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Uma carta de 

amor, direção 

de Luis Mandoki 

(Estados Unidos, 

1999). 


Cartas para 

Julieta

direção de 

Gary Winick 

(Estados 

Unidos, 2010).

Central 

do Brasil

direção 


de Walter 

Salles 


(França 

e Brasil, 

1998). 

R

eprodução/Summit Enter



tainment

W

alter Carvalho/Rio Filme



R

eprodução/W

arner Bros.

  Cartas para Julieta (Estados Unidos, 

2010), direção de Gary Winick. Com: 

Amanda Seyfried, Gael García Bernal, 

Christopher Egan, Vanessa Redgrave nos 

papéis principais. A jornalista e aspirante 

a escritora Sophie (Amanda Seyfried) via-

ja com o noivo Victor (Gael García Bernal) 

para a Itália. Na cidade de Verona – onde 

tem lugar a história de Romeu e Julieta, 

de Shakespeare –, conhece o trabalho 

das “secretárias de Julieta”, voluntárias 

que respondem às cartas endereçadas a 

Julieta. Uma das cartas havia sido escrita 

décadas antes por Claire Smith (Vanessa 

Redgrave). A resposta desencadeia uma 

jornada em que Claire vai em busca de seu 

antigo amor de adolescência, ao mesmo 

tempo que Sophie se apaixona pelo neto 

de Claire, Charlie (Christopher Egan). 

 Central do Brasil (França e Brasil, 1998), direção de Walter Salles. Com: Fernanda Mon-

tenegro, Marília Pera, Vinícius de Oliveira nos papéis principais. Dora (Fernanda Monte-

negro) é uma professora aposentada que complementa sua renda escrevendo cartas 

na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, a pedido de pessoas que não sabem 

escrever. Uma dessas pessoas é Ana (Soia Lima), a mãe de Josué (Vinícius de Oliveira). 

Um acidente leva Ana à  morte e Dora empreende a partir desse momento uma viagem 

para tentar encontrar o pai de Josué, numa cidade do interior do 

Nordeste do Brasil. 



<03_06_f03_3LI-

Portg18A: cartaz 

do filme “P.S. Eu 

te amo”, de Ri-

chard LaGravenese 

(Estados Unidos, 

2008).>

 P.S. Eu te amo (Esta-

dos Unidos, 2008), dire-

ção de Richard LaGrave-

nese. Com Hilary 

Swank, Gerard Butler, 

Lisa Kudrow nos papéis 

principais. Lisa (Hilary 

Swank) é casada com 

Gerry (Gerard Butler). 

Quando ele morre, ela 

descobre que ele lhe 

deixara uma série de 

cartas, escritas para aju-

dá-la a se recuperar da 

perda. 


P.S. Eu te 

amo, direção 

de Richard 

LaGravenese 

(Estados 

Unidos, 2008).

R

eprodução/W



arner Bros. Pictures

 Uma carta de amor (Estados 

Unidos, 1999), direção de Luis 

Mandoki. Com Robin Wright, Ke-

vin Costner e Susan Brightbill 

nos papéis principais. Ao cami-

nhar pela praia, Theresa (Robin 

Wright) encontra uma garrafa, 

com uma carta dentro. A men-

sagem de despedida da carta a 

faz investigar pelo seu autor. 

Descobre que fora escrita por 

Garret Blake (Kevin Costner), um 

construtor de barcos que vivia na 

Carolina do Norte, para sua espo-

sa Catherine (Susan Brightbill), 

falecida  precocemente. Theresa 

encontra Garret e acaba apaixo-

nando-se por ele. Mas o relacio-

namento entre eles é complica-

do devido aos traumas da antiga 

relação de Garret. 

Andrea Eber

t/Arqui


v

o da editora

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CAPêTULO 6  CARTA PESSOAL

Ishikawa, 21/11/1999

Olá!


Tudo bem? Espero que sim.

Professor, aqui é horrivelmente, horrível.

Quero voltar p/ o BR, agora até que não mas na 

primeira semana que fiquei aqui tive vontade de 

fugir daqui.

O serviço é de louco. Eu corro p/ caramba, até 

suar. Devo ter perdido uns 2 ou 3 kg já, fico das 8:25 

até 17:10 correndo isso quando ñ tem hora extra 

se tem fico em pé até as 19:25 h vê se pode. Eu tra-

balho na esteira p/ montagem de chicote p/ carro, 

então tenho que isolar c/ fita vários fios e botar 

grampos em 3 caixas, tenho só 1 m e 40 s p/ fazer 

tudo, há duas semanas atrás fiquei desesperada pois 

estava fazendo em 2 m e 18 e agora só faltam 5 s 

p/ eu fechar o tempo, ainda bem. As minhas mãos 

ficaram arranhadas, machucadas, e as unhas (sem 

comentários). Até a semana passada 

não conseguia nem ficar em pé no 

final de semana, agora até faço uma 

forcinha p/ ir tomar banho (de banheira).

