Portugues ling int vol3 pnld2018 capa al pr indd



Baixar 39.74 Mb.
Pdf preview
Página273/273
Encontro07.02.2022
Tamanho39.74 Mb.
#21486
1   ...   265   266   267   268   269   270   271   272   273
Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
rosa de Hiroxima, de Vinícius de Morais, você poderá 

conduzir com os alunos as atividades sugeridas nos 

itens de a a d: 

a) Vendo o mundo envolvido numa grande guerra, 

em 1939, o cientista Albert Einstein (1879-1955) escre-

veu ao então presidente dos Estados Unidos, Franklin 

Roosevelt, sugerindo a ele a construção de uma bom-

ba a partir de uma cadeia de reações em uma grande 

massa de urânio. Roosevelt iniciou o Projeto Manhattan, 

que, no laboratório chefiado pelo físico Julius Robert 

Oppenheimer (1904-1967), foi responsável pela cons-

trução das bombas jogadas sobre as cidades japone-

sas de Hiroxima e Nagasaki. 

Sugira aos alunos que, em grupos, pesquisem o 

trabalho desses estudiosos relacionado à construção 

da bomba atômica. Com essa pesquisa, os alunos po-

derão conhecer também a formação da bomba pos-

terior a essa (a bomba H, de hidrogênio). Poderão 

levantar as polêmicas em torno do Tratado de Não 

Proliferação Nuclear, assinado em 1961, e a situação 

dos programas nucleares no século XXI. 

b) Alguns anos mais tarde, Einstein mostrou-se 

arrependido de sua atitude ao dizer: “Eu cometi o 

maior erro da minha vida quando assinei a carta ao 

presidente Roosevelt recomendando que fossem cons-

truídas bombas atômicas”. Oppenheimer também 

notou que, embora a construção das bombas tivesse 

o objetivo de forçar os japoneses à rendição, apenas 

desencadeou destruição. Em 1953, ele assim definiu 

as superpotências e seu arsenal atômico: “Dois escor-

piões numa garrafa, cada um capaz de matar o outro, 

mas só ao risco da própria vida”. 

Oriente os grupos a pesquisarem o contexto his-

tórico da construção e do lançamento das bombas. Os 

alunos devem também procurar conhecer a situação 

dos programas nucleares hoje em dia e os benefícios 

que a pesquisa nuclear gera à área de saúde. 

c) Para o dia da apresentação, os grupos devem 

elaborar, com base nas pesquisas feitas, um texto de 

apoio para sua fala. A preparação do texto deve se 

basear nos textos selecionados da pesquisa. É impor-

tante que observem qual é a melhor organização desse 

conjunto para expressar as ideias que desejam compar-

tilhar com os colegas. Por exemplo, é possível seguir 

uma ordem cronológica de acontecimentos ou selecio-

nar assuntos em que se possam agrupar os resultados. 

Podem apoiar a fala também em fotos, vídeos, etc. 

para ilustrar a apresentação. 

d) Depois das apresentações, ajude os alunos a 

refletirem a respeito das ameaças que pairam sobre a 

humanidade no século XXI. Eles devem selecionar a 

que considerem mais grave e pensar numa manifesta-

ção artística – conto, romance, poesia, filme, grafite, 

pintura, música, etc. – que melhor expressaria seus 

sentimentos em relação a ela e também seria capaz 

de ajudar as pessoas a refletirem sobre esse problema. 

Ao final, devem expor aos colegas suas ideias e justi-

ficar sua opinião. 

Sugerimos também a leitura de alguns textos de 

apoio, transcritos a seguir.

Einstein e a bomba atômica

Kleber Cavalcante

No ano de 1939, mais precisamente em 2 de agos-

to, Albert Einstein escreveu uma carta ao então presi-

dente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, 

acerca da possibilidade da criação de uma bomba 

configurada a partir de uma cadeia de reações em 

uma grande massa de urânio (bomba atômica).

