Português 6º ano Grupo i parte a lê, com atenção, o texto seguinte



Baixar 364.24 Kb.
Página1/5
Encontro19.06.2021
Tamanho364.24 Kb.
#11870
  1   2   3   4   5


Português 6º ano





Grupo I

Parte A

Lê, com atenção, o texto seguinte.

Toninho, o invisível

5

Uma vez um rapaz de nome Toninho foi para a escola sem saber a lição

e, por isso mesmo, ia muito preocupado só de pensar que o professor o poderia interrogar.

“Ah! – dizia para os seus botões. – Se eu pudesse ficar invisível…”

O professor fez a chamada e, quando chegou ao nome de Toninho, o rapaz respondeu Presente!, mas ninguém o ouviu e o professor disse:

– É pena que o Toninho não tenha vindo pois tinha pensado precisamente interrogá-lo. Se está doente, esperemos que não seja nada de grave.

Assim Toninho percebeu que tinha ficado invisível, como desejaria. Exultando de alegria, deu um pulo da carteira e foi acabar no cesto dos papéis. Voltou a pôr-


-se de pé e começou a cirandar um pouco por toda a aula, puxando os cabelos a este e àquele e derrubando os tinteiros. Choviam rumores de protesto, um não-
-mais-acabar de disputas, os alunos a acusar-se uns aos outros de tais agravos, sem a mínima suspeita de que a culpa era do invisível Toninho.

Quando se cansou daquele jogo, Toninho saiu da escola e subiu para um trólei1, naturalmente sem pagar o bilhete, já que o revisor o não podia ver. Encontrou um lugar livre e acomodou-se. Na paragem seguinte, entrou uma senhora com o saco das compras que quis sentar-se precisamente naquele lugar, aos seus olhos, desocupado. Mas foi nos joelhos do Toninho, a sufocar, que ela desabou todo o seu peso. Então gritou: Que brincadeira é esta? Já uma pessoa não se pode sentar? Olhem para isto, quero pousar o saco e ele fica-me a pairar no ar.

Mas, na realidade, o saco estava pousado sobre os joelhos do Toninho. Gerou-
-se uma enorme discussão entre os passageiros, tendo quase todos aproveitado para lançar algumas palavras inflamadas contra a companhia Carris.

Toninho desceu no centro, enfiou-se numa pastelaria e começou a servir-se a seu bel-prazer, depenicando com ambas as mãos entre bolos de azeite e passas, coscorões de chocolate e toda a sorte de bolinhos. A vendedora, vendo os bolos desaparecerem do balcão, lançou as culpas sobre um digno cavalheiro que estava a comprar rebuçados para uma velha tia.

– A senhora não sabe quem era o meu avô!

– Nem quero saber! – respondeu a vendedeira […].

Gerou-se uma briga medonha e até veio a guarda. O invisível Toninho deslizou entre as pernas do tenente e pôs-se a caminho da escola para assistir à saída dos colegas.

Gianni Rodari, Novas histórias ao telefone, Ed. Teorema, 1987 (texto com supressões)





Baixar 364.24 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5




©historiapt.info 2023
enviar mensagem

    Página principal