Potencial utilização do ácido acetilsalicílico como anticancerígeno



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d.  Sinalização AMPK / mTOR

 

A proteína AMP quinase ativada (AMPK) é um sensor de energia celular crítico, que é 



ativado  sob  estímulos  como  hipóxia,  isquemia,  privação  de  glicose  e  exercício.  A 

ativação  da  AMPK  estimula  a  oxidação  de  ácidos  gordos  para  gerar  mais  ATP  para 

responder à necessidade de energia aguda e inibe processos anabólicos que consomem 

ATP.  Recentemente  muita  atenção  foi  atraída  para  vincular  a  AMPK  ao  cancro.  Na 

realidade, a AMPK desempenha um papel importante na regulação de uma variedade de 

vias  implicadas  na  progressão  tumoral  de  células  (Luo  et  alli.  2010)  entre  as  quais  o 

p53, a sintase de ácido  gordo (FAS) e o alvo mecanicista da rapamicina (mTOR), que 

controlam  a  sobrevivência  celular  bem  como  a  regulação  do  seu  metabolismo  (Din  et 




Potencial utilização do ácido acetilsalicílico como anticancerígeno 

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alli, 2012), sendo uma sinalização importante no desenvolvimento do cancro, incluindo 

o  CCR.  Din  et  alli.  investigaram  os  efeitos  da  aspirina  sobre  sinalização  AMPK  / 

mTOR onde verificaram que em células do CCR, concentrações milimolares de aspirina 

reduziram  a  sinalização  mTOR,  inibindo  os  efetores  S6K1  e  4E-BP1.  Além  disso,  a 

aspirina  mudou  os  rácios  de  nucleótidos  e  ativou  a  AMPK.  Os  autores  fizeram  uma 

demonstração  da  inibição  da  mTOR  pela  aspirina  também  in  vivo  em  pacientes  com 

CCR  tratados  com  uma  dose  de  analgésico  com  600mg  de  aspirina,  uma  vez  por  dia 

durante  uma  semana,  e  encontraram,  na  mucosa  retal  destes  doentes,  uma  reduzida 

fosforilação de S6K1 e S6, os principais efetores de sinalização de mTOR. 

Para além disso, Hawley et alli. descreveram, pela primeira vez, que o salicilato,  pode 

ter  alcançado  concentrações  de  1-3  mM  depois  da  administração  de  doses  anti-

inflamatórias  da  aspirina  podendo,  deste  modo,  ativar  diretamente  AMPK, 

principalmente  através  da  inibição  da  desfosforilação  de  treonina172  (thr172).  Estes 

investigadores  sugerem  também  que  o  salicilato  protege  contra  desfosforilação  e 

consequente  inativação  da  AMPK  Thr172  pela  inibição  da  atividade  da  proteína 

fosfatase-2Ca. 






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