Dizia Einstein em sua carta que “nos últimos 

quatro meses tornou-se provável — através do tra-

balho de Joliot, na França, bem como de Fermi e 

Szilard, nos EUA — que seja possível desencadear, 

numa grande massa de urânio, uma reação nuclear 

em cadeia, que geraria vastas quantidades de ener-

gia e grandes porções de novos elementos com pro-

priedades semelhantes às do elemento Rádio”. Dizia 

Linguagem_Interacao_LP_V3_PNLD2018_415a432_MP_PE.indd   427

5/28/16   7:36 PM




MANUAL DO PROFESSOR

428


ainda que essa reação permitiria a construção de 

bombas ao passo que “um único exemplar desse ti-

po, levado por um navio ou detonado em um porto, 

poderia muito bem destruir todo o porto junto com 

uma grande área ao seu redor”. 

Einstein pedira a Roosevelt que o programa nu-

clear se iniciasse o mais rápido possível. O presiden-

te, por sua vez, reuniu cientistas, engenheiros, mili-

tares e funcionários do governo para juntos criarem 

o Projeto Manhattan, cujo objetivo final era produzir 

a bomba atômica. 

Esse projeto custou aos cofres públicos mais de 

2 bilhões de dólares, para a construção de 37 labora-

tórios especiais para pesquisas em 19 estados, bem 

como no Canadá. É curioso ressaltar que, apesar do 

montante de recursos e da quantidade de pessoas 

envolvidas no projeto, o segredo foi tão bem mantido 

que praticamente ninguém fora de um pequeno cír-

culo seleto sabia o que se passava. 

Anos mais tarde, Einstein lamentou o papel que 

teve no desenvolvimento dessa arma destrutiva: “Eu 

cometi o maior erro da minha vida, quando assinei a 

carta ao Presidente Roosevelt recomendando que 

fossem construídas bombas atômicas”. 

No dia 6 de agosto de 1945, o avião norte-ameri-

cano Enola Gay lançou a primeira bomba atômica já 

usada em uma guerra sobre a cidade de Hiroxima, no 

Japão, matando cerca de 140 mil pessoas. Três dias 

depois foi a vez de Nagasaki ser atingida por outra 

bomba. Este último artefato foi lançado cerca 1,5 km 

longe do alvo, que era o centro da cidade e, mesmo 

assim, matou 75 mil pessoas. 

Hoje, apesar da existência do Tratado de não pro-

liferação nuclear, assinado em 1961, vários países 

ainda têm interesse na construção de armas nuclea-

res para se fortalecerem política e militarmente. 

Após a construção da bomba atômica, surgiu a 

bomba H (hidrogênio), com poder de destruição dez 

vezes maior que a primeira bomba atômica, e hoje, 

pelo menos na ficção, estão tentando criar a bomba 

de antimatéria, infinitamente mais destrutiva do que 

a bomba de Hidrogênio. 

Em 2009, a bomba atômica voltou a ser notícia 

no mundo inteiro, após o Presidente do Irã, Mahmoud 

Ahmadinejad, anunciar, no dia 23 de junho, novos 

testes com mísseis capazes de atingir Israel e as ba-

ses americanas no Golfo Pérsico. Recentemente, o 

presidente iraniano declarou ao mundo que retoma-

rá as pesquisas nucleares no país. 

CAVALCANTE, Kleber G. Einstein e a bomba atômica. Brasil Escola. 

Disponível em:

atomica.htm>. Acesso em: abr. 2016. 

Oppenheimer, o americano intranquilo 

que fez a bomba atômica

Richard Rhodes

A história da descoberta de como liberar a ener-

gia nuclear, e sua aplicação para fazer bombas capa-

zes de destruir, irradiar e queimar cidades inteiras, é 

a grande epopeia trágica do século XX. Para cons-

truir as primeiras armas, os Estados Unidos investi-

ram mais de US$ 2 bilhões e construíram um com-

plexo industrial, espalhado do Tennessee ao Novo 

México e ao Estado de Washington, que em 1945 era 

tão grande quanto a indústria de automóveis ameri-

cana. 

