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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
ração dialogal. Nesta Unidade, estudaremos esse tipo de interação oral. 

1

  Imagine que, em uma aula expositiva, o professor de Biologia explique aos 



alunos o funcionamento de uma estrutura orgânica do corpo humano. Supon-

do essa situação, responda: 

a) 

Existe interação face a face entre alunos e professor?



b) 

O professor e os alunos podem recorrer a expressões mimogestuais?

c) 

A entoação expressiva é um elemento desejável ou indesejável nessa situa-



ção? Por quê?

2

  Lembre-se da situação em que assistimos a um telejornal. Nesse caso: 



a) 

Existe algum tipo de interação face a face entre o apresentador e os espec-

tadores? Em caso afirmativo, como é essa interação?

b) 


Pode-se afirmar que o telejornal apresenta uma situação dialogal? Por quê?

c) 


É possível algum dos participantes dessa interação usar recursos mimoges-

tuais? Por quê?

d) 

Existe o assalto do turno?



3

  Imagine esta situação: você está ouvindo uma rádio e chega o momento em 

que uma propaganda vai ser feita pelo locutor da rádio e transmitida por essa 

emissora. Nesse caso: 

a) 

Quem são os interlocutores?



b) 

Existe entoação expressiva? Em caso afirmativo, que função ela desempenha?

c) 

Quais características do oral estão ausentes nesse tipo de interação?



d) 

Existe expressão corporal? Em caso afirmativo, que função ela desempenha?

e) 

Os interlocutores podem interferir na comunicação?



4

  Imagine uma conversa telefônica entre duas pessoas. Nesse caso: 

a) 

Como se inicia a interação oral?



b) 

Há marcadores de oralidade nessa interação?

c) 

Existe o assalto do turno?



Sim.

Sim.


Desejável, pois permite sinalizar a (in)compreensão do que se comunica.

Sim. Os espectadores veem o apresentador. A interação face a face ocorre para um dos interlocutores.



2. b) Não, porque os interlocutores não podem interfe-

rir na comunicação (levantar uma questão ou assaltar 

o turno, por exemplo).

Sim, o apresentador pode usar esses recursos. Mas, devido ao nível de formali-

dade, a expressão mimogestual se restringe ao mínimo.

Não.


O locutor da propaganda e os ouvintes.

3. b) Sim, por meio dela o locutor pode exprimir uma gama de sentimentos 

e emoções. Essa entoação supre a falta de expressão corporal e dos gestos.

A interação dialogal é a principal delas.

Não existe.

Não.

Um dos interlocutores se expressa vocalmente (ele diz, por exemplo, “alô”).



4. b) Sim. De diversos tipos: hesita-

ção, assalto do turno, sobreposição, 

pausas, entoação expressiva. Só não 

há gestos e expressão corporal.

Sim. 

Eugenio Marongiu/Shut



ter

stoc


k

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

5

 Após analisar as situações das questões 1 a 4, responda em seu caderno: 



quais delas caracterizam formas de diálogo?

6

  Tendo em mente suas respostas anteriores, como você definiria um diálogo



Converse com seus colegas e seu professor sobre essa questão. Em seguida, 

coletivamente, a classe, também amparada pelo professor, deve formular uma 

definição única para diálogo

7

  Agora, a turma tem uma definição de diálogo formulada com base nas refle-



xões coletivas feitas sob a supervisão do professor. De maneira geral, pode-

mos dizer que há dois tipos de diálogo:



os que acontecem “em presença” — os interlocutores encontram-se face 



a face ou há um canal de comunicação que permite que os interlocutores 

se vejam;



os que acontecem “em ausência” — os interlocutores interagem oralmen-



te, mas não se veem.

A proposta desta última questão é trabalhar tanto os diálogos “em presença” 

quanto aqueles “em ausência”, a partir de algumas situações de comunicação 

oral. O professor vai coordenar os trabalhos. Siga as orientações abaixo. 

a) 

Cite para a classe situações de comunicação oral que você imagina corres-



ponderem a um e a outro desses dois tipos de diálogo.

b) 


A partir das respostas ao item 

a, você e seus colegas vão formular duas 

listas de situações dialogais (em presença e em ausência).

c) 


A partir deste item, o trabalho exige preparação. A classe deve organizar- 

-se em um número par de grupos. Cada grupo vai gravar e fazer a trans-

crição (decupagem) de um tipo de situação dialogal que consta das listas 

formuladas no item 

b, de modo que haja igual número de situações de 

diálogos “em presença” e “em ausência”.

d) 

Feitas as gravações e as transcrições, cada grupo analisa o material encon-



trado de acordo com o roteiro a seguir.

