Portugues ling int vol3 pnld2018 capa al pr indd



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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
tradição oral popular no Brasil. Disponível em:

Acesso em: 5 dez. 2012.

A escrita e a oralidade, nas diversas culturas, cum-

prem diferentes objetivos. O fragmento aponta 

NO LIVRO

NÃO ESCREVA

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QUESTÕES DO ENEM

que, nas sociedades indígenas brasileiras, a orali-

dade possibilitou

a) 

a conservação e a valorização dos grupos de-



tentores de certos saberes.

b) 


a preservação e a transmissão dos saberes e da 

memória cultural dos povos.

X

c) 


a manutenção e a reprodução dos modelos es-

tratificados de organização social.

d)  

a restrição e a limitação do conhecimento acu-



mulado a determinadas comunidades.

e) 


o reconhecimento e a legitimação da importân-

cia da fala como meio de comunicação.

3

TEXTO I


Um ato de criatividade pode contudo gerar um 

modelo produtivo. Foi o que ocorreu com a palavra 

sambódromo, criativamente formada com a termi-

nação -(ó)dromo (= corrida), que figura em hipódro-

mo, autódromo, cartódromo, formas que designam 

itens culturais da alta burguesia. Não demoraram a 

circular, a partir de então, formas populares como 

rangódromo, beijódromo, camelódromo.

AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa.  

São Paulo: Publifolha, 2008.

TEXTO II

Existe coisa mais descabida do que chamar de 

sambódromo uma passarela para desfile de escolas 

de samba? Em grego, -dromo quer dizer ‘ação de 

correr, lugar de corrida’, daí as palavras autódromo 

e hipódromo. É certo que, às vezes, durante o desfi-

le, a escola se atrasa e é obrigada a correr para não 

perder pontos, mas não se desloca com a velocida-

de de um cavalo ou de um carro de Fórmula 1.

GULLAR, F. Disponível em: .  

Acesso em: 3 ago. 2012.

Há nas línguas mecanismos geradores de palavras. 

Embora o texto II apresente um julgamento de va-

lor sobre a formação da palavra sambódromo, o 

processo de formação dessa palavra reflete

a) 


o dinamismo da língua na criação de novas 

palavras.

b) 

uma nova realidade limitando o aparecimento 



de novas palavras.

c) 


a apropriação inadequada de mecanismos de 

criação de palavras por leigos.

d) 

o reconhecimento da impropriedade semântica 



dos neologismos.

e) 


a restrição na produção de novas palavras com 

o radical grego.

X

4

A forte presença de palavras indígenas e afri-



canas e de termos trazidos pelos imigrantes a par-

tir do século XIX é um dos traços que distinguem 

o português do Brasil e o português de Portugal. 

Mas, olhando para a história dos empréstimos que 

o português brasileiro recebeu de línguas euro-

peias a partir do século XX, outra diferença tam-

bém aparece: com a vinda ao Brasil da família real 

portuguesa (1808) e, particularmente, com a Inde-

pendência, Portugal deixou de ser o intermediário 

obrigatório da assimilação desses empréstimos e, 

assim, Brasil e Portugal começaram a divergir, não 

só por terem sofrido influências diferentes, mas 

também pela maneira como reagiram a elas.

ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a 




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