Às vezes bate um desespero, uma revolta incon-

trolável, aqui ninguém gosta de mim, eu trabalho 

com brasileiros, os japoneses só olham, obser-

vam e mandam de longe, seria bem melhor se eu 

trabalhasse só c/ os japoneses, pelo menos não 

sofreria tanto.

Eu trabalho durante o dia, os meus pais à noite, 

às vezes os encontro no ponto só falo oi e tchau, de 

manhã 5 ou 6 horas falo oi de novo se estou bem ou 

ñ e vou trabalhar volto tão cansada que só consigo 

comer, tomar banho e dormir.

Assinamos IPC, tem a Globo Internacional e pas-

sa Terra Nostra às 5 p/ 21 ou até antes, mas sempre 

durmo antes de tanto cansaço.

Meus pais viram que eu ñ estava bem, portanto 

quiseram que eu parasse mas ñ quis. O dinheiro ñ 

vou negar é bom, aliás muito bom recebo 

¥

 850 p/h, 

trabalho 8 hs normal às vezes + h/

extra que ˜s 

     2 ou 1 ½ por dia então dá 

até bastante, mas desconta aluguel, 

5

10

15



20

25

30



35

40

O texto a seguir é uma carta pessoal, na qual uma garota, chamada Priscila, 



conta a um ex-professor um pouco de sua vida fora do Brasil. Leia-a atentamente.

TEXTO 1 


¥: 

símbolo do iene, moeda 

nacional do Japão.

Original da carta transcrita no texto 1.

NO LIVRO

NÃO ESCREVA

R

eprodução/Acerv



o pessoal

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

Para entender o texto 

1

  Podemos dizer que os assuntos comentados na carta fazem parte das comu-



nicações pessoais, íntimas. Responda no caderno:

a) 


O que é, em sua opinião, uma comunicação pessoal, “íntima”?

b) 


Com base em sua resposta ao item 

a, explique por que a carta de Pri para 

o ex-professor é uma carta pessoal.

2

  Quais são os principais assuntos abordados nessa carta?



3

  O nível da linguagem empregado na carta também confere a ela um tom 

íntimo.

a) 


A linguagem utilizada é mais informal ou mais formal? Explique no caderno.

b) 


Por que é possível associarmos, no caso das cartas, o nível da linguagem 

ao grau de intimidade da comunicação?

c) 

O fato de ser originalmente um texto manuscrito revela também que Pri e 



o ex-professor são interlocutores com alguma dose de intimidade. Expli-

que, no caderno, por quê.

4

  Você conhece outros gêneros textuais em que seja comum a escrita manual?



a) 

Em caso afirmativo, cite-os e tente justificar a “necessidade” da escrita 

manual.

b) 


Por que a escrita manual, nos dias de hoje, pode revelar uma interação 

comunicativa íntima?

5

  Há algumas abreviações não convencionais na escrita de Pri.



a) 

Que abreviações são essas? Responda no caderno.

b) 

Como é possível compreendê-las?



6

  Em sua opinião, o que motivou a escrita dessa carta? Justifique sua resposta 

com um trecho do texto.

7

  Na carta, Pri faz uma espécie de desabafo ao professor. 



a) 

Você já enviou ou recebeu uma carta de desabafo? Como você se comuni-

cou ou se comunicaria numa situação dessas?

b) 


Pelo relato de Pri, podemos perceber que há algumas situações vivenciadas 

por ela que lhe despertam diferentes sensações e sentimentos: angústia, 



1. a)   Espera-se que os alu-

nos respondam que uma co-

municação pessoal, “íntima”, é 

aquela que envolve um núme-

ro restrito de interlocutores, 

e ocorre numa esfera estrita-

mente pessoal.

Porque a comunicação ocorre apenas entre os dois e o assunto é particular.

A rotina de trabalho e da vida doméstica da remetente são os assuntos da carta. 

3. a) É informal: há marcas 

de oralidade, despreocupação 

com as normas urbanas de 

prestígio na escrita, uso de vo-

cabulário da esfera íntima e de 

formas pessoais de tratamen-

to, além de abreviaturas.

3. b) As cartas pessoais reve-

lam uma interação forte entre 

os interlocutores. Como no 

diálogo, quanto mais intimida-

de houver, mais informal será 

a linguagem. São gêneros da 

esfera pessoal.

