Potencialidades Estudo de Viabilidade Econômica Vol. Açaí



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Rio Jari

Rio Paru

BR-156

BR-156

AP-070

LEGENDA

 Áreas de Concentração da Produção

 Áreas de restrições

 Hidrografia

 Rodovias Federais

 Rodovias Estaduais

p

 Aeroporto

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 Porto

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 Capital



Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

Projeto Potencialidades Regionais - AMAPÁ

ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO DA PRODUÇÃO DE  AÇAÍ

E

FONTE:FIBGE




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2 - C


ARACTERIZAÇÃO

 

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RODUTO


Figura 5 – Acre. Área de Concentração da Produção de Açaí

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RODRIGUES ALVES



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BR-364

BR-317

BR-364

BR-317

AC-090

AC-010

LEGENDA

 Áreas de Concentração da Produção

 Áreas de restrições

 Hidrografia

 Rodovias Federais

 Rodovias Estaduais

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 Aeroporto

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 Porto

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 Capital



Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

Projeto Potencialidades Regionais - ACRE

ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO DA PRODUÇÃO DE  AÇAÍ

E

FONTE: FIBGE




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2 - C


ARACTERIZAÇÃO

 

DO



 P

RODUTO


Figura 6 – Rondônia. Área de Concentração da Produção de Açaí

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PORTO VELHO

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BR-364

BR-429

BR-364

BR-364

LEGENDA

 Áreas de Concentração da Produção 

 Áreas de restrições

 Hidrografia

 Rodovias Federais

 Rodovias Estaduais

p

 Aeroporto

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 Porto

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 Capital



Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

Projeto Potencialidades Regionais - RONDÔNIA

ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO DA PRODUÇÃO DE AÇAÍ CULTIVADO

E

FONTE: FIBGE




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3 - P


OTENCIALIDADES

 

DE



 M

ERCADO


O açaí tem um mercado de consumo tradicional e consolidado, na sua própria região de

origem, a Amazônia, decorrente do hábito arraigado de sua população de tomar o “vinho”

do açaí. Isto ocorre principalmente nos Estados do Pará e Amapá, onde o açaí constitui impor-

tante componente da alimentação básica de parte dos seus habitantes.  Vale ressaltar a impor-

tância do Estado do Amapá como área adequada à instalação de agroindústrias de açaí, devi-

do à sua imensa riqueza em açaizais nativos, favorecendo uma satisfatória oferta de matéria-

prima. Os trabalhos da EMBRAPA e IEPA, em curso, deverão concorrer para um melhor de-

sempenho desta oferta em termos de qualidade e quantidade.

O preço do fruto do açaí nos entrepostos de venda de Macapá e Santana varia durante

o ano pela qualidade do fruto e oferta do produto. Durante a safra 1999/2000 o preço da

saca de fruto com 60 kg variou de R$ 5,00, no pico da safra (julho/agosto) a R$ 50,00 (janei-

ro), tendo na maior parte do ano preços entre R$ 15,00 e  25,00 (Mochiutti et alli, 2000).

O mercado acima referido tende a se ampliar, na medida em que o processamento do

açaí incorpore procedimentos que atendam exigências da classe média urbana, em termos de

higiene, apresentação e qualidade do produto. Isto começa a acontecer com a entrada no

mercado regional de agroindústrias que utilizam métodos e equipamentos mais modernos, e

oferecem produtos que satisfazem  as necessidades do consumidor, como é o caso, por exem-

plo, das “polpinhas”, embalagens de 100 g de polpa congelada, facilitando o consumo indi-

vidual, disponíveis nos supermercados e estabelecimentos afins.

Nos últimos anos da década de 90 observou-se um importante fenômeno mercadológico

no que respeita ao mercado nacional da polpa de açaí. Trata-se da crescente aceitação e

consumo do produto na região sudeste do país, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesses novos centros de consumo o açaí passou a ser largamente utilizado por freqüentadores

de academias de ginástica, de praias, esportistas e turistas gerando um novo e rentável campo

de negócios para produtores e exportadores do açaí, principalmente do Estado do Pará. O

consumo do açaí tornou-se uma espécie de moda nessa região e, se realmente tornar-se um

hábito permanente, estará formado um mercado de grande importância para o produto.

Vale mencionar que, no ano de 1997, dados de apenas dois fornecedores paraenses

responderam por 60 toneladas/mês de polpa congelada do fruto, exportada para vários esta-

dos, especialmente para a região Centro-Sul (74%). Vendas de 4 a 8 toneladas/mês de polpa

vêm sendo reportadas por proprietários de casas de sucos no Rio de Janeiro e em São Paulo

(Bovi, 1999).

