Português: trilhas e tramas, volume 2



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Passos largos

1 Como vimos, entre as concepções científicas que influenciaram as estéticas realista e naturalista está a teoria de Charles Darwin sobre a origem e a evolução das espécies como consequência do processo de seleção natural. Leia o cartum e registre no caderno as afirmativas que o interpretam adequadamente.

Angeli


Folha de S.Paulo, São Paulo, 17 fev. 2003. Opinião, p. A2.

a) Visão irônica do processo evolutivo.

b) Crítica à violência e à guerra.

c) Visão otimista do processo evolutivo.

d) Alusão à teoria de Darwin.
Página 201

2 (Enem/2010 – adaptada)

Leia este fragmento do Capítulo III de Quincas Borba e responda no caderno à atividade que se segue:



Capítulo III

Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim se explica este par de figuras que aqui está na sala: um Mefistófeles e umFausto. Tivesse, porém, de escolher, escolheria a bandeja – primor de argentaria, execução fina e acabada. O criado esperava teso e sério. Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que ele queria pôr na sala, como um pedaço da província, nem o pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, Jean; foi degradado a outros serviços.

MACHADO DE ASSIS. Quincas Borba. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993. v. 1. p. 643.

Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a peculiaridade do texto que garante a universalização de sua abordagem reside:

a) no conflito entre o passado pobre e o presente rico, que simboliza o triunfo da aparência sobre a essência;

b) no sentimento de nostalgia do passado devido à substituição da mão de obra escrava pela dos imigrantes;

c) na referência a Fausto e Mefistófeles, que representam o desejo de eternização de Rubião;

d) na admiração dos metais por parte de Rubião, que metaforicamente representam a durabilidade dos bens produzidos pelo trabalho;

e) na resistência de Rubião aos criados estrangeiros, que reproduz o sentimento de xenofobia.



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