Potencial utilização do ácido acetilsalicílico como anticancerígeno



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Alexandra Isabel Marques da Silva 

 

 



 

 

 



 

 

 



Potencial utilização do ácido acetilsalicílico como 

anticancerígeno 

 

 

 

 

 

Universidade Fernando Pessoa 

Faculdade de Ciências da Saúde 

Mestrado em Ciências Farmacêuticas 

 

 

Porto, 2014 




 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 



 

 

Alexandra Isabel Marques da Silva 



 

 

 



 

 

 



 

 

Potencial utilização do ácido acetilsalicílico como 

anticancerígeno 

 

 

 

 

 

Universidade Fernando Pessoa 

Faculdade de Ciências da Saúde 

Mestrado em Ciências Farmacêuticas 

 

 

Porto, 2014 



 


 

 

 



Alexandra Isabel Marques da Silva 

 

 



 

 

 



 

A potencial utilização do ácido acetilsalicílico 

como anticancerígeno 

 

 

 

Trabalho realizado por: 

 

 (Alexandra Isabel Marques da Silva) 



 

Trabalho 

apresentado 

à 

Universidade 



Fernando  Pessoa  como  parte  dos  requisitos 

para  obtenção  do  grau  de  Mestre  em 

Ciências farmacêuticas 

 

Orientadora: Professora Doutora Carla Matos 

 

 



 

Resumo 

A  aspirina,  cuja  substância  ativa  é  o  ácido  acetilsalicílico,  representa  um  dos 

medicamentos mais utilizados em todo o mundo. Desde a Idade Média até aos dias de 

hoje,  têm  vindo  a  ser  descritas  inúmeras  propriedades  terapêuticas  nomeadamente: 

analgésica, antipirética, anti-inflamatória, anti-plaquetária, entre outras.   

No  presente,  para  além  do  seu  uso  no  alívio  da  dor  ligeira  a  moderada,  febre  e 

inflamação, a aspirina assume um importante papel na diminuição do risco de acidentes 

cardiovasculares.  

Entretanto,  vários  ensaios  têm  vindo  a  sugerir  novos  efeitos  benéficos  da  aspirina. 

Descobertas recentes demonstraram que a aspirina, administrada por vários anos, pode 

reduzir,  a  longo  prazo,  o  risco  de  alguns  tipos  de  cancro,  particularmente  o  cancro 

colorretal.  

Várias evidências apoiam a hipótese de que esse efeito é conseguido com doses baixas 

de  aspirina,  as  mesmas  utilizadas  na  prevenção  de  eventos  cardiovasculares, 

posicionando a ação antiplaquetária da aspirina no centro de sua eficácia anti-tumoral. 

Contudo, ainda não há dados suficientes sobre o risco/benefício e, como tal, ainda não 

foram  feitas  recomendações  definitivas  relativamente  ao  seu  uso,  sendo  portanto, 

necessários novos estudos para que se possa definir qual a dose mínima efetiva, qual a 

duração  do  tratamento,  qual  a  idade  para  o  iniciar  e  qual  a  população  alvo  em  que  o 

benefício é superior ao risco. 

Nesta revisão, irão ser abordados os conhecimentos atuais sobre o papel da aspirina na 

prevenção do cancro, especialmente o cancro colorretal. Em particular, serão explorados 

alguns  dos  possíveis  mecanismos  responsáveis  por  este  efeito:  uns  dependentes  das 

prostaglandinas  e  da  ciclooxigenase  (COX),  nomeadamente  da  COX-2,  e  outros 

provavelmente independentes, destacando novos caminhos para pesquisas futuras.  

 

 



Palavras-chave: aspirina, anti-tumoral, cancro colorretal, prevenção de cancro  


VI 

 

Abstract 

Aspirin,  which  active  substance  is  the  acetylsalicylic  acid,  is  one  of  the  most  widely 

used  medications  in  the  world.  From  the  middle  Ages  to  the  present  day,  several 

therapeutic  properties  have  been  described  for  this  molecule,  including:  analgesic, 

antipyretic, anti-inflammatory and anti-platelet action, among others.  

At  present,  in  addition  to  its  use  in  the  relief  of  mild  to  moderate  pain,  fever  and 

inflammation,  aspirin  plays  an  important  role  in  reducing  the  risk  of  cardiovascular 

events.  

