Portugues ling int vol3 pnld2018 capa al pr indd



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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
Literatura e revolu•‹o

com os participantes 

Milton Hatoum, Mamede 

Mustafa Jarouche e 

Vladimir Safatle, durante 

a 11


a

 edição da Flip (Festa 

Literária Internacional de 

Paraty), em Paraty (RJ), em 

2013.

F

elipe R



au/Ag•ncia Estado

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CAPÍTULO 8  DISSERTAÇÃO EM PROSA

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(o tempo de que cada interventor dispõe, o tempo do debate, se a plateia poderá 

fazer perguntas diretamente aos interventores, etc.). 

2. A exposição: cada interventor lê em voz alta para a plateia um texto previa-

mente preparado, com base no tema da mesa. Se preferirem, em vez de ler o texto 

em voz alta, os interventores podem fazer uma exposição oral. Isso dependerá 

dos combinados feitos previamente com o moderador. Enquanto os interventores 

se apresentam ou leem o texto, o moderador faz anotações, formula perguntas, 

para estimular o debate. 

3. O debate: após as leituras ou as exposições, o moderador inicia um debate 

sobre o tema, com base em suas anotações. Esse momento é como um debate 



regrado

, no qual o moderador assume o papel do mediador do debate. 

4. A interação com a plateia: após o debate, a plateia é convidada a interagir com 

os interventores, fazendo-lhes perguntas. Estas podem ser dirigidas a um interventor 

específico ou a todos. Os interventores respondem às questões que lhes são feitas. 

5. A conclusão: a partir de todas as ideias discutidas e debatidas, o moderador 

“fecha” a mesa-redonda, apresentando à plateia as conclusões do debate. Então, 

ele agradece a presença de todos — interventores e plateia — e finaliza a mesa 

dando-lhes os cumprimentos.

4

 Levando em conta as características indicadas anteriormente nesta seção e 



com base nas explicações a respeito da organização do gênero, você e os co-

legas vão organizar uma mesa-redonda sobre a questão proposta como tema 

de redação do Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na 

sociedade brasileira. Se preferirem, escolham outro tema polêmico qualquer, 

de interesse de todos.  

a) 

Para tanto, deve-se escolher quem serão os interventores e quem consti-



tuirá a plateia. O professor fará o papel de moderador. 

b) 


Caberá a toda a classe ajudar os interventores a se prepararem para a me-

sa-redonda. 

c) 

Essa mesa-redonda poderá ser gravada (em áudio ou vídeo) e, na data 



combinada com o professor, a gravação ajudará a classe a avaliar sua pró-

pria produção oral. 

Essa atividade é um “ensaio” para a mesa-redonda que deverá ser organizada 

como encerramento do projeto Mundo do trabalho, logo adiante, na seção 

“E a conversa chega ao fim”.

II. Produção escrita 

Dissertação em prosa

No texto 1, Precisa-se de cidadãos, uma dissertação em prosa, há a seguinte 

estrutura: 

a) parágrafo inicial apresenta a opinião do autor, que se funde com a tese 

que ele defende:

Cientistas políticos notaram que a consolidação das instituições demo-

cráticas acaba diminuindo a frequência de plebiscitos ou outras formas de 

participação política popular extraeleitoral. O fato foi tomado, incorretamen-

te, por muitos, como a superação gradual da participação política, que nos 

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

levaria ao surgimento de tecnocracias; a realidade, porém, é outra: não há 

diminuição da relevância da participação política, ocorre que a solidificação 

democrática refina essa participação, aumentando o poder e a importância 

do voto, claramente indicando a indispensabilidade das eleições. 

(linhas 1-13)

Como há essa fusão entre a opinião que desencadeia os argumentos e a tese, afir-

mamos que o autor tem a clara intenção de neutralizar a expressão opinativa. Pode-se 

confirmar isso analisando as expressões de modalização e as projeções enunciativas: 

como vimos na seção “Linguagem e texto”, há poucas projeções enunciativas, e as 

existentes projetam um 

nós que, na verdade, tem o efeito de sentido generalizante, 

equivalendo a uma voz coletiva, neutra, quase impessoal. Note ainda que, no primeiro 

parágrafo, não há um 

eu explícito, como entidade subjetiva individual. 

