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senhora e senhorita. Por exemplo:

Pedimos 


à senhorita que faça silêncio.



pronomes demonstrativos

Podemos ficar tranquilos em relação 

a esta gripe? (Disponível em: 

. Aces-

so em: mar. 2016.)



pronomes indefinidos



Não demonstrava seu sentimento 

a ninguém.



pronomes relativos



Jorge Amado é o escritor 

a quem dedicamos este trabalho. 

Observação: entretanto, pode ocorrer a crase entre a preposição 

a e os pro-

nomes relativos 

a qual e as quais. Por exemplo:

Seria aquela a deputada 

à qual você se referia?

Nesse caso, ocorre a crase entre a preposição 

a, pedida pelo verbo referir-se, 

e o 

a do pronome relativo a qual. Outro exemplo:



Estas são as finalidades 

às quais se destina nosso trabalho.

5. Diante da palavra 

casa, quando não vier determinada por adjunto adno-

minal. Por exemplo:

Quando cheguei 

a casa, já era muito tarde.

Observação: entretanto, quando a palavra 

casa estiver determinada, ocorre 

a crase. Por exemplo:

Em breve chegaríamos 

à casa da madrinha.

6. Diante da palavra 

terra, quando esta designar terra firme. Por exemplo:

Depois de uma viagem cansativa, os marinheiros chegam 

a terra.


Observações:



Se a palavra 

terra designar local, região, pátria, ocorrerá a crase. Por 

exemplo:

Haviam acabado de chegar 

à terra do churrasco.

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CAPÍTULO 6

  CARTA PESSOAL



Na linguagem jornalística atual, quando se quer indicar que alguém ob-

tém a posse da terra, também se utiliza o acento grave, desde que o ter-

mo regente peça preposição. Por exemplo:

“Países ricos promoveram acesso à

 terra”. (Disponível em:

folha.uol.com.br/fsp/1996/5/19/brasil/16.html>. Acesso em: mar. 2016.)



Diante de palavra no plural, se o 



a estiver no singular. Por exemplo:

Tenham calma, não podemos chegar a conclusões precipitadas.



Nas locuções formadas por palavras repetidas. Por exemplo:



Não conseguíamos ficar cara a cara nem dois minutos.



Diante do artigo indefinido 

uma. Por exemplo:

Os candidatos não devem submeter-se a uma avaliação tão rigorosa.

7. Diante da expressão 

Nossa Senhora e de nomes de santos. Por exemplo:

O pai agradeceu a Nossa Senhora Aparecida por salvar o menino.

Casos em que a crase é facultativa

O emprego do acento grave indicador da crase será facultativo nos se-

guintes casos:



Diante de pronome possessivo feminino singular. Por exemplo: 

“Lá nos dispersaremos, cada qual poderá voltar à sua casa.“ (Érico  

Veríssimo)

Lá nos dispersaremos, cada qual poderá voltar a/à sua casa.



Depois da preposição 



até. Por exemplo: 

Fui até à/a porta.

Fui até a/à praia.



Diante de nome próprio feminino. Por exemplo:

Não posso contar à/a Ana Paula tudo o que dizem a seu respeito.

 

para + a


Crase da preposição 

a com pronomes demonstrativos



Aquele(s), aquela(s), aquilo — se o termo regente desses pronomes exigir a 

preposição 

a, ocorrerá a crase. Por exemplo:

A ONU impôs bloqueio econômico àquele país. 

 a + aquele

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UNIDADE 3

  MUNDO DO TRABALHO (I)



A(s) — se o termo regente desse pronome exigir a preposição a, ocorrerá 

a crase. Por exemplo:

Trata-se de uma experiência semelhante à que vivemos há alguns anos.

Sua maneira de agir é semelhante à de minha mãe.

5

  No caderno, reescreva as frases seguintes, 



substituindo o que estiver em destaque 

pela expressão entre parênteses. Faça as 

adaptações necessárias. 

a) 


Havia protestos na chegada do presi-

dente a Recife. (antiga Recife)

b) 

Somos abandonados ao humor e aos 



caprichos dos prestadores de serviço. 

(exigências)

c) 

É hora de dar um basta à barbárie. 



(essa barbárie)

d) 


Costuma fazer preces diárias a Nossa 

Senhora Aparecida. (santos)

e) 

“Em relação ao ‘déficit fiscal’, posso dizer a S. Ex.ª que as tendências atuais 



são de melhora de resultado.” (Disponível em:

fsp/1996/6/05/brasil/29.html>. Acesso em: mar. 2016.) (diretoria)

f) 

Não dirigiu uma palavra à amiga. (nós)



g) 

E ficamos os dois, um diante do outro, meio confusos como duas pessoas 

estranhas. (face a face)

h) 


Muitas indústrias de automóveis não devem resistir ao choque econômico. 