O mercado externo representa um potencial de grande significância, existindo possibi-

lidades concretas de se tornar uma realidade extremamente interessante para o segmento de

produção de polpas tropicais, particularmente para o açaí. Análise realizada pelo BNDES so-

bre o desempenho do complexo agro-industrial das frutas (Informe Setorial n º 18 – dezem-

bro/2000) na década de 90, em termos de exportações, revela que, neste período, o setor

agro-industrial cresceu anualmente 5%, o complexo das frutas 7% e, dentro deste, o subsetor

de polpas cresceu 27% em média. Este crescimento é considerado excepcional, significando

que em 1999 o valor das exportações de polpas eqüivaleram a oito vezes o verificado em

1990. A tabela a seguir mostra a dinâmica comercial do setor analisado.

3

Potencialidades de Mercado




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3 - P


OTENCIALIDADES

 

DE



 M

ERCADO


Tabela 3

Exportações Brasileiras do Complexo de Frutas (1990/99)

Durante a década, as exportações de polpas mantiveram-se no patamar anual de US$ 1

milhão até 1995, devido principalmente a limites na oferta exportável. Em 1996, as vendas

totais subiram para cerca de US$ 5 milhões e atingiram, no final dos anos 90, US$ 8,5 milhões

anuais. É importante destacar que até a metade dos anos 90 havia apenas 10 países compra-

dores, número elevado para 24 nos três últimos anos da década. Os principais compradores,

no período considerado, foram Japão, países Baixos e Reino Unido que fizeram compras du-

rante todos os anos. Em seguida vêm Alemanha, que realizou compras em nove anos, Bolívia

e Paraguai, em oito, a Argentina em sete e os Estados Unidos em seis anos.

Embora as informações não discriminem de que frutas são as polpas exportadas, elas

aparentemente revelam um interesse crescente do mercado externo por polpas de frutas, in-

clusive com diversificação no número de países importadores.

Deve-se ressaltar, entretanto, que a conquista dos mercados externos por polpas de fru-

tas tropicais apresenta uma série de dificuldades que exigem competência, organização,

planejamento e persistência, dentre outros aspectos, para serem vencidas. Esses produtos, por

exemplo, são tidos como exóticos tanto para consumidores norte-americanos quanto para

europeus. Assim, além das dificuldades tradicionais para venda nesses mercados, há barreiras

culturais a serem superadas. A colocação desses produtos prontos para consumo é feita

atualmente em nichos de mercados compostos geralmente por imigrantes oriundos de países

tropicais e por seus descendentes, por consumidores que desejam produtos exóticos sem

conservantes ou grupos de consumidores locais que descobriram novos produtos durante

viagens ao exterior, em negócios ou a turismo, ou que têm melhor acesso a informações cul-

turais mundiais.

Pode-se considerar o momento atual como uma fase inicial no processo de conquista

desse mercado por agroindústrias regionais. Vêm ocorrendo nos últimos anos diversas expe-

riências de exportações, em quantidade relativamente pequena, à guisa de “testes”, tanto

para se verificar a aceitação do produto pelo consumidor estrangeiro, quanto para ajusta-

mento e adequação das empresas exportadoras aos requerimentos e exigências inerentes à

esta atividade comercial. Um exemplo concreto dessa fase é a primeira exportação de oito

toneladas de polpa de açaí pasteurizada, feita pela indústria comunitária de Igarapé–Miri, no

Pará, para a Austrália, em março de 2002. O produto se destina à produção de sucos e sorve-

tes e, se aprovado, originará um contrato de exportação mensal. Outra informação que ex-

pressa a realidade em análise, é a da existência hoje de mais de 200 pontos de venda de açaí

nos Estados Unidos, em especial nos Estados da costa oeste desse país.

Cabe registrar ainda a criação, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria

e Comércio Exterior, da Agência de Promoção de Exportações – APEX que vem atuando des-

de 1998 em apoio às pequenas e médias empresas interessadas em exportar.




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4 - A


SPECTOS

 T

ÉCNICOS



4

Aspectos Técnicos

Neste tópico serão feitos considerações, e descritos processos, relacionados basicamen-

te à produção da matéria-prima, no caso o fruto do açaí, e à industrialização, ou seja, a produ-

ção da polpa do fruto pasteurizada e congelada. No que tange à obtenção dos frutos conside-

rar-se-á as opções de cultivo, para os Estados do Amazonas, Acre e Rondônia, e de extrativismo

manejado para o Estado do Amapá, dada a imensa concentração de açaizais nativos que o

caracteriza.