Trata-se de uma tendência desse gênero textual: muitas vezes, ao instruir os 

alunos a escreverem uma dissertação em prosa, os professores insistem no fato 

de que a expressão da opinião, nesse caso, deve ser “o mais neutra possível”. No 

texto 1, observe que o autor prefere usar como sujeito, além do 

nós generalizan-

te, expressões impessoais ou sujeitos genéricos, indefinidos, como “Cientistas 

políticos” (linha 1), ou mesmo a voz passiva sem agente da passiva expresso — 

“vislumbra-se a participação” (linhas 38-39). Essa tendência percorre todo o texto. 

Entretanto, em outros gêneros argumentativos, você tem podido observar a 

importância das projeções enunciativas e da modalização: em gêneros como a 

carta argumentativa, o ensaio, o artigo de opinião, a projeção explícita do enun-

ciador é quase obrigatória. 

b)

 Para construir sua argumentação, o autor utilizou dois parágrafos. Em cada 

um deles, um aspecto do tema é abordado: a força do capital e a despolitização 

da sociedade. 

c) O parágrafo final apenas retoma e reafirma, com outras palavras, o que se 

apresentou no inicial. Nesse final, o autor expressa a mesma ideia que ele havia 

formulado no parágrafo inicial como se fosse uma conclusão. Essa retomada no 

parágrafo final da ideia já expressa no início do texto é característica das disser-

tações em prosa e, igualmente, muito indicada aos alunos pelos professores. 

d) O texto não tem um leitor suposto claramente definido ou dedutível, pois 

sua finalidade é — do ponto de vista do autor — mostrar que é capaz de argu-

mentar (lembre-se: trata-se de um texto produzido com uma finalidade muito 

precisa: uma avaliação, um exame para se provar a capacidade argumentativa). 

e) Observe que há um cuidado especial em relação às normas urbanas de prestí-

gio da língua: o nível de linguagem é “tenso”, não há problemas gramaticais ou orto-

gráficos, a pontuação empregada é eficiente, a estruturação gráfica do texto é clara.

  Imagine que você vai prestar um exame vestibular com esta proposta para 

a redação: o candidato deve discorrer sobre suas perspectivas em relação à 

futura carreira profissional e ao mundo do trabalho. 

a) 

Redija uma dissertação em prosa a respeito desse tema. 



b) 

Com base nas características textuais do gênero dissertação em prosa co-

mentadas nesta seção, avalie sua própria produção textual. 

c) 


Discuta com os colegas e o professor os resultados dessa análise e regis-

trem suas conclusões.

 Ajude os alunos a perce-

berem que, embora haja uma 

estrutura textual típica da 

dissertação em prosa, tudo o 

que aprenderam ao longo do 

Ensino Médio sobre argumen-

tação — as capacidades de lin-

guagem vinculadas à atividade 

argumentativa, os diferentes 

efeitos de sentido decorrentes 

das estruturas linguísticas en-

volvidas no ato de argumentar 

 — pode — e deve — ser uti-

lizado na produção da disser-

tação. A análise que fizemos 

procura ressaltar o fato de que 

muitas vezes esse gênero é 

bastante estereotipado, por-

que se presta a uma finalidade 

comunicativa muitíssimo res-

trita e específica. 

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Agora é com você!

LIVROS

Literatura africana em língua 



portuguesa

 

O fio das missangas



, de Mia Couto, editora 

Companhia das Letras. Livro de contos do autor 

moçambicano Mia Couto que traz 29 narrativas 

curtas. Os textos têm enorme carga poética e 

apresentam uma perspectiva feminina, dando voz 

a personagens esquecidas, quase não existentes, 

retratando situações, estados de espírito e vivências 

do povo de Moçambique.

 

O filho de mil homens



, de Valter Hugo Mãe, 

editora Cosac Naify. Nesse romance, o escritor ango-

lano Valter Hugo Mãe conta a história de Crisósto-

mo, um homem de 40 anos, 

pai, pescador, que conhece 

o órfão Camilo. Em vinte 

capítulos, o leitor vê surgir 

uma família construída por 

esses dois personagens e 

se encontra envolvido por 

temas como solidão, com-

paixão, amor, sonhos e pre-

conceitos.

