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ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS |



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Humanitas.doc - Volume 3
ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS |
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de grandes obras, como a construção da usina de Belo 
Monte. A habilidade EM13CHS304 é desenvolvida nas 
atividades, pois os estudantes irão analisar criticamente 
a atuação de diferentes governos e agentes sociais em 
situações referentes a questões ambientais. Já a habili-
dade EM13CHS305 é mobilizada na análise das confe-
rências internacionais do meio ambiente e nas
ações transnacionais resultantes delas. A habilidade 
EM13CHS306 relaciona-se diretamente com as análises 
e comparações que os estudantes irão fazer entre os 
contextos trabalhados no capítulo e as realidades locais 
e das metrópoles brasileiras. Por fim, as habilidades a
EM13CNT106 e a EM13CNT309, de Ciências da Natu-
reza e suas Tecnologias são desenvolvidas na análise que 
os estudantes farão das matrizes energéticas brasileiras
avaliando sua produção e seu consumo. 
Orientações para o trabalho em 
sala de aula
Sua experiência pessoal 
p. 104-105 
Para iniciar os estudos deste capítulo você pode esta-
belecer um diálogo com os estudantes com o objetivo 
de resgatar seus conhecimentos prévios a respeito das 
origens da crise ambiental atual. Instigue-os a pensar so-
bre os fatores que desencadearam a crise, isto é, a esta-
belecer relações dela com o advento do capitalismo in-
dustrial a partir do século XVIII – como o aumento da 
urbanização, da produção de alimentos em larga escala, 
de hábitos de consumo de mercadorias, entre outros. Au-
xilie-os a questionar o estilo de vida promovido pelo mo-
do de produção predominante no sistema-mundo atual 
e as formas de uso da natureza, relacionando assim o 
conteúdo com o desenvolvimento da habilidade 
EM13CHS304.
Procure debater com os estudantes o quanto cada pessoa po-
de fazer sua parte e os contextos em que isso pode ocorrer. É 
importante, antes de mais nada, construir com eles o enten-
dimento de quais práticas são boas para o meio ambiente e 
quais não são. Muitos estudantes podem acreditar estar co-
laborando, quando, na verdade, talvez não estejam; outros 
podem enxergar a preservação do meio ambiente como algo 
muito abstrato e distante, que não se relaciona com suas prá-
ticas individuais do dia a dia. A construção do conhecimento 
e a mobilização para a ação correta ocorrem precisamente 
através da avaliação crítica das ações de uma sociedade e de 
seus indivíduos.
É preciso, ainda, considerar a realidade socioeconô-
mica de cada estudante. Por melhores que sejam as in-
tenções de cada um, há significativas barreiras ao deba-
te da ecologia em um país em que aproximadamente 
metade das residências não conta com coleta de esgo-
to, e apenas 3% do lixo coletado é reciclado (dados dis-
poníveis nos endereços a seguir: https://www.sanea 
mentobasico.com.br/apenas-3-lixo-reciclado/ e https://
g1.globo.com/economia/noticia/2020/06/24/raio-x-do 
- s a n e a m e nto - n o - b r a s i l - 1 6 p e rce nt- n a o - te m - a 
gua-tratada-e-47percent-nao-tem-acesso-a-rede-de-es 
goto.ghtml, acesso em: 18 set. 2020). É justamente por 
ter uma porcentagem tão baixa de reciclagem que ca-
be à escola incentivar e discutir o papel de cada cida-
dão ao selecionar governantes comprometidos com a 
melhora desses índices.
Outra opção é acompanhar os estudantes em uma 
pesquisa sobre os projetos relacionados ao meio ambien-
te em andamento em sua cidade, estado, ou do Governo 
Federal. Auxilie-os a encontrar materiais disponibilizados 
on-line pela Secretaria de Meio Ambiente escolhida, ou 
pelo Ministério do Meio Ambiente, e a comparar critica-
mente os projetos expostos em relação à realidade. Na 
realização da pesquisa, incentive os estudantes a buscar 
notícias sobre a situação de saneamento básico, conser-
vação de matas, ou demais pontos relevantes à preserva-
ção ambiental na área em estudo. 
