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A mecanização do campo gera desemprego 
estrutural. Muitas máquinas substituem prin-
cipalmente o trabalho humano pouco exigente 
de qualificação e que oferece menores remune-
rações. Para operar os maquinários modernos, 
é cada vez maior a exigência de escolarização 
e profissionalização dos trabalhadores agrope-
cuários. Contudo, a isso não c orresponde sufi-
cientemente o aumento dos investimentos em 
educação no campo brasileiro e para o campo.
Além disso, as dificuldades enfrentadas 
pelos pequenos produtores são inúmeras. A 
adaptação às novas tecnologias é prejudicada 
pela restrição de acesso a créditos. A compe-
tição com as grandes empresas é difícil devido 
à disponibilidade de capital para investimento. 
Por questões técnicas que afetam a produ-
tividade e, por vezes, em decorrência de en-
dividamentos, a solução encontrada é a ven-
da da propriedade, o que acirra ainda mais a 
concentração de terras e reforça os problemas 
elencados. 
A agropecuária do campo moderno explora 
intensivamente os recursos naturais. A mono-
cultura pode provocar a degradação do solo e 
o esgotamento de seus nutrientes. A pecuária, 
sobretudo bovina, devido ao pisoteamento do 
solo pelo gado, pode levar à compactação e à 
erosão. A deterioração pode chegar ao extremo 
de tornar solos improdutivos e culminar na desertificação em algumas re-
giões, como se observa na região Nordeste, ou na arenização, como ocorre 
na região Sul. 
As atividades agropecuárias estão entre as principais emissoras de ga-
ses do efeito estufa. Em 2018, de acordo com estudos do Instituto de Ma-
nejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), as emissões chegaram a 
492 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente. Esse volume repre-
sentou 25% do total de emissões brasileiras naquele período. A pecuária bo-
vina para corte e produção leiteira foi responsável por lançar 80% dos gases 
do efeito estufa emitidos pela agropecuária. A produção de fertilizante, por 
sua vez, representou 6% dessas emissões. 
O volume de resíduos sólidos produzidos no campo moderno também é 
um problema. Esses resíduos incluem dejetos animais, embalagens de lu-
brificantes e agrotóxicos, sucatas de máquinas, etc. A precária política de 
infraestrutura pública de coleta intensifica o problema. 
O desmatamento também merece atenção. Na Amazônia e no Cerrado, a 
retirada da cobertura vegetal é significativa. Dados divulgados pelo Instituto 
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que entre 2018 e 2019 foi 
devastada uma área de 6 483 km
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no Cerrado. A produção pecuária bovina e 
a soja são atividades diretamente associadas a isso, em um processo deno-
minado avanço da 

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