Portugues ling int vol3 pnld2018 capa al pr indd



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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
crível: 

acreditável.

TEXTO 9

A poeta, romancista e contista Adélia Prado (1935), em 2011. Publicou

em 1969, em parceria com o escritor Lázaro Barreto, A Lapinha de 

Jesus. Quatro anos depois, seus poemas foram lidos pelo escritor 

Carlos Drummond de Andrade, que, entusiasmado, sugeriu a 

publicação do livro de estreia de Adélia Prado, Bagagem, em 1976. Seu 

primeiro livro de prosaSolte os cachorros, foi publicado em 1979, e, no 

ano seguinte, o primeiro romance, Cacos para um vitral.

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5

Impressionista

Adélia Prado

Uma ocasião, 

meu pai pintou a casa toda 

de alaranjado brilhante. 

Por muito tempo moramos numa casa, 

como ele mesmo dizia, 

constantemente amanhecendo.

PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. p. 36.  

© by Adélia Prado.

Chacal (1951), um dos precursores da poesia marginal. É poeta, 

cronista e letrista. O livro Belvedere, de onde foi extraído o 

poema Papo de índio, foi publicado em 2007 e reúne seus 

trabalhos publicados ao logo de sua carreira. 

T

iago Queiroz/Agência Estado



Tasso Marcelo/Agência Estado

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CAPÍTULO 8  DISSERTAÇÃO EM PROSA

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TEXTO 12

Madrigal


José Paulo Paes

Meu amor é simples, Dora

Como a água e o pão.

Como o céu refletido

Nas pupilas de um cão. 

PAES, José Paulo. Poesia completa. São Paulo: 

Companhia das Letras, 2008.

TEXTO 10


Meio-dia

Orides Fontela

Ao meio-dia a vida

é impossível.

A luz destrói os segredos:

a luz é crua contra os olhos 

ácida para o espírito.

A luz é demais para os homens.

(Porém como o saberias

quando vieste à luz

de ti mesmo?)

Meio-dia! Meio-dia!

A vida é Lúcida e impossível.

FONTELA, Orides. Trevo. São Paulo: Duas Cidades, 1988. p. 34.

José Paulo Paes (1926-1998) nasceu no interior de São Paulo. Foi poeta

tradutor, ensaísta e crítico literário. Em 1948, formou-se químico industrial 

no Instituto de Química de Curitiba (PR). Nessa cidade, frequentou o 

Café Belas-Artes e a Livraria Ghignone, pontos de encontro de escritores

jornalistas e artistas em geral. Em 1947, publicou seu primeiro livro de 

poemas, O aluno. Durante muitos anos trabalhou na editora Cultrix. Na 

década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente a escrever e a traduzir, 

colaborando com regularidade em suplementos literários de jornais de 

grande circulação. Recebeu prêmios por sua habilidade como tradutor de 

diversos idiomas para o português. 

A namorada

Manoel de Barros

Havia um muro alto entre nossas casas.

Difícil de mandar recado para ela. 

Não havia 

e-mail.


O pai era uma onça.

A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por

um cordão




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