(globalização)

i) 

O ônibus parte ao meio-dia. (13h30)



j) 

O excesso de chuvas vem trazendo prejuízos ao comércio. (lavouras)

k) 

Chegaríamos ao lar de dona Josefina no dia seguinte. (casa)



6

  Reescreva as frases seguintes no caderno, substituindo o que estiver em des-

taque pelo termo entre parênteses. Faça as adaptações necessárias.

a) 


Esta disciplina precisa ser adaptada ao objetivo a que a escola se propõe. 

(finalidade)

b) 

Esta disciplina precisa ser adaptada ao objetivo ao qual a escola se pro-



põe. (finalidade)

c) 


Pertencia ao grupo mineiro de jogar futebol. (aquela estirpe) 

d) 


De madrugada ainda vagava pelas ruas. (aquela hora)

e) 


Este paletó é semelhante ao que comprei na semana passada. (camisa)

7

  Que diferença de sentido existe entre as frases a seguir? Responda no caderno.



a) 

Serviram à francesa. 

 

b) 


Desenham a japonesa.

 

Serviram



 

a francesa. 

 

    Desenham à japonesa.



Havia protestos na chegada do presidente à antiga Recife.

Somos abandonados ao humor e às exi-

gências dos prestadores de serviço.

É hora de dar um basta a essa barbárie.

Costuma fazer preces diárias a santos.

Em relação ao “déficit fiscal”, posso dizer à diretoria que as tendências atuais são de melhora de resultado.

Não dirigiu uma palavra a nós.

E ficamos os dois, face a face, meio confusos como duas pessoas estranhas.

Muitas indústrias de automóveis não devem resistir à globalização.

O ônibus parte às 13h30.

O excesso de chuvas vem trazendo prejuízos às lavouras.

Chegaríamos à casa de dona Josefina no dia seguinte.

Esta disciplina precisa ser adaptada à finalidade a que a escola se propõe.

Esta disciplina precisa ser adaptada à finalidade à qual a escola se propõe.

Pertencia àquela estirpe mineira de jogar futebol.

Àquela hora ainda vagava pelas ruas.

Esta camisa é semelhante à que comprei na semana passada.

 

7. a) Na primeira frase, à 

francesa é adjunto adverbial 

de modo, refere-se à maneira 

de alguém servir a refeição; na 

segunda,  a francesa exerce a 

função de objeto direto: uma 

mulher de nacionalidade fran-

cesa é servida por alguém.

 

7. b) Na primeira frase, a 

japonesa é objeto direto do 

verbo desenhar: alguém dese-

nha uma mulher japonesa; na 

segunda, à japonesa é adjunto 

adverbial de modo: alguém de-

senha seguindo os princípios 

ou a moda japonesa.

Rubens Chaves/P

ulsar Imagens

Centro histórico de Recife, 

em 2013, um ponto 

turístico bastante visitado 

na cidade.

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CAPÍTULO 6  CARTA PESSOAL

II.  Colocação pronominal e efeitos de sentido

A partir daqui você aprenderá um pouco mais sobre os pronomes oblíquos 

átonos, seu uso e sua colocação em relação ao verbo.

8

  Leia a seguir um trecho de um comentário do professor de literatura Alfredo 



Bosi a respeito da obra de Carlos Drummond de Andrade.

O primeiro grande poeta que se afirmou depois das estreias modernis-

tas foi Carlos Drummond de Andrade. Definindo-lhe lucidamente o caráter, 

disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que “expressão duma alma muito 

pessoal, é poesia objetiva”. Parece-me que “alma muito pessoal” significa, no 

caso, a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade: 

aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba viran-

do matéria privilegiada do humor, traço constante na poesia de Drummond. 

A prática do distanciamento abriu ao poeta mineiro as portas de uma ex-

pressão que remete ora a um arsenal concretíssimo de coisas, ora à atividade 

lúdica da razão, solta, entregue a si mesma, armando e desarmando dúvidas, 

mais amiga de negar e abolir que de construir [...]. 

Os polos coisa-razão [...] não se acham nele divididos por força de um 

programa. Há um tecido conjuntivo a uni-los e a sustê-los, o sentimento do 

mundo do poeta, também negativo [...]. 

