Português: trilhas e tramas, volume 2


a) Que elemento formal dessa cantiga é característico de uma cantiga de amigo paralelística? Explique-o. b)



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a) Que elemento formal dessa cantiga é característico de uma cantiga de amigo paralelística? Explique-o.

b) Os primeiros versos das estrofes se repetem, mas as últimas palavras mudam. Dê exemplos no caderno.

c) Essa cantiga é construída por meio de um diálogo entre o eu lírico feminino e a natureza, sua confidente. Explique esse diálogo.

d) Identifique, entre as alternativas abaixo, aquela que não caracteriza as cantigas de amigo. Registre-a no caderno, fazendo as correções.

I. O eu lírico é feminino.

II. O eu lírico personifica a natureza.

III. O eu lírico pede notícias de seu amigo.

IV. O refrão expressa a ansiedade do eu lírico.

V. O eu lírico pertence à nobreza.

3 A classificação das cantigas satíricas em cantigas de escárnio e de maldizer não é rígida. Muitas mesclam características e processos discursivos desses dois tipos. Leia as cantigas a seguir e classifique-as de acordo com o que você aprendeu. Justifique sua resposta no caderno.
Página 25

a) Cantiga

Ai, dona fea, fostes-vos queixar


feia
que vos nunca louv’en (o) meu cantar;
louvei-o
mais ora quero fazer um cantar
agora
en que vos loarei toda via;
louvarei sempre
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!
louca

Dona fea, se Deus me perdon,


pois avedes [a] tan gran coraçon
tendes tão grande desejo
que vos eu loe, en esta razon
que eu vos louve, então por essa razão
vos quero já loar toda via;
e vedes qual será a loaçon:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei


en meu trobar, pero muito trobei;
trovar, cantar / porém
mais ora já un bom cantar farei,
en que vos loarei toda via;
e direi-vos como vos loarei:
dona fea, velha e sandia!

MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. 7. ed. São Paulo: Cultrix, 1988.



b) Cantiga

Proençais soen mui ben trobar
Provençais (poetas) sabem
e dizen êles que é con amor,
mais os que troban no tempo da flor
e non en outro, sei eu bem que non
na tan gran coita no seu coraçon
na tão grande dor
qual m’eu por mia senhor vejo levar.

Pero que troban e saben loar


Sas senhores o mais e o melhor
que eles poden, sõo sabedor
que os que troban quand’a frol sazon
estação das flores
á, e non ante, se Deus mi perdon,
non an tal coita qual eu ei sen par.

Ca os que troban e que s’alegrar


van eno tempo que ten a color
vão e no / cor
a frol consigu’ e, tanto que se fôr
aquel tempo, logu’ en trobar razon
non an, non viven en qual perdiçon
oj eu vivo, que pois m’á de matar.
hoje

DOM DINIS. Cantiga. In: LINS, Álvaro; FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Roteiro literário de Portugal e do Brasil. Antologia da língua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. v. 1.



4 Qual é a importância histórica da poesia satírica produzida pelos trovadores portugueses?



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