Em grau máximo, a conversa telefônica (ela só existe se houver diálogo); em menor grau, a aula expositiva 

(ela pode existir sem haver interação dialogal).

 O importante é que os alunos percebam que o diálogo é caracterizado, fundamentalmente, pela troca 

verbal (a alternância de turnos entre os interlocutores).



Há expressões mimogestuais?



Há entoação expressiva?



Há entoação gramatical?



O diálogo analisado é produto de um roteiro previamente escrito ou ele se desenrola 

sem apoio na escrita?



Há algum trecho do diálogo gravado que se caracteriza pela presença de leitura em voz alta?



Há marcas de hesitação e expressões fáticas?



Há pausas ou sobreposições de voz?



O assalto do turno é frequente? Existe algum tipo de sinalização que indique a um dos 



interlocutores que chegou a vez dele de falar?



A situação de comunicação é menos ou mais formal? O que é possível observar sobre o 

nível de linguagem utilizado pelos interlocutores?

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CAPêTULO 5  RELATOS DE VIDA

Harriet Bárbara

Rua Bartira, 

■●■●■

, ap.


 

■●■


 

São Paulo 

Nacionalidade: Brasileira

Telefones: 11-38 

■●■

-

■●■●■●■



/11-94 

■●■


-

■●■●■●■●■●■

 

Estado Civil: Solteira



E-mail: harrietbxxmxx@xxx.com.br  Idade: 24 anos

Resumo das qualificações



Cuidado aos portadores de lesões cutâneas.



Desenvolvimento de pesquisas na área da saúde.



Coordenação e colaboração em eventos científicos.



Línguas: inglês e espanhol intermediários (leitura e escrita).



 



Informática: usuária avançada de MS-Windows, 

Mac-OSX, MS-Office e internet.

Formação acadêmica



Graduada em Enfermagem. Universidade Federal do 

Triângulo Mineiro — Uberaba, MG (Concluído em ju-

nho de 2009)

e) 


Em um dia combinado com o professor, cada grupo apresenta aos de-

mais colegas a decupagem realizada e, se possível, a gravação do diálogo. 

Apresenta também os resultados da análise realizada. 

f) 


Por fim, com a ajuda do professor, a classe deve coletivamente formular 

conclusões a respeito das características dos diálogos “em presença” e 

“em ausência”.

II. Produ•‹o escrita 

Um tipo especial de “relato de vida”: 

o currículo

Uma das formas de organizar a exposição dos fatos de vida é o currículo 

(

curriculum vitae). É um dos formatos de relato que mais circulam no cotidiano. 



Trata-se de um texto que organiza e sintetiza as informações relevantes da for-

mação e da vida profissional de alguém. Essas informações são utilizadas princi-

palmente por empresas ou agências de seleção e contratação de pessoas para o 

desempenho de atividades profissionais. 

No currículo, esses dados são organizados da maneira mais simples e objetiva 

possível, a fim de facilitar a leitura e a localização do que interessa a quem faz a 

seleção dos candidatos. 

Observe a seguir um exemplo de currículo, com suas partes fundamentais e 

a forma como em geral esse texto costuma ser organizado.

 O mais importante é que 

os alunos percebam que nos 

diálogos “em ausência” a ex-

pressão mimogestual deve ser 

substituída por outros recur-

sos linguísticos.

TEXTO 5


Após o nome, é costu-

me inserir dados pessoais, 

como telefone, endereço, 

e-mail, etc. Assim, é fácil 

localizar a pessoa para uma 

possível entrevista de em-

prego ou contratação.

Muito importante em um currículo é a 

formação: o nome da instituição de ensino, 

o local, o ano de início e término dos cursos 

realizados, os títulos ou graduações obtidos. 

Neste exemplo, sabe-se que Harriet Bárbara é 

enfermeira, formada pela Universidade Fede-

ral do Triângulo Mineiro, que fica na cidade 

de Uberaba (em Minas Gerais).

