Portugues ling int vol3 pnld2018 capa al pr indd



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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
figurativização

 ao descrever o resultado do serviço prestado. Com isso, o 

enunciador se vale da emoção como estratégia persuasiva;



formas de modalização para projeção enunciativa e para evidenciar a to-



mada de posição diante dos fatos apresentados.

Para além das cartas de elogio, agradecimento, reclamação e solicitação, há 

muitas outras situações em que é frequente a utilização — e mesmo a exigência — 

de cartas formais de natureza argumentativa (escritas em papel, inclusive), que 

em geral devem ser assinadas de próprio punho. Essa exigência, longe de ser algo 

supérfluo ou ultrapassado, faz sentido quando pensamos na carta como forma 

de documento, que formaliza um determinado propósito. Isso ocorre 

em muitas situações da vida em sociedade (e, por isso, essas formas 

de correspondência não são pessoais, e sim formais).

Nos processos que transitam juridicamente, por exemplo, há troca 

de correspondências entre as partes envolvidas: quando um consumi-

dor se sente lesado e decide queixar-se formalmente a algum órgão de 

defesa do consumidor; quando o cliente (ou colaborador, ou beneficiá-

rio) de uma empresa ou outra entidade deseja solicitar determinados 

tipos de serviço (como pedir o encerramento de uma conta bancária); 

e vários outros. Também redigimos em papel — e até escrevemos de 

próprio punho — cartas formais, ditas cartas de motivação, em que 

explicamos os motivos pelos quais queremos nos candidatar a um 

posto de trabalho ou concorrer a uma vaga em um processo seletivo (de 

uma empresa, de uma universidade, para uma bolsa de estudos, etc.).

Esses são apenas alguns exemplos das inúmeras finalidades sociais às quais 

se prestam as diferentes formas de correspondência formal argumentativa

Certamente, em alguma situação semelhante às que foram citadas, você precisará 

redigir uma carta como essas, isto é, se você já não redigiu. Na produção de texto 

escrito da seção “Práticas de linguagem” deste capítulo, há algumas sugestões 

para a escrita desse tipo de texto.

9  

  Suponha que você seja o responsável pelo departamento de atendimento aos 



clientes/usuários da empresa a que M. K. encaminhou a carta de agradeci-

mento e elogio (o texto 1). Nessa função, você deve ler e responder, em nome 

da empresa, a todas as correspondências que lhe são endereçadas. Imagine a 

carta-resposta que você encaminharia a M. K.

a) 

Redija essa carta em seu caderno. Procure seguir as convenções do gênero 



“correspondência formal argumentativa” que temos estudado nesta seção.

b) 


Em pequenos grupos, compare sua carta com a de seus colegas a fim 

de verificar as diferentes soluções argumentativas que vocês encontraram 

para responder aos agradecimentos e elogios de M. K.

c) 


Essas cartas poderão ser expostas no mural da classe para que todos pos-

sam conhecer as produções uns dos outros.

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

Diálogo com a literatura

Costuma-se agrupar a produção literária iniciada por volta de 1945, e que 

vai até 1960-1970, como literatura da terceira fase do Modernismo brasileiro. 

Vamos estudar obras de alguns grandes escritores brasileiros que produziram 

nesse período.

I. Terceira fase do Modernismo  

brasileiro – poesia

O grande diferencial da poesia da terceira fase modernista concentra-se na 

produção da chamada Geração de 45, que propunha, em matéria de poesia, 

trabalhar uma linguagem precisa, equilibrada, e recuperar formas tradicionais, 

como o soneto. O poema-piada, tão representativo na obra de Oswald de Andrade, 

já não parecia convencer os poetas desse grupo.

João Cabral de Melo Neto

O escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto, um dos grandes nomes 

da literatura brasileira do século XX, começou a produzir sua obra com a Geração 

de 45, mas dela logo se desligou, preferindo trilhar um caminho único na moderna 

poesia brasileira. Leia o poema a seguir, de sua autoria, atentamente.

TEXTO 2


O ovo de galinha

João Cabral de Melo Neto

I

Ao olho mostra a integridade



de uma coisa num bloco, um ovo.

Numa só matéria, unitária,

maciçamente ovo, num todo.

Sem possuir um dentro e um fora,

tal como as pedras, sem miolo:

e só miolo: o dentro e o fora

integralmente no contorno.

No entanto, se ao olho se mostra

unânime em si mesmo, um ovo,

a mão que o 




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