Português: trilhas e tramas, volume 2



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Podem me prender, podem me bater
Página 259

Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião.

ZÉ KETI. ”Opinião”.

Esses versos foram compostos em 1970, durante a ditadura militar no Brasil. Isso pode explicar a opção pela indeterminação do sujeito, já que, nessa época, o governo censurava diversas obras artísticas.

O sujeito indeterminado da oração também pode se apresentar, do ponto de vista morfossintático, com verbo intransitivo ou transitivo indireto na terceira pessoa do singular + partícula se. Exemplo:

No passado, errava-se pelas agressões autoritárias praticadas contra os filhos por motivos banais. Hoje, erra-se pela falta de regras com que são criados os filhos.

A. E. M. Folha de S.Paulo, 26 jul. 2005.

Oração sem sujeito

Oração sem sujeito é aquela cujo verbo não se refere a nenhum sujeito. Esses verbos são chamados de impessoais. Nas orações sem sujeito, a mensagem está centrada no processo verbal e, por isso, o verbo costuma ficar na terceira pessoa do singular.

A oração sem sujeito pode ser identificada pela presença:

a) de verbos que indicam fenômenos da natureza: chover, trovejar, amanhecer, anoitecer etc. Chove lá fora...

b) dos verbos fazer, ser e estar indicando tempo transcorrido, distância ou condição meteorológica.

Faz tempo que a gente cultiva / a mais linda roseira que há...

BUARQUE, Chico. “Roda viva”.





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