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ciativo , um enunciador



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Linguagem Interacao 3 MP 0019P18013 PNLD2018
ciativo

, um enunciador. A expressão das intenções será tanto mais “explícita” 

quanto mais evidente ficar, no texto, esse enunciador.

O grau máximo de explicitação ocorre quando o enunciador se projeta no 

texto como um eu claramente constituído, e isso pode ser detectado por todas 

as formas de expressão pessoal, em especial o uso da primeira pessoa do singular, 

que acentua o grau de subjetividade do texto.

O grau mínimo de explicitação ocorre quando o enunciador — intencionalmente 

ou não — “apaga” as marcas de subjetividade do texto, o que o faz parecer neutro

Entre esses dois extremos, há formas intermediárias de explicitação da subjetividade.

No texto 1, podemos observar projeções enunciativas explícitas, por meio da 

primeira pessoa do singular de formas verbais e pronominais empregadas, mas tam-

bém é possível notarmos que, mesmo quando não recorre explicitamente ao “eu”, o 

enunciador deixa marcas de sua presença ou, como se costuma dizer, ele “projeta-se” 

no texto — formas de modalização como as indicadas nas atividades 3 e 4 desta 

seção são exemplos de projeções enunciativas menos explícitas do que a expressão 

direta da primeira pessoa. Essas projeções permitem que os leitores percebam não 

só as opiniões expressas, como também as intenções comunicativas do autor (suas 

“posições pessoais”). No texto 1, ao lado das marcas explícitas do enunciador, há o 

emprego de certos adjetivos e advérbios, o uso das aspas e do itálico, entre outros

que “mostram” a posição do enunciador em relação aos fatos relatados e revelam 

suas intenções. Ao ler o texto, um dos trabalhos do leitor é ser capaz de identificar 

as marcas — mais ou menos explícitas — que revelam essas intenções.

Quanto mais você conhecer tais marcas, mais fácil será perceber as intenções 

ao ler um texto e melhor conseguirá valer-se delas ao produzir seus próprios textos. 

Ao longo dos volumes desta coleção temos procurado, em diferentes momentos

levar você a conhecer esses recursos linguísticos e a saber reconhecê-los e em-

pregá-los da forma que considerar conveniente.

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CAPÍTULO 5  RELATOS DE VIDA

II. Relatos de vida

O texto 1 é um exemplo de relato de vida: a partir de informações sobre a vida 

de uma pessoa, relatam-se acontecimentos que a cercam e as experiências vividas 

por ela. Ao produzir um texto dessa natureza, pode-se focalizar determinado fato 

ou momento da vida — no relato em questão, Malala Yousafzai concentra-se na 

descrição de certos hábitos pessoais para situar os leitores quanto ao momento 

em que fora vítima de um ataque. 

Por se tratar de um relato em que o enunciador projetado no texto se identifica 

com a pessoa cuja vida é objeto do relato, as projeções enunciativas predominantes 

são explícitas, a maior parte delas sendo marcada pelo emprego da primeira pes-

soa do singular de formas verbais e pronominais. Quando isso ocorre, costuma-se 

chamar esse tipo de relato de vida de autobiografia. Na literatura, por exemplo, 

muitas vezes as memórias — conforme vimos anteriormente — têm caráter 

autobiográfico. Na página 186, você lerá um trecho de Memórias do cárcere, de 

Graciliano Ramos, uma autobiografia.

Há relatos de vida em que o enunciador projetado no texto não se identifica 

com a pessoa cuja vida é objeto do relato. Nesse caso, o relato de vida é chamado 

genericamente de biografia.

6

 Converse com algum conhecido seu (parente, amigo, etc.) que tenha uma 



história de vida que lhe pareça interessante. 

a) 


Peça-lhe que conte a você um fato ou episódio marcante vivido por ele. 

b) 


A partir desse episódio, produza um relato biográfico dessa pessoa, focali-

zando o fato contado. Use os recursos que você aprendeu até agora sobre 

as projeções enunciativas.

c) 


Na data combinada com o professor, apresente seu relato biográfico (leia 

seu texto ou conte oralmente a partir do texto elaborado) e ouça a produ-

ção dos colegas. Não se esqueça de explicar por que você escolheu falar 

sobre a vida dessa pessoa, deixando claros os motivos que o levaram a 

considerá-la interessante. 

Diálogo com a literatura

Segunda fase do Modernismo brasileiro 

(1930-1945) – prosa (I)

A segunda fase do Modernismo brasileiro apresenta obras que revelam uma 


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