Sessenta anos depois, o Projeto Manhattan esma-



ece em mito. Os reatores para produção em massa e 

equipamentos para a extração de plutônio em 

Hanford, Washington; as instalações para separação 

de urânio de quase um quilômetro de extensão em 

Oak Ridge, no Tennessee; os 200 mil trabalhadores 

que construíram e operaram o vasto maquinário en-

quanto se esforçavam para manter seu propósito em 

segredo, tudo desaparece de vista deixando para trás 

um núcleo vazio de lenda: um laboratório secreto em 

uma típica colina do Novo México, onde as bombas de 

verdade eram projetadas e construídas; o carismático 

diretor do laboratório, J. Robert Oppenheimer, que 

conquistou reputação internacional até que seus ini-

migos o derrubaram; um solitário B-29, incongruente-

mente batizado em homenagem à mãe do piloto

Enola Gay; uma cidade arruinada, Hiroxima, e a pobre 

Nagasaki, quase esquecida.

Robert Oppenheimer morreu de câncer na gar-

ganta aos 62 anos, em 1967. [...] Nascido em uma rica 

família de judeus alemães na cidade de Nova York 

em 1904, ele cresceu com talento para idiomas e ami-

zades, mas sozinho e cheio de autoaversão. Embora 

sempre muito magro, fumante inveterado, desajeita-

do e nervoso, as mulheres amavam seus brilhantes 

olhos azuis e lhe davam atenção atraídas por sua vul-

nerabilidade. [...]

Linguagem_Interacao_LP_V3_PNLD2018_415a432_MP_PE.indd   428

5/28/16   7:36 PM




MANUAL DO PROFESSOR

429


Depois de Harvard, Oppenheimer permaneceu 

durante algum tempo na Universidade Cambridge, 

na Inglaterra, até que encontrou o seu caminho co-

mo físico teórico na Alemanha acompanhando des-

de o início, ali e na Dinamarca, a revolução que con-

duziu à mecânica quântica, uma nova e rica com-

preensão do mundo físico. [...] Oppenheimer foi, em 

Cambridge, considerado erroneamente como porta-

dor de demência precoce (esquizofrenia) por um 

psiquiatra da Harley Street que o entendia menos 

que a si próprio. Sua dificuldade consistia numa cri-

se profissional e de identidade da qual cuidou a seu 

modo por meio de uma criatividade corajosa. Um 

dos seus mentores era o físico teórico dinamarquês 

Niels Bohr, laureado com o Nobel em 1932, um ho-

mem profundo, sutil e honrado, que se tornaria uma 

figura central na vida de Oppenheimer. Com um tra-

balho de primeira linha em teoria quântica publica-

do em revistas europeias, Oppenheimer, então com 

23 anos, voltou à América em 1927 para fundar as 

primeiras grandes escolas de física teórica da nação 

em Berkeley e no Caltech, em Pasadena.

Em 1942, um competente general do corpo de en-

genheiros do Exército, Leslie R. Groves, escolheu 

Oppenheimer para dirigir o laboratório secreto de Los 

Alamos. Para seus colegas, a indicação de Oppenheimer 

parecia inadequada, mas Groves conhecia seu ho-

mem; o físico, que quase sempre tinha algo de ator, 

achou o seu melhor papel, dirigindo centenas dos 

cientistas mais famosos do mundo, muitos deles vin-

dos da Europa, como também milhares de técnicos e 

outros profissionais. Até mesmo Edward Teller, o pior 

inimigo de Oppenheimer, contou-me certa vez que o 

homem era o melhor diretor de laboratório que ele já 

tinha visto. Em 28 meses — de abril de 1943, quando 

Los Alamos abriu suas portas, até agosto de 1945 — 

duas bombas com projetos completamente diferentes 

estavam prontas para uso.