Poesia marginal dos anos 1970

 

Toda poesia



, de Paulo Leminski, editora Com-

panhia das Letras. Antologia que reúne toda a obra 

do poeta marginal Paulo Leminski, trazendo na ín-

tegra o conteúdo dos livros Quarenta clics em Curi-

tiba (1976), Caprichos e relaxos (1983), Distraídos 

venceremos (1987), La vie en close (1991), O ex-es-

tranho (1996) e Winterverno (2001), além de poemas 

esparsos, texto de apresentação e notas.

Tendências contemporâneas

 

Eu me chamo An-



tônio

, de Pedro Gabriel, 

editora Intrínseca. Inspi-

rado por autores como 

Paulo Leminski, Mil-

lôr Fernandes e Mário 

Quintana, o publicitário 

Pedro Gabriel começou 

a escrever seus poemas com palavras desenhadas 

em guardanapos, na mesa de um bar, e depois tirar 

fotos deles e postá-los na internet. Assim surgiu seu 

alter ego Antônio, que desabafa e reflete sobre a vida 

e o amor em um livro que reúne seus guardanapos 

e pode ser lido em forma de romance ou como uma 

coleção de poesias.

 

Até o dia em que o cão morreu



, de Daniel Gale-

ra, editora Companhia das Letras. Nesse romance do 

escritor e tradutor brasileiro contemporâneo Daniel 

Galera, o protagonista, um homem de 25 anos, nar-

ra seu cotidiano num apartamento vazio em Porto 

Alegre, até que a estabilidade emocional de sua vida 

é abalada com a chegada de um cachorro que para 

em sua porta e de uma modelo chamada Marcela.

 

Outro silêncio



, de Alice Ruiz, editora Boa Com-

panhia. A autora é uma das principais referências 

entre os poetas brasileiros 

quando se trata de haicais, 

a forma poética concisa 

herdada dos japoneses. 

Em Outro silêncio, os poe-

mas são divididos pelas 

estações do ano, e a escri-

tora retorna à forma mais 

essencial e tradicional do 

gênero.


 

Geração 90: os transgressores

, de Nelson de 

Oliveira, editora Boitempo. Antologia que reúne 

dezesseis dos melhores contistas e romancistas da 

década de 1990. Traz publicação de obras inéditas, 

escritas exclusivamente para este projeto. Os con-

tos do livro, em parte, representam o legado das 

vanguardas anteriores: prosas malcomportadas, 

desprezo pelo discurso linear, fragmentação lírica, 

fluxo de consciência e ironia. 

FILMES


Clarice Lispector

 

De corpo inteiro: entrevistas



, de Nicole Ale-

granti, Brasil, 2009. Dirigido pela sobrinha-neta da 

escritora, o filme é um misto de documentário e 

ficção, que explora a carreira jornalística de Clarice 

R

eprodução/Ed. Cosac Naify



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eprodução/Ed. Intrínseca

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eprodução/Ed. Boa Companhia



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UNIDADE 4  

MUNDO DO TRABALHO (II)

Lispector. Adaptação de um livro publicado na dé-

cada de 1970, traz encenações de entrevistas pouco 

usuais feitas por ela com personalidades da época, 

como Ferreira Gullar, Tônia Carrero, Maria Bonomi, 

Nélida Piñon, Oscar Niemeyer e Elke Maravilha.

João Guimarães Rosa

A hora e a vez de Augusto Matraga

, de Vinicius 

Coimbra, Brasil, 2012. Baseado no conto homônimo 

de João Guimarães Rosa, o filme conta a história de 

um fazendeiro falido e violento, que vive acima da 

lei no sertão de Minas Gerais. 