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1989. p. 493-495. 

a) 

Localize nesse trecho os pronomes pessoais oblíquos átonos (me, te, se, o, 



lo, lhe, etc.). 

b) 


No caderno, copie os pronomes e os verbos a que eles se ligam, formando 

dois grupos: um em que o pronome aparece antes do verbo e outro em 

que ele aparece depois do verbo. 

c) 


De acordo com os grupos obtidos no item anterior, nesse poema qual é a 

posição mais frequente dos pronomes em relação aos verbos?

9

  Se, em suas conversas cotidianas (e em outras situações informais de comu-



nicação), você empregasse os pronomes como faz Alfredo Bosi em sua crítica 

(de acordo com as normas urbanas de prestígio da língua, no nível formal), o 

que você acha que aconteceria? Por quê?

10

  Com base nas respostas às questões 8 e 9, que efeitos de sentido a colocação 



dos pronomes antes, depois ou no meio do verbo provoca nos textos?

Os pronomes oblíquos átonos podem ocupar três posições em relação ao verbo:

1. Antes do verbo — próclise. Por exemplo:

“Nunca 


me esquecerei desse acontecimento” 

(texto 6, verso 5)

2. No meio do verbo — mesóclise. Por exemplo:

“Dir-


se-ia que o homem pode aguentar tudo [...], até a ideia de que não 

pode aguentar mais.” (William Faulkner)

 Muitos estudiosos da língua 

consideram a colocação pro-

nominal um assunto complexo 

e controverso. Optamos aqui 

por apresentar as condições 

de uso da próclise, ênclise 

e mesóclise de acordo com 

as normas urbanas de prestí-

gio da língua, sem entrar em 

discussão sobre a pertinên-

cia ou não dessas condições 

porque acreditamos que, para 

os alunos, o fundamental é 

perceber, que, entre os usos 

formais e informais, conside-

rando as variedades discursi-

vas que transitam do mais for-

mal ao mais informal, que há 

diferenças na colocação dos 

pronomes. Conhecer essas 

diferenças e os efeitos de sen-

tido (ligados aos gêneros, às 

situações de uso, ao domínio 

discursivo) que se podem tirar 

delas é um grande passo para 

que eles se tornem usuários 

ainda mais conscientes e pro-

ficientes de sua língua.

Depois do verbo: Definindo-lhe, Parece-me, uni-los, sustê-los. Antes do verbo: se afirmou, se acham. 

A posição mais frequente, nesse poema, é depois do verbo.



9.   Estimule a oralização 

das respostas, valorizando a 

pertinência dos argumentos 

apresentados. Falamos em 

nível formal porque dentro do 

espectro do que se costuma 

chamar normas urbanas de 

prestígio pode haver vários 

níveis de formalidade, a con-

siderar o dinamismo dos usos 

reais da língua.

10.   Avalie as hipóteses for-

muladas por seus alunos, pro-

blematizando-as. A colocação 

pronominal é um dos itens 

que distinguem linguagem 

formal de informal e o uso oral 

do uso escrito. Não conside-

ramos interessante discutir 

a colocação pronominal em 

termos de o que é melhor ou 

pior. São usos que coexistem 

em situações distintas de co-

municação. O fundamental é 

que os alunos percebam em 

que situações devem se pau-

tar pelas normas urbanas de 

prestígio (uso mais formal) e 

identificar em quais situações 

eles podem ter maior liberda-

de de escolha na colocação 

dos pronomes.

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UNIDADE 3

  MUNDO DO TRABALHO (I)

3. Após o verbo — 



ênclise. Por exemplo:

“Mas dum canto da sala ergueu-se um moço 

moreno [...]” 

(texto 3, linhas 23-24)

O uso da próclise, da mesóclise e da ênclise varia, em geral, de acordo com a 

situação de comunicação. Em situações orais informais ou de escrita mais infor-

mal, costuma-se utilizar a próclise. Em situações de comunicação escrita mais 

formais, a ênclise é a mais usual. A mesóclise — atualmente mais restrita a alguns 

gêneros mais formais, como o jurídico, o acadêmico e, por efeito de sentido, o 

literário — só ocorre no futuro do presente ou do pretérito do indicativo.

Ao produzir um texto, você pode tirar proveito dessas diferenças e até criar 

efeitos de sentido (fazendo, por exemplo, uma frase parecer mais formal ou infor-

mal, bastando para isso variar a posição dos pronomes). 

No quadro a seguir, fornecemos regras de uso dos pronomes oblíquos átonos 

de acordo com as normas urbanas de prestígio, geralmente aceitas e empregadas 

nas situações mais formais de comunicação.

