Português: trilhas e tramas, volume 2



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Passos largos

1 No caderno, faça a escansão dos versos a seguir e classifique-os quanto ao número de sílabas:

a) Menina dos olhos verdes,
Por que me não vedes?

CAMÕES, Luís de. Luís de Camões – Lírica. 5. ed. São Paulo: Cultrix, 1976. p. 41.



b) A dor que a minha alma sente,
Não na saiba tôda a gente.

CAMÕES, Luís de. Luís de Camões – Lírica. 5. ed. São Paulo: Cultrix, 1976. p. 54.



c) Vida da minha alma,
Não vos posso ver.
Isto não é vida
Para se sofrer!

CAMÕES, Luís de. Luís de Camões – Lírica. 5. ed. São Paulo: Cultrix, 1976. p. 55.



2 Leia este poema de Sá de Miranda, outro grande nome do Classicismo português:

Trovas à maneira antiga (Comigo me desavim)

Comigo me desavim,


sou posto em todo perigo;
não posso viver comigo
não posso fugir de mim.

Com dor, da gente fugia,


antes que esta assi crescesse;
agora já fugiria
de mim, se de mim pudesse.

Que meio espero ou que fim


do vão trabalho que sigo,
pois que trago a mim comigo,
tamanho imigo de mim?

imigo: inimigo.

In: MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. 28. ed. São Paulo: Cultrix, 2002. p. 109.



JungHyun Lee

Francisco de Miranda nasceu em Coimbra (1481-1558). Viveu alguns anos na Itália e estudou literatura italiana a fundo. Regressando à pátria, introduziu na poesia portuguesa os versos de “medida nova” decassílabos/hendecassílabos (onze sílabas métricas) –, além do soneto, dos tercetos e da oitava rima, usados pelos grandes poetas italianos. Escreveu elegias, cantigas, éclogas, sátiras etc. Figura entre os nomes importantes do Cancioneiro geral, de Garcia de Resende (1516).

Daniel Klein

Identifique e registre no caderno a alternativa que não está de acordo com o poema lido.



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