4.1. Plantio comercial para o cultivo do açaí.

A seguir são descritas as principais fases ou operações necessárias à implantação e ex-

ploração racional de um plantio de açaí em terra-firme ou várzea.

Formação de mudas – após o despolpamento das sementes procede-se à lavagem e

seleção das mesmas. Devem ser eliminadas as sementes chochas, as imaturas e as atacadas

por insetos. As imaturas são reconhecidas por permanecerem com parte da polpa aderida à

semente após o despolpamento. A semeadura pode ser feita diretamente em sacos plásticos

de 17 cm X 27 cm, cor preta e perfurados, ou em sementeiras (canteiros), de onde as sementes

são transferidas para sacos plásticos logo após a germinação. O substrato dos saquinhos é

constituído de 60% de terra preta ou solo, 30% de esterco e 10% de serragem curtida. Em

cada saquinho colocam-se duas ou três sementes e, quando mais de uma germinar no mesmo

saco, faz-se o desbaste deixando apenas a planta mais vigorosa.

No caso de se utilizar sementeira, o substrato pode ser constituído de uma mistura de

50% de terra preta ou solo, 30% de areia, e 20% de serragem curtida. As sementes devem ser

semeadas a 3 cm de profundidade numa densidade de 50 sementes por metro linear, em

sulcos distanciados 5 cm entre si (1000 sementes/m²). Neste caso tem-se que fazer posterior-

mente a repicagem, que é o transplantio das mudas da sementeira para os saquinhos plásti-

cos. Esta operação é feita quando a plantinha apresenta duas folhas abertas.

As mudas estarão prontas para o plantio definitivo quatro a cinco meses após a repicagem,

quando terão atingido 30 cm, aproximadamente, de altura. Durante a fase de viveiro deve-se

ter alguns cuidados como: eliminação de plantas invasoras, controle de pragas, irrigação e

adubação, que pode ser foliar ou aplicação, a cada dois meses de 20 g por muda da fórmula

10-10-10.

Preparo da área – de preferência utilizar áreas recém-exploradas com culturas anuais

ou capoeiras com vegetação de pequeno porte. A área deve ser limpa manual ou mecanica-

mente no período de estiagem.

Plantio – o espaçamento entre covas e linhas deve ser no mínimo 5 m X 5 m (400

touceiras por ha). Durante os primeiros anos é interessante intercalar culturas anuais nos es-

paços entre as linhas de açaizeiros, como meio de reduzir os custos de implantação. Para o

plantio deve-se preparar covas de 40 X 40 X 40 cm, contendo mistura de solo superficial e

matéria orgânica. A melhor época para o plantio é o início do período chuvoso. Encher as

covas com terra da superfície misturada com 3,3 kg (10 l) de esterco de ave.




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4 - A


SPECTOS

 T

ÉCNICOS



Tratos culturais – apesar de sua rusticidade, o açaizeiro necessita de uma série de tratos

culturais, indispensáveis ao seu bom desenvolvimento tais como:

a) roçagens – devem ser feitas três ou quatro roçagens por ano para evitar a concorrên-

cia das plantas daninhas;

b) coroamento – limpeza do terreno em torno da planta evitando danos no caule e nas

raízes emergentes. Pode ser capina, roçagem ou aplicação de herbicida;

c) cobertura morta – colocação de restos das roçagens, folhas secas desprendidas do

próprio açaizeiro, em torno da planta. O uso de cobertura morta é indispensável por

favorecer a conservação da umidade do solo, que é um fator muito importante para o

bom desenvolvimento e produtividade das plantas, e também para reduzir a ocorrência

de plantas invasoras e incorporar matéria orgânica ao solo;

d) desbaste dos perfilhos – três anos após o plantio, deve-se iniciar o manejo das

touceiras, eliminando perfilhos. Recomenda-se manter de três a quatro plantas (as mais

vigorosas) por touceira, desbastando-se os perfilhos excedentes. Quando as plantas atin-

gem altura que dificulte a colheita dos frutos, deixa-se crescer novos perfilhos para, em

seguida, cortar as plantas mais altas. Todo o material cortado deve ser reduzida a peda-

ços pequenos e utilizado como cobertura morta e fonte de matéria orgânica;

e) adubação – nos dois primeiros anos aplicar 100 g de sulfato de amônio, 100 g de

superfosfato triplo e 100 g de cloreto de potássio por planta/ano parcelada em duas

vezes. A partir do terceiro ano essas quantidades devem ser dobradas mantendo-se

parcelamento de duas vezes. No caso de plantio em várzea, dada a sua fertilidade natu-

ral, não é feita a adubação;

f) controle de pragas e doenças – o açaizeiro pode ser atacado por pulgões pretos