Logo abaixo dos dados pessoais, é co-

mum serem listadas as principais qualificações 

da pessoa: o que ela sabe fazer, suas habilida-

des, se conhece línguas estrangeiras e quais 

são essas línguas, se domina o uso de recur-

sos de informática, etc.

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

Produção acadêmica

Experiência profissional

Por fim, listam-se, em ordem cronológica 

(do mais recente para o menos recente), os lo-

cais onde já se trabalhou e as funções desem-

penhadas. É aconselhável citar quanto tempo 

exerceu tal ou qual função, com datas precisas. 

Neste exemplo, Harriet Bárbara optou listar as 

“funções” e as “principais atividades” desem-

penhadas em cada lugar onde trabalhou.



Principais atividades:



   Assistência de Enfermagem a pacientes com 

distúrbios cardíacos;

   Confecção de escala mensal de folgas e diária 

de serviço;

   Educação continuada à equipe de enferma-

gem do setor.



Função: Presidente da Liga de Humanização 



— de fevereiro de 2007 a dezembro de 2007 — 

160 horas.



Principais atividades:



  Preparação de eventos;

  Planejamento de aulas;

  Supervisão de atividades da Liga.



Função: Membro discente da Liga de Feridas 

— de fevereiro de 2007 a novembro de 2007.



Principais atividades:



   Realização de curativos em ambiente hospi-

talar e domiciliar;

  Avaliação de lesões cutâneas.



 

Função: Monitor bolsista da disciplina de Psi-

cologia das Relações Humanas — de agosto de 

2006 a dezembro de 2006.



Principais atividades:



  Preparação de aulas;

  Atualização do site da disciplina.

Centro de Graduação em Enfermagem da Universi-

dade Federal do Triângulo Mineiro (Uberaba, MG)



Função: Instrutora de professores da rede muni-



cipal de educação vinculada à Secretaria Munici-

pal de Educação e Cultura de Uberaba (Uberaba, 

MG) — abril/2009 a julho/2009 — 120 horas.



Principais atividades:

Capacitação de professores da rede muni-

cipal de educação com temática voltada à 

saúde do escolar;

Elaboração de aulas.



Função: Bolsista da Fundação de Amparo à Pes-

quisa de Minas Gerais (Fapemig) — de abril de 

2008 a julho de 2009



Principais atividades:

Avaliação do conhecimento de professores 

acerca do diabetes mellitus;

 Capacitação de professores das redes muni-

cipal e estadual de Uberaba para o manejo 

com a criança diabética;

Elaboração de aulas.



Função: Monitor bolsista da disciplina de En-

fermagem em Psiquiatria — de março de 2008 

a junho de 2008



Principais atividades:

  Preparação de aulas;

   Acompanhamento dos estágios de ensino 

clínico.


Hospital das Clínicas da Universidade Federal 

do Triângulo Mineiro (Uberaba, MG)



Função: Estagiária de Enfermagem em Unidade 



de Terapia Intensiva Coronariana. Estágio Cur-

ricular Supervisionado — 405 horas.

Artigos completos publicados em periódicos:



BARBOSA, M. H.; ZUFFI, F. B.; MOREIRA, H. B.; 

JORGE, L. L. R. (2009) “Ação terapêutica da pró-

polis em lesões cutâneas”. In: Acta Paulista de 

Enfermagem. Universidade Federal de São Paulo. 

v. 22, p. 318-322.

Resumos publicados em anais:



MOREIRA, H. B.; BARICHELLO, E. (2009). “Es-



tudo sobre a técnica de curativo em lesões 

cutâneas de um hospital universitário.” In: 

X Mostra de Trabalho de Conclusão do Curso de 

Graduação em Enfermagem da UFTM. Uberaba.



MOREIRA, H. B.; BARBOSA, M. H.; ZUFFI, F. B.; 



JORGE, L. L. R. (2008). “Ação terapêutica da própolis 

em lesões cutâneas: estudo de revisão de literatura.” 

In: VI Fórum Mineiro de Enfermagem. Uberlândia.



MOREIRA, H. B.; SILVA, P. A.; SIMÕES, A. L. A. 

(2008). “Projeto Sarakura: Atividades lúdicas no 

contexto hospitalar.” In: IV Jornada de Extensão 

Científica/ I Semana Científica. Uberaba.



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CAPÍTULO 5  RELATOS DE VIDA

Currículo pessoal. Acervo dos autores.

