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Humanitas.doc - Volume 3
Professor indicado: Geografia ou História
Para dar continuidade ao tema, explique que a forma 
e as dinâmicas internas das cidades determinam os arran-
jos urbanos, isto é, a configuração delas no espaço geo-
gráfico. Aspectos sociais, econômicos e políticos, bem 
como os tipos de sítios onde as cidades se desenvolvem, 
isto é, planícies fluviais ou marítimas, áreas montanhosas, 
etc., influenciam diretamente nos diferentes tipos de ar-
ranjos urbanos existentes. 
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Nesse caso, mostre fotografias que retratam a visão do 
alto de cidades brasileiras situadas no litoral e em áreas 
montanhosas, para que os estudantes possam reconhecer 
que os componentes físicos do lugar influenciam direta-
mente no arranjo urbano desses locais. As fotografias a se-
guir podem ser utilizadas como exemplo nessa reflexão.
Imagem aérea da cidade de Santos (SP). A cidade dispõe-se 
entre a faixa litorânea e as serras, ao fundo. Foto de 2017.
Em Ouro Preto (MG), os contornos da cidade obedecem ao 
relevo montanhoso da região, que acentua o destaque dado 
às igrejas, herança de sua fundação no período colonial. 
Foto de 2020.
Retome o conteúdo trabalhado nas habilidades da 
Geografia durante o Ensino Fundamental a respeito das 
funções da cidade. Permita que os estudantes possam 
refletir sobre as atividades predominantemente estabe-
lecidas na cidade em que vivem (ou na cidade mais pró-
xima, caso o lugar de vivência seja na área rural) para de-
finir qual é a função urbana dela.
Em seguida, explore o mapa “Brasil: região de influên-
cia das cidades (2018)”, evidenciando a rede urbana pro-
posta pelo IBGE. Oriente os estudantes a realizar a leitura 
detalhada da legenda para identificar a localização das 
cidades brasileiras consideradas metrópoles, capitais re-
gionais, centros sub-regionais, centros de zona e centros 
locais. Destaque também a região de influência estabe-
lecida pelas capitais brasileiras, identificando o lugar de 
vivência no contexto urbano do país.
O conteúdo discute também a qualidade de vida nas 
cidades, destacando as condições insalubres dos traba-
lhadores durante o período de grande expansão urbana 
na Inglaterra, relacionado ao rápido desenvolvimento in-
dustrial vivenciado pelo país.
PARALAXIS/Shut
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Luis W
ar/Shut
terstoc
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O texto a seguir apresenta a visão do teórico alemão 
Frederich Engels (1820-1895) a respeito das cidades e das 
condições de vida dos trabalhadores urbanos da Inglaterra 
durante o período em que permaneceu no país. Proponha 
a leitura coletiva do texto, incentivando os estudantes a iden-
tificar os aspectos similares vivenciados pelos trabalhadores 
urbanos de Londres, no século XIX, e das grandes cidades 
brasileiras atualmente. Espera-se que as incertezas quanto à 
garantia do emprego no futuro e as condições precárias das 
infraestruturas urbanas sejam citadas pelos estudantes.
Durante o período em que permaneci na Inglaterra, a 
causa direta da morte de vinte ou trinta pessoas foi a fome, 
em circunstâncias as mais revoltantes; mas, quando dos 
inquéritos, raramente se encontrou um júri que tivesse a 
coragem de atestá-lo em público. Os depoimentos das tes-
temunhas podiam ser os mais claros e inequívocos, mas a 
burguesia – à que pertenciam os membros do júri – encon-
trava sempre um pretexto para escapar ao terrível veredic-
to: morte por fome. Nesses casos, a burguesia não deve di-
zer a verdade: pronunciá-la equivaleria a condenar a si 
mesma. Muito mais numerosas foram as mortes causadas 
indiretamente pela fome, porque a sistemática falta de ali-
mentação provoca doenças mortais: as vítimas viam-se tão 
enfraquecidas que enfermidades que, em outras circuns-
tâncias, poderiam evoluir favoravelmente, nesses casos de-
terminaram a gravidade que levou à morte. A isso chamam 
os operários ingleses de assassinato social e acusam nossa 
sociedade de praticá-lo continuamente. Estarão errados? 
Morrem de fome, é certo, indivíduos isolados, mas que 
segurança tem o operário de que amanhã a mesma sorte não 
o espera? Quem pode garantir-lhe que não perderá o empre-
go? Quem lhe assegura que amanhã, quando o patrão – com 
ou sem motivos – o puser na rua, poderá aguentar-se, a si e à 
sua família, até encontrar outro que “lhe dê o pão”? Quem 
garante ao operário que, para arranjar emprego, lhe basta 
boa vontade para trabalhar, que a honestidade, a diligência, 
a parcimônia e todas as outras numerosas virtudes que a 
ajuizada burguesia lhe recomenda são para ele realmente o 
caminho da felicidade? Ninguém. O operário sabe que, se ho
-
je possui alguma coisa, não depende dele conservá-la ama-
nhã; sabe que o menor suspiro, o mais simples capricho do 
patrão, qualquer conjuntura comercial desfavorável podem 
lançá-lo no turbilhão do qual momentaneamente escapou e 
no qual é difícil, quase impossível, manter-se à tona. Sabe que 
se hoje tem meios para sobreviver, pode não os ter amanhã. 
Mas passemos agora a um exame mais detalhado das 
condições que a guerra social impõe à classe que nada pos-
sui. Vejamos que salário, sob a forma de habitação, vestuá-
rio e alimentação, a sociedade paga de fato ao operário por 
seu trabalho; vejamos que existência assegura àqueles que 
mais contribuem para sua existência – e observemos pri-
meiro a habitação.
Todas as grandes cidades têm um ou vários “bairros de 
má fama” onde se concentra a classe operária. É certo ser fre-
quente a miséria abrigar-se em vielas escondidas, embora pró-
ximas aos palácios dos ricos; mas, em geral, é-lhe designada 
uma área à parte, na qual, longe do olhar das classes mais 
afortunadas, deve safar-se, bem ou mal, sozinha. Na Inglater-
ra, esses “bairros de má fama” se estruturam mais ou menos 
da mesma forma que em todas as cidades: as piores casas na 
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