no trecho, já que a retirada 

da área invadida depende de ação 

na Justiça, que pode demorar anos 

para ser resolvida. Conforme apurou 

a FOLHA, é necessária demanda 

judicial, já que a ocupação tem mais 

de um ano de existência. Adminis-

trações passadas, nos últimos 20/25 

anos, não tomaram as providências 

necessárias para retirar o invasor 

e agora a obra terá de ser realizada 

“meia  boca”,  até  solução  final.  Fa-

lando à FOLHA, o procurador-geral 

disse que o Município deve impetrar 

ação de reintegração de posse, caso 

esta não tenha sido iniciada, sendo 

esse o caminho indicado caso o 

terreno seja do Município e não do 

Estado. Típico caso da invasão que 

dá lucro!

INVASÃO QUE DÁ LUCRO

PÁGINA 3

Chácara em área pública atrapalha obra de asfaltamento

Multinacional vai investir 

R$ 100 milhões em Itaúna

PÁGINA 5


Acusação 

foi esquecida?

otacília barbosa

PÁGINA 6


Usina dos Sonhos 

faz 20 anos 

comemoração

Encontro com 

as APACs

tjmg promove

PÁGINA 7

PÁGINA 11

Carneiros e Fundão 

nas semifinais

campeoNato rUral

Marido é o 

principal suspeito

mUlher assasiNada

PÁGINA 10

empregos



Folha

povoitauna.com

2

opinião


itaúna | sábado, 1º de junho de 2019 | edição 1335

interesse pessoal, 

articulações de 

bastidores e 

decisões políticas

Tivemos acesso a documentos, analisamos opiniões e estamos acom-

panhando pari passo o andamento da Comissão de Ética que vai definir os 

culpados e as punições dos envolvidos no escândalo da tentativa de compras 

de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara, no fim do ano passado. 

Já se passaram seis meses e os membros da Comissão têm prazo, até o dia 

18 de junho, para entregar o relatório conclusivo para que as punições sejam 

estabelecidas, após o plenário votar se aceita ou não a conclusão da Comissão. 

Assim, fica para o segundo semestre, mês de agosto, pois em julho a Câmara 

tem recesso.

O fato é que, analisando os procedimentos da Comissão até aqui e as 

ocorrências registradas e os depoimentos dos quatro envolvidos, fica fácil 

concluir que dificilmente alguém será de fato punido. Vai tudo acabar é em 

pizza, como sempre acabou, pelo menos em se tratando dos procedimentos 

na Câmara. Dos inquéritos em tramitação no MP não podemos falar, pois 

correm em sigilo, e os procedimentos são outros, pois, depois de concluída a 

investigação dos promotores, pode ser oferecida denuncia à Justiça ou não, e 

aí os prazos judiciais são outros, inclusive, em nossa opinião, mais morosos. 

Mas vamos às analises. Em nossa opinião, a Câmara não tem nenhum interes-

se em concluir denúncia alguma, o que está em disputa lá são os interesses 

políticos de grupos e os individuais. E isso fica evidente na condução da 

investigação, quando as decisões começam 

a ficar tendenciosas. Como podem verificar 

em matéria veiculada nesta edição, na página 

05, não estamos entendendo o porquê de não 

se discutir as atitudes e os posicionamentos 

da vereadora Otacília Barbosa, que, ao que 

parece, quer é desviar o verdadeiro foco da 

investigação, tanto na Câmara quanto no MP, 

pois a preocupação dela, ao que parece, é punir 

o vereador Iago pelas atitudes antissociais 

já conhecidas por todos. A vereadora foca 

nas ameaças, que são, também, motivo de 

preocupação, concordamos, mas como fica a 

participação dela no escândalo da compra de 

votos? Ela participou da tentativa de compra? 

Ela ofereceu serviços advocatícios para Iago? 

Ela estava a par de tudo? Em momento algum, 

até aqui, a Comissão de Ética se preocupou em 

questionar, investigar. 

Já acompanhamos outros processos in-

vestigativos na Câmara, e podemos afirmar 

que isso está cheirando a pizza. Toda essa 

confusão pode terminar com apenas um 

culpado: o vereador Iago Santiago, que agora, 

comprovadamente, pode alegar lá na frente 

que agiu sem saber o que estava fazendo, pois 

não estava na plenitude de suas faculdades mentais. Tem laudo psiquiátrico 

que comprova isso. Em meio a essa “bagunça” para “fabricar” uma satisfa-

ção a dar para a população, pode sobrar também é para a vereadora Otacília, 

que, além de ficar exposta a certas situações, não colabora em nada para tal. 

Acostumada às pressões políticas e profissionais e comprovadamente inte-

ligente, a vereadora sabe que está acumulando cargos, que está recebendo 

pelos dois. Há uma corrente que defende que é legal o acúmulo dos cargos e 

dos salários, outra corrente argumenta que é legal, mas é imoral, e Otacília, 

como sempre fez, fica calada e continua... Mas uma coisa está deixando a 

vereadora muito mais exposta, a contratação do assessor, que já provou ter 

o “estopim” curto e também já mostrou que não tem controle emocional 

para agir publicamente. A atitude do cidadão na reunião da semana anterior

atacando o vereador Iago na porta do prédio do Legislativo, é, no mínimo, 

questionável, pois um assessor tem que ter postura. Vão argumentar que o 

Iago provocou, falou besteira, e muita, e ultrapassou os limites. O que é tudo 

verdadeiro, mas isso não justifica uma briga com agressões de fato. Quanto 

ao fato de o assessor ser ou não... da Otacília, não é da conta de ninguém. São 

adultos, é vida particular e que segue...

O que importa para a população itaunense é que há uma denúncia de 

compra de votos, um escândalo que envolve vereadores eleitos, represen-

tantes do povo, e que são acusados de decoro. É preciso uma resposta e não 

importa quem está envolvido, o que não pode é a bagunça prosseguir. À 

presidência da Casa, cabe dar uma resposta, exigindo seriedade, postura e 

principalmente ética aos seus comandados. Particularmente, não estamos 

com ninguém. Temos nossas conclusões e continuamos as nossas análises, 

mas, doa a quem doer, é preciso obter respostas. O Lequinho propôs com-

prar os votos, está gravado. O Iago, em nossa opinião, foi usado, alguém está 

por trás da gravação. A Otacília, até aqui, está “navegando pra lá e pra cá”, 

e a Gláucia, supostamente, seria a beneficiada pela compra do voto ou dos 

votos. Então, ninguém é santo. E uma coisa é certa: o MP está só esperando. 

Ponta da Caneta



(...)

Temos 

nossas 

conclusões e 

continuamos 

as nossas 

análises, 

mas, 

doa a 

quem 

doer, 

é preciso 

obter 

respostas.

Renilton  

Gonçalves Pacheco




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