Português: trilhas e tramas, volume 2


A prosa realista e a prosa naturalista no Brasil



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A prosa realista e a prosa naturalista no Brasil

A produção artística nacional também refletiu os novos pensamentos e teorias científicas, reagindo ao sentimentalismo e à idealização presentes no Romantismo. Na prosa brasileira (romances, novelas, crônicas e contos) coexistiram duas vertentes, a realista e a naturalista, e seus autores buscaram observar, analisar e registrar “o mundo real” com objetividade e fidelidade.

A prosa realista tematiza o indivíduo dominado pela necessidade de sobrevivência e os conflitos sociais e existenciais próprios da condição humana. Saem de cena o “super-herói” indígena, os cavalheiros formosos e galantes, as damas da Corte, as sinhazinhas românticas, as narrativas históricas e lendárias, e ganham foco as personagens que representam pessoas comuns, muitas vezes às voltas com problemas de um cotidiano massacrante. Essas personagens experimentam crises existenciais e ciúmes, são adúlteras, corruptas, interesseiras, vaidosas, céticas, fracas ou exploradoras. Os principais escritores representantes do Realismo brasileiro são Artur Azevedo, Machado de Assis e Raul Pompeia.

Já a prosa naturalista retratou a miséria e a vida das populações marginalizadas e exploradas. É própria da arte desse período a visão determinista de que o ser humano é produto do meio social. Os textos considerados naturalistas descrevem o indivíduo como um animal submetido aos instintos e à hereditariedade. Aluísio Azevedo e Inglês de Sousa são os escritores que melhor representam essa estética literária.





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