R

eprodução/Arqui



v

o da editora



YAMAMOTO, L. R.; MOREIRA, H. B.; SILVA, P. 



A.; SIMÕES. A. L. A.; SILVA, L. C. (2008). “Avalia-

ção da satisfação dos clientes hospitalizados 

em relação às atividades lúdicas desenvolvi-

das por acadêmicos da UFTM.” In: IV Jornada 

de Extensão Científica/ I Semana Científica. 

Uberaba.


SILVA, P. A.; MOREIRA, H. B.; SIMÕES, A. L. A. 



(2007). “Sarakura: uma proposta para huma-

nizar o ambiente hospitalar.” In: III Jornada de 

Extensão Universitária da UFTM. Uberaba.



ANDRADE, F. A.; NANTES, C. C.; SIMÕES, A. L. 

A.; MOREIRA, H. B.; FRIZZO, H. C. (2007). “Idoso 

institucionalizado — causas e consequências do 

Com o auxílio de um processador de textos, o currículo é 

elaborado por meio de diagramação simples e objetiva, para 

facilitar a leitura e a rápida localização das informações.

1

  É provável que você não tenha experiências profissionais, por 



ainda estar concluindo o Ensino Médio. Entretanto, é possível 

que logo tenha que organizar seu currículo para concorrer a 

uma vaga de emprego ou de estágio. Seguindo o modelo de 

Harriet Bárbara, organize os dados de sua vida estudantil e/ou 

profissional sob a forma de um currículo. Liste:

a) 


Seus dados pessoais. 

b) 


Suas qualificações: o que você sabe fazer, habilidades, lín-

guas estrangeiras que fala, etc. Essa parte de seu currículo é 

que deve ganhar destaque.

c) 


No item “Formação”, escreva o nome da escola em que 

você estuda, a data de início e a possível data de término 

do Ensino Médio, cursos profissionalizantes que você tenha 

feito (ou esteja fazendo), etc.

d) 

Caso você já tenha experiências profissionais, liste-as no item 



“Experiência profissional”. Se não tiver, não mencione esse item.

2

 Quando os currículos de todos estiverem prontos, organizem 



um mural. Você poderá observar dados relativos à vida escolar e 

profissional de muitos de seus colegas e quem sabe notar habi-

lidades que eles citaram em seus currículos das quais você nem 

sequer suspeitava.

3

  Observe os currículos do mural, note as semelhanças e diferenças 



com o que você produziu, tentando perceber o que você poderia 

melhorar no seu. Assim, quando solicitarem que você organize de 

fato seu currículo, você saberá como e por que fazê-lo.

 O fundamental é que os alunos despertem para a importância do currículo como gênero ligado ao mundo do trabalho. Ao analisar as 

produções deles, verifique se foram capazes de organizar adequadamente as informações pessoais sob a forma de currículo. Caso perceba 

alguma inadequação, intervenha e ajude-os a resolver o problema.

asilamento e a importância do contexto fami-

liar.” In: III Jornada de Extensão Universitária da 

UFTM. Uberaba.



 

MOREIRA, H. B.; NANTES, C. C.; SIMÕES, A. 

L. A.; ANDRADE, F. A.; FRIZZO, H. C. (2007). 

“Atenção humanizada ao idoso institucionali-

zado: um relato de experiência.” In: III Jornada 

de Extensão Universitária da UFTM. Uberaba.



NANTES, C. C.; MOREIRA, H. B.; SIMÕES, A. L. 



A.; ANDRADE, F. A.; FRIZZO, H. C. (2007). “Ati-

vidades realizadas por idosos em instituição de 

longa permanência — uma revisão de literatu-

ra.” In: III Jornada de Extensão Universitária da 

UFTM. Uberaba. 

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UNIDADE 3  MUNDO DO TRABALHO (I)

CAPêTULO

6

Carta pessoal



PRIMEIROS PASSOS

   Observe estes cartazes de filmes: 

a) 

Você já assistiu a algum desses filmes? Em caso de resposta afirmativa, 



conte se gostou ou não. 

b) 


Esses filmes têm relação com cartas. Você saberia dizer que importância 

teria a carta no enredo de algum desses filmes?

c) 

Num mundo em que a comunicação se faz prevalentemente por meio digi-



tal, você sente falta de escrever e de receber cartas? Por quê?

d) 


Na turma, quem nunca escreveu uma carta pessoal? Por quê?


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