Língua portuguesa no mundo

Línguas: vidas em português

, de Victor Lopes, Bra-

sil/Portugal, 2004. Filmado em seis países (Brasil, 

Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão), o do-

cumentário é um mergulho na língua portuguesa 

presente em culturas variadas de quatro continen-

tes. Em cada uma delas, o português amalgamou 

peculiaridades locais, foi reinventado e alimentado 

pela influência de colonizadores, imigrantes e des-

cendentes. O filme traz o depoimento de persona-

lidades lusófonas, como os escritores Mia Couto, 

José Saramago e João Ubaldo Ribeiro, o cantor e 

compositor Martinho da Vila e o 

rapper Edinho, um 

adolescente moçambicano que extrai poesia de seu 

cotidiano repleto de dificuldades.

SITES

Arnaldo Antunes



 

Site do músico e 



poeta Arnaldo Antunes, considerado um dos pou-

cos artistas concretistas de sua geração. Nele, é 

possível encontrar textos, poemas, músicas, infor-

mações biográficas, fotos, vídeos e livros do autor. 

Acesso em: abr. 2016.

João Guimarães Rosa



guimaraesrosa/index.htm>

 Na seção “Literatura” 

do 


site Alô Escola é possível encontrar textos acom-

panhados de ilustrações e informações adicionais 

sobre a história e depoimentos de Guimarães Rosa, 

que demonstram a complexidade da obra do escri-

tor. Acesso em: abr. 2016.

Literatura africana de língua portuguesa



 

Site 



do escritor angolano contemporâneo Ondjaki. 

Apresenta informações sobre a vida e a obra do 

autor, além de contos, fotos, vídeos, ilustrações e 

poemas. Acesso em: abr. 2016.

Tendências contemporâneas

 

Site desenvolvido 



pelo poeta Hugo Pontes, voltado à divulgação e difu-

são do poema visual, da arte correio e da arte digital. 

Traz obras de poetas consagrados e iniciantes do 

Brasil e do exterior. Acesso em: abr. 2016.



 O 


site, com versões em 

português e em inglês, conta com vasto material da 

poesia virtual brasileira. Apresenta a biografia de poe-

tas brasileiros acompanhada de suas produções, que 

transitam entre a poesia concreta, o poema processo e 

a poesia visual contemporânea. Traz também créditos 

de mostras e 

links para visitas. Acesso em: abr. 2016.

MÚSICA

Concretismo



Arnaldo Antunes. 

Já é


Sony/BMG. O disco, lan-

çado em 2015, traz can-

ções inéditas do cantor, 

compositor e poeta Ar-

naldo Antunes. Mesmo 

as letras de canções mais 

recentes do artista apresentam fortes traços da 

estética concretista. No disco, algumas faixas são 

interpretadas por outros artistas de renome, como 

Marisa Monte e Carlinhos Brown.

Hélio Silva/Difilm/L.C. Bar

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CONVERSA


E a

chega


ao

fim

Os jovens, as profissões e o mundo do trabalho

Levando em conta as discussões realizadas ao longo desta Unidade e da anterior, os diversos textos 

lidos e as pesquisas feitas (especialmente a conversa com os profissionais e os relatos de vida elaborados 

ao fim da Unidade 3), a classe poderá finalizar o estudo acerca do mundo do trabalho organizando uma 

mesa-redonda sobre o tema Os jovens, as profiss›es e o mundo do trabalho



. 

  Sigam as orientações sobre mesa-redonda fornecidas no Capítulo 8. Retomem tudo o que aprenderam 

sobre esse gênero oral. Resumimos aqui as tarefas básicas: 

a) 


Convidem pais, professores, alunos de outras turmas e membros da comunidade escolar para essa 

mesa-redonda.

b) 

Elejam alguns representantes da classe para serem os expositores da mesa. É importante que os 



expositores tenham bons conhecimentos do tema, para poderem argumentar e contra-argumentar. 

c) 


Se quiserem, convidem também alguns dos profissionais que conversaram com grupos organizados 

para realizar a atividade sugerida ao fim da Unidade 3. Eles poderão ser debatedores na mesa, junto 

com vocês.

c) 


Essa mesa-redonda pode culminar com a formulação de algumas ideias que representem as opi-

niões de toda a classe e expressem aquilo que se pesquisou a respeito do tema. 