Interestingly,  other  beneficial  effects  of  aspirin  have  been  recently  put  forward.  For 

instance, new findings have demonstrated that aspirin intake, administered over several 

years, may  reduce the long term risk of  certain  types of cancer, particularly  colorectal 

cancer. Indeed, it has been argued that such effect may be achieved using small amounts 

of  aspirin  (in  proportions  similar  to  ones  used  in  the  prevention  of  cardiovascular 

events), placing the antiplatelet action of aspirin at the center of its anti-tumor efficacy.  

However,  much  uncertainty  remains  concerning  the  risk/benefit  of  aspirin  usage  in 

cancer prevention and, as such, no definitive recommendations have been made to date. 

Consequently,  further  studies  are  crucially  needed  so  that  it  can  be  defined  the 

minimum  effective  dose,  duration  of  treatment,  what  age  to  start  and  what  the  target 

population in which the benefit is greater than the risk. 

In this review, it will be considered the current knowledge regarding the role of aspirin 

in cancer prevention, with a special focus on colorectal cancer. In particular, it will be 

explored some of the possible mechanisms responsible for this effect while highlighting 

new paths for future research. 

 

 

 



 

Keywords: aspirin, anti-tumor, colorectal cancer, cancer prevention 


VII 

 

Agradecimentos 

No  final  de  tão  maravilhosa  e  importante  etapa  da  minha  vida,  não  posso  deixar  de 

agradecer  a  todos  os  que  a  tornaram  possível.  Foram  várias  as  pessoas  que  estiveram 

sempre ao meu lado, às quais quero prestar o meu sincero agradecimento: 

Aos  meus  pais,  pelo  amor,  compreensão  e  apoio  nesta  caminhada,  e  por  me 

possibilitarem a concretização de um sonho. 

Às  minhas  irmãs  Lígia  e  Eliana  pelo  carinho  e  amizade,  e  pelo  incondicional  apoio, 

especialmente nesta etapa da minha vida. 

Ao Tiago, pela força e incentivo na concretização deste projeto. 

Ao João, pela disponibilidade e pela preciosa ajuda. 

Às minhas amigas pela paciência e pela dedicação. 

À  professora  doutora  Carla  Matos  pela  orientação  e  pela  inequívoca  demonstração  de 

disponibilidade. 

A todos, Muito Obrigada! 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 



VIII 

 

Índice  

I – Introdução..................................................................................................................... 1 

II – Prespectiva histórica da descoberta da aspirina .......................................................... 3 

III – Evolução da investigação química da aspirina .......................................................... 6 

IV – O ácido acetilsalicílico ............................................................................................ 10 

1 – Efeitos terapêuticos ............................................................................................ 10 

2 – Mecanismos de ação ........................................................................................... 11 

3 – Indicações terapêuticas ....................................................................................... 12 

4 – Efeitos adversos .................................................................................................. 14 

i.  Efeitos adversos no rim ................................................................................... 15 

ii.  Efeitos adversos dermatológicos ..................................................................... 15 

iii. Hipersensibilidade ........................................................................................... 15 

iv. Outros afeitos adversos ................................................................................... 15 

5 – Farmacologia ...................................................................................................... 16 

V – Aplicações da aspirina na prevenção do cancro ....................................................... 17 

1 – Aplicações da aspirina na profilaxia do cancro colorretal.................................. 18 

i.  Epidemiologia ................................................................................................. 18 

ii.  O cancro colorretal .......................................................................................... 18 

2 – Mecanismos de ação da aspirina na prevenção do cancro ................................. 21 

i.  Mecanismos dependentes da COX ................................................................. 24 

ii.  Mecanismos independentes da COX .............................................................. 26 

a)  Via Wnt/β-catenina ................................................................................... 27 

b)  Sinalização ERK ....................................................................................... 27 

c)  Transdução do sinal da via NF-Kβ ........................................................... 28 

d)  Sinalização AMPK/mTOR ....................................................................... 28 

e)  Acetilação de outras proteínas .................................................................. 29 



IX 

 

3 – Consequências clínicas da inibição da COX pela aspirina ................................. 30 



VI – Ensaios clínicos ....................................................................................................... 32 

1 – Ensaios com aspirina em todos os cancros ......................................................... 32 

2 – Ensaios com aspirina no CCR ............................................................................ 34 

3 – Ensaios com aspirina em pacientes com Polipose Adenomatosa Familiar ........ 36 

VII – Riscos e benefícios da utilização da aspirina ......................................................... 37 

VIII – Conclusão ............................................................................................................. 39 

VIV – Referências bibliográficas .................................................................................... 40 

 

 






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