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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
hipercorreção.

O corte da grama e a limpeza do terreno.

Fazer elogios ao trabalho executado pelo fun-

cionário da empresa que executou o serviço.



3. a) O fato mais relevante é 

que o funcionário teve o cuida-

do de cortar a grama e limpar 

o terreno preservando as ou-

tras plantas (flores), que não 

deviam mesmo ser eliminadas.

 Espera-se que os alunos per-

cebam que o fato foi mencio-

nado com a finalidade de ex-

plicitar o motivo que levou à 

escrita da carta de agradeci-

mento e elogio.

daizuo

xin/Shut


ter

stoc


k

Grama cortada.

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

b) 

Em sua opinião, por que o remetente utiliza a citação de fatos como estra-



tégia discursiva?

c) 


Que recursos de linguagem comprovam que há expressão opinativa na carta?

4  


  Há boa variedade de formas de modalização na carta.

a) 


Localize alguns exemplos delas e cite-os no caderno.

b) 


Tente explicar, com base no que você já sabe sobre modalização e argumen-

tação, a importância, na carta, dos exemplos que você citou no item anterior.

5  

  Grande parte das formas verbais empregadas é da primeira pessoa do singu-



lar. Considerando as finalidades da carta, procure explicar a importância do 

uso explícito dessa forma verbal.

6  

  A forma de evocação inicial da carta é Prezados Senhores.



a) 

Quem seria o leitor suposto dessa correspondência?

b) 

Explique, no caderno, por que essa forma de evocação inicial pareceu ser 



adequada a M. K., pessoa que redigiu a carta.

7  


  No Capítulo 4 da Unidade 2, você se aproximou da noção de 

figurativização. 

O enunciador do texto 1 se vale desse processo em sua carta.

a) 


Em que trecho esse fato fica evidenciado?

b) 


Justifique, no caderno, sua resposta ao item 

a.

8  



  Observe a reprodução da carta de M. K. tal como ela foi originalmente 

diagramada:



3. b)   Verifique se os alunos 

conseguem perceber que in-

dicar explicitamente os fatos, 

nesse caso, é uma estratégia 

de exemplificação, que justifi-

ca ao leitor suposto a existên-

cia da carta.

Especialmente as formas de modalização variadas presentes na carta.



4. a) O uso do futuro do pre-

térito (


gostaria), formas ver-

bais como 

constatei, advér-

bios modalizadores como 

infelizmente, entre outras.

4. b)   Espera-se que os alunos 

percebam que as formas de 

modalização funcionam como 

projeções enunciativas e que 

tal tipo de recurso de lingua-

gem assegura a argumentativi-

dade da carta ao tornar explícito 

o ponto de vista do enuncia-

dor sobre os fatos relatados. 

Além disso, como se trata de 

uma carta de agradecimento e 

elogio, a intenção argumentati-

va é clara e ocorre, justamen-

te, quando o enunciador, ao 

se projetar no texto, tenta fa-

zer os enunciatários aceitarem 

os propósitos elogiosos apre-

sentados. Conforme se expli-

ca adiante, ainda nesta seção, 

o elogio é uma das formas de 

argumentação epidíticas.

Esse emprego ocorre principalmente com os verbos ligados à modalização, como 

gostaria, constatei, fiquei 

(mais satisfeita), cuja importância na argumentação foi assinalada na atividade 4.



6. a) A carta foi dirigida a uma 

empresa. A forma de evoca-

ção se refere, de maneira ge-

nérica, aos responsáveis por 

essa empresa.

6. b) Trata-se de uma forma pa-

dronizada em correspondên-

cias formais. Portanto, é uma 

convenção do gênero.

Principalmente no primeiro parágrafo, quan-

do é descrito o trabalho resultante da inter-

venção da empresa.

7. b) Respostas pessoais.

 Espera-se que os alunos per-

cebam que, ao descrever o ser-

viço realizado, fazendo o leitor 

suposto visualizar os resulta-

dos obtidos com ele, o enuncia-

dor da carta procura justificar o 

agradecimento e o elogio. Sen-

do assim, o processo de figu-

rativização, nesse caso, funcio-

na como forma de persuasão.

 Estimule os alunos a registrarem suas hipóteses no caderno para retomá-las no 

final desta seção.

Converse com os colegas e o professor sobre suas impressões a respeito da 

importância da diagramação no texto. Registre suas conclusões no caderno.

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CAPêTULO 7  CORRESPONDÊNCIA FORMAL ARGUMENTATIVA

Correspondência argumentativa

Entre os diversos textos epistolares, destacam-se — além da carta pessoal — 

as formas de correspondência argumentativa, entre as quais se insere o texto 1, 

uma carta de agradecimento e elogio, pois o beneficiário de um serviço (a pessoa 

que assina “M. K.”) dirige-se à empresa responsável pela execução para agradecer 

pelo trabalho realizado e elogiar o resultado alcançado. Nessa troca epistolar, 

pode-se perceber que:



o destinatário não é uma pessoa conhecida e definida, como o destinatário 

de uma carta pessoal, e sim uma empresa;



a troca se dá em um nível formal, já que a correspondência formaliza um 



agradecimento e um elogio a uma empresa.