Assim, vocês vão praticar um dos recursos mais essenciais para a conquista da cidadania: a argumen-

tação, por meio da qual é possível agir sobre o mundo e interagir com ele e com as outras pessoas.

Nas fotos, observe a disposição do espaço para acomodar expositores e plateia que participam de uma 

mesa-redonda. Se a escola contar com um auditório ou anfiteatro, por exemplo, ou mesmo uma sala de aula 

mais ampla, é possível fazer a reserva desse local no dia e horário da realização do evento para acomodar 

melhor os participantes.

Fotos: Matej K

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

Ao escolher uma profissão, é importante levar em conta o ambiente de trabalho mais costumeiro. Nas 

fotos acima, por exemplo, alguns deles, da esquerda para a direita: quem trabalha em área administra-

tiva em geral tem como ambiente um escritório; cientistas habitualmente passam seu dia em labora-

tório; guias turísticos costumam variar o local de trabalho: tanto levam turistas a lugares abertos como 

fechados; e operadores de câmera muitas vezes trabalham em estúdios de gravação.

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 Autoavaliação – Na dupla de páginas seguinte, os alunos terão a oportunidade de realizar uma autoavaliação. Na primeira parte do Manual do 

Professor há sugestões de como auxiliá-los nesse processo.

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PASSO 1 


Modelo para o quadro de autoavaliação

No caderno, produza um quadro para fazer sua autoavaliação. O passo 2 vai ajudá-lo a percorrer um 

caminho para fazer anotações em seu quadro e montar essa autoavaliação. Sugestão:

PASSO 2 


Reconhecimento de aprendizagens

Ao longo dos Capítulos 7 e 8, você pôde acionar diversas habilidades ao realizar as variadas atividades 

sugeridas e refletir sobre elas. Indicamos nos balões da página ao lado algumas das principais aprendizagens 

que você teve a oportunidade de desenvolver com base nos conteúdos desta Unidade. Leia cada um dos 

objetivos de aprendizagem, procurando avaliar se você avançou no estudo ou precisa rever.

Para relacionar esses objetivos com o conteúdo da Unidade, identifique o número do capítulo ao qual 

eles se referem guiando-se pela cor do balão (cada capítulo tem uma cor, basta comparar com as cores dos 

balões da página de abertura desta Unidade), retome a seção e as atividades em que tenha sido trabalhado 

tal conteúdo e reflita sobre seu aprendizado.

Você poderá então definir em que coluna anotar esse objetivo: Avancei ou Preciso rever. Quando o 

objetivo de aprendizagem for indicado na coluna Preciso rever, anote também, para facilitar, a localização 

desse conteúdo, como indicado no exemplo do quadro acima.

O TRABALHO DA UNIDADE  

E A AUTOAVALIAÇÃO

AUTOAVALIAÇÃO – UNIDADE 4

Avancei


Preciso rever

O que fazer para melhorar 

e consolidar minhas apren-

dizagens:

Aprendizagens

Aprendizagens

Exemplo: Entender a estrutura 

e o funcionamento do gênero 

oral mesa-redonda.

• Capítulo 8, seção “Práticas 

de linguagem”.

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PASSO 3 


Definição de estratégia para aprimorar seu aprendizado  

Agora que já sabe o que precisa rever, com a ajuda do professor, defina o que você poderia fazer para 

melhorar e consolidar suas aprendizagens com base nos itens relacionados.

PASSO 4 


Socialização de suas respostas com os colegas

Converse com os colegas sobre a autoavaliação. Vocês vão descobrir que aprendizagens em comum já 

conquistaram, o que precisam retomar, e poderão compartilhar estratégias que pretendem pôr em prática 

para retomar os conteúdos necessários.

Aprendizagens em desenvolvimento nos capítulos desta Unidade

Conhecer 

aspectos da 

obra de João Cabral 

de Melo Neto, Guimarães 

Rosa e Clarice Lispector, 

identificando-os como 

escritores representativos 

da terceira fase do 

Modernismo 

brasileiro.

Entender 

a estrutura e 

o funcionamento 

do gênero oral  

mesa-redonda.