A intenção era usá-las para forçar o intransigente 

governo japonês à rendição. O longo debate entre histo-

riadores sobre os motivos americanos e os esforços ja-

poneses para terminar a Segunda Guerra Mundial se 

resolve, finalmente, em 

Racing the enemy [algo como 

Competindo com o inimigo], o estudo brilhante e defi-

nitivo de Tsuyoshi Hasegawa sobre os registros ameri-

canos, soviéticos e japoneses das últimas semanas da 

guerra. Hasegawa, professor de história na Universidade 

da Califórnia, em Santa Barbara, revela que os esforços 

japoneses para nomear a neutra União Soviética como 

mediadora não poderiam ter tido sucesso, antes ou de-

pois dos bombardeios atômicos, porque Stalin não ti-

nha a intenção de permitir que a guerra terminasse até 

que os seus exércitos tivessem marchado sobre a 

Manchúria e amealhado os prêmios que haviam pro-

metido a ele em Potsdam — Sakhalin e Kurils, e tam-

bém Hokkaido, se eles pudessem arrebatar. As bombas 

deram ao imperador japonês, Hirohito, a desculpa que 

precisava para forçar seus militares à rendição, em 15 

de agosto, e salvar a casa imperial; mas a guerra entre a 

União Soviética e o Japão continuou de forma brutal 

até 1


o

 de setembro, quando as forças soviéticas ocupa-

ram Shikotan, uma ilha próxima à costa nordeste de 

Hokkaido. No dia seguinte a rendição foi assinada. 

Mesmo com o apoio do imperador, a rendição 

das forças japonesas não estava garantida; os milita-

res japoneses não ficaram tão impressionados pela 

alta taxa de mortalidade de civis em Hiroxima e 

Nagasaki quanto pela taxa de mortalidade do pri-

meiro bombardeio de Tóquio em março de 1945, 

quando cerca de 140 mil pessoas foram incendiadas 

até a morte e outro milhão foi seriamente ferido. O 

bombardeio inexorável de cidades japonesas entre 

março e agosto foi mais destrutivo em relação às vi-

das e propriedades do que os bombardeios atômicos.

Depois da guerra, Oppenheimer foi aclamado 

publicamente. Como conselheiro da recém-criada 

Comissão de Energia Atômica, ele trabalhou para 

moldar a paisagem da nova e estranha política da era 

atômica. “A bomba atômica foi o apertar do parafu-

so”, disse ele na época. “Tornou a perspectiva de uma 

guerra futura intolerável. Nos conduziu aos últimos 

passos para atravessar a montanha; e além dela, 

existe um país diferente.” Enquanto isso, Niels Bohr 

havia escapado da Dinamarca ocupada pelos nazis-

tas em 1943 e viajado para Los Alamos com uma 

mensagem de esperança: o perigo comum imposto 

pelas armas nucleares forçaria as nações a se reunir 

e acordar em controlá-las, da mesma maneira que o 

perigo comum de uma doença epidêmica obriga as 

nações a trabalhar conjuntamente para o seu con-

trole. Oppenheimer incluiu as ideias de Bohr no do-

cumento conhecido como o relatório Acheson- 

-Lilienthal, que ele e um pequeno grupo de industriais 

e engenheiros conceberam para Truman em 1946. 

Linguagem_Interacao_LP_V3_PNLD2018_415a432_MP_PE.indd   429

5/28/16   7:36 PM



MANUAL DO PROFESSOR

430


Truman designou o financista Bernard Baruch para 

apresentar o relatório às Nações Unidas, mas Baruch 

adicionou condições “formuladas”, como Bird e 

Sherwin colocam, “para prolongar o monopólio ame-

ricano” e, ao invés de uma negociação para dissipar 

um perigo comum, como se isso fosse possível já que 

os soviéticos ainda não dispunham da bomba, o 

mundo mergulhou numa corrida de armamentos 

nucleares.