Por essas características, o nível da linguagem tende a ser tenso em vez 

de relaxado — se você comparar essa correspondência com a carta de Pri ao 

professor, vista no Capítulo 6, será possível verificar a diferença entre os níveis 

de linguagem utilizados nessas duas formas de correspondência: na carta de 

Pri, a linguagem é relaxada, ao passo que, na correspondência que M. K. envia à 

empresa, a linguagem é tensa.

Além disso, vale destacar que a forma de correspondência utilizada por M. K. é 

adequada à finalidade comunicativa a que se destina (formalizar agradecimento e 

elogio): circula no meio conveniente (foi enviada à empresa responsável pelo serviço, 

que disponibiliza esse canal de comunicação a seus beneficiários) e realiza linguística 

e discursivamente seu propósito (o enunciador argumenta em favor de sua tese e, por-

tanto, “formaliza” o agradecimento e o elogio junto à empresa prestadora do serviço).

Talvez pareça estranho a você considerar que o agradecimento e o elogio — e 

os seus contrários: a reprovação, a reprimenda, a reclamação — sejam formas ar-

gumentativas. Afinal, pode parecer que, para agradecer e elogiar, o autor do elogio 

não precise persuadir ninguém a respeito da validade ou da necessidade do elogio 

ou do agradecimento. Mas, se você analisar atentamente uma situação como a do 

texto 1, poderá perguntar a si mesmo: “Para que elogiar e agradecer a prestação de 

um serviço que é parte das obrigações da empresa que o realizou?”. Pois bem, é 

essa questão que justifica a necessidade de argumentar para agradecer e elogiar.

A retórica é a ciência teórica e aplicada do exercício público da fala [...]. 

Por meio do discurso, o orador se esforça para impor suas representações, 

suas formulações e para orientar uma ação.

MAINGUENEAU, D.; CHARAUDEAU, P. Dicion‡rio de an‡lise do discurso.  

São Paulo: Contexto, 2008. p. 433.

Os estudiosos de argumentação e de retórica compreendem que, por represen-

tarem formas de reafirmar a importância dos valores de uma dada comunidade, 

isto é, as ideias, as noções, os conceitos e os princípios aceitos como válidos nessa 

comunidade, textos que expressam agradecimento e elogio (ou reprimenda, recla-

mação, etc.) representam as formas mais elementares de argumentação. A carta 

que você leu no início deste capítulo, por ser uma carta de agradecimento e 



elogio, deve ser, então, considerada uma forma de texto argumentativo.

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UNIDADE 4  MUNDO DO TRABALHO (II)

Além disso, se você analisar a estrutura textual da carta, poderá notar que:



o parágrafo inicial apresenta uma opinião e a tese — no caso, o desejo de 

agradecer à empresa pelo serviço realizado e de elogiar quem o executou;



ainda nesse primeiro parágrafo, há também um conjunto de explicações e 



justificativas, baseadas em fatos observados. O objetivo dessas explicações e 

justificativas é persuadir o leitor suposto de que o agradecimento e o elogio 

anteriormente formulados são válidos e devem ser aceitos;



a conclusão da carta e do raciocínio adotado por M. K. começa a se formular 

já no segundo parágrafo, o qual retoma (parcialmente) a opinião apresentada 

no início: “Por estes motivos, decidi redigir esta carta, para demonstrar minha 

gratidão e contentamento” (linhas 22-23) e reafirma a tese: “Gostaria muito 

que meus sinceros agradecimentos fossem transmitidos ao colaborador 

que teve todo este cuidado com as plantas, pois isto demonstra respeito e 

consideração.” (linhas 23-27)

Assim, no texto 1, o que se tem é uma estrutura textual argumentativa. É claro 

que essa estrutura pode parecer simplificada quando você a compara com a de 

outros gêneros argumentativos, como o ensaio ou o artigo de opinião (apresentados 

respectivamente nos volumes 2 e 3 desta coleção). Isso se deve, possivelmente, à 

própria extensão do texto e ao fato de a opinião e a tese (o agradecimento e o elogio 

à ação da empresa) terem sido formuladas como algo a respeito do qual se supõe 

o consenso.

Lugar-comum

Nos estudos de argumentação e retórica, esses valores aceitos como válidos, de forma coletiva e 

consensual numa dada comunidade, sem a necessidade de serem comprovados ou argumentados, 

são chamados de 

lugar-comum. O lugar-comum costuma ser a fonte primária dos argumentos em 

qualquer argumentação. Se não houvesse lugar-comum, a argumentação não teria limite nem fim, 

porque tudo o que fosse dito teria de ser explicado, comprovado, justificado... O lugar-comum é tão 

onipresente na argumentação que é comum não ser percebido.

Por exemplo: no texto 1, o lugar-comum que embasa a argumentação é a noção de que um bom 

trabalho realizado a nós por outrem 

deve ser motivo de agradecimento e 

pode ser elogiado. Observe que você 

mesmo, como parte de nossa socie-

dade, não se sente tentado a colocar 

em questão a validade desse princí-

pio: você o aceita porque ele consti-

tui um valor socialmente importante e 

consensual em nossa comunidade.

Fique atento ao seguinte: no uso 

corriqueiro, a expressão 




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