Compreender 

que a dissertação em 

prosa é um dos gêneros 

por meio dos quais se faz 

a avaliação da capacidade 

de argumentação de 

estudantes e candidatos 

a vagas.


Conhecer 

a noção de 

lugar-comum 

e compreender 

sua importância na 

construção dos textos 

argumentativos.

Perceber a 

argumentatividade 

presente em gêneros 

como a carta de elogio 

e de reclamação.

Perceber 

a importância 

da argumentação 

em nossa sociedade, 

especialmente no que 

diz respeito ao mundo 

do trabalho e dos 

estudos.


Identificar 

os objetivos 

comunicativos 

de um texto pelo 

reconhecimento do 

gênero e de suas 

características.

Conhecer 

autores das 

literaturas africanas 

de língua portuguesa e, 

com isso, perceber como 

as temáticas desenvolvidas 

em suas obras dialogam 

com as da literatura 

brasileira.

Compreender  

como funciona o 

mecanismo sintático da 

coordenação nos enunciados 

e textos, percebendo ainda 

suas possibilidades na 

construção dos sentidos e 

na argumentação.

Ler 

alguns textos 



literários da produção 

contemporânea brasileira 

para perceber suas temáticas 

e conhecer alguns de seus 

principais representantes, 

entendendo essa literatura 

como fonte pessoal 

de fruição.

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Questões do Enem

UNIDADE 1

1

MAGRITTE, R. A reprodução proibida. Óleo sobre tela, 81,3 cm × 65 cm. 



Museum Boijmans Van Buningen, Holanda, 1937.

O surrealismo configurou-se como uma das van-

guardas artísticas europeias do início do século XX. 

René Magritte, pintor belga, apresenta elementos 

dessa vanguarda em suas produções. Um traço do 

surrealismo presente nessa pintura é o (a)

a) 

justaposição de elementos díspares, observada 



na imagem do homem no espelho.

X

b) 



crítica ao passadismo, exposta na dupla ima-

gem do homem olhando sempre para frente.

c) 

construção de perspectiva, apresentada na so-



breposição de planos visuais.

d)  


processo de automatismo, indicado na repeti-

ção da imagem do homem.

e) 

procedimento de colagem, identificado no re-



flexo do livro no espelho.

Peter Hor

ree/Alam

y/Latinstoc

k

2

As narrativas indígenas se sustentam e se per-



petuam por uma tradição de transmissão oral (se-

jam as histórias verdadeiras dos seus antepassa-

dos, dos fatos e guerras recentes ou antigos; sejam 

as histórias de ficção como aquelas da onça e do 

macaco). De fato, as comunidades indígenas nas 

chamadas “terras baixas da América do Sul” (o que 

exclui as montanhas dos Andes, por exemplo) não 

desenvolveram sistemas de escrita como os que 

conhecemos, sejam alfabéticos (como a escrita do 

português), sejam ideogramáticos (como a escrita 

dos chineses) ou outros. Somente nas sociedades 

indígenas com estratificação social (ou seja, já di-

vididas em classes), como foram os astecas e os 

maias, é que surgiu algum tipo de escrita. A histó-

ria da escrita parece mesmo mostrar claramente 

isso: que ela surge e se desenvolve – em qualquer 

das formas – apenas em sociedades estratificadas 

(sumérios, egípcios, chineses, gregos, etc.). O fato 

é que os povos indígenas no Brasil, por exemplo, 

não empregavam um sistema de escrita, mas ga-

rantiram a conservação e continuidade dos co-

nhecimentos acumulados, das histórias passadas 

e, também, das narrativas que sua tradição criou, 

através da transmissão oral. Todas as tecnologias 

indígenas se transmitiram e se desenvolveram as-

sim. E não foram poucas: por exemplo, foram os 

índios que domesticaram plantas silvestres e, mui-

tas vezes, venenosas, criando o milho, a mandioca 

(ou macaxeira), o amendoim, as morangas e mui-

tas outras mais (e também as desenvolveram mui-

to; por exemplo, somente do milho criaram cerca 

de 250 variedades diferentes em toda a América).

D’ANGELIS, W. R. Histórias dos índios lá em casa: narrativas indígenas e 


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