Atualmente, com a grande difusão da escrita assistida por compu-

tador, a escrita manual fica restrita a determinadas situações muito 

precisas de comunicação. No caso das cartas pessoais, o fato de 

ser manuscrita é um traço de intimidade.

Alguns exemplos: bilhetes, tomada de notas por escrito, rascunhos diversos (textos da esfe-

ra pessoal), declarações “de próprio punho”, assinatura de documentos e todos os textos que 

devem evidenciar a escrita do próprio enunciador.

Porque considerando a ampla utilização da tecnologia (aplicativos de men-

sagens instantâneas, e-mail, entre outros) como facilitadora da escrita de 

textos, a necessidade de escrita manual se dá majoritariamente em situações de comunicação da esfera 

pessoal, com poucas exceções, caso das “declarações de próprio punho”, por exemplo.

vc (para você), c/ (para com), + (para mas ou mais),p/ para a palavra para, ñ para não, entre outras.

O contexto permite o uso e a compreensão dessas 

abreviações, além de sua identificação no uso corriquei-

ro da variante internetês.

Resposta pessoal.

 Aceitar todas as respostas coerentes. 

Resposta pessoal.

gás, luz, água, máquina de lavar, geladeira, luvas vai 

quase tudo embora.

Nós já compramos TV c/ vídeo, som, ferro de 

passar, gaveteiro, 

kit p/ cozinhar c/ panelas, pra-

tos, garfos etc. comida ñ falta, mas é difícil pois é 

tudo muito caro. Até agora só recebi 1 dia serviço, 

cheguei no dia 28 e comecei trabalhar no dia 29/10 

e recebi só ¥  6 mil e pouco mas descontaram tanto 

que só sobrou ¥ 2.134 vê se pode, isso equivale +/- 

45 reais (em um dia normal) é até bastante, né?

Sinto muito a sua falta, prô. Manda mil beijos 

para todos: Fátima, Márcia, Jessé, André, Mércia, 

Branca, Heloísa, Jaime, Elísio, acho que é só. 

Te adoro de montão.

obs: Estudar aqui será bem difícil, mas vou tentar. 

Me escreva.

Beijos

Pri


Carta pessoal. Acervo dos autores.

45

50



55

60

7. b) Resposta pessoal.

 Ajude os alunos a percebe-

rem que uma das maneiras 

encontradas por Pri é, exata-

mente, relatar, por meio da 

carta, esses sentimentos e 

sensações, o que parece lhe 

permitir refletir sobre eles e 

até mesmo compreendê-los 

melhor.

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CAPÍTULO 6  CARTA PESSOAL

revolta, inconformismo, impressão de se sentir inadequada, alívio, entre 

outros. O que você pode perceber sobre a maneira pela qual a garota 

procura resolver ou dar sentido a todos esses sentimentos e sensações?

c) 


Você já deve ter experimentado, em muitas situações vividas, alguns sen-

timentos como os relatados por Pri, ou outros. Ela escreveu a carta ao 

professor como forma de dar vazão a esses sentimentos. E você? De que 

maneira você procura extravasar sentimentos e sensações, desabafar? 

d) 

Converse com os colegas sobre essas questões e, com a ajuda do pro-



fessor, procurem formular algumas ideias sobre o modo de lidar com os 

sentimentos. Se quiserem, registrem as conclusões no caderno. 

8

  Pri, a garota que escreve a carta, é uma decasségui.



a) 

Você sabe quem são os decasséguis? Converse com seus colegas e seu 

professor para, juntos, tentarem chegar a uma formulação sobre isso. 

b) 


Em seu relato, Pri descreve a situação de trabalho que ela vive no Japão, 

como imigrante brasileira nipodescendente e como adolescente. O que, 

de tudo o que ela relata, mais chamou sua atenção? Explique no caderno 

por quê.


c) 

Se você já teve alguma experiência no mundo do trabalho, ou conhece 

algum adolescente, como você e Pri, que já tenha passado por esse tipo 

de experiência, relate-a oralmente aos colegas.

9

  No Brasil, além da Constituição federal, há uma legislação específica sobre 



trabalho, chamada Consolidação das Leis do Trabalho. Essa legislação estabe-

lece os parâmetros e as condições que normatizam todo tipo de trabalho em 

nosso país, incluindo aquele que pode ser realizado por adolescentes. 

a) 


Em grupos, pesquisem sobre os seguintes tópicos (cada grupo pode pes-

quisar um tópico): 

Resposta pessoal.

