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Partindo dessa informação, como você interpreta o tom geral do poema?



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Partindo dessa informação, como você interpreta o tom geral do poema?

O texto seguinte, escrito em fins de 1924, foi publicado na Revista de Antropo-

fagia, em 1928, e no livro Alguma poesia, em 1930. Causou grande estranhamento 

no público e na crítica.

 Espera-se que os alunos concluam que se trata de nome próprio bastante co-

mum no Brasil. Por isso, pode simbolizar o homem comum.



16. a) Na quinta estrofe o eu 

lírico faz uma relação de hipó-

teses que permitiriam a José 

recuperar-se de um destino 

que nada reservou a ele.

“Se você morresse [...]” (verso 51)



17. Resposta possível: A repe-

tição desse verso sugere que, 

para José, o abandono pode 

representar até sofrimento fí-

sico, de sentir frio ou, analoga-

mente, falta de calor, no caso, 

humano.

 Aceite as respostas coeren-

tes. 

18. Não existe contradição. O 

nome é um dos traços mais 

marcantes da identidade social 

de uma pessoa; o nome José, 

pelo que já se viu na atividade 

15, não chega a individualizar o 

homem. Ele se dissolve numa 

multidão de outros seres na 

mesma situação. Dizer que 

uma pessoa é sem nome 

pode suscitar a interpretação 

de que a pessoa não possui 

um sobrenome, considerado 

em algumas sociedades um 

fator de influência, deixando-

-a, dessa forma, à margem da 

sociedade.

Resposta possível: O poema revela o desencanto e a falta de perspectiva do homem comum.

 Aceite e comente todas as respostas coerentes.

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Carlos Drummond de Andrade

 (1902-1987) nasceu em Itabira, Minas Gerais. Formou-se em Farmácia, 

mas dedicou-se ao jornalismo e à literatura, além de ter sido funcionário público.

Poesia:  Alguma poesia (1930),  Brejo das almas (1934),  Sentimento do mundo (1940),  



Poesias (1942), A rosa do povo (1945), Claro enigma (1951), Viola de bolso (1952), Fazen-

deiro do ar (1954), A vida passada a limpo (1959), Lição de coisas (1962), Boitempo 

(1968), As impurezas do branco (1973), A paixão medida (1980), Corpo (1984), Amar 



se aprende amando (1985),  O amor natural (1992). Prosa: Confissões de Minas 

(1944), Contos de aprendiz (1951), Passeios na ilha (1952), Fala, amendoeira (1957), 



A bolsa e a vida (1962), Cadeira de balanço (1970), O poder ultrajovem e mais 79 

textos em prosa e verso (1972), Boca de luar (1984), Tempo vida poesia (1986).

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TEXTO 6


No meio do caminho

Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967. p. 61-62.  

© by Graña Drummond/

 Comente que esse poema já anuncia a reflexão filosófica, que será a marca registrada da melhor poesia de Drummond: uma poesia que questiona 

os diversos obstáculos que o homem tem de enfrentar.

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

Teresa Berlinck/Arquivo da editora

De acordo com muitos críticos literários, o nome de Drummond está sem-

pre associado ao que há de melhor na poesia brasileira. Pela grandiosidade 

e pela qualidade, sua obra não permite qualquer tipo de esquematização di-

dática. Para compreender e, sobretudo, sentir a obra desse escritor, o melhor 

caminho é ler seus poemas. Aqui apresentamos alguns, de diferentes fases 

de sua obra.

Assim como ocorreu na prosa, passada a intenção de “inovar a qualquer 

custo” que marcara o Modernismo da primeira fase, a poesia amadureceu, 

incorporando uma temática social mais densa, como percebemos nos versos 

a seguir, de Carlos Drummond de Andrade.

TEXTO 7


Os ombros suportam  

o mundo


Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu 

 

[Deus.


Tempo de absoluta 


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