A emergência da preocupação 
transnacional com o meio 
ambiente 
p. 106 
Procure iniciar o estudo desse tópico discutindo com 
os estudantes sobre os significados do termo “transnacio-
nal”. Para isso, você pode introduzir o exemplo da floresta 
Amazônica, que será abordado na sequência. Convém, nes-
se momento, fazer uma sondagem prévia do que eles sa-
bem sobre as preocupações ambientais que essa floresta 
enseja no mundo. Procure trabalhar as noções de escala, 
fronteiras e territórios para problematizar essa questão am-
biental e sua característica transnacional e estimular os es-
tudantes a compreender por que a sociedade mundial se 
preocupa com ecossistemas que, 
a priori, são regulamen-
tados pelos países onde se localizam, relacionando assim 
a discussão com a habilidade EMCHS305. Na sequência, 
você pode fazer uma leitura mediada do mapa “América 
do Sul: países amazônicos”, página 106, com os estudantes, 
procurando destacar que a floresta, uma vez instauradas 
as divisões dos países sul-americanos sobre ela, é transna-
cional, raciocínio que se relaciona e contribui para o desen-
volvimento da habilidade EMCHS204. Mais uma vez, é im-
portante mobilizar os conceitos de escala, territórios e 
fronteiras para o início da problematização acerca das po-
líticas institucionais adotadas pelos países amazônicos, as 
quais serão debatidas por países de outras regiões do mun-
do, o que torna a questão mais complexa. O objetivo é 
discutir a floresta contextualizada em escala mundial como 
um bem comum.
Um dos mais comentados historiadores da atualida-
de, o israelense Yuval Harari, propõe a seguinte reflexão:
À med ida que avançamos no sécu lo X X I, o 
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nacionalismo perde terreno rapidamente. Cada vez mais 
pessoas acreditam que toda a humanidade é fonte legítima 
de autoridade política, e não composta por membros de na-
ções específicas, e que a garantia dos direitos humanos e a 
proteção dos interesses de toda a espécie humana devem 
nortear a política. Sendo assim, ter cerca de 200 Estados in-
dependentes é um obstáculo, não uma ajuda. Já que suecos, 
indonésios e nigerianos merecem ter os mesmos direitos 
humanos, não seria mais simples que um único governo 
global os protegesse?
O aparecimento de problemas essencialmente globais, 
como o derretimento das calotas polares, acaba com qual-
quer legitimidade que reste aos Estados-nação independen-
tes. Nenhum Estado soberano será capaz de superar sozi-
nho o aquecimento global. [...]
Em pleno 2015, o mundo ainda é politicamente fragmen-
tado, mas os Estados estão perdendo sua independência ra-
pidamente. Nenhum deles é realmente capaz de executar 
políticas econômicas independentes, declarar e travar guer-
ras quando quiser, ou mesmo conduzir as próprias questões 
internas como julgar conveniente. Os Estados estão cada 
vez mais abertos às maquinações dos mercados globais, à 
interferência de ONGs e empresas globais e à supervisão do 
público global e do sistema jurídico internacional. Os Esta-
dos são obrigados a se adequar aos padrões globais de com-
portamento financeiro, política ambiental e justiça. Corren-
tes imensamente poderosas de capital, trabalho e 
informação giram e moldam o mundo, com uma crescente 
desconsideração pelas fronteiras e opiniões dos Estados.
O império global que está sendo forjado diante de nos-
sos olhos não é governado por nenhum Estado ou grupo ét-
nico em particular. De maneira similar ao Império Romano 
tardio, é governado por uma elite multiétnica e se mantém 
unido por cultura e interesses em comum. Em todo o mun-
do, cada vez mais empresários, engenheiros, especialistas, 
acadêmicos, advogados e gerentes são chamados para fazer 
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