Portugues ling int vol3 pnld2018 capa al pr indd



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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
 

 

 

 

 

 

 

             No voto, o remeten-

te fala em nome de uma comunidade, e não em nome pessoal. A marca linguística é o emprego do pronome 

nossas no terceiro parágrafo.

1.   Verifique se os alunos con-

seguem perceber que, nos dois 

casos, o demonstrativo é usado 

com função dêitica. No primei-

ro, o uso de 

esta se explica por-

que o objeto mostrado é a pró-

pria carta, que está próxima do 

enunciador (primeira pessoa); 

já no segundo caso, o demons-

trativo deve mostrar a empresa, 

que é o próprio enunciatário. O 

uso formal prevê, nesse caso, 

que o pronome a ser empre-

gado é 

essa (segunda pessoa).



2. a) “Mais tarde, constatei 

que este colaborador [...]” (li-

nha 15): função anafórica. De 

acordo com a variedade mais 

formal, deveria ter sido empre-

gado o pronome 

esse. “[...] flo-

res estas que [...]” (linhas 17-

-18): função anafórica. O uso 

de 


estas é possível. “[...] para 

nova florada neste ano.” (linha 

21): função dêitica. O pronome 

foi empregado de acordo com 

o que preveem as normas ur-

banas de prestígio. “Por estes 

motivos [...]” (linha 22): fun-

ção anafórica. Deveria ter sido 

empregado o pronome 

esses, 


para retomada do referente. 

“[...] decidi redigir esta carta 

[...]” (linha 22): função dêitica. 

Uso de acordo com as nor-

mas urbanas de prestígio. “[...] 

todo este cuidado com as plan-

tas [...]” (linhas 25-26): função 

anafórica. Deveria ter sido em-

pregado o pronome 

esse ou o 

pronome 

aquele. “[...] pois isto 

demonstra [...]” (linha 26): fun-

ção anafórica. Deveria ter sido 

empregado o pronome 

isso. 


“Desejo que esta empresa 

[...]” (linha 31): função dêitica. 

Deveria ter sido empregado o 

pronome 


essa.

Resposta pessoal.   Ajude os alunos a perceberem que há um claro esfor-

ço da parte do redator da carta em empregar a linguagem mais formal, pos-

sivelmente condicionado pelas convenções estilísticas do gênero. Os demonstrativos da primeira pessoa (

este e variações) 

são pouco usados, ao menos na linguagem coloquial distensa da maior parte do Brasil. Por isso, o redator pode ter optado 

por utilizá-los como marca de formalidade, de modo que eles foram empregados mesmo nas situações em que se espera-

ria, pelo sentido, o uso de 

esse ou aquele (formas usuais na linguagem coloquial distensa e, talvez por isso, sentidas como 

menos formais). Se achar pertinente, explique aos alunos que, 

nos estudos de linguagem, esse tipo de fenômeno é um caso 

do que os especialistas chamam de 




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