Colocação dos pronomes com verbos em tempos simples

Ênclise


É a colocação usual. Só não deve ser utilizada se o 

verbo estiver no futuro do indicativo (do presente ou 

do pretérito) ou se houver algo que possibilite o uso 

da próclise.

Costuma ser usada no início dos períodos (para não 

começar uma frase com pronome oblíquo átono). 

“Incomodou-se comigo?”

(texto 3, linha 34)

Mesóclise

É a colocação usual quando o verbo está no futuro 

(do presente ou do pretérito) e não há nada que 

possibilite o uso da próclise. Pode ser usada em 

situações em que se queira criar um efeito de 

grande formalidade ou em situações de 

comunicação solenes. 

Arrepender-me-ei do que fiz.

Próclise

Usa-se a próclise apenas nos seguintes casos:

1. Se antes do verbo e sem pausa houver:

a) palavras de sentido negativo;

b) advérbios ou locuções adverbiais;

c) pronomes relativos, interrogativos ou indefinidos;

d) conjunções subordinativas.

2. Em orações que exprimem desejo, exclamações 

ou interrogações (desde que o pronome não inicie a 

oração).


3. Com o gerúndio precedido de 

em.

1.

a) Não te amo mais.



b) Talvez eu lhe telefone hoje.

c) Alguém a procurou.

d) Quando os procurei, já haviam 

saído.


2. Quem nos enviou a caixa pesada?

3. Em se tratando de Física, fale 

com ela.

Com os particípios não se deve empregar a próclise nem a ênclise. Utiliza-se 

a forma oblíqua preposicionada. Por exemplo:

Dada a ele a explicação devida, ficamos mais aliviados.

A proposta foi levada a ela de uma maneira muito sutil.

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CAPÍTULO 6  CARTA PESSOAL

11

  No caderno, reescreva as frases a seguir colocando junto ao verbo em des-



taque o pronome que está entre parênteses. Siga as indicações do quadro 

anterior.

a) 

“Por que banha o rosto essa amargura?!” (te) (Casimiro de Abreu) 



b) 

“Se você quer escrever, livre do medo.” (se) (Clarice Lispector) 

c) 

Em algumas escolas alternativas, os alunos não dividem por ano. (se) 



d) 

“Diria que os amigos tinham prazer em lhe abrir a bolsa.” (se) (Manuel 

Bandeira) 

e) 


Deus abençoe, meu filho. (te) 

12

  No caderno, escreva as frases abaixo na forma negativa.



a) 

Aceitam-se encomendas.

b) 

Encontraram-no caído no corredor.



c) 

Lembramo-nos de seu aniversário.

d) 

Arrepender-me-ia se tivesse vendido a casa.



Nos tempos compostos e nas locuções verbais, a colocação pronominal segue 

regras diferentes. Acompanhe as explicações a seguir. 

Colocação dos pronomes com locuções verbais  

ou tempos compostos

No caso de locuções verbais e de tempos compostos, há algumas regras para 

se fazer a colocação pronominal:

1. O pronome não deve fazer ênclise com o particípio dos verbos. Portanto

não é indicado este tipo de construção: 

Ela tinha falado-me a verdade.

Construções possíveis:

Ela tinha-me falado a verdade. 

Ela me tinha falado a verdade.

 Comente com os alunos que é comum a constru-

ção: Ela tinha me falado a verdade.

2. O pronome não deve fazer ênclise com os futuros. Assim, não são adequadas 

construções como estas: 

Ela teria-lhe falado a verdade.

Construções possíveis: 

Ela lhe teria falado a verdade. 

Ela ter-lhe-ia falado a verdade.

3. Com palavra que determine a próclise, o pronome pode ser colocado antes 

ou depois da locução. Por exemplo: 

Não te vou dizer. 

Não vou dizer-te.

[...] te banha [...]

[...] livre-se [...]

[...] não se dividem [...]

Dir-se-ia [...]

Deus te abençoe [...]

Não se aceitam encomendas.

Não o encontraram caído no corredor.

Não nos lembramos de seu aniversário.

Não me arrependeria se tivesse vendido a casa.

 Comente com os alunos que é comum 

o uso de: Ela teria lhe falado a verdade.

 Comente com os alunos que é comum 

o uso de: Não vou te dizer a verdade.

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

4. O pronome oblíquo não deve iniciar frase.

Fale-me a verdade.

Observação: a tendência atual, independentemente do grau de formalidade, 

é empregar o pronome sempre entre os verbos da locução. Por exemplo:

Se tivesse me falado, seria bem melhor.