(Cerataphis lataniae) semelhantes a escamas, que formam grandes colônias, por lagar-

tas esverdeadas que provocam o enrolamento dos folíolos, e por pequenos besouros

que brocam os frutos na planta e no solo. Para controle dos pulgões aplicar na parte

atacada da planta emulsão de óleo mineral na concentração de 0,1% do produto co-

mercial. Este tipo de inseticida, na mesma concentração, pode ser utilizado para contro-

lar as lagartas. Em relação a doenças, pode ocorrer esporadicamente o mal-das-folhas

curtas, que provoca atrofia nas folhas terminais, prejudicando o crescimento da planta.

Como medida de controle neste caso recomenda-se erradicação e queima das plantas

doentes.


Colheita e conservação dos frutos – normalmente o açaizeiro inicia a produção de

frutos quatro anos após o plantio. Na região do estuário do Amazonas a safra é mais expres-

siva nos meses de agosto a janeiro. Nas demais regiões, a colheita ocorre também em outros

meses do ano. A colheita dos frutos é feita manualmente, através de subida no estipe, corte

do cacho e colocação deste no solo. Esta tarefa deve ser de responsabilidade de pessoa habi-

litada para tal, pois é perigosa, envolvendo risco de queda. O ponto ideal para a colheita é

aquele em que os frutos apresentam a casca de cor preta intensa, e recoberta por uma camada

branco-acinzentada, com aparência de pó. Após a colheita, os frutos devem ser acondiciona-

dos em embalagem que permitam bom arejamento e, enquanto não são transportados para o

beneficiamento, devem ser deixados em local onde aqueçam o menos possível. O aqueci-

mento provoca ressecamento e desidratação da polpa, tornando-os impróprios para o

beneficiamento. Em condições naturais, o tempo máximo entre a colheita e o beneficiamento

não deve ultrapassar 24 horas para que se obtenha um “vinho” sem fermentação.



15

4 - A


SPECTOS

 T

ÉCNICOS



4.2. Manejo de açaizal nativo (E. Oleracea) para produção de

frutos (região do estuário Amazônico).

A EMBRAPA – Amapá desenvolveu uma tecnologia para manejo de açaizais nativos do

estuário Amazônico, objetivando aumentar a geração de renda e contribuir para a melhoria

da qualidade de vida dos produtores ribeirinhos assim como dar sustentabilidade aos

ecossistemas de várzea dessa região. Esta tecnologia está disponível no comunicado técnico

57 da EMBRAPA, e, a seguir, são destacadas as suas recomendações básicas.

Limpeza inicial – o manejo de mínimo impacto no açaizal inicia-se com a roçagem da

vegetação herbácea, eliminação dos cipós e derrubada de parte das palmeiras de outras

espécies.

Demarcação de blocos – após a limpeza inicial, faz-se a demarcação de blocos de 40 x

25 (1000 m²) para facilitar a realização do inventário florestal, seleção e distribuição das

plantas que serão mantidas na área.

Inventário florestal – identificar e quantificar as palmeiras jovens e as adultas. Identifi-

car, quantificar e medir o DAP (diâmetro à altura do peito) das árvores folhosas com

DAP > 5 cm e contar o número de touceiras de açaizeiros, número de estipes por touceiras

classificando-os em adultos, jovens e rebrotações.

Seleção e distribuição de outras espécies – em cada bloco de 1000 m² deve-se selecionar

25 árvores, bem distribuídas espacialmente, em número de até 5 palmeiras (2 adultas e

3 jovens) e de até 20 árvores folhosas (4 grossas, 4 médias e 12 finas). As demais plantas

devem ser eliminadas.

Seleção das touceiras de açaizeiros – deve-se manter no bloco as 40 melhores touceiras.

Devem ser cortadas as plantas muito altas, finas, tortas e de baixa produção de frutos.

Nos açaizais com baixo nível de intervenções o número de touceiras formadas no bloco

é normalmente inferior a 40. Neste caso deve-se aumentar o número de estipes por

touceira para 8 e à medida que forem formadas novas touceiras, o número de estipes

deverá ser gradativamente reduzido para 5. Quando o número de açaizeiros em rege-

neração (menos de 2 m de altura) não for suficiente para a formação das 40 touceiras,

deve-se realizar o adensamento pelo semeio direto ou plantio de mudas.