7. d)   Durante a conversa 

com os alunos, ajude-os a per-

ceber que falar sobre as ques-

tões que os afligem ou que 

lhes chamam a atenção, rela-

tá-las – seja por que meio for 

–, pode ser uma forma de aju-

dá-los a compreender melhor 

essas questões, porque, ao 

relatá-las, faz-se um esforço 

de organização lógica sobre os 

sentimentos e as sensações. 



8. a) A palavra, de origem japo-

nesa, dá nome às pessoas que 

migram de suas regiões de ori-

gem para trabalhar. No Brasil, 

o sentido que essa palavra 

tem está ligado diretamente à 

emigração de nipodescenden-

tes brasileiros ao Japão, para 

desenvolverem nesse país ati-

vidades de trabalho, principal-

mente no setor industrial. 

Resposta pessoal. 



8. c) Resposta pessoal.

 Se achar pertinente, registre 

na lousa algumas das princi-

pais ideias que forem surgindo 

durante os relatos, para ajudar 

os alunos a organizarem suas 

falas. 

Fernando Favoretto/Criar Imagem



O que a legislação brasileira diz sobre o trabalho dos adolescentes. 



Informações e notícias sobre trabalho adolescente no Brasil.



Exemplos e casos de adolescentes que trabalham (como Bianca Car-



valho, a adolescente que fundou a ONG para crianças do texto lido na 

abertura desta Unidade): o que fazem, como e por que começaram a 

trabalhar, etc. 



As condições para o trabalho de adolescentes no Brasil.



A realidade do trabalho infantil e de adolescentes em sua região e no 

nosso país. 

 b) 

Em data combinada com o professor, os grupos ex-



põem o que encontraram na pesquisa e, coletiva-

mente, sob a supervisão do professor, organizam um 

debate sobre o seguinte tema: “O trabalho dos ado-

lescentes no Brasil e em nossa região — entre a reali-

dade e a lei”. Para organizar as exposições orais e o 

debate, retomem o que vocês já sabem sobre esses 

gêneros orais. Durante o debate, a classe poderá pro-

por encaminhamentos para a questão debatida, suge-

rindo formas de intervenção na realidade tanto do país 

quanto da região. 

c) 

Ao fim desses trabalhos, com a ajuda do professor, re-



gistrem suas principais conclusões no caderno. 

9. b)   Ajude os alunos a orga-

nizarem tanto a exposição oral 

quanto o debate, retomando 

as principais características 

desses gêneros, apresenta-

das no volume 1 desta cole-

ção. Essa retomada será mui-

to importante, porque ajudará 

a preparar os alunos para o 

estudo do gênero mesa-re-

donda, que será abordado na 

Unidade 4 deste volume. 



9. c)   No registro das conclusões, será importante que os alunos possam perceber que as condições de trabalho previstas em 

lei nem sempre se concretizam nas situações reais. Ao longo do debate, ajude-os a propor encaminhamentos possíveis a esse 

confronto entre o ideal (expresso na lei), o real (das situações existentes em nosso país) e o possível.

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

As palavras no contexto

1

  A remetente utiliza os parênteses duas vezes. Responda no caderno: com que 



finalidade foram utilizados esses sinais?

2

  Que sinal de pontuação você poderia utilizar no segundo caso, em lugar dos 



parênteses? Que significado essa alteração poderia trazer ao texto? 

3

  Que sentidos você atribui às expressões vê se pode e de montão, utilizadas 



por Pri nas linhas 51 e 56?

4

  Em muitos casos, a autora da carta vale-se de formas diversas de abreviação 



(substituição de palavras por símbolos gráficos, combinação de letras com 

sinais de pontuação, etc.).

a) 

Em sua opinião, o que justificaria esses empregos?



b) 

Por que ela deve ter se sentido à vontade para adotar essas formas de 

escrita não convencionais com seu interlocutor? 

Linguagem e texto

1

  Nas cartas pessoais, como em outras formas de correspondência, há determi-



nadas convenções características do gênero. Ao ler e observar atentamente a 

carta que Pri enviou ao professor, quais dessas convenções formais do gênero 

você consegue identificar? Responda no caderno.

2

  Na carta, há a projeção explícita do enunciador (Pri, a pessoa que escreve a 



carta) e do enunciatário (professor, a pessoa que recebe a carta).

a) 


Localize alguns exemplos de palavras ou expressões que projetam enun-

ciador e enunciatário.

b) 

Por que, nesse gênero de texto, é importante haver projeções explícitas 



tanto do enunciador quanto do enunciatário?

