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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
a expressão subjetiva.

Em um texto argumentativo, você pode optar entre modalizações mais subje

-

tivas ou objetivas, de acordo com o tipo de argumentação que pretende construir 



(apelando para a razão ou para a emoção). 

1

  As frases a seguir tendem à “neutralidade”, ou seja, não há marcas fortes da 



adesão ou distanciamento de quem as enunciou. Reescreva-as em seu cader-

no utilizando expressões de modalização variadas, de maneira que se exprima 

uma opinião por meio delas. Veja um modelo:

Vai haver pouca gente na festa.

Eu sinto que vai haver pouca gente na festa.

a) 


Ela brigou com o namorado.

b) 


Todos nós temos o direito de não amar.

c) 


A clonagem de embriões humanos já é possível. 

d) 


A violência nas grandes cidades só aumenta. 

 Verifique se os alunos variam 

as formas de modalização. Por 

exemplo: Sabe-se que a clona-

gem de embriões humanos já 

é possível. / Eu acho que a clo-

nagem de embriões humanos 

já é possível. / Duvido que a clo-

nagem de embriões humanos 

já seja possível., etc.

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

2

  Compare as frases que você modalizou com as de um colega. Que diferenças 



de sentido vocês percebem entre as opiniões que exprimiram?

3

  Leia as frases a seguir e faça um levantamento das marcas de subjetividade e 



de modalização presentes nelas. Classifique-as como subjetivas ou objetivas e 

justifique sua opinião no caderno. 

a) 

Infelizmente, as provas foram canceladas. 



Subjetiva; 

infelizmente é uma apreciação.

b) 

O candidato saiu-se muito bem nas provas. 



Objetiva; frase sem marcas 

de modalização.

c) 

Segundo a diretoria da empresa, é conveniente oferecer essas regalias aos 



empregados. 

Mais ou menos objetiva; há modalização em “segundo a diretoria da empresa”.

d) 

O crescimento econômico do Brasil é reconhecido por muitos países.



e) 

Você não vê que o crescimento econômico do Brasil é reconhecido por 

muitos países? 

Subjetiva; “Você não vê” é uma constatação.

f) 

Constata-se que esta marca de carro não apresenta problemas mecânicos.



II.  Orações subordinadas substantivas e 

modalização

Talvez você já tenha observado que parte das expressões de modalização 

são construídas mais ou menos da mesma forma. Por exemplo:

Eu gostaria que você participasse do passeio ecológico.

É verdade que você vai participar do passeio ecológico?

Sei que você vai participar do passeio ecológico.

Temos certeza de que você vai participar do passeio ecológico.

Nesses exemplos, a informação “você participar do passeio ecológico” aparece, 

em todas as formas, ligada à expressão de modalização por meio da conjunção 

que. O conjunto que + “você participar do passeio ecológico” sempre pode ser 

substituído pelo pronome 

isso. Observe: 

Eu gostaria disso.

É verdade isso.

Sei isso.

Temos certeza disso.

Os períodos assim formados são sempre compostos por subordinação. Nesses 

casos, a oração formada por 

que + “você participar do passeio ecológico” é um 

exemplo de oração subordinada substantiva, porque equivale a um substantivo 

ou ao pronome 

isso. 

As orações subordinadas substantivas são classificadas de acordo com a 



função que exercem no período, a saber: sujeito, objeto direto, objeto indireto, 

complemento nominal, predicativo e aposto. Geralmente são introduzidas por 

uma conjunção integrante (

que ou se), por exemplo:

Espero que você participe do passeio ecológico.

 oração   

oração subordinada substantiva objetiva direta 

 principal 

(= objeto direto do verbo esperar

A seguir, exemplos de oração subordinada substantiva de cada caso. 

 Esta comparação pode ser 

feita num momento coletivo 

de correção, no qual é possível 

problematizar com os alunos 

as diferentes respostas a que 

chegaram. Será interessante 

se você propuser a descober-

ta de outras formas de moda-

lização, além das que foram 

citadas acima.



3. d) Objetiva; frase sem mar-

cas de modalização.

Mais ou menos objetiva; a partícula 

se (partícula apassivadora) neutraliza o enunciado.

Ecoturistas caminhando 

na serra da Canastra, em 

São João Batista da Glória 

(MG), em 2015.

 J

oão P


rudente/P

ulsar Imagens

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CAPÍTULO 8

  DISSERTAÇÃO EM PROSA

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1. Subjetiva



É fundamental que você leia as obras de Clarice Lispector.

 oração  principal 

oração subordinada substantiva subjetiva 

 

 



(= sujeito do verbo ser)

2.

 Objetiva direta

A sabedoria popular prega que nenhum homem é uma ilha.

 

oração principal 



oração subordinada substantiva objetiva direta

 

 



(= objeto direto do verbo pregar)

3. Objetiva indireta

Meus pais convenceram-me de que preciso estudar mais.

 

oração principal 



oração subordinada substantiva

objetiva indireta  (= objeto indireto do verbo convencer)

4. Completiva nominal

Tenho certeza de que vou estudar Direito.

