Pré-socráticos e a noçÃo de ser: uma panorâmica elnora Gondim osvaldino Marra Rodrigues resumo



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1518-Texto do artigo-4511-1-10-20171107
Sete Ideias Filosóficas que Toda a Gente Deveria Conhecer - Desidério Murcho
Logos. A água de Tales é 

physis líquida de onde tudo se origina; nela 
predomina a razão. A 
arché de Tales não é a água 
tal qual se concebe no mundo físico; é princípio 
originário. 
1.2 ANAXIMANDRO
Anaximandro afirmava ser a água algo derivado, 
sendo assim, ela não poderia ser o princípio, pois 

arché é o infinito, uma physis indefinida através 
da qual todas as coisas existem. Sendo assim, o 
princípio para ele era o 
apeiron; aquilo que não 
tem limites. Esse é quantitativa e qualitativamente 
indeterminado. Ele é imortal, indestrutível; sustenta 
e governa tudo. No entanto, ele não é diferente 
do mundo, porquanto é a sua essência quanto à 
gênese do cosmo; ele afirma que isso ocorre de 
um movimento eterno que gera os dois primeiros 
contrários: o frio e o calor. O frio, sendo de natureza 
líquida, é transformado em fogo-calor, que formava 
a esfera periférica no ar; a esfera do fogo dividiu-se 
na esfera do sol, da lua e dos astros; o elemento 

Cosmo: ligado à ideia de ordem; é o mundo natural 
hierarquizado pela razão, do qual seus princípios e suas 
leis organizam e regem a sua realidade.

Interesse pela 
physis; teorias da natureza.

Monismo: corrente que acredita em uma só substância 
formadora das coisas.
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Pluralista: corrente que acredita em mais de uma 
substância formadora das coisas.
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Prâksis - Revista do ICHLA
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líquido ficou nas cavidades da terra, formando os 
mares.
1.3 ANAXÍMENES
Para Anaxímenes de Mileto (582 a.C.- 524 
a.C.), a 
arché, isto é, o princípio criador de todas as 
coisas é o ar, que, em ciclos infinitamente repetidos, 
origina todos os seres e suas diferenças qualitativas. 
Ele é, também, a alma 
(feche), sopro divino similar 
ao ar que a tudo rodeia.
1.4 HERÁCLITO
Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jônia. 
Ele escreveu um livro
 Sobre a Natureza. Manifestou 
desprezo pelos antigos poetas, contra os filósofos de 
seu tempo e contra a religião. Heráclito é por muitos 
considerado um eminente pensador pré-socrático, 
por formular o problema da unidade permanente 
do ser diante da pluralidade e mutabilidade das 
coisas particulares e transitórias. Ele estabeleceu 
a existência de uma lei universal e fixa (o 
Logos), 
regedora de todos os acontecimentos particulares e 
fundamento da harmonia universal, harmonia feita 
de tensões, “como a do arco e da lira”.
Para Heráclito, o ser é o um, o primeiro; depois 
é o devir. O ponto-chave e gerador de polêmicas 
da filosofia heraclitiana é a afirmação de que “O ser 
não é mais que o não-ser” nem é menos; a essência 
é mudança. O verdadeiro é apenas como a unidade 
dos opostos, em que o absoluto é a unidade do ser 
e do não-ser. Para Heráclito: “Tudo flui (
panta rei), 
nada persiste, nem permanece o mesmo” e, por esse 
motivo, ele compara as coisas com a correnteza de 
um rio – sendo que não se pode entrar duas vezes 
na mesma corrente, pois nem o rio é o mesmo, 
nem a própria pessoa que entrou naquelas águas 
é a mesma. Heráclito afirma que o verdadeiro é o 
devir, mas apreendido pelo 
Logos, única coisa que 
permanece. Para ele, os opostos estão ligados numa 
unidade; nesta, encontra-se o ser e o não-ser. Dessa 
forma, o não-ser é ser, porque ele é. Os opostos são 
características do mesmo, como, por exemplo, o 
mel é doce e amargo. A negatividade é imanente 
e, assim, ocorre a unidade do real e do ideal, do 
objetivo e subjetivo; esse é o processo do devir. 
Com isso, Heráclito ligou o todo e o não-todo; o 
todo torna-se parte e a parte o é para se tornar o todo. 
A parte é algo diferente do todo; mas é, também, o 
mesmo que o todo é; a substância é o todo e a parte. 
Esse é o processo da vida, como ocorre a harmonia 
do arco e da lira. 
Heráclito afirmou que o tempo é o primeiro 
ser corpóreo, a essência e a primeira forma do puro 
devir, o puro conceito. Sua característica básica é a 
unidade do ser e não-ser. Nessa mudança de ser para 
não-ser, o tempo é visto de maneira objetiva para 
quem o está vivenciando, embora seja, também, 
uma abstrata contemplação da mudança. No 
tempo, estão o ser e o não-ser. O tempo é intuição, 
porquanto não se pode representá-lo no real. 
O fogo é a 
arché - e esse é o modo real do 
processo heraclitiano, a alma e a substância do 
processo da natureza. O fogo é o tempo físico e 
não é permanente. Ele é mudança, transformação 
em fumaça; evaporação (

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