3

  Uma das marcas características da linguagem de Pri que a fazem próxima da 



linguagem oral é o emprego de marcas de oralidade na linguagem escrita. 

a) 


Indique exemplos de marcas de oralidade presentes na carta. 

b) 


Formule uma hipótese para explicar a finalidade dessas marcas orais nesse 

texto. 


c) 

Converse com colegas e o professor para formularem uma explicação co-

mum para essa questão de linguagem na carta pessoal. 

4

  Um tipo especial de modalização que ocorre nas cartas pessoais é a injunção 



(ordem, pedido, súplica, etc.).

a) 


Com que forma linguística usualmente se expressa a injunção?

b) 


Na carta de Pri, que outra forma linguística é empregada, além dessa?

5

  Há na carta alguns comentários de Pri sobre a própria enunciação. Observe 



alguns exemplos na página seguinte.

Na primeira ocorrência, os parênteses foram usa-

dos como uma maneira de reforçar o significado 

dos termos neles inseridos (“sem comentários”); na segunda, trata-se da inserção de explicação, que é o uso 

mais comum desse sinal de pontuação.

2.   Verifique nas respostas 

dos alunos quais sinais de 

pontuação eles indicam como 

possibilidade de substituição 

dos parênteses. É importante 

que eles percebam que, ao 

trocar o sinal de pontuação, 

pode haver algum tipo de 

transformação no sentido, já 

que os parênteses empre-

gados no texto têm função 

enunciativa (mostram, de cer-

to modo, uma forma de moda-

lização). 

Sugestão de resposta: a primeira expressão significa que o dinheiro 

recebido é pouco.  Equivale a ‘é inacreditável’, ‘é incrível’. A segunda 

equivale a ‘muito’ e funciona como adjunto adverbial de intensidade.  

4. a)   Espera-se que os alu-

nos percebam que as abrevia-

ções ocorrem provavelmente 

como forma de tornar a escrita 

mais rápida. As abreviações e 

simplicações acontecem com 

palavras e expressões que 

são facilmente percebidas e 

recuperadas pelo contexto. É 

possível ainda fazer compara-

ções com formas de escritas 

abreviadas e simplificadas 

que ocorrem, atualmente, de 

forma extensiva em meios 

eletrônicos. 

Possivelmente porque ela assumiu que a comunicação com seu interlocutor poderia ser realizada de 

maneira informal, isto é, sem a preocupação com as convenções da escrita. 

1.   Observe as hipóteses de seus 

alunos para indicar as convenções for-

mais do gênero. Algumas dessas con-

venções, como a indicação do local e 

da data de escrita, o emprego de um 

vocativo ou forma inicial de saudação, 

a interlocução direta com o destinatário 

da carta, por meio de formas de trata-

mento adequadas ao grau de formalida-

de/informalidade epistolar, o emprego 

de formas canônicas de introdução (no 

caso da carta de Pri, trata-se do “Tudo 

bem? Espero que sim!”), desenvolvi-

mento (no caso da carta de Pri, a autora 

segue um plano de exposição que se 

orienta por uma progressão temática 

linear e assume o relato como modo de 

organização discursivo privilegiado), o 

fecho/encerramento por uma saudação 

final e o encerramento da carta pela as-

sinatura estão todos presentes na carta 

de Pri ao professor. 



2. a) As marcas mais eviden-

tes da projeção enunciativa 

são: marcas de interlocução, 

como o uso da primeira pes-

soa do singular de verbos e 

pronomes; o emprego do pro-

nome você e de formas como 

te, para indicar a pessoa do in-

terlocutor; o uso de formas de 

injunção; e as modalizações 

abundantes. 

 Verifique as hipóteses de seus alunos. Essa explicitação enunciativa é característica dos gêneros 

epistolares, em especial a carta pessoal. 

3. a) Destacam-se expressões 

fáticas, como né, vê se pode; 

reformulações; abreviações, 

como  prô; e o emprego do 

pronome  te como forma oblí-

qua de você. 



3. b)   Verifique as hipóteses 

dos alunos quanto a essa ques-

tão e ajude-os a perceber que 

muitos dos recursos de lingua-

gem indicados se prestam à si-

mulação da interlocução direta, 

em presença do destinatário da 

carta, como se fosse um diálo-

go. Essa forma de interlocução 

que simula o diálogo oral acaba 

funcionando como estratégia 

de envolvimento do interlo-

cutor, personificando-o como 

entidade enunciativa (“enuncia-

tário”) na comunicação. 

 Veja a resposta aos itens anteriores para apoiar os alunos a formularem suas conclusões. 

Com verbos no modo imperativo.

Além do imperativo, recorre-se a formas interrogativas diretas e indiretas e ao uso de verbos modais.

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CAPÍTULO 6  CARTA PESSOAL

O dinheiro 


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