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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
Voz do sangue

Palpitam-me

os sons do batuque

e os ritmos melancólicos do blue.

Ó negro esfarrapado

do Harlem

ó dançarino de Chicago

ó negro servidor do South

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QUESTÕES DO ENEM

Ó negro da África

negros de todo o mundo

Eu junto

ao vosso magnífico canto

a minha pobre voz

os meus humildes ritmos.

Eu vos acompanho

pelas emaranhadas áfricas

do nosso Rumo.

Eu vos sinto

negros de todo o mundo

eu vivo a nossa história

meus irmãos.

Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2015.

Nesse poema, o líder angolano Agostinho Neto, na 

década de 1940, evoca o pan-africanismo com o 

objetivo de

a) 


incitar a luta por políticas de ações afirmativas 

na América e na África.

b) 

reconhecer as desigualdades sociais entre os 



negros de Angola e dos Estados Unidos.

c) 


descrever o quadro de pobreza após os proces-

sos de independência no continente africano.

d) 

solicitar o engajamento dos negros estaduni-



denses na luta armada pela independência em 

Angola.


e) 

conclamar as populações negras de diferentes 

países a apoiar as lutas por igualdade e inde-

pendência.

X

11

Scientific American Brasil, ano 11, n. 134, jul. 2013 (adaptado).



R

eprodução/Enem, 20

1

4.

Para atingir o objetivo de recrutar talentos, esse 



texto publicitário

a) 


afirma, com a frase “Queremos seu talento, 

exatamente como ele é”, que qualquer pessoa 

com talento pode fazer parte da equipe.

b) 


apresenta como estratégia a formação de um 

perfil por meio de perguntas direcionadas, o 

que dinamiza a interação texto-leitor.

X

c) 



utiliza a descrição da empresa como argumento 

principal, pois atinge diretamente os interessa-

dos em informática.

d) 


usa estereótipo negativo de uma figura conhe-

cida, o nerd, pessoa introspectiva e que gosta 

de informática.

e) 


recorre a imagens tecnológicas ligadas em rede, 

para simbolizar como a tecnologia é interligada.

12

Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do 



[mundo.

Não é.


A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,

ela falou comigo:

“Coitado, até essa hora no serviço pesado.”

Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com 

[água quente.

Não me falou em amor.

Essa palavra de luxo.

PRADO, A. Poesia reunida. São Paulo:  

Siciliano, 1991.

Um dos procedimentos consagrados pelo Moder-

nismo foi a percepção de um lirismo presente nas 

cenas e fatos do cotidiano. No poema de Adélia 

Prado, o eu lírico resgata a poesia desses elemen-

tos a partir do(a)

a) 


reflexão irônica sobre a importância atribuída 

aos estudos por sua mãe.

b) 

sentimentalismo, oposto à visão pragmática 



que reconhecia na mãe.

c) 


olhar comovido sobre seu pai, submetido ao 

trabalho pesado.

d) 

reconhecimento do amor num gesto de aparen-



te banalidade.

X

e) 



enfoque nas relações afetivas abafadas pela 

vida conjugal.

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QUESTÕES DO ENEM

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Dúvida

Dois compadres viajavam de carro por uma es-

trada de fazenda quando um bicho cruzou a frente 

do carro.

Um dos compadres falou:

— Passou um largato ali!

O outro perguntou:

— Lagarto ou largato?

O primeiro respondeu:

— Num sei não, o bicho passou muito rápido.



Piadas coloridas. Rio de Janeiro: Gênero, 2006.

Na piada, a quebra de expectativa contribui para 

produzir o efeito de humor. Esse efeito ocorre por-

que um dos personagens

a) 

reconhece a espécie do animal avistado.



b) 

tem dúvida sobre a pronúncia do nome do réptil.

c) 

desconsidera o conteúdo linguístico da pergunta. 



d) 

constata o fato de um bicho cruzar a frente do 

carro.

e) 


apresenta duas possibilidades de sentido para 

a mesma palavra.

14

Tudo no mundo começou com um sim. Uma 



molécula disse sim a outra molécula e nasceu a 

vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história 

da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sem-

pre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo 

jamais começou.

[...]


Enquanto eu tiver perguntas e não houver res-

posta continuarei a escrever. Como começar pelo 

início, se as coisas acontecem antes de acontecer? 

Se antes da pré-pré-história já havia os monstros 

apocalípticos? Se esta história não existe, passará 

a existir. Pensar é um ato.

Sentir é um fato. Os dois juntos — sou eu que 

escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? 

Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nor-

destinas que andam por aí aos montes.

Como eu irei dizer agora, esta história será o 

resultado de uma visão gradual — há dois anos e 

X

meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É 



visão da iminência de.

De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como 

que estou escrevendo na hora mesma em que sou 

lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo 

— como a morte parece dizer sobre a vida — por-

que preciso registrar os fatos antecedentes.

LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro:  

Rocco, 1998 (fragmento).

A elaboração de uma voz narrativa peculiar acom-

panha a trajetória literária de Clarice Lispector, cul-

minada com a obra A hora da estrela, de 1977, ano 

da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se 

essa peculiaridade

a) 


observa os acontecimentos que narra sob uma 

ótica distante, sendo indiferente aos fatos e às 

personagens.

b) 


relata a história sem ter tido a preocupação de 

investigar os motivos que levaram aos eventos 

que a compõem.

c) 


revela-se um sujeito que reflete sobre questões 

existenciais e sobre a construção do discurso. 

X

d) 


admite a dificuldade de escrever uma história 

em razão da complexidade para escolher as pa-

lavras exatas.

e) 


propõe-se a discutir questões de natureza filosófi-

ca e metafísica, incomuns na narrativa de ficção. 

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