Não vou lhe falar a verdade.

13

  Nas frases seguintes, estão destacadas as locuções verbais. No caderno, rees-



creva as frases acrescentando os pronomes indicados entre parênteses. Lem-

bre-se de que pode haver mais de uma colocação.

a) 

Hoje em dia a relação entre as pessoas parece resumir a questões finan-



ceiras. (se)

b) 


As instituições públicas estão deteriorando. (se)

c) 


Não poderia tratar tão mal. (nos)

d) 


Pedem que os documentos sejam entregues o mais rápido possível. (lhes)

Colocação pronominal e graus de formalidade

Propomos, a seguir, três possibilidades para analisar o uso dos pronomes em 

um texto verbal — escrito (jornalístico, literário) ou oral — levando em conta a 

situação comunicativa em questão. 

14

  Reúna-se com alguns colegas e, sob a orientação do professor, selecionem e 



analisem textos de uma das sugestões a seguir: 

a) 


Textos jornalísticos escritos.

b) 


Textos literários.

c) 


Textos orais.

Após a escolha, façam a análise dos textos seguindo o roteiro a seguir:



Analisem a colocação pronominal utilizada: verifiquem, com base nas re-



gras fornecidas anteriormente, como ela foi feita no texto, se de acordo 

com as normas urbanas de prestígio ou não e, se houver inadequações, 

indiquem qual(is) é (são) a(s) mais frequente(s). 



Exponham o resultado dessas análises para os demais grupos. 



Após confrontar os resultados, elaborem algumas conclusões sobre o 

uso da colocação pronominal no material analisado, levando em conta 

o tipo de texto analisado, as finalidades comunicativas e o público a 

que ele se destina.

Práticas de linguagem

I. Produção oral 

Diálogos (II): protocolos linguageiros

No capítulo anterior, você viu que há dois tipos de diálogo: “em presença” e 

“em ausência”. Em ambos os casos, há pelo menos duas características marcantes:

parece se resumir/parece resumir-se

estão se deteriorando/estão deteriorando-se

Não poderia tratar-nos/Não nos poderia tratar/Não poderia nos tratar (Esta última é a tendência atual no Brasil.)

lhes sejam entregues

 A prática da análise aqui pro-

posta objetiva que os alunos 

apreendam as condições de 

usos formais e informais dos 

pronomes oblíquos átonos e 

possam estabelecer, por si 

mesmos, algumas “normas” 

para esse uso. Sugerimos 

três análises. Para facilitar o 

trabalho, cada grupo analisa 

apenas um dos tipos de textos 

propostos, e os resultados das 

análises são compartilhados 

ao final. Nesse momento, su-

gerimos construir um quadro, 

comparando o uso da coloca-

ção pronominal nos textos de 

diferentes naturezas e níveis 

de linguagem.

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CAPÍTULO 6  CARTA PESSOAL



A existência de um canal de comunicação (sempre material).



A existência de uma série de rituais ou protocolos de tomada e assalto 



de turno.

No caso dos diálogos “em ausência”, os protocolos assumem uma importân-

cia muito grande, porque eles substituem a expressão mimogestual presente nos 

diálogos “em presença”. Observe alguns exemplos: 

1. Diálogo entre mãe e filho: o filho está no banheiro, de portas fechadas; a 

mãe está do lado de fora. Nessa situação, a elevação do volume vocal é suficiente 

para que os interlocutores dialoguem: o filho ouve a voz da mãe, e vice-versa.

2. Conversa telefônica. Nessa situação, existe uma tecnologia de transmissão 

de dados de voz (o telefone) mediando a interação.

Nessas mesmas situações, há protocolos linguageiros bem definidos:

1. O diálogo entre mãe e filho só começa quando um dos dois sinaliza, por meio 

de um gesto sonoro, o início da conversa. O gesto sonoro pode variar: uma batida 

na porta, o emprego de uma expressão vocativa ou uma interjeição. A pequena 

pausa sonora após esse gesto sinaliza ao outro interlocutor que ele deve tomar a 

palavra e dizer alguma coisa. O canal de diálogo se estabeleceu.

2. A conversa telefônica só se inicia quando aquele que atende o telefone 

diz alguma coisa. É comum, no Brasil, dizer “Alô”, “Pronto” ou outra forma de 

identificação (o próprio nome, o nome da instituição que se representa, etc.). A 

pequena pausa sonora após esse gesto sinaliza ao interlocutor que ele deve tomar 

a palavra e dizer alguma coisa.

Esse ritual de início do diálogo é um dos muitos chamados protocolos lingua-


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