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e escutar o  tique-taque dos relógios. Das duas, uma:  ou



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e escutar o 

tique-taque dos relógios.

Das duas, uma: 

ou as horas eram mais abun-

dantes do que hoje, 



ou, então, tinham uma incrível 

capacidade regenerativa, que perderam: a cada duas 

ou três horas mortas, uma nova hora nascia, fres-

quinha, como as células de uma pele jovem.

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7. Nem: conjunção aditiva. Soma, 

adiciona uma informação à ora-

ção anterior.

 Explique aos alunos que o ver-

bo está em elipse (“... nem 



Ž o 

petróleo...”)

Mas: conjunção adversativa. Es-

tabelece uma relação de oposi-

ção entre a oração que introduz 

e a oração anterior.

Ou: conjunção alternativa. Estabe-

lece alternância entre os dois fatos. 

E: conjunção aditiva.

 Comente com os alunos o papel dessas conjunções na construção do argumento central do texto: “mudou o tempo ou mu-

dei eu?”. Converse sobretudo sobre o papel das alternativas e da adversativa na expressão dessas ideias que se opõem.

Ou... ou...: trata-se do uso típico de alternância, que implica a aceitação de apenas uma das afirmativas como válida.

 Chame a atenção dos alunos, nesse mesmo trecho, para a expressão “Das duas, uma”, que reforça essa ideia de alternância.

Andrea Eber

t/Arqui

v

o da ediotra



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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

Acho que foi lá pelo ano 2000 que o dia come-

çou a encolher, chegando a essas míseras 24 ho-

ras — com sensação térmica de 16. Talvez tenha 

sido esse o verdadeiro 

bug do milênio: na virada 

de 99 para o 00, todos os ponteiros, vendo-se livres 

do velho milênio e admirando o vazio que se abria 

adiante, como um retão num circuito de fórmula 1, 

resolveram meter os pés no acelerador, de modo 

que acabamos assim, espremidos entre prazeres e 

obrigações, aflitos, escovando os dentes com pressa, 

andando em círculos, no 

hall do elevador.

Há quem diga que a culpa é da melhora das 

comunicações e, consequentemente, do envio 

de dados. Com a informação viajando tão rápido, 

desaprendemos a arte da espera. Antigamente

aguardar era normal. Estávamos sempre esperan-

do alguma coisa chegar. Uma carta, pelo correio. 

Um disco, do exterior. Uma foto, um texto ou um 

documento, via portador. Esses hiatos eram tidos 

como normais, uma brecha saudável, pausa para 

[...] a prosa, a leitura de uma revista, o devaneio, a 

conversa na janela, a morte da bezerra. Hoje, não. 

Tá tudo aqui, e, se não está, nos afligimos. Quere-

mos o pássaro na mão E os dois voando. Por que é 

que ainda não trouxeram esses dois que tão no céu, 

diabo?! Já não era melhor ter pego logo os três, de 

uma vez, otimizando custos e esforços?

Enquanto não descobrimos a cura para este 

mal, a única saída é aprender a lidar com ele. Há 

que cercar com muros altos certas horas do reló-

gio, para que nada as possa roubar de nós. Fazer 

diques de pedra em torno da hora de ficar com 

nosso amor, da hora de trabalhar no projeto pes-

soal, da hora do esporte, de ler um livro, encontrar 

um amigo. Mesmo assim, vira e mexe, vêm as obri-

gações, como um 

tsunami, ou os eventos sociais

como meteoros, e derrubam as barragens. Não 

há nada a fazer senão reconstruir os muros ainda 

mais fortes do que antes.

Você sente a mesma coisa, ou sou só eu? Talvez 

seja só eu. Quem sabe, numa manhã de terça-feira, 

lá por 1998, eu tenha perdido a hora, para nunca 

mais encontrá-la? Ficarei assim, 30 minutos atrás 

do resto do mundo, tentando alcançá-lo, ininterrup-

tamente, como quem corre atrás de um trem, até o 

fim dos tempos. Será que foi isso?

PRATA, Antonio. Tempo. Disponível em:

br/arch2011-08-07_2011-08-13.html>. Acesso em: abr. 2016.

b) 


No trecho “Queremos o pássaro na mão E os dois voando.” (linhas 63-64), 

o autor faz referência a um provérbio comum na nossa língua e grafa a letra 



e com maiúscula. Que efeito de sentido ele obtém com esse recurso? 

8  


  Muitas vezes, para obter algum efeito de sentido, o autor de um texto repete 

propositadamente determinada conjunção. Por exemplo, em uma passagem 

do poema O caçador de esmeraldas, em que relata a morte do bandeirante 

que saíra em busca de esmeraldas, Olavo Bilac utiliza esse recurso. Preste 

atenção no uso da conjunção aditiva nos versos transcritos a seguir.

[...]


E é uma ressurreição! O corpo se levanta:

Nos olhos, já sem luz, a vida 




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