Durante esse período, Oppenheimer conquistou 

inimigos que conspirariam para destruí-lo, especial-

mente desde que ele se opôs ao acelerado desenvolvi-

mento da “super” bomba de hidrogênio como resposta 

ao primeiro teste atômico da União Soviética, em 

1949. [...] Em 1954, a Comissão de Energia Atômica re-

vogou o passe de segurança de Oppenheimer e o ex-

pulsou do governo. 

Oppenheimer e Bohr compreenderam no início 

da era nuclear o que as nações do mundo, principal-

mente os Estados Unidos, ainda não estavam dispos-

tos a fazer: que as armas nucleares não são armas de 

guerra, mas incorporações de um novo conhecimen-

to da natureza, que no final das contas — antes ou, 

terrivelmente, depois que sejam novamente usadas 

— deve inevitavelmente forçar as nações a descobrir 

algum outro modo para resolver suas disputas. “Dois 

escorpiões numa garrafa”, assim Oppenheimer sar-

donicamente definiu as superpotências em 1953, “ca-

da um capaz de destruir o outro, ao custo da própria 

vida”. Hoje, nove escorpiões enchem a garrafa. 

Apesar de sua vida trágica, Robert Oppenheimer é a 

única figura que será lembrada quando a história do 

Projeto Manhattan tiver se apagado.

[...]


RHODES, Richard. Oppenheimer, o americano intranquilo que fez a 

bomba atômica. Revista 

Entre Livros, jul. 2005. Disponível em: 

americano_intranquilo_que_fez_a_bomba_atomica.html>.  

Acesso em: abr. 2016.

Como funciona a bomba atômica?

Alexandre Versignassi

1. Depende. É que existem dois tipos: a bomba 

atômica convencional, que nem as que destruíram as 

cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki em 1945, 

e a apocalíptica bomba de hidrogênio, até 6 mil vezes 

mais poderosa que a outra. Então vamos por partes. 

Na convencional, uma carga de dinamite faz com 

que átomos de urânio ou de plutônio a, relativamen-

te fáceis de “quebrar”, se rompam — por causa disso, 

o nome dela é bomba de fissão. Mas quebrar um nú-

cleo atômico não é igual a quebrar uma pedra. É que 

o peso somado dos cacos fica menor que o do átomo 

original. Depois da quebra, parte da matéria que o 

formava se transforma em energia pura b.

2. [...] o fato é que qualquer grão de matéria con-

tém uma quantidade absurda de energia. Tanto que 

bastou um montinho de urânio do tamanho de uma 

bola de tênis para que a bomba de Hiroxima produ-

zisse uma força equivalente à de 15 mil toneladas de 

dinamite (ou 15 quilotons) e levantasse um cogume-

lo atômico de 8 km. Hoje, a potência das bombas de 

fissão está na faixa dos 500 quilotons. Achou muito? 

Então você ainda não viu nada.

3. Em 1949, a União Soviética testou sua primeira 

bomba atômica. Os Estados Unidos, então, responde-

ram com fogo. Muito fogo: a bomba de hidrogênio. Ela 

funciona de um jeito oposto ao da bomba de fissão: em 

vez de quebrar átomos, gruda-os uns nos outros. É um 

jeito mais eficiente de arrancar energia a partir de ma-

téria — tanto que esse é o método usado pelo próprio 

Sol para gerar calor. Bom, para começar, a espoleta c 

dela é uma bomba de fissão. Ela serve para que a tem-

peratura lá dentro da ogiva fique equivalente à do inte-

rior do Sol (uns 15 000 000 °C).

4. O combustível da bomba é o mesmo do Sol: 

átomos parentes do hidrogênio (que têm só um 

próton). Eles embarcam na bomba “impressos” num 

cilindro de metal d. Quando você coloca esses áto-

mos sob temperatura e pressão infernais, eles ten-

dem a se juntar e a fusão forma um átomo de hélio 

f e um nêutron g. De novo, a soma do peso do que 

sobra é menor que o dos átomos originais. E essa 

diferença vira energia. Só que desta vez é muito 

mais: a primeira bomba de hidrogênio, de 1952, ti-

nha 20 mil quilotons (ou 20 megatons) e gerou um 

cogumelo de 41 quilômetros de altura. Se fosse jo-

gada em São Paulo, mataria pelo menos 2 milhões 

de pessoas. E olha que as maiores bombas da histó-

ria chegam a 100 megatons.

