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A E C O L O G I A E A H I S T Ó R I A



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Humanitas.doc - Volume 3
A E C O L O G I A E A H I S T Ó R I A 
A M B I E N TA L
A ideia de que o meio geográfico influi no temperamento, na vida social e nas 
qualidades humanas de determinado povo é bem antiga. Mas o primeiro a es-
tudar sistematicamente a inter-relação dos indivíduos com o meio físico foi o 
naturalista e geógrafo prussiano Carl Ritter (1779-1859), considerado pioneiro 
dos fundamentos científicos do que se chama hoje de ambientalismo. Segundo 
a perspectiva de Ritter, o meio tem grande influência sobre os indivíduos e na 
construção de suas sociedades, mas os seres humanos também são responsá-
veis por alterações no meio natural. 
No século XIX, o biólogo alemão Ernest Haeckel (1834-1919) cunhou o termo 
ecologia, influenciado pelo evolucionismo darwinista. Originado da Biologia, a 
Ecologia pode ser definida como o estudo da relação entre os organismos vivos 
e o ambiente em que se inserem. Essa ideia relacional entre ser e ambiente foi 
depois adotada, no início do século XX, pelos sociólogos estadunidenses Robert 
Ezra Park (1864-1944) e Ernest Watson Burguess (1886-1966) para estudar a so-
ciedade. A chamada Escola Sociológica de Chicago propôs uma Ecologia Huma-
na, que entende o funcionamento social dos meios urbanos de maneira análoga 
a um ecossistema no mundo natural. Em 1959, o sociólogo estadunidense Otis 
Dudley Duncan (1921-2004) definiu os objetos concernentes à ecologia humana e 
ao complexo ecológico: a população, o meio, a tecnologia e a organização.
Todas as correntes da Ecologia, porém, mantiveram o viés antropocêntrico 
de sua época, considerando o ser humano capaz de controlar as forças da 
natureza, adaptar-se aos mais variados ambientes e moldá-los a seu favor. Ao 
mesmo tempo, essas correntes foram acusadas de determinismo geográfico 
e de simplificar o resultado da influência do meio, por exagerar as influências 
dele no caráter dos povos.
A partir de meados do século XX, os estudos em Ecologia multiplicaram-se
mudando os eixos pelos quais se entendiam a natureza e a humanidade no mun-
do ocidental. O tempo geológico ganhou importância para a compreensão da 
sociedade, e criaram-se outros ramos do saber, como a história ambiental e a 
ecologia histórica. 
O professor de História estadunidense Roderick Nash (1939-) foi o primeiro a 
utilizar o termo história ambiental e propor que a paisagem fosse considerada 
um documento histórico. Já o historiador Donald Worster (1941-) sugeriu, em 
trabalho publicado em 1991, colocar a natureza dentro do estudo da História, 
mas como sujeito, não como objeto. Esse autor destacou três níveis de questões 
sobre a história ambiental: funcionamento e organização da natureza em seu 
passado; relação de intervenção socioeconômica sobre a natureza, como tecno-
logias do trabalho, modo de produção, etc.; e, como último nível, a percepção hu-
mana da natureza, de sua cosmologia, crenças e mitos em uma dada sociedade. 

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