Manutenção do açaizal – devem ser realizadas roçagens anuais para diminuir a inci-

dência de vegetação concorrente, e limpeza periódica das touceiras, mantendo-se 5

açaizeiros em produção em cada uma. Também devem ser deixadas rebrotações nas

touceiras, em número suficiente para substituir os açaizeiros adultos que alcançarem a

altura de corte. A cada três ou quatro anos, os açaizeiros maiores que 12 m de altura

devem ser cortados e seu palmito aproveitado, com o objetivo de manter o açaizal mais

baixo e produtivo.

O trabalho realizado no bloco de 40 m x 25 m deverá ser ampliado na propriedade, com

prioridade para as áreas com boa densidade de açaizeiros. Assim deverão ser instalados quantos

blocos forem necessários para o aumento da produção de frutos de açaí, com o manejo de

mínimo impacto.

Os aspectos econômico-financeiros implicados neste processo foram estimados pela

EMBRAPA e estão demonstrados na tabela a seguir.




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4 - A


SPECTOS

 T

ÉCNICOS



Tabela 4

Produção de frutos e palmitos de açaí, custos, receitas e lucro operacional de um

hectare de açaizal nativo manejado no sistema de mínimo impacto para produção de

frutos


4.3. Agroindústria do açaí

a) Descrição do processo produtivo (Figura 7)

Polpa de açaí pasteurizada e congelada.

As diversas etapas do processamento para a obtenção do produto final aqui considera-

do, com alto grau de qualidade, são descritas como se segue.

Recepção – o açaí é descarregado na área de recepção de matéria-prima da indústria.

Nesta fase o açaí é inspecionado quanto às suas características de tamanho, maturidade e

tempo de coleta. É também conferido seu peso e volume.

Limpeza e Lavagem – convém que os frutos  sejam limpos de aderências, como flores e

pequenos restos vegetais, através de um sistema de ventilação. Posteriormente são imersos

em um tanque de alvenaria, ou similar, contendo água clorada onde permanecem aproxima-

damente 30 minutos. Após esta fase os frutos devem ser transpostos para outro tanque, ou

baldes plásticos com pequenos furos na parte inferior, onde são lavados em água corrente,

por 10 a 15 minutos. Após este tempo podem ser levados à despolpadeira.

Despolpamento – esta fase é feita necessariamente em máquinas apropriadas, com

adição de água conforme o produto final desejado e de acordo com a legislação vigente

quanto ao teor de sólidos solúveis. Os resíduos resultantes do despolpamento são as semen-

tes, que representam 83% do açaí fruto. A decomposição das sementes resulta em adubo

orgânico de boa qualidade.

Homogeinização/padronização – fase realizada em um tanque próprio com a finalida-

de de conferir à polpa características físico-químicas que satisfaçam a legislação vigente.

Pasteurização – após a homogeinização, a polpa é conduzida ao “tanque pulmão” do

pasteurizador onde será submetida ao devido tratamento térmico. O resfriamento da polpa é

feito no próprio equipamento de pasteurização.

Embalagem  – a polpa é encaminhada para a embaladeira automática que conforma a

embalagem, dosa o produto e sela automaticamente sem contato manual, usando sacos de

polietileno em bobina contínua.



17

4 - A


SPECTOS

 T

ÉCNICOS



Congelamento – após a embalagem, o produto é levado para a câmara de congela-

mento e posteriormente, após ser congelado, estocado à temperatura entre     -20º C a -18° C.

b) Fluxograma do processo industrial

Figura 7. Fluxograma do Processo Produtivo




18

5 - Á


REAS

 P

OTENCIAIS



 

PARA


 I

NVESTIMENTO

5

Áreas Potenciais para



Investimento

5.1. Áreas Propícias

Considerando-se principalmente disponibilidade de infra-estrutura, insumos e facilida-

de de escoamento, são indicados os seguintes Municípios como áreas mais propícias para

investimento em plantio, extrativismo manejado (Amapá) e agroindústria do açaí:

Amazonas – Itacoatiara, Manacapuru, Anamã, Anori, Codajás, Coari, Rio Preto da Eva

e Presidente Figueiredo (Figura 8).

Amap᠖ Macapá e Santana (Figura 9).

Acre – Rio Branco, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Porto Acre, Acrelândia e

Brasiléia (Figura 10).

Rondônia – Porto Velho (Figura 11).



19

5 - Á


REAS

 P

OTENCIAIS



 

PARA


 I

NVESTIMENTO

Figura 8 – Amazonas. Áreas Propícias Para Investimento em Açaí


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