VERGIGNASSI, Alexandre. Como funciona a bomba atômica? 

Superinteressante, jul. 2006. Disponível em:

ciencia/como-funciona-bomba-atomica-446471.shtml>.  

Acesso em: abr. 2016.

Linguagem_Interacao_LP_V3_PNLD2018_415a432_MP_PE.indd   430

5/28/16   7:36 PM



MANUAL DO PROFESSOR

431


Unidade 4

Propomos que na Unidade 4 encerre-se o trabalho 

desenvolvido sobre o mundo do trabalho e das pro-

fissões iniciado na Unidade 3. “Encerrar” deve ser aqui 

entendido como “dar um fechamento provisório”; 

afinal, as reflexões sobre esse tema essencial em nos-

sa vida não cessam nunca. 

Os gêneros textuais trabalhados são aqueles em 

que predomina a atividade discursiva da argumenta-

ção. Assim, especialmente nas seções “Linguagem e 

texto”, são propostas questões relativas à análise re-

finada de procedimentos discursivos argumentativos. 

São introduzidas também noções da retórica aristoté-

lica, como os conceitos de discurso judiciário, discur-

so deliberativo e discurso epidítico, ainda muito mo-

bilizados nos estudos de gêneros argumentativos. Para 

servir de apoio a essas discussões, fizemos observa-

ções essenciais relativas à argumentação ao longo dos 

textos propostos na Unidade.

Os estudos literários dão prosseguimento à aná-

lise da literatura brasileira no século XX. Como grande 

parte dessa produção está estreitamente relacionada 

com temas sociais fundamentais, a temática do mundo 

do trabalho pode inserir-se nas discussões literárias 

propostas, assegurando aos alunos pontos de contato 

entre as atividades de reflexão sobre a língua, os tex-

tos e gêneros do discurso e os estudos literários. Há 

também uma parte da seção “Diálogos com a litera-

tura” dedicada à apresentação da produção literária 

africana de expressão portuguesa. 

Ao final desta Unidade, propomos a realização de 

um trabalho que retoma parcialmente o que foi propos-

to na Unidade 3, encaminha o que é feito na Unidade 4, 

mas não “fecha” o debate sobre as profissões; pelo 

contrário, incita os alunos a continuarem refletindo so-

bre esse tema, de modo a lhes dar uma ideia da dimen-

são que o trabalho assume na vida privada e pública 

das pessoas em geral. Adapte essa proposta de traba-

lho que está na seção final desta Unidade à realidade 

de sua turma.

O projeto sugerido para dar fechamento aos tra-

balhos desta Unidade e, por consequência, deste vo-

lume, favorece a interdisciplinaridade. Consideramos 

que duas informações fundamentais devem nortear o 

desenvolvimento dos trabalhos: as áreas de atuação 

profissional de interesse dos alunos e as áreas em que 

atuam as pessoas da comunidade escolar (familiares, 

responsáveis, vizinhos, amigos, etc.). 

É indispensável salientar a importância, para o de-

senvolvimento da sociedade em geral, das profissões 

discutidas, mostrar um pouco a realidade desses pro-

fissionais, os estudos a que eles precisam se dedicar 

para poderem desempenhar e aprimorar sua atuação. 

Esse deve ser o foco das conversas com os convidados 

e/ou com os entrevistados. Também consideramos 

esse um momento propício para ajudar os alunos a 

encontrarem um campo de trabalho com o qual se 

identifiquem e informar-se a respeito dele, de modo 

que os estudantes tenham a oportunidade de refletir 

sobre os possíveis papéis que podem desempenhar 

no mundo do trabalho e na sociedade em geral.

