Português: trilhas e tramas, volume 2


Recreios campestres na companhia de Marília



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Recreios campestres na companhia de Marília

Olha, Marília, as flautas dos pastores


Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?

como ali beijando-se os Amores


Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores!

Naquele arbusto o rouxinol suspira,


Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares suspirando gira:

Que alegre campo! Que manhã tão clara!


Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a morte me causara.

BOCAGE, Manuel M. Barbosa du. Obras de Bocage. Porto: Lello & Irmão, 1968. p. 134.

Com qual poeta do Arcadismo brasileiro Bocage “dialoga” intertextualmente ou faz referência em seu soneto? Justifique.



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