 

oração 


oração subordinada substantiva completiva nominal

 

principal 



(= complemento nominal do substantivo certeza)

5.

 Predicativa 

A verdade é que o professor de História já chegou ao colégio. 

 oração  principal 

oração subordinada substantiva predicativa

 

 



(= predicativo do sujeito A verdade)

6. Apositiva

Uma coisa é certa: vou estudar muito.

 

oração 



oração subordinada substantiva apositiva

 

principal 



(= aposto do substantivo coisa

4

  Em seu caderno, classifique as orações subordinadas substantivas em destaque. 



a) 

É uma pena que não tenham assistido a esse filme. 

subjetiva

b) 


Lembrem-se de que todos caminham para a velhice. 

objetiva indireta

c) 

“Estudos indicam que zika chegou à América do Sul em 2013 antes da 



Copa do Mundo” (Zero Hora, mar. 2016.) 

objetiva direta

d) 

Temos esperança de que essa crise econômica seja superável. 



e) 

Sempre me perguntam por que você é tão egoísta. 

objetiva direta

f) 


Meu desejo é este: que ele seja vitorioso. 

Apositiva

g) 

A verdade é que os preços não aumentaram. 



predicativa

5

 Reescreva em seu caderno os pares de orações a seguir ligando-as com o 



conectivo indicado entre parênteses para formar um período composto por 

subordinação em que a segunda oração seja subordinada substantiva. 

a) 

É claro 


 ela voltará para mim. (conjunção integrante) 

que

b) 


Não sei 

 ela voltará para mim. (advérbio de tempo) 



quando

c) 


Não sabemos 

 ela voltará logo. (conjunção integrante) 



se

d) 


Não sabem 

 ela se recusa a voltar. (advérbio de causa) 



por que

e) 


Não sabes 

 ela mora. (advérbio de lugar) 



onde

f) 


Não sabemos 

 ela resolverá o problema. (advérbio de modo) 



como

completiva 

nominal

Mauricio Pier

ro/

Arqui


v

o da editora

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

 Selecione algumas orações 

construídas pelos alunos para 

análise coletiva. Se conside-

rar conveniente, solicite aos 

alunos que classifiquem as 

orações subordinadas subs-

tantivas que criaram.

6

 Em seu caderno, escreva a função sintática das orações subordinadas em 



destaque. 

a) 


“Vocês têm certeza de que vão mesmo para lá?” (Folha de S.Paulo, mar. 2016.)

b) 


Todos nós necessitamos de que alguém nos escute nos momentos de 

dificuldade. 

objeto indireto

c) 


“Um poeta dizia que o menino é pai do homem.” (Machado de Assis) 

d) 


Foi preciso que a diretora contornasse o problema. 

sujeito


e) 

O certo é que ninguém os viu desde o início da noite. 

predicativo

f) 


A situação é a seguinte: 

caso vença, chegará à ponta do grupo

. (Uol, mar. 

2016.) 


III.  Argumentação, modalização e orações 

subordinadas substantivas

7

  Em seu caderno, construa períodos a respeito dos assuntos a seguir. Em cada um 



deles, produza modalização, usando, para isso, orações subordinadas substantivas.

a) 


Casos de corrupção aparecem todos os dias no noticiário. 

b) 


Os jovens são influenciados pelos amigos.

c) 


O progresso econômico se consegue com respeito ao meio ambiente.

d) 


O progresso científico não se consegue com desrespeito ao meio ambiente.

e) 


A obesidade infantil já é um problema no Brasil.

8

  Certamente você já leu vários textos de escritores brasileiros contemporâneos 



e tem uma opinião a respeito. De qual você mais gostou? Por quê? Que sen-

timentos o texto provocou em você? 

Em uma folha avulsa, produza um texto argumentativo para responder a essas 

questões, de modo a exprimir seus sentimentos e sua opinião de forma bem 

clara. Utilize a modalização e a expressão subjetiva das opiniões.

Práticas de linguagem

I. Produção oral 

Mesa-redonda (II)

Neste momento, as gravações das etapas realizadas no capítulo anterior serão 

retomadas para se analisarem as produções orais feitas pela turma.

1

  Ouça a gravação de sua própria leitura em voz alta e anote os principais pro-



blemas que você perceber quanto às características desse gênero. 

2

  Reúna-se com alguns colegas para ouvir a gravação das exposições orais. Du-



rante a escuta, observem: 

a) 


O que lhes chamou a atenção? 

b) 


Todas as exposições seguiram a mesma organização? 

c) 


Foram usados recursos — além da própria fala — tais como fotografias e 

imagens, cartazes, slides, gestos, entre outros, na hora de expor? 

objeto direto

aposto


complemento nominal

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CAPÍTULO 8  DISSERTAÇÃO EM PROSA

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d) 

Houve algo que “atrapalhou” alguma exposição? Em caso afirmativo, o 

que foi? Isso poderia ter sido evitado? 

e) 


Se fosse possível modificar alguma coisa das exposições gravadas, o que 

vocês mudariam? Por quê? 

3

 Reúna-se com alguns colegas e ouçam a gravação do debate regrado. Ao 



escutar, observem: 

a) 


O papel do mediador



Ele soube controlar o tempo de fala? 



Conseguiu dar início ao debate, apresentando claramente a questão po-

lêmica ou o tema a ser debatido? 



Houve momentos em que precisou interromper a fala de um dos deba-



tedores? Se isso aconteceu, como ele o fez?



Como foi feito o encerramento do debate?

b) 


O papel dos ouvintes



Os ouvintes prestaram atenção à fala dos debatedores? 



Houve algum ouvinte que interveio diretamente no debate (ou seja, fa-

lou diretamente, dirigindo-se aos debatedores)? Se isso aconteceu, por 

que esse ouvinte o fez? 



Na situação descrita no item anterior, como o mediador reagiu? O que 

ele fez? 



E os outros ouvintes, o que fizeram? 



Em algum momento o mediador convocou a voz dos ouvintes, incitan-



do-os a também participar do debate? Se isso aconteceu, por que ele 

o fez?


c) 

O conteúdo do debate



As posições defendidas e as opiniões dos debatedores ficaram claras 



para quem ouvia? Se isso não aconteceu, o que, na opinião de vocês, 

prejudicou o debate? 



O mediador fez perguntas aos debatedores? Essas perguntas pareciam, 



para quem ouvia o debate, pertinentes ao tema ou fugiam dele? 



Os debatedores procuraram se ater ao tema ou fugiram da questão dis-

cutida? 


Algum debatedor mudou de opinião durante o debate? Se isso aconte-



ceu, por que ele o fez?



Na opinião do grupo, que debatedor lhes pareceu mais convincente, 

mais persuasivo? Por quê? 



Durante a execução do debate, foi importante ouvir atentamente os de-



batedores? Por quê? 

Depois dessa análise dos resultados das produções orais do capítulo anterior, 

você e os colegas vão entender melhor quais são as características de uma mesa-

-redonda e como ela se organiza. Estudem atentamente as explicações a seguir 

e realizem as atividades propostas na sequência com a supervisão do professor.

O que é mesa-redonda?

A mesa-redonda é um gênero oral formal que combina leitura em voz alta, 

exposição oral e debate. É, portanto, um gênero oral bem complexo. Ocorre quando 

um grupo de pessoas se reúne para discutir entre si um tema bastante definido e 

específico e, ao mesmo tempo, apresentar a um público essa discussão. 

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

Em muitas situações de comunicação 

oral se organizam mesas-redondas, e você já 

deve ter participado, ao menos como ouvin-

te, de algumas delas. Por exemplo, há diver-

sos programas de televisão que se organizam 

como mesa-redonda: para discutir esportes

para discutir um assunto polêmico comen-

tado pela sociedade em geral; para discutir 

um tema qualquer com um convidado e a 

plateia de um programa de auditório. 

Mas o gênero não se restringe à televi-

são ou à imprensa. Nos meios científicos, é 

muito comum se organizarem mesas-redon-

das para discutir um tema qualquer — uma descoberta científica, um estudo em 

discussão, um conjunto de pesquisas realizadas por diferentes pesquisadores, etc. 

Trata-se de um gênero formal que permite o intercâmbio de ideias de forma di-

nâmica, porque possibilita que diversas pessoas discutam o tema ao mesmo tempo. 

Participantes

Em uma mesa-redonda, cada participante assume determinado papel, con-

forme se explica a seguir: 

1. Os interventores — são os convidados a expor sobre o tema da mesa-redon-

da. Não há um número definido de interventores, mas deve haver no mínimo dois, 

responsáveis cada um pela apresentação de um ponto de vista mais ou menos 

diferente sobre o tema em discussão. 

2. O moderador — de modo geral, organiza a exposição dos interventores: 



deve iniciar a mesa, apresentando o tema e falando brevemente sobre ele;



apresenta cada um dos interventores;



estabelece as regras da mesa-redonda: quanto tempo cada interventor 

terá para falar, como deverá falar, como o público ouvinte poderá intervir 

na comunicação, etc.;



controla o tempo de fala dos interventores e, se preciso, alerta os convi-

dados sobre o tempo; 



é responsável pela mediação do debate entre os interventores; 



apresenta as perguntas e as dúvidas da plateia aos interventores;



encerra a mesa, agradecendo a participação de todos.



3. A plateia — o grupo de pessoas que se interessam pelo assunto discutido — 

vai ouvir as exposições e o debate dos interventores. No momento estipulado pelo 

moderador, poderá fazer perguntas diretamente aos interventores, após o debate, ou 

encaminhá-las por escrito ao moderador, que fará o papel de porta-voz da plateia, 

fazendo as perguntas aos interventores. 

Organiza•‹o

Em geral, uma mesa-redonda organiza-se de acordo com algumas regras: 

1. Início: o moderador apresenta-se, apresenta brevemente o tema da mesa e 

os interventores; expõe aos interventores e à plateia as regras a serem seguidas 

Mesa-redonda de 

discussão sobre o tema 


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