Sugestões de atividades interdisciplinares – 

Unidade 4

Capítulo 7

Diálogo com a literatura (texto 6)

Após a leitura e análise do texto Medo da eterni-



dade, de Clarice Lispector, você poderá sugerir aos 

alunos que pesquisem em diferentes áreas do conhe-

cimento, em especial a Filosofia e a Física, o significa-

do de eternidade. Para essa atividade, será necessário 

o apoio dos professores das disciplinas ligadas às áre-

as do conhecimento em que se dará a pesquisa. 

Ao término da pesquisa, a turma poderá fazer uma 

discussão coletiva sobre o tema. Os resultados dessa 

discussão poderão subsidiar uma nova leitura do tex-

to, e as questões de interpretação sugeridas no rotei-

ro do capítulo podem ser retomadas, especialmente 

a questão que encerra a análise do texto. 

Capítulo 8

Primeiros passos

A notícia apresentada na abertura do Capítulo 8 

menciona uma questão social relevante da realidade de 

nosso país: a violência doméstica, sobretudo aquela que 

se pratica contra as mulheres. Com a ajuda do professor 

de História e de Sociologia, a turma poderá acessar o 

texto da lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da 

Penha, para discutir o tipo de violência para o qual a lei 

prevê punição e as condições de sua aplicabilidade. O 

texto legal pode ser acessado pelo site 

gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm>, 

acesso em: abr. 2016.  

No mesmo contexto dessa discussão, outras ques-

tões poderão ser debatidas, como direitos das mulhe-

res no Brasil que precisaram ser regulamentados por 

meio de leis para poderem ser assegurados. 

Linguagem_Interacao_LP_V3_PNLD2018_415a432_MP_PE.indd   431

5/28/16   7:36 PM



manual do professor

432


Sugestões de leitura para os alunos

As sugestões de leitura indicadas a seguir foram 

feitas com base nos acervos de obras literárias destina-

das ao Ensino Médio do Programa Nacional Biblioteca 

da Escola (PNBE). Procuramos relacionar as obras às 

unidades do volume, de modo que haja pelo menos 

uma sugestão de leitura para cada Unidade. 

Caso você opte por aproveitar essas sugestões de 

leitura, poderá ser útil indicar aos alunos os critérios 

(ou condições) sob os quais as leituras devem ser rea-

lizadas: como atividade livre para leitura com base em 

um roteiro de tarefas previamente combinado com os 

alunos, para, explicitamente, relacioná-las ao conteú-

do de cada Unidade, entre outros.

Unidade 1 – Se bem me lembro...

 

• Leonardinho: memórias do primeiro malandro bra-



sileiro, com roteiro de Vicente Castro e arte de Walter 

Pax. São Paulo: Saraiva, 2011. Em forma de história 

em quadrinhos, o livro apresenta uma sequência 

imaginária das aventuras do anti-herói Leonardo, 

personagem criada por Manuel Antônio de Almeida 

em Memórias de um sargento de milícias

Unidade 2 – O cotidiano sob diversos olhares

 

• A terceira margem do rio, com roteiro de Maria 



Helena Rouanet e ilustrações de Thaís dos Anjos. 

Rio de Janeiro: Ediouro/Nova Fronteira, 2014. O 

conto A terceira margem do rio, de João Guimarães 

Rosa, foi adaptado para o formato de quadrinhos, 

constituindo essa graphic novel. A leitura do livro 

poderá ser beneficiada por todas as reflexões em 

torno das histórias em quadrinhos, indicadas no 

Capítulo 3. Além disso, pode ser um estímulo à 

iniciação dos alunos ao universo literário de 

Guimarães Rosa, um dos mais relevantes escritores 

brasileiros do século XX. 

Unidade 3 – Mundo do trabalho (I)

 

• Poemas, sonetos e baladas e pátria minha, de 



Vinícius de Morais. São Paulo: Claro Enigma/

Companhia das Letras, 2008. Este livro, publicado 


Baixar 39.74 Mb.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   265